domingo, 31 de maio de 2020

444 - Lá se foi...

 444  -  Lá se foi...

É... Lá se foi o mês de maio! Se passou rápido, ou se demorou a passar, não sei definir.  Todo mundo fica meio perdido, numa situação atípica assim. Quarentena deveria ser quarenta dias. Mas já temos mais de sessenta, neste isolamento chamado quarentena. Pensei que poderíamos considerar a etimologia da palavra, mas pude constatar com tristeza, que não é bem assim. 

Amanhã, vou desfazer um altarzinho que alguém resolveu pedir para fazer, com o cumprimento de atividades, durante os trinta e um dias do mês de maio. Missão cumprida! Considerando este mês, dedicado a Maria, o altar montado nas nossas casas, foi para Ela. E foi muito bom, porque, com as Igrejas fechadas, a gente tinha, além das celebrações pela televisão, uma missão a mais, com tais atividades. Terminou hoje. Veremos o que inventarão agora, além da trezena a Santo Antônio, que faremos a partir de amanhã. 

E assim, vamos levando os dias, até ver como é que ficam as coisas, após este período de incertezas em que estamos mergulhados.

Sobrevivemos até agora. Mas muitos já se foram, levados por esta pandemia. E não só pelo vírus, que está devastando todo o mundo, mas por outras questões também, a maioria advinda de consequências do que ele mesmo está causando. É um período bem difícil, este que estamos atravessando. Com certeza, não é o primeiro da História da Humanidade; porém é o nosso tempo e por isto, precisamos aprender a conviver com ele.

E quando a gente pensa que já está melhorando, lá vem o noticiário, falando o que não gostaríamos de ouvir. Outros países sofreram com o corona, que é um vírus bem cruel, mas já estão voltando ao normal. Por aqui, a crise ainda é grande.  Na sexta-feira, foi falado em reabrir as Igrejas, com restrições; no sábado, disseram que ainda não é hora. Tudo bem. As autoridades são prudentes e devemos simplesmente obedecer. É o melhor a se fazer.

E começamos amanhã um novo mês! Junho chega pra nós ainda com Igrejas e escolas fechadas, sem contar lojas e outros tantos locais. E seguimos em frente; mas eu dizia hoje para uma de minhas irmãs: é como estar numa esteira, correndo, correndo, correndo... sem sair do lugar! 

O que nós, cristãos, fazemos desde o início, é estar sempre em Oração, pedindo a Deus que nos abençoe a todos, que tenha misericórdia das almas dos que partiram e console os que aqui ficaram, por enquanto. E nos ajude a levar a vida da melhor forma, tentando cumprir Seus mandamentos, até o momento final, determinado por Ele.

(Celina - 31/05/2020)

443 - Sobrevivência!

443  -  Sobrevivência!

Varrendo lá fora, vi um dos filhotinhos no chão. Empenadinho já, mas todo encolhidinho, coitado! Tremendo de frio. Eu deveria pegá-lo, colocá-lo novamente no ninho. Mas tive receio. Sou meio desastrada com essas coisas e temia que o ninho caísse com os dois. 

Nós os acompanhávamos desde os ovinhos, naquele ninho tão frágil, mal feito, apenas alguns raminhos indecisos. Meu esposo o amarrou, quando vimos os filhotinhos: "Quando crescerem um pouquinho, vão cair com o ninho e tudo. Estas pombinhas são muito relaxadas!"

Cresceram sim. E a gente acompanhando. Um ninho simplesinho, equilibrando-se em duas  barrinhas de ferro, que antes serviam de sustentação a um sombrite  que cobria o orquidário. Tantas árvores por ali, ramos fortes, folhagens espessas e deram preferência para aquele local.  Se bem que o ninho estava debaixo de uma enorme folha de mamoeiro, que o livrava do sol forte e, parece, até da chuva. 

Bem. Mas agora, um dos filhotinhos estava ali, caído no chão frio. Colocá-lo lá de novo, arriscando-se com a queda do ninho e, consequentemente, dos dois, ou esperar acordar quem sabe fazê-lo com segurança? Na dúvida, optei pela segunda. 

E esperei... E esperei! Olhava para ele com dó e com raiva de uns pais sem compromisso, ou preguiçosos, que deixam os filhos assim, sem segurança.

Meu esposo sempre mexeu com passarinhos e entende bem disto. Quando ele se levantou, falei com alívio: Estava esperando você para colocar no ninho um dos filhotinhos que caiu no chão. Corremos para lá. E ele, desanimado: "Ah! Já morreu. Por que você não o colocou lá de volta?"

Fiquei triste, mas ele compreendeu minha explicação: deixar um morrer ou arriscar matar os dois? Mas não dei muito tempo pra me chamar de covarde, não: toquei no passarinho e as asinhas se mexeram: Tá vivo! Põe depressa lá! E fiquei vigiando. A mãe retornou e  se aninhou sobre eles. E eu rezando pra que ele não morresse por minha culpa. 

À noite, pareceu-me sentir cheiro de alguma coisa queimando e vim à cozinha ver se meu esposo  deixara algo ligado no fogão, mas vi que não.  Só que, esquecendo-me de agasalhar, voltei para a cama com um tremendo frio. Aí fico pensando no filhotinho: teria ele sobrevivido? Teria se aquecido após tanto frio?

E pior, comecei a me lembrar dos moradores de rua. Ai, meu Deus! E foi para rezar o resto da noite, por aqueles que estavam sentindo mais frio que eu. Quem disse que consegui dormir de novo?

No outro dia, corro para ver o ninho. A mãe estava lá sobre eles. Graças a Deus! Devem estar bem quentinhos! Mas não sei como uns raminhos daqueles podem suportar o peso dos três. Quando ela saiu, fui lá. Afastei um pouco a folha do mamoeiro e um solzinho bem gostoso, os aqueceu. Lá estavam os dois bem juntinhos. Não dava pra saber qual era o fujão; os dois estavam igualmente bem. Fiquei feliz. E pedi a Deus que as minhas preces tenham tido validade também para os humanos, aquecendo-os nas noites frias que tanto nos incomodam.

 Isto foi há uns cinco dias. Ali estão eles, já com as cabecinhas de fora, felizes, olhando pra   mim, com carinha de safados. E nem sabem que me fizeram perder o sono... É assim!

Daqui a poucos dias, estarão voando por aí, pisando nas minhas plantinhas, atrapalhando os meus canteiros, à procura de insetos. E depois farão outros ninhos. Espero que os façam melhores para que eu não passe por uma experiência ruim assim de novo, que me levou mais da metade do sono daquela noite. Vão se somar ao time enorme daqueles que já se acham no direito de atrapalhar meu canteirinho de rúcula! Fazer o quê, não é? Todos precisam se alimentar...
(Celina  -  31/05/2020)

sábado, 16 de maio de 2020

442 - Xerox

442  -  Xerox

No meu tempo de aluna, não havia xerox; a gente precisava copiar tudo que tivesse que guardar para recordar depois, intensificando os estudos.  No início do meu magistério, surgiu o mimeógrafo, facilitando um pouco mais a vida dos estudantes, pois nós, professores, mimeografávamos os textos para que eles os tivessem, lendo e guardando para trabalhos posteriores. 

Ainda na minha caminhada de professora - e depois, supervisora - surgiram os xerox e aí é que os alunos quase nada escreviam, pois já vinha tudo pronto. Tranquilidade, não é? E ainda surgiram livros que chegavam para eles já com as atividades no jeito, apenas para marcar com um x, sublinhar, ou escrever algumas palavras e pequenas frases, facilitando mais ainda a vida escolar de crianças e jovens. 

Porém, os dois parágrafos anteriores são apenas uma introdução ao assunto que quero abordar hoje, cujo teor é muito profundo: não existe xerox do ser humano! Não se copia uma pessoa! Ela é única, um ser que não se repete; uma vida que é só dela! Cada ser humano é dotado de sua identidade própria, sua filiação, sua experiência de vida, seus passos, seus projetos, seus estudos, seus trabalhos, sua vida enfim!

Cada pessoa, ao ser criada, recebe de Deus, uma alma  imortal que voltará para Ele, quando  for determinado. Esta parte é DELE. Cabe a nós tentar conservar esta alma que nos foi dada, o mais pura possível! E sempre que for manchada de alguma forma, deveremos pedir perdão para limpá-la novamente - e seguir em frente! Felizes os que conseguirem levá-la para Ele, sem muitas impurezas. 

Mas isto, Ele mesmo na Sua bondade, já providencia desde o início. Pois, ao nos entregar uma alma imortal, Ele nos dá também, de presente, um Anjo da Guarda, que é só nosso, e que caminhará conosco durante toda a vida terrena. Cabe a nós, procurar ouvir seus conselhos e caminhar retamente.

Além disto, para nos livrar da mancha original, Ele nos deu ainda, o Sacramento do Batismo, depositando em nós, a grande virtude da fé! Que maravilha! E ainda tem mais: assim como Jesus prometeu e mandou o Espírito Santo Paráclito, podemos contar com Sua sabedoria também em tudo o que fazemos. Não é maravilhoso? 

Tudo isto porque Deus nos nos ama, nos deu o livre arbítrio e sabe que a pessoa pode, levada pelo inimigo, apesar de todo esse suporte, chegar a deslizes de que se arrependerá profundamente. Por isto, entregou-nos também os outros Sacramentos, não é fantástico? Pois se, num momento de fraqueza, desconsideramos os Seus mandamentos, temos a chance de nos reconciliar com Ele. Deus é maravilhoso!

Volto a reafirmar meus irmãos: não existe xerox de nenhum de vocês; nem de mim também! A responsabilidade por esta vida é de cada um de nós. E é só esta vida, esta oportunidade que nos foi dada; não existe outra! Em Hebreus 9,27 lemos: "... os homens morrem uma só vez; depois virá o juízo final."   Percebem? Não haverá uma segunda chance. É agora! 

Eu os convido a meditar comigo hoje: Como está nossa relação com o nosso Anjo da Guarda? E com o Espírito Santo de Deus? Com os Sacramentos?... E com os nossos irmãos? Pensemos nisto!

 (Celina - 16/05/2020)

terça-feira, 12 de maio de 2020

441 - Transubstanciação!

441  -  Transubstanciação!

Palavra grande, difícil ensinar para os nossos catequizandos. Difícil para eles falarem, difícil para escreverem, mas - creia povo de Deus! - com a Sua Graça, não é difícil para eles entenderem! Pasmem os céticos, mas quando a gente diz pra eles: "Isto é pão e isto é vinho - após a Consagração, serão Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo!" - eles creem!

Creem, porque está na Bíblia! Creem porque acreditam nas nossas palavras. Acreditam porque as mesmas saem de nossa boca, mas não são nossas, como não são do sacerdote, quando ele proclama solenemente: "Isto é o Meu Corpo!" E depois: "Isto é o Meu Sangue! Sangue da nova e eterna aliança!" É a aliança de Deus conosco.

É difícil entender isto, meus irmãos? Não! Sabemos que estamos nas Mãos de Deus, que não sabemos até quando ficaremos por aqui - alguém sabe? - e não sabemos como será a nossa passagem para a vida eterna. Tudo bem.

Não sabemos nem como surgiu este tal de coronavírus, que nos perturba agora, nem o que mais ele vai nos trazer e nem até quando vai ficar. Ninguém sabe! E nem se compara a realidade de um bichinho maldoso desses, com o que estou dizendo hoje, agora, nesta crônica! Nem se compara! Um sentido infinitamente menor! E nem isto a gente sabe. Ninguém sabe. O mundo parou por causa dele. Incrível! Já tivemos períodos assim na caminhada da Humanidade, como a gripe espanhola do século passado. Mas algumas pessoas não querem entender os sinais dos tempos!

Transubstanciação! É mais um milagre da multiplicação dos pães! Como se faz para se conseguir o trigo e a uva para que a Hóstia Consagrada esteja presente em todos os altares do mundo inteiro, nas mãos de sacerdotes fervorosos, que "in persona Christi" - repetem as máximas Palavras?... E considerando os fusos horários, se, em todo o mundo,  temos as nossas celebrações às sete horas da manhã, elas acontecem durante as vinte e quatro horas do dia! Mesmo agora, com as Igrejas fechadas, elas acontecem. E com a graça de Deus, podemos participar, de nossas casas, em lágrimas! Em lágrimas por não poder receber a Jesus Sacramentado...

Mas vai passar rapidinho. Porque confiamos! Porque colocamos este sofrimento físico, mental e espiritual no Coração de Jesus e de Maria, nossa Mãe Santíssima! Vai passar! Muito mais rápido que as autoridades humanas possam pensar. Porque a Autoridade Maior vem do Céu! E Maria, a nossa intercessora, está lá, a pedir por nós, porque nós, cristãos, aqui da terra, estamos de joelhos no chão, rezando o Rosário, pedindo a Sua poderosa intercessão. E cremos que nos atenderá, e rogará a Deus por nós, pelo retorno da alegria, como em Caná da Galileia!

(Celina - 12/05/2020)


sábado, 9 de maio de 2020

440 - "Ficar em Casa!"


440  -  "Ficar em Casa!"

Comentávamos ontem, minha cunhada e eu, que até já estamos nos acostumando a ficar em casa. Quando pudermos sair de novo, vamos certamente, achar bem estranho. Mas sei que esta situação que estamos vivendo não vai demorar muito, não! Já-já, a gente vai estar de volta para a nossa Igreja, para os clubes, para a comunidade, para as nossas viagens, rever os amigos, abraços calorosos, sorrisos, a vida lá fora, enfim!

Por enquanto, cada um curtindo da melhor forma,  a sua Igreja doméstica, o seu cantinho de amor pela família, pelas suas "coisas", pelo seu "eu", voltando-se a si mesmo, numa interiorização valorosa, limpando o espírito de coisas, muitas vezes, efêmeras, inúteis. 

Serviu muito! Foi bom para que a gente pudesse sentir de novo, algumas situações de que já se esquecera. Pudemos rever também certas delícias, cujas lembranças já estavam bem remotas, cheias de mofos, de cinzas, de ferrugem, não voluntariamente, mas porque o tempo passa e vai levando em seu bojo, algumas coisas preciosas, sem que a gente se dê conta disto. Porque estávamos muito ocupados com outras coisas, talvez nem tão importantes.

Por isto, louvo a Deus por esta nova situação em nossa vida. Aqui em casa, como meu companheiro de todas as horas dorme durante a manhã, aproveito para participar das celebrações da Santa Missa, faço minhas orações particulares, rezo em comunidade, virtualmente, nos horários estabelecidos pelo grupo, e quando Jesus nos diz a todos: "Ide" - como todos, eu  também vou ver as boas mensagens e enviar  minhas gotas de esperança aos amigos, e aproveito ainda para dar um simples recado aqui nas minhas crônicas. Porque, quando ele se levanta e Jesus me diz: "Celina, vai!"-  eu vou dar a ele a atenção que merece; e vamos às plantas, aos animais de que dispomos, às músicas - cujas melodias nos fazem bem - e a uma alimentação de que o corpo necessita. 

E todos nós, confinados, podemos retomar aquele sentido particular do gostinho precioso que é estar em casa com os nossos. Como aqui somos só nós dois, a não ser os telefonemos que damos e recebemos, é um para o outro mesmo! E isto é muito bom!

Lendo estas considerações, você pode dizer assim: "Pra nós, talvez não esteja sendo tão ruim, Celina. Mas você se esquece daqueles que estão sendo dizimados pelo vírus?" Sinto muito por eles, posso responder, condoendo-me, numa compaixão sincera, não só com aqueles que se vão, mas também com a família que fica, no sofrimento e na saudade. Porém explico: A indignação é grande porque é pública, e porque são muitos os que se vão de uma vez, mas quantos acidentes vemos que levam também amigos, irmãos, famílias inteiras para a outra vida? E, como disse meu filho mais velho ontem, todos vamos morrer mesmo, não é assim? Ou alguém vai ficar pra semente?!

Não é maldade, não! É a realidade de todos nós, de toda a humanidade. Quantos dos nossos já se foram?  Meus filhos não podem contar mais com os avós paternos, nem maternos. E quantos de nós já perdemos pais, filhos, irmãos, esposos - pessoas tão queridas! - e precisamos conviver com a dor da perda? A dor é a mesma, para qualquer um! Para todos eles, as nossas fervorosas orações! E além disto, o que nós, pobres mortais, podemos fazer, a não ser, obedecer às ordens e procurar amparar àqueles que, sabemos, esperam por nossa ajuda?

Então, deixemos de lado as torturas de uma televisão que parece querer nos maltratar ao extremo e fazer sangrar até a última gota a nossa tristeza, a dor pelo outro, minando a nossa paz de espírito, os nossos desejos, a vida enfim. Vamos viver,  porque ainda estamos aqui. E viver bem. Digo ao meu esposo: "Quero ser útil a você, para que tenha boas lembranças, quando eu for chamada". Mas ele diz que quer ir primeiro. Quem pode saber?

Que Deus, o Todo-Poderoso, o Criador, o Grande Arquiteto do Universo, receba com um abraço afetuoso, aqueles que estão indo. E também a nós, quando chegar a nossa vez! Sejam felizes, meus amigos, tenham dias alegres e bons motivos para viverem! Mas... quando chegarem as lágrimas, chorem mesmo, que isto também conforta. Grande abraço!


(Celina - 09/05/2020)

terça-feira, 5 de maio de 2020

439 - Atitude

439  -  Atitude

Tenho estado atenta a este conceito: "Atitude!" Creio não ser viável ficar "sentado à beira do caminho" esperando a vida passar. É preciso ir adiante! É preciso atitude corajosa. É preciso sair da zona de conforto e ir à luta! É preciso acreditar, orando, trabalhando, agindo.

Zaqueu queria ver Jesus. Sabia que  uma multidão imensa O acompanhava, onde quer que Ele fosse. Então, subiu a uma árvore. Lá de cima, com certeza, O poderia ver, mesmo cercado por todos os lados! Sua atitude foi premiada: Jesus olhou, viu-o, e disse que descesse, porque queria estar com ele em sua casa. Assim, não só viu o Mestre passar, mas sentou-se com Ele, conversou com Ele, lavou sua alma!

Eu também quero Jesus na minha casa! Quero Jesus no meu coração, na minha vida! Por isto busco por Ele, dia e noite, sem cessar. Quero ouvir Suas palavras, quero seguir Seus passos, quero viver como Ele quer que eu viva e para isto, preciso escutar Sua voz.

Tentando seguir Seus ensinamentos, quero viver bem com meus irmãos. Ajudo-os quando necessitam, peço ajuda quando eu necessito. Eu preciso de Deus, eu preciso de minha família, eu preciso dos irmãos de caminhada. 

É por isto que quero ser uma pessoa de atitude, uma pessoa que faz, ainda que não seja reconhecido o meu esforço, ainda que me lancem pedras - pedras que muitas vezes, podem ser benfazejas, pois abrem-me os olhos e me fazem ver que, se dói em mim, não posso fazê-lo aos demais. 

E quando atiram pedras a Deus, preciso de uma atitude de coragem, pois não posso aceitar, mesmo sabendo que "as pedras que os homens contra Deus atiram, ao contato dos céus, tornam-se estrelas!"  E embora analise esta fala humana, não seja eu a atirar pedras nas coisas sagradas e em meus irmãos, já que somos filhos de um mesmo Deus, que não é Pai meu, mas Pai Nosso! Que minhas atitudes possam ser abençoadas pelo Criador!

Maria, na sua vida aqui na terra, foi uma mulher de atitude, sempre pronta a ajudar, a marcar presença. Mulher de decisão! Sabendo da gravidez de sua prima, já tão idosa, foi logo oferecer seus préstimos. Quando Seu Filho saía em missão, Ela O esperava com seus discípulos, sempre pronta a recebê-los de braços abertos. E quando Ele voltou para o Pai, Ela aqui ficou a serviço, orientando-os em suas necessidades. E tinha sempre uma palavra de carinho, de conforto, de sabedoria, de acolhimento  para com todos. Maria, um modelo a ser seguido em suas atitudes de mãe, de companheira, de mestra!
(Celina  -  05/05/2020)

quarta-feira, 29 de abril de 2020

438 - 05/03/2020

438  -  05/03/2020

Que data é esta? Você pode estar se perguntando...

Talvez nada de tão importante, nacional ou internacionalmente, tenha acontecido exatamente nesse dia. Talvez, nem para mim - nem para você! Não me lembro do que eu vivi naquelas vinte e quatro horas, uma quinta-feira, como qualquer outra.

Mas hoje - dia 29 de abril de 2020 - 55 dias depois, fiz questão de conferir - pra mim tem uma importância muito grande!... Tão grande que quero contar pra você porque HOJE eu entendi o que estamos vivendo.

Hoje - 29 de abril de 2020 - acordo cedinho e começo a ouvir anúncios de mensagens no celular. Levantei-me, não por causa das mensagens, mas porque levanto cedo mesmo. E então ligo a televisão para ver um programa de que muito gosto: uma palestra - muitas vezes, bem antiga - na Canção Nova. Mas esta que vejo hoje, é recente. E fala do isolamento afetivo dos idosos na Itália e em todo o mundo.

E pude então entender tudo, tudo! E espero que você também entenda o "Para quê" desta situação atual. Porque vi na tela, exatamente assim: 

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TEMA - LEVANTA-TE, TOMA O TEU LEITO E ANDA
IVANA BRANDÃO - 05/03/2020
 (tv.cancaonova.com)
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Não tenho o hábito de colocar nomes de pessoas estranhas à família nas minhas crônicas, a não ser quando já estão mesmo na internet, com acesso público. Por isto, cito aqui o nome da palestrante, a qual falou fundo ao meu coração. Eu nunca a havia visto em outras mensagens, mas fiquei encantada com o tema abordado naquela palestra e as situações que ela aponta, com muita propriedade. E assim, atualiza uma passagem bíblica, bem conhecida, fazendo comparações com o que vivemos hoje; e aprofundando em assuntos muito importantes: Solidão e Família!

Diz que morou na Itália durante uns treze anos, e via, chateada, a solidão em que as pessoas estão vivendo. Idosos morrendo sozinhos em casa, sendo encontrados muitos dias depois; jovens também! E ela fica pensando: será que nunca tiveram filhos? Ou será que eles os abandonaram à própria sorte, nenhum tipo de assistência, de presença, de calor humano?... Onde está a família?

E então, transferindo para a nossa Pátria, cuja situação não é diferente - como em outros lugares também, infelizmente - ela chama os músicos para refletirem com a assembleia que fica assim pensativa como eu, ao cantar uma música, complementando a palestra! 

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MÚSICA: EU TE LEVANTAREI! EU TE LEVANTAREI! 
FILHO AMADO! FILHO QUERIDO!
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Você sabe cantar essa música? Certamente! Como eu! Agora, todos de pé, estão cantando. Mães, esposas, pais, esposos, filhos, pessoas solitárias, sendo levantadas, sendo retiradas da solidão, da tristeza, animadas pelos músicos.

E Jesus chama a cada um pelo nome e repete, com carinho e firmeza: "Levanta-te! Escuta-me! Eu estou contigo! Eu te visito! Eu te vejo! Sai desta prostração! Fala com quem está do teu lado agora! Se ainda não há ninguém, se ainda não veio, fala comigo! Eu estou aqui contigo! Conheço-te, mais que tu mesmo! Levanta-te! Vem a mim! Não te isoles mais! E sai dessa situação de pecado! Esquece o passado! Vive o presente! Fica comigo pois EU estou sempre contigo!"

E aí, enquanto ouço, vou conferir quem me mandou mensagens tão cedo. E a primeira que eu abro, traz palavras de São Luís Maria Grignion de Montfort! Exatamente as palavras que a  Sônia Venâncio usa agora, dando início ao santo Rosário: "Deus reuniu todas as águas e deu o nome de mar; reuniu todas as graças e deu o nome de Maria!"  Coincidência? Não! Coisas de Deus! Fico encantada com a PRESENÇA DELE em nossa vida!

(Celina - 29/04/2020)

sábado, 25 de abril de 2020

437 - Ide!

437  -  Ide!

Se a gente pedir a muitas pessoas para conjugarem o verbo ir, no presente do indicativo e subjuntivo,  poucas saberão fazê-lo com correção; e, muito menos, no imperativo! Mas todos os cristãos sabem bem o que significa esta palavrinha estranha: "Ide!" -  Ide pelo mundo e anunciai o Evangelho a toda criatura. Hoje, Dia de São Marcos, estive pensando nisto. Ele que em seu curto Evangelho quer nos inquirir sobre "Quem é Jesus?" e "Quem são os seus discípulos?"  

Sabemos que para ir é preciso ter fé, é preciso acreditar. E eu analiso hoje, o que Jesus diz pra mim e pra você: "Ide!". E como a gente muitas vezes vacila, Ele nos anima: "Não tenhais medo! Eu estarei sempre convosco, até o fim!"  E é a Ele mesmo que nos dirigimos, a pedir insistentemente que nos dê coragem, que jamais nos abandone, para que não venhamos a fraquejar. 

Porém, sabemos que não é preciso ir muito longe; basta que a gente consiga ir à família, aos amigos, à vizinhança, ir ao coração das pessoas, que estão ao nosso alcance.  "Ide!" está a nos dizer o Mestre! E qual a nossa resposta?...

Por isto, pedimos: Fazei-nos, Senhor, anunciadores do Vosso Reino! Queremos ser  evangelizadores! Há muitas pessoas no mundo, anunciando a guerra. Nós queremos anunciar a Paz! Queremos ser promotores da Paz. A Paz que vem de Deus! Por isto, eu repito hoje com o salmista: "Ó Senhor, eu cantarei eternamente o Vosso Amor!"

Escuto o Senhor neste momento: "Ide!" E eu digo agora: Sim, Senhor, eu quero ir! Mas, não estou sabendo como fazê-lo. Hoje, a gente não pode sair do lugar. Temos que ficar aqui. Em casa! Todos confinados, porque é a ordem maior. E assim, não podemos receber o Senhor  na Eucaristia. Ajoelho-me, frente ao televisor. Queria tanto!...

Fico a olhar para aquele chão frio, cadeiras vazias... Mas Jesus Sacramentado está presente ali no altar, e eu gostaria de que migalhas caíssem na minha mão, como aquela senhora que proclama, falando ao próprio Jesus: "Também os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa de seu dono!"  

Escuto mais uma vez: "Ide!"-  mas não posso ir; fisicamente, não; todavia, virtualmente, vou sim, Senhor,  deixando aqui o meu recado. Em lágrimas! 
(Celina  -  25/04/2020)  


sexta-feira, 24 de abril de 2020

436 - ERMAUM!

436  -  ERMAUM!

Notaram, amigos, que o título desta crônica está bem diferente dos outros? O título sim, mas o assunto é o mesmo da anterior: o aprendizado da escrita! E a autora deste novo vocábulo é a mesma do "coarto". Muito bem: é a Gabi! Seis anos.

A mãe conta que chega do trabalho e, por acaso, encontra um bilhete da Gabi, onde ela diz ao "QUE - RIDO ERMAUM" que sabe que ele está bravo com ela porque pegou seus adesivos sem permissão. E completa: "MAIS MESMO ASIM TE AMO" E desenha um lindo coração, fechando o seu ingênuo pedido de desculpas - por escrito!

E a palavra "ERMAUM" - parecendo um vocábulo de origem latina da quarta declinação, no acusativo singular (como "tribum") - já passou a fazer parte do vocabulário da família. Esta é a Gabi, que procura dar seu recado por escrito, como em diversas outras situações. E nós, orgulhosos da pequena escritora, vamos acompanhando seu progresso, já que ela, muitas vezes, prefere escrever, que falar. Há muitas pessoas assim, não é ? Outras têm dificuldade na  escrita,  preferindo abrir a boca e desabafar. 

Se você tem ainda em casa, uma criança, que inicia seu processo de aprendizagem da escrita, procure observá-la todos os dias e se surpreenderá com aquilo que diz, ali no papel, dando seu recado direitinho.  Em alguns casos, é preciso, delicadamente, pedir que ela diga o que escreveu. Mas, na maioria das vezes, dá pra entender, sendo utilizados alguns termos engraçadíssimos, como o coarto e o ermaum da Gabi. Acho fantástico isto!

Trago até hoje comigo, um recado do nosso caçula, quando morávamos em Três Marias. Houve um problema com o gado local - uma doença, que não me lembro mais de que se trata - e ficamos sem o leite. Ele, que sempre fizera um uso enorme desse alimento, sentindo sua falta, escreveu, num rótulo de Toddy, a seguinte súplica: "Mamãe, min da lete". Ô dó!... Antes de completar cinco anos! Claro, com a letrinha dele, bem difusa ainda!

Não é uma maravilha tudo isto?
(Celina  -  24/04/2020)


435 - Coarto

435  -  Coarto

Chegou pelo whatsapp! Mostrei ao vovô! Entusiasmado, declarou: "Nossa! Que coincidência! Igualzinho o cartaz da Júlia!"  E eu: Coincidência maior foi a gente ter comentado sobre isto há poucos dias. Estava falando com ele de vários bilhetes da nossa neta Júlia, que hoje já tem vinte anos,  e ele disse: "O melhor que eu achei foi aquele: Coarto da Júlia" - uma placa que ficou na porta do quarto durante meses - anos talvez - que era uma plaquinha de papel  colocada na porta. E agora, vem a Gabi com esta: "Amanhã, a brincadeira é no coarto da Gabi." 

Todo aprendizado é bom, mas aprender a escrever é muito bom! Esse início da alfabetização é  lindo demais! As crianças começam a manifestar o que pensam, através da escrita. Seja como for, sempre procuram dar o seu recado. Isto é fantástico! E aí surgem palavras ou expressões que ficam na história da família, como o "coarto da Júlia" que virou agora, "coarto da Gabi", já que escreveu da mesma forma. 

Tenho muita pena de quem não sabe ler. Durante todo o tempo que atuei na Educação, quase sempre trabalhei com alunos já alfabetizados, preocupando-me apenas com um letramento, mais apurado, a escrita correta, um jeito mais erudito de se expressar, principalmente através da escrita.  Pouquíssimas vezes, atuei como alfabetizadora, e devo declarar que achei fantástico! Como é lindo acompanhar o processo, desde o início do ano letivo, passando por várias etapas, mais ou menos, bem definidas e chegar ao final do ano com aquela leitura bonita, uma satisfação muito grande de alunos e principalmente das famílias, que acompanham passo a passo, e veem a vitória, quando as crianças dão sinais de dominar o processo. É muito lindo!

É preciso que as autoridades deem uma atenção especial à educação infantil, pois, quando a criança aprende na época certa,  o letramento seguramente é mais tranquilo e pode-se esperar que a mesma deslanche rapidamente e cada vez com mais entusiasmo. E a sociedade - especialmente o país - só tem a ganhar com isto. Cobremos dos governantes uma legislação eficiente nesse sentido.
(Celina  -  22 /04/2020) 




quinta-feira, 16 de abril de 2020

434 - Saldo de Orações

434  -  Saldo de Orações

Pensei nisto - saldo de Orações! Falo assim, por diversas situações, mas, principalmente, pelo fato que relato agora, o qual considerei pra mim mesma, um grande livramento. E senti a presença de Deus em minha vida. Já faz algum tempo!... Relutei muito para citar este fato, mas hoje senti vontade de fazê-lo, para que possamos estar atentos aos acontecimentos. 

Já falei em trabalhos anteriores, sobre bênçãos e livramentos. Por diversas vezes, falei em se prestar atenção aos sinais de Deus. Desde o amanhecer, ao se poder levantar e caminhar, e fazer tantas obras durante todo o dia, e voltar para o leito à noite, num merecido repouso, sempre louvar a Deus! Louvar o nosso Criador nas pequenas coisas do cotidiano, demonstrar-Lhe gratidão por cada momento que se vive, é uma alegria tão grande, que a gente sente a sintonia deste Ser Superior com as simples criaturas que somos nós.

Era domingo! Fui à Missa bem cedo, como sempre. Ao chegar em casa, deixei o carro na rua, porque daí a pouco, eu iria para uma ginástica no Clube, um tempo que eu tirava para cuidar do físico, após ter cuidado com muito carinho,  da parte espiritual. 

Entrei, fiz café para deixar para meu esposo, caso ele se levantasse antes de eu voltar do clube. Comi também alguma coisa e saí. Ao chegar à rua para entrar no carro, vi um vizinho no portão da casa dele, cumprimentei-o e lá fui eu. Mais de uma hora depois, eu retorno para tomar um bom banho e dar início às tarefas do dia. 

Cheguei, abri o portão da garagem, entrei, fechei-o,  e fui pegar a chave para entrar em casa. Ponho, até sem olhar, a mão onde sempre a colocava: não estava lá! Assustada, comecei a procurá-la; onde teria caído? Procurei pra todo lado, já muito assustada, porque havia trancado a porta antes de sair e não entrara com ela no clube, claro! E como é que ela não estava no lugar onde sempre a colocava?... Era um pequeno espaço retangular onde ficava - e estava lá - um terço que um amigo trouxera da Polônia, com a Medalha de São João Paulo ll, na época, ainda Beato.  

Apavorada, abri a porta do carro e acionei o alarme, desencantada da vida, sem saber o que fazer, sem a minha chave para entrar na minha casa! Desesperada!  

Ergui os olhos e, brilhando, no meio exato da rua, no asfalto quente de um sol de meio dia, ela - a minha penca de chaves! Abri o carro novamente, a toda pressa, como se, se eu demorasse, alguém pudesse pegá-la, ali naquele lugar! Peguei o controle, abri o portão da garagem apressadamente, sem fôlego - e fui pegar  a chave! Mal podia acreditar! Havia nela um chaveiro que uma amiga me dera, com uma medalha de Santa Paulina, cuja argolinha que a ligava aos outros, estava aberta; talvez um carro tenha passado por cima dela. Ainda sem fôlego, peguei avidamente os três: medalha, argolinha e chaves - e voltei para a garagem, fechando o portão.

Levei muito tempo para abrir a porta, a cismar, com as chaves nas mãos. Ali estavam três chaves: a do portão de entrada, e as das duas portas da frente, além de um outro chaveiro inox, em forma de coração, com o meu nome gravado, bem bonito - um presente de uma professora de Ensino Religioso, quando eu trabalhava na E. E. Dr. Ulisses Vasconcelos.  Como pudera ficar ali, durante tanto tempo, no meio da rua, brilhando ao sol, uma penca tão grande de chaves,  e não ser encontrada por ninguém? Certamente, caíra de minhas mãos que levavam chave do carro, a carteirinha do clube, garrafinha de água, controle do portão e talvez até outras coisas mais...

Não! Não abri a porta logo. Precisava respirar! Se um vizinho a encontrasse iria certamente bater a campainha e acordar meu esposo para entregar as chaves - e aí, eu sei a bronca que eu iria levar, duplamente! Mas, isto, com certeza, não seria o pior! Se uma pessoa, que não fosse do bem, a encontrasse, poderia perguntar maldosamente, a algum vizinho: "Onde mora Celina?" - porque o nome estava no chaveiro - daria certamente, uma volta pelo quarteirão, entraria depois na casa - poderia até escolher uma das duas portas! - e sobre a mesa, ali estava a minha bolsa com dinheiro, documentos e todos os cartões!

Só de pensar nisto, me dava calafrios. E só aí pude lembrar de rezar e agradecer ao Bom Deus, por ter me livrado de uma enorme encrenca. E pensei no "Saldo de Orações" - a gente reza o dia todo! A gente procura estar sempre em sintonia com Ele! Porque, no momento do desespero, até aquela hora, eu não havia pronunciado uma única Ave-Maria! 

Só de lembrar, estou em prantos, porque estas coisas mexem muito comigo! Começo a me lembrar de tantas outras situações de livramento na minha vida e na de nossos filhos. Só consigo dizer agora, com carinhoso fervor: MEU DEUS, MUITO OBRIGADA!


(Celina  -  16/abril/2020) 

sábado, 11 de abril de 2020

433 - Amigos!

433  -  Amigos!

Como é bom ter amigos! Amigos de verdade! Amigos que acrescentam, amigos que vêm somar sempre, e não nos deixam desanimar nunca. Chegam assim, de mansinho, como quem não quer nada e, de repente, a gente consegue visualizar por que vieram. É assim.

Criei um grupo de whatsapp e vou acrescentando, a cada dia, uma amiga a mais. São mulheres do bem, pessoas de peso, que vou encontrando pelo caminho. Vamos nos falando pelas mensagens e, quando menos se espera, lá está estampada, bem à frente dos nossos olhos, uma palavra de encorajamento, um áudio que diz exatamente o que a gente estava buscando naquele momento. E os depoimentos são muitos. E verdadeiros!

Se não se tem mais aquele hábito antigo de visitas frequentes, se a vida foi caminhando de forma a não nos permitir mais tais práticas, antes tão saudáveis, se os ponteiros dos relógios parecem ter enlouquecido, o que faz todo muito repetir que não tem tempo mais para os encontros nos finais de tarde, ou nos finais de semana, se isto é culpa de uma tecnologia que se encontra presente em cada cômodo de espaçosas casas  ou minúsculos  apartamentos, a própria vida que se segue deu um jeitinho de inventar um outro meio de marcar presença. E todos vamos aceitando e incorporando novas práticas, também saudáveis, também viáveis e eficazes.

E quando menos se espera, lá vem um telefonema - porque ainda se é possível usar o telefone pra isto também - e aquela voz bem conhecida, do outro lado da linha, que chega acaloradamente: "Nossa! como você adivinhou assim? A mensagem que me mandou hoje é exatamente o que eu queria ouvir, exatamente o que procurava! Pode acreditar, é tudo aquilo de que eu necessitava neste momento!"

E a gente fica feliz, por ter feito o outro feliz, por ter feito uma boa ação. Obrigada, Senhor! Vida que se segue, inventos que são bons, amores que se doam, feridas que se cicatrizam por bem pouco. Obrigada, Senhor!

Sei que já falei disto antes - mas me deu uma vontade de falar de novo... Porque hoje, foi mais forte o que ouvi, o que vi, o que massageou meu coração, cheio de amor pelos irmãos, pela humanidade. Obrigada, meu Deus!

(Celina -  11/04/2020)

segunda-feira, 6 de abril de 2020

432 - Pequenas Tarefas

432  -  Pequenas Tarefas

Tenho pensado muito nisto: as minhas pequenas tarefas do cotidiano, tarefas que sempre executei, mas não com tanta precisão e tamanha dedicação e cuidado, como nos dias de hoje, com este isolamento social obrigatório, que estamos todos vivenciando.

São pequenas tarefas pelas quais, em minha casa, sempre fui responsável: algumas do tipo, levantar bem cedinho, abrir as janelas possíveis, agradecendo a Deus pelo novo dia que rompe, e, fechá-las todas, à noitinha, agradecendo ao mesmo Deus, que nos proporcionou viver, mais uma vez, aquelas horas, parecidas com tantas outras que já se foram.

Agora estou aposentada, mas fico pensando em quantas mulheres estão  aprendendo ou reaprendendo a ser donas de casa, nessas mesmas tarefas de ser responsável pelos alimentos que a família vai consumir no almoço e no jantar; responsável por uma casa limpa e agradável de se estar, toda a família, durante todo o dia; de estar atendendo aos pedidos de esposo  e filhos e outros familiares, que estão agora dentro de casa, sem poder sair; de cuidar das suas roupas porque não sabe quando poderá deixar esta tarefa para secretárias que sempre as fizeram; de cuidar do lanche da manhã, da tarde e da noite; de levar as crianças para a cama e vê-las acordarem alegremente, no dia seguinte, porque, de certa forma, já se esqueceram um pouco das aulas e não estão sentindo mais a falta dos coleguinhas de escola, felizes porque têm em casa agora, durante todo o dia,  o papai, a mamãe, e, muitas vezes, ainda outros,  mesmo que sintam falta de visitar os avós...

É... Como diz meu esposo, o mundo todo deu uma guinada tremenda em poucas semanas! E como eu gosto de pensar positivamente, dentro da máxima de que "não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe", quero concluir que tudo vai passar e que muita coisa boa vamos colher desses dias tão diferentes que estamos vivenciando agora, todos nós -  praticamente, toda a humanidade. E teremos, no mínimo, belas histórias pra contar para netos e bisnetos, que acharão difícil acreditar, tanto mais, quanto mais afastados da época atual.

Mas, voltando ao título, as minhas pequenas tarefas diárias adquiriram também novo sabor, já que, não tendo que sair de casa, faço-as com mais carinho e lento  cuidado: lavar a pequena fonte de água  benta, acrescentando mais um copo d'água, sempre que necessário; dar corda no relógio de parede, antigo presente meu para o meu esposo; lavar o filtro e colocar nova água; manter a casa e arredores bem limpos; molhar as plantas; alimentar os meus peixinhos, cuidando da limpeza e mantendo a bombinha funcionando;  cuidar de uma alimentação saudável para nós dois, apenas;  atender ao telefone e campainha;  missa diária - agora apenas na televisão ou computador; e orar, orar e orar; coisas que, se eu não fizer, não há quem as faça! E com maior satisfação, eu as faço agora, porque tenho tempo de sobra!

Porém, mães dentistas, professoras de tempo integral, profissionais de dedicação exclusiva, trabalhadoras de outros ramos, que estavam acostumadas a ficarem fora de casa o dia todo, estão realmente achando, no mínimo, estranho, essas novas tarefas domésticas, esse novo jeito de viver a vida! Pois, além de não poderem sair para trabalhar, tiveram que dispensar suas secretárias e fazer em sua casa, o que era responsabilidade delas. Quem diria!!! Isto tudo, pela ação maldosa de um simples coronavírus!!!

Trabalhei fora durante quarenta e seis anos, mas, como, após o casamento, era apenas em um período, nunca deixei de cuidar de minha casa, contando com alguém, apenas quando os filhos eram pequenos, no período em que eu estava no trabalho! Por isto, sempre cuidei dessas tarefas domésticas, sobrando ainda tempo para ler e escrever. Agradeço muito a Deus, por todas as coisas que tenho feito em minha vida. Obrigada, Senhor! 

(Celina  -  06/04/2020)

431 - "Volta, meu Filho, Volta pra Casa!!!"

431  -  "Volta, meu Filho, Volta pra Casa!!!"

Assim diz o Pai, o Divino Pai Eterno, a todos aqueles que estão distantes, a todos que se afastaram do convívio com Ele, a todos que se afastaram de uma vida de Oração individual e comunitária, a todos aqueles que se esqueceram de suas origens, esqueceram-se do primeiro Amor: "Volta, meu filho! Volta pra casa! Estás tão distante! A cada dia te afastas mais. Não faças isto! Volta pra casa!  Volta pra mim! Quero receber-te em meus braços! Quero te dar um abraço! Quero fazer festas pela tua volta! Volta pra casa!!!"

E hoje aqui estamos nós: em casa! Em casa, com a Família; em casa, com os mais próximos, aqueles que realmente moram conosco. 

Mas não podemos nos esquecer: para que estas pessoas, que aqui estão agora, ao nosso lado, confinadas em nossa casa, para que elas existissem, foi preciso o sopro de Deus! Foi preciso, o sopro da vida! 

É isto! Estamos vivos! Vivos porque Deus quer que assim seja! Vivos até hoje e até quando Ele quiser! Será que alguém duvida disto? Não! Em sã consciência, ninguém pode duvidar.

Não duvide você também. Você está vivo! Aleluia! Alegre-se! Quantos morreram antes de nascer. Quantos viveram poucas horas, poucos dias, poucos anos, poucas décadas! E você está vivo! Que bom! Ele quer que você viva mais! Que faça mais! Que seja mais! Porque sua missão é muito linda - e ainda não terminou; assim que terminar, você vai embora, sabia? E quando chegar a hora, não há nada que se possa fazer! E nada que você queira fazer, mudará os planos que Ele tem para você.  Porque Ele vai querer naquele momento, que você volte pra Sua casa. Percebeu? 

E sei que o dia em que Ele me chamar, eu tenho que ir. Posso ainda estar cheia de planos - planos meus - que então, já não se coincidirão com os d'Ele, porque é hora de voltar. Quando Ele me disser: "Celina, você já ficou muito tempo na terra; já cumpriu sua missão; está na hora de voltar" - eu só poderei obedecer. Não sei quando será - ninguém sabe! - mas eu terei que dizer adeus a tudo que eu quis, a tudo que eu fiz por aqui. É assim! Não tem jeito, meu bem! 

Gosto de pensar nestas coisas, gosto de estar com Ele, gosto de conhecer Sua Palavra de vida - e não só de vida na terra, mas também de vida Eterna. E foi para que eu e você e toda a humanidade - para que pudéssemos tomar conhecimento de Suas Palavras - foi que Ele enviou à terra, Seu Filho, Jesus Cristo, a segunda Pessoa da Trindade Santa. Foi para que pudéssemos ter uma relação íntima com Ele pois Seu Filho Jesus nos ensinou a chamá-lO de Pai; e não, Pai meu, mas Pai Nosso, Pai de todos os Homens!

Pense nisto, meu irmão! E seja feliz já, aqui na sua casa, e procure viver com Ele, já aqui mesmo onde estamos, todos os dias, até que Ele o chame para a Sua casa. É bom! É muito bom! Espero que você entenda!

(Celina  -  06/04/2020)

sexta-feira, 3 de abril de 2020

430 - Saudades de Ti!

430  -  Saudades de Ti!

É interessante dizer que estou com saudades de Ti! Porque sei que estás sempre comigo! Sei que, "se me deito, ou me levanto, se estou sentada, ou caminhando, posso estar em qualquer lugar, que estás comigo". Eu sei! Sinto a Tua presença, em cada instante, sinto que me olhas, que me vês, de verdade; ouço Teus aconselhamentos a cada escolha, sinto o Teu Amor a cada palpitar do meu coração...

Parece redundante dizer que estou com saudades de Ti! Uma construção pleonástica talvez. Pode parecer simplesmente, uma evocação, ou antes, um desejo de ser mais, de estar mais, de querer mais... na solidão de um louvor individual...

É isto! Talvez seja mesmo, o desejo de estar em comunidade - o que no momento, me é negado! Desejo de uma louvação maior, desejo de que minha voz se una a tantas outras, no intuito de sentir o ressoar mais forte, mais vibrante, mais audível...

Porém, sei também, que tal modo de pensar não se justifica, porque tenho certeza de Tua presença real, tenho certeza de que ouves meus lamentos, tenho certeza absoluta de que estás comigo agora, que sempre estiveste e por todo o sempre, estarás! Porque sei que és eterno: sei que sempre exististe e sempre existirás. E sei que me conheces de verdade - e me chamas pelo nome...

Mas estou com saudades! Uma saudade dolorida, constante, inquietante - mas reconfortadora! Tua presenças me faz sentir que eu sou, sou de Deus! Sou tua para sempre, meu amado Jesus!

Apenas, saudades de Ti, de Tua presença viva, real, na Hóstia Consagrada!

(Celina - 02/04/2020)

quinta-feira, 2 de abril de 2020

429 - Vírus - Reais e Virtuais!

429  -  Vírus - Reais e Virtuais!

No momento atual bem difícil que estamos vivenciando, falar de vírus dá arrepios! E aí, instintivamente, a gente corre para lavar as mãos, daquele jeito que a televisão está ensinando, meu Deus do céu, tem que ser assim, até os punhos, "lava bem, senão o vírus não vai embora!"... É um vírus real!

Quando chegou pra nós - o povão - quando nos foi permitido acessar as muitas coisas que a internet lançava aos ares, de repente, a gente ouvia: "Entrou vírus, meu Deus do céu, não consigo fazer mais nada, chame fulano, tem que eliminar esses vírus daí, senão a gente não consegue resolver isto hoje,  e, por favor, venha logo"; e mexe daqui, e mexe dali, e formata tudo de novo... e quem entendia, levava seu dinheirinho pra casa... Era o vírus virtual!

Em um caso ou em outro, é a vida que se segue, e que precisa ir trilhando seus caminhos, porque o mundo não pode parar, porque a empresa precisa continuar funcionando, porque a escola precisa dos alunos, porque os alunos precisam da escola, porque as famílias precisam seguir com suas atividades...  e os filhos com quem vão ficar? - problemas de difícil solução, soluções que nem sempre vêm a contento... meu Deus do céu, que fazer?...

Mas agora, o mundo parou! Não, sem relutar! Não, sem reclamar! Não, sem achar desnecessária esta ou aquela solução. Mas, parou de verdade E o problema agora não é virtual: é real mesmo! Bem real! E o homem não sabe como enfrentá-lo...

E a ordem é severa: "Fica em casa!" Meu esposo, achou estranho: na televisão, vendo um filme, deitado comodamente - e me chama: Vem ver! Olha ali no canto esquerdo superior da tela: um alerta, em vermelho "Fique em casa!"

É assim: Ficar em casa! Esta é a ordem: "Fechem  tudo. Fechem as escolas, as igrejas, as empresas, as indústrias"... Velórios vazios... até quando?...

Mas as pessoas não fecham o coração! Voluntários se apresentam. Quentinha pra quem está ali com fome, Parabéns à distância pra vovó que faz aniversário...  Cartazes que falam e perguntam,  caridosos, quem precisa de alguma coisa, da padaria, do supermercado...

E o vírus real, atuando! Maldoso! Impiedoso! Parece que veio, sob encomenda,  pra ficar muito tempo...

Aí se lembram da gripe espanhola! E eu vou procurar saber sobre ela. Meu Deus do céu! De janeiro de 1918 a dezembro de 1920 - três anos de peste??? Tantas mortes!...  Não! Meu Deus, não!!! Por favor!

Que passe rápido, esse coronavírus! Quero sair! Quero ver meus familiares! Quero abrir as portas da minha casa! Receber a todos que queiram vir! Misericórdia, Senhor!

Porém, como nos ensinou Jesus: "Que seja feita a Tua vontade!"
Celina - 02/04/2020)

sexta-feira, 27 de março de 2020

428 - Dificuldades...

428  -  Dificuldades...

São tantas!... Tantas as situações de dificuldades, as ocasiões de reflexão e necessidade de tomada de decisões!... Difícil, muitas vezes, é decidir... Difícil optar por este ou aquele caminho... Ambos se nos apresentam, quase sempre, com os mesmos pesos, os mesmos possíveis entraves - ou desentraves... Se eles se parecem, a princípio, iguais - como decidir? 

Viver é correr riscos; li hoje sobre isto. Porém saber qual traz em si, no seu bojo, maior ou menor risco, eis a questão! Mas, sabemos, é preciso viver! Então, é inevitável correr riscos? Riscos são perigosos: requerem outras escolhas, dentro da própria escolha... Que dificuldade! Como entender o estranho enigma da vida! 

Quando se é criança, que beleza! Tudo parece tão simples... Acordar, levantar... a higiene matinal... o café da manhã... brincar... ou ir para a escola... ou fazer as tarefas escolares... ou isto... ou aquilo... Mas tudo já planejado ou pensado pelo adulto com quem se vive! Tudo definido por ele. Que facilidade! É só seguir o cronograma traçado! Às vezes, se é chamado a participar das definições; outras, nem isto! Só seguir o planejamento. Simples assim!

Mas a gente cresce. Toma as rédeas e segue em frente; feliz da vida: "Agora é comigo!" Ninguém mais pra estabelecer horários e definir caminhos... 

Grande ilusão! Tem sempre algo   já definido, ou alguém a quem obedecer. E aí, quando se concorda e acha que é assim mesmo, tudo bem! Mas sempre surgem os conflitos. E quando estes se tornam muito intensos, a coisa complica! 

Dificuldades precisam ser enfrentadas com coragem por todos nós. E na confiança de que seremos vencedores em todas elas, com a graça de Deus! 

É... Não há como ser diferente. Viver é mesmo correr riscos! E como! Como é difícil lidar com eles! Que Deus nos ajude e nos oriente para as melhores decisões, as melhores escolhas!

 (Celina  -  27/03/2020)

segunda-feira, 23 de março de 2020

427 - "Desperta, Tu que Dormes!"

 427  -  "Desperta, Tu que Dormes!"

Podes dizer pra mim, o mesmo que falo contigo:  "Desperta, Tu que Dormes!" Porque, na verdade, estamos todos dormindo. Não refletimos sobre a nossa existência. É como se a humanidade caísse num sono profundo e acordasse, de repente, agora, de forma diferente, renovada, reconstituída, muito mais consciente de sua situação de dependente de algo, que foge à sua vontade, algo inatingível, algo que não se vê, mas que nos torna incapazes de qualquer reação!

É um tempo bem diferente, este que vivemos agora! Tu que pensavas, não precisar de pessoa alguma, tu que te achavas autossuficiente e não acreditavas... Acredita agora! Estás prisioneiro, como todos! Porque somos todos iguais; filhos do mesmo Pai! Um Pai a quem, há muito, não diriges uma palavra! Um Pai que talvez tenha ficado lá na tua infância, lá longe... 

Tu te lembras dos primeiros ensinamentos de tua mãe, a respeito? Tu te lembras daquelas mensagens bonitas que a professora trabalhava em sala de aula, as quais, muitas vezes arrancavam lágrimas de alunos mais sensíveis?... Até tu te emocionavas; não só com o texto escrito, mas, principalmente, pelas explicações de tua mestra!

Tu te lembras, dos encontros de catequese, os muitos ensinamentos que te foram passados e que aos poucos iam se incorporando a tudo que tu pensavas, e acreditavas, e confiavas, e comentavas com empolgação?...

Tu te lembras de músicas belíssimas que cantavas na escola, na catequese e trazias pra casa e, com carinho, ias passando para pais e irmãos? De repente, todos estavam cantando a uma só voz! Tu te lembras das Celebrações Eucarísticas de que participavas com carinho, lembras-te do dia da primeira comunhão? E de outras, e mais outras...

Onde ficou tudo isto? Em que caminhos te perdeste, meu irmão?... Terá sido nos bancos de Faculdade?... Ou nas muitas amizades, conquistadas ao longo da vida?...

É tempo de voltar! Voltares, tu! Voltarmos nós! Voltarmos todos para a razão do nosso viver! Voltarmos todos para Aquele que é o Criador de todas as coisas, de todas as pessoas, de tudo que há, afinal. É tempo de pensar no fim último de cada homem, na finalidade da existência, na finitude da matéria e na infinitude do espírito! É tempo de salvar a nossa alma!

É tempo de voltar!!!
(Celina  -  23/03/2020)

sábado, 21 de março de 2020

426 - Dias Melhores Virão!

426  -  Dias Melhores Virão!

Começar uma manhã bem feliz, desejando um "Bom Dia" a todas as pessoas que neste momento estão confinadas em suas casas, presas mesmo, como nós, sem poder sair! Mais tarde, quando alguém ler esta crônica, dirá: Confinadas?... Por quê?... Que aconteceu?!

Porém, agora, todos sabem: é a presença de um danadinho de um bichinho brincalhão, que, por causa da sua forma que lembra uma coroa, recebeu o pomposo nome de "corona"! Portanto, é o coronavírus que nos prende aqui, porque, segundo os entendidos, parece querer exterminar da face da terra, os pobres velhinhos! Que maldade!

Como não podemos - nem devemos - perder o bom humor, brincamos, fazemos piadinhas, e é só abrir o whatsapp que você encontra um tanto dessas coisinhas engraçadas. Tanta certeza em tal maldade, que até já culpam a China por isto!  E como a gente tem a estranha mania de achar um culpado pra tudo, fez o Waldívio lembrar sua mãe, quando estavam praticamente obrigando os idosos a tomarem todos, a vacina contra a gripe: "Toma não, Moacyr! É o Fernando Henrique querendo matar os velhos!"  Esta é a Dona Ordália que conhecemos! Saudades!

Mas, falando sério, não é tempo de desistir da vida. Muito pelo contrário, tempo de cuidar dela mais ainda! Tempo de se resguardar, de tomar distância de pessoas que possam ser transmissoras do tal inimigo, e levar a sério o que as autoridades do assunto estão dizendo. Por isto, aqui estamos em quarentena, confinados, numa quaresma bem diferente de todas as outras que vivenciamos.

 Para os cristãos, a quaresma sempre foi mesmo um tempo de recolhimento, momento de repensar nossa vida, de refletir sobre o que podemos fazer de melhor em prol do outro, analisando e procurando colocar em prática o que nos é proposto na "Campanha da Fraternidade" lançada pela Igreja, desde 1962, sempre com um tema novo e muito interessante, de companheirismo e ajuda ao próximo, de preservação da vida, de cuidado com o planeta, nossa terra-mãe!

Mas apesar de sempre ter procurado refletir mais nesse tempo, que antecede a Páscoa, jamais poderíamos imaginar uma situação tão inusitada, como esta de agora. Incrível! Como pode um bichinho tão minúsculo parar o mundo? Os europeus que o digam! Ele chegou lá bem mais cedo e já fez muitos estragos... A situação está realmente caótica, os italianos estão sofrendo com ele... Que Deus tenha piedade de uma humanidade tão cabeça-dura!... E que esta tempestade possa passar bem rapidinho! Mas que, antes disto, que leve o homem a repensar sua relação com o Criador!
(Celina  -  21/03/2020)


sexta-feira, 20 de março de 2020

425 - Esperar... Confiar!

425  -  Esperar... Confiar!

Acordar antes das três! Silêncio. Que paz! Vou ver - pensei - um CD que ganhei de um amigo nosso, na última vez em que esteve aqui. Muito bom, voz suave, bem condizente com o silêncio que reina! "Comprei pra ajudar; e trouxe pra senhora" - ele dissera. Muito bom mesmo! Vi Mateus até o fim. Assentada  confortavelmente  na cadeira de meu filho, eu ouço e... e medito...

Passa já das cinco; uma moleza gostosa no corpo - e na alma! Sonolenta, resolvo continuar  a ouvir, deitada. A janela aberta; quarto dos fundos.  Pego uma coberta. Você que conhece a minha casa, sabe onde estou. Um friozinho bom... E vejo o céu!  Apenas duas estrelas. Mas tão lindas! Tão brilhantes! Tão minhas, ali, no silêncio bom que reina - e aquele céu, que parece já querer receber os primeiros albores da aurora...

Penso em cada um de meus familiares... Penso em meus amigos... Penso na Humanidade... Penso na vida... E penso em Deus!!! Como tudo isto é bom! Como Deus é maravilhoso! Como a vida pode ser muito linda!...

Estou confinada em casa. Estou sem a Eucaristia diária... Mas estou em paz! Estou com Deus! A semana inteira sem colocar os pés na rua... A vida lá fora. E nós dois aqui: apenas meu esposo e eu! E a vida que segue... Diálogos que relembram...  que relembram cenas passadas... Muito bom!

Uma nora que bate campainha. E traz leite e carne moída; "pra comer com ora-pro-nóbis", diz. Uma filha que chega: e traz pão; "aquela fatia que a senhora gosta - e os biscoitos com pimenta pro papai!" E pão de sal... Lá fora! Eles não entram. Lá na rua; e o neto que mostra, numa gaiola nova, a mais recente companheira das crianças, que estão sem aula - e precisam se distrair um pouco... E a netinha que quer nos abraçar... A mãe zelosa a segura; hoje, não! Vai passar! É só uns dias!...

Vida que segue! Dias bem atípicos... Novos ares... Parada! Convivência pacífica, silenciosa... morosa... diferente de tudo que a gente vem vivenciando!

Hoje, novo dia. Tá frio... Um frio gostoso... Choveu a noite inteira. Chuva boa; necessária. Chuva que molha a terra. "Quem sabe, ela não mata esse vírus", diz meu esposo - gracejando; mas, quem sabe, na esperança de que realmente, ele se vá... 

Meditando... meditando... E na confiança de que Deus, de repente, olhe por nós, abrindo-nos os olhos e fazendo-nos enxergar melhor; escolher um modo novo de viver, sem tanta correria, sem aquela voraz ganância de ter mais, de fazer mais, de ganhar mais, de querer mais... E eu ouço Sua própria fala: "De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?!"...

Obrigada, meu Deus!... Por tudo isto,  obrigada,  meu amado Jesus!
(Celina - 20/03/2020)



P.S.:  1 - Estou falando do novo coronavírus (Para as próximas gerações!)

        2 - Curiosa, busco ora-pro-nóbis no dicionário: planta trepadeira, do gênero                  Pereskia  aculeata, da família das cactáceas, com folhas suculentas e lanceoladas, flores   esbranquiçadas e bagas amarelas, cujos frutos e folhas são muito apreciados na culinária!

terça-feira, 17 de março de 2020

424 - Pandemia!

 424  -  Pandemia!

Acabei de participar da Celebração Eucarística do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, lá na Serra, presidida por Dom Walmor, concelebrada, e participada, in loco,  por pouquíssimas pessoas, mas, online, certamente por milhares de fiéis que, como eu, a pedido de esposo e filhos, não pudemos estar na Igreja hoje, por sermos já idosos, grupo de risco maior, todos preocupadíssimos com o corona, vírus que já chegou ao nosso país e se alastra como notícia ruim, que, infelizmente, não se trata de fake news, mas uma realidade assustadora que está devastando o mundo inteiro, numa dimensão descontrolada e infernal.

E Dom Walmor, Arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, aproveita o momento para lembrar a todos, as muitas pandemias com as quais precisamos conviver há tanto tempo, de braços cruzados, por não podermos fazer nada, pois não está ao nosso alcance: a pandemia da corrupção desenfreada, da violência incontrolável, das muitas ideologias inaceitáveis, passadas às nossas pobres crianças, das muitas notícias falsas que circulam pelo mundo, dos covardes feminicídios que aumentam a cada dia, de uma internet que pode trazer tanta coisa boa, mas que, na maioria das vezes, é mais acessada, pelas coisas ruins e alarmantes que sufocam e oprimem a população desinformada e facilmente manipulada.

É sim, preocupante, a facilidade com que se alastram as pandemias de hoje. Toda a humanidade tem notícias de pandemias de outros tempos; mas, com certeza, não havendo ainda a internet, ou, não estando ela ainda, tão popularizada, a coisa ficou apenas no real, e sabemos bem que, no virtual, tudo toma uma dimensão monstruosa. E parece que, quanto maior, quanto mais alarmante o fato, mais se propaga, mais contenta a uma mídia, ávida de novidades.

Enquanto isto, nós, fiéis, pensamos em Deus! Voltamo-nos, conscientemente, para a ideia da pequenez do homem, perante o Universo. Ele, o Ser Humano maior, que se acha autossuficiente, que se intitula, poderosíssimo, frente a tanta coisa, agora é obrigado a se curvar, diante de um bichinho, que consegue tirar o sono de muita gente!

Homem, homem, por que tanta arrogância, tanta prepotência, tanta falsa valorização de si mesmo, a ponto de tentar desvalorizar o sobrenatural, as condições espirituais, afastando-se do Criador, você que é, simplesmente, uma criatura a mais?! 

É preciso curvar-se perante o Criador de todas as coisas! Reconheça-se como criatura de Deus! Reconheça que o Homem, por mais inteligente que possa parecer, nada cria: ele apenas vai transformando aquilo que já foi criado por Deus, pois, "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". E é transformando tudo, para o Bem ou para o Mal, é que o homem caminha aqui na terra; até que Deus o chame de volta!  Pense nisto!!!
(Celina - 17/03/2020)

sexta-feira, 13 de março de 2020

423 - Mulheres Guerreiras!!!

423  -  Mulheres Guerreiras!!!

Convivo com muitas mulheres, religiosas, sensatas, guerreiras. Até criei um grupo de whatsapp para que possamos postar boas mensagens, o que nos torna mais presentes, mais solidárias, mais guerreiras! São mulheres fortes, verdadeiro esteio para a família.

Porém, se fosse viva, acho que seria a minha mãe, Alvina, a encabeçar a lista. Uma mulher firme, totalmente família, no verdadeiro sentido da palavra! Nascida lá longe, bem distante do urbano, na tranquilidade de um lar católico, pais lavradores, muitas frutas, verduras e cereais -  o plantar para comer! 

Um dia, conhece por acaso um rapaz pelo qual se apaixonou. E foi recíproco: amor à primeira vista! E ele, que já era noivo em sua terra, volta, desmancha o noivado e começa a namorar aquela que seria a mãe dos muitos filhos dele. Um namoro difícil, ele indo a cavalo, de vez em quando, visitar uma sua irmã que morava por aquelas redondezas, encontrava-se com a sua amada. Encontros rápidos, pois precisava voltar para a sua terra, quase arrimo de família, ajudando sua mãe a criar os muitos irmãos. 

Casaram-se, viviam muito felizes. Logo veio o primeiro filho, alegrando ainda mais a vida naquele lar. Menos de um ano depois, antes mesmo do primeiro aniversário daquele menino - (28/09) - chega a primeira filha - (13/09). Que alegria!

Mas no dia do batizado da filha, oito de dezembro, veio a falecer a sua mãe. Agora, ela tinha uma filha, mas não tinha uma mãe! Dois filhos pequenos para criar, e sem uma mãe para ajudar. Sorte sua que seu esposo, Geraldo, amava profundamente a ela e aos dois filhos e não se importava de ficar acordado à noite, cuidando dos mesmos, enquanto ela descansava. Era assim o meu pai. Sempre dedicou um amor profundo a todos os filhos, mas a predileta era a esposa, a quem amou, desde o primeiro instante em que a viu.

Logo, logo, chega a segunda filha - que sou eu - e a seguir, a terceira e a quarta; como também o segundo filho e o terceiro. Já possuíam então esses sete filhos quando aconteceu um fato bem atípico: um desentendimento entre meu pai e um vizinho, fez com que ele resolvesse se mudar para a terra dos irmãos dele, para evitar maiores aborrecimentos. E ela, forte e sempre guerreira, terço na mão, ajeitando a mudança!

Assim, ele se foi e daí a pouco chega um caminhão, que um de seus irmãos mandou para levar os poucos pertences da família, bem como a sua amada e os sete filhos. E foi assim que aquela guerreira teve que dizer adeus àquele lugar, onde sempre residira, com seus pais, irmãos e amigos, deixando tudo pra trás e indo morar lá longe, numa cidade bem diferente do seu habitat natural. A principio, enquanto um dos irmãos do esposo tentava conseguir uma casa com um terreninho que ele pudesse cultivar para dar de comer à família, eles ficaram na casa de uma irmã dele - a boa samaritana da família - que acolhera com carinho, esse irmão, e a cunhada, com seus sete filhos! E ela, em silêncio e oração, esperando que as coisas melhorassem e tudo se acalmasse. 

Moraram ainda em outra casa, com outros terrenos para cultivar, até que, com meu abençoado salário de professora, pude comprar uma casa - a única realmente deles - para passarem o resto de suas vidas. Uma casa razoavelmente boa, com muitas frutas, um chiqueiro, galinheiro, tudo de bom para eles que já estavam acostumados com a criação de animais. Nos fundos, corria uma água límpida, que vinha de uma nascente da chácara vizinha. Tudo de bom! Nessa altura dos acontecimentos, já estavam com sua prole completa, pois tiveram mais quatro filhos nessa cidade. Agora então, com seus onze filhos - quatro homens e sete mulheres - já tinham finalmente um lugar para chamar de "seu"!

Muitos filhos assim, sempre se tem um grande problema para resolver, mas acho que os dois maiores foram, primeiro quando seu filho mais velho resolveu ir para São Paulo procurar emprego e por lá ficou durante algum tempo sem dar notícias - não tínhamos naquele tempo, a facilidade de comunicação como hoje. Imagine você, um filho lá longe, numa cidade grande, sem dinheiro, sem família, procurando algo para fazer, uma mãe é capaz de dormir?...

Outro fato muito triste foi a morte de seu filho caçula, apenas três meses após o falecimento do esposo: um rapaz sadio, precisa de repente ir para o hospital, para uma consulta e volta morto. Um filho, cuja janela da sala dava para a sua janela, por onde conversavam horas e horas, um conforto para ela, principalmente depois que o esposo se foi - e aí,  ele se vai também! Imagine a dor de uma mãe... 

E ela desistiu de viver; literalmente! Fechou-se em seu mundinho, tecendo um casulo cinzento em volta de si, nada mais esperando da vida! Três anos após, lá se foi ela e certamente houve festa no céu! E hoje, estão na glória, curtindo um amor maior, no face-a-face  com Aquele que sempre foi a razão maior de sua existência.
(Celina - 13/03/2020)





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

422 - Procurar...


422  -  Procurar...

É ótimo procurar coisas! Após gavetas e armários, a gente vai até os maleiros. E lá encontramos malas... E dentro das malas, caixas, e pacotes e velhas bolsas... E dentro de tudo isto, coisas e mais coisas!... Assusta-se às vezes: "Isto ainda existe?!"...  E papeis... envelopes... recadinhos...  CDs, fitas cassete... papeis de balas e bombons... fotos... e tudo o mais!... Fones de ouvido, máquinas fotográficas... (Lembra delas?) E suspira: "Era assim que a gente registrava os bons momentos"... E livros diversos... e orações...

Nem sempre, a gente acha o que procura... Mas acha uma porção de coisas!...  E relembra! E sorri! Às vezes, chora! Um choro antigo que transbordou - e comoveu!... E muitas vezes, não encontrou espaço... Mas agora, extravasa!  E pode extravasar à vontade!

Se você nunca precisou procurar algo de que muito necessitava, que pena! É claro que chateia,  dá preguiça e incomoda... Ás vezes, irrita! Mas, a gente encontra tanta coisa... 

E é bom! Passa um filme na nossa cabeça, um longa-metragem de recordações... E vai passando... e vai curando... antigas feridas... mágoas sentidas... dor que doía - mas que não dói mais... Abraços... sorrisos... Vida que passa!

Vida que se deixa tocar. E acariciar! E relembrar... E reviver! Eu amo viver!  Em qualquer época, em qualquer situação, de qualquer forma... é bom viver!

Mas, preciso acrescentar: devemos procurar também, o sentido da nossa vida!... Sabemos defini-lo? Hoje - quarta-feira de cinzas - é um bom dia para pensarmos nisto! Ainda mais agora em que se fala tanto em cremação: o corpo de qualquer um pode virar, em pouquíssimo  tempo, um punhado de cinzas... Pois é! Como afirma a Bíblia Sagrada, "somos pó e ao pó voltaremos". Só a alma subirá para o Pai. E depois, na ressurreição, ganhará um corpo glorioso. Você é capaz de entender isto?
(Celina - 26/02/2020) 

sábado, 22 de fevereiro de 2020

421 - Mais que uma Boa Ideia!!!

421  -  Mais que uma Boa Ideia!!!

Mais! Bem mais!... Meu pai gostava sempre de dizer: "É uma boa ideia!" (Aliás, para aquela alma boa, tudo era uma boa ideia...) Mas hoje, é mais que isto: já são, não mais "cinquenta e um", ou sessenta e um - mas setenta e um anos! Como o tempo passa! E o que eu acho fantástico, é que a gente não sente muito isto, não! Vai-se vivendo, levando a vida, mais ou menos da mesma forma, e não se sente o tempo passar - a não ser quando a gente chega à frente do espelho e se repara bem! Mas bem mesmo! Não assim como eu faço, passando rápido um pente nos cabelos e saindo correndo! Mas, olhando, de verdade! Aí é que a gente percebe mesmo que o tempo está passando...

Porém, por mais que isto vá se tornando bem nítido na face, sentei-me aqui hoje, digitando eufórica, para agradecer! Agradecer carinhosamente a Deus pelos setenta e um anos passados, comemorados hoje, com tanta alegria e força de vontade, "a pão e água" - um jejum sugerido pela MATER FÁTIMA, nas intenções de grandiosos pilares: Pela Paz no Mundo, Pelas Famílias, pela Vida, Pelos Sacerdotes e também pedindo Santas Vocações Sacerdotais e Religiosas. Isto é, oferecendo a Deus, um jejum de qualidade por estas intenções, consagrando-nos ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, com Hora Santa, Adoração e Santo Rosário. (Mater Fátima para o Mundo - Padre Héctor Ramirez - 20 febrero 2020).

Feliz por poder estar atenta às questões espirituais, priorizando estas, às materiais, quais sejam, festas em grande estilo, cheias de muitas coisas, mas vazias, com relação àquilo que considero universalmente mais importante: gratidão a Deus, cumprimentos afetivos, abraços dos amigos, o carinho dos familiares, o estar presente, caminhando juntos, olhando na mesma direção. E, mesmo sem fazer festas, com pompas materiais, receber tantas mensagens de sinceras amizades, desejos ardentes de felicidades, votos de vida longa e feliz.

Obrigada, Senhor, pelo discernimento e conhecimento das verdades eternas, obrigada pelo crescimento na fé, obrigada pelo dom da saúde física e mental, obrigada pelos familiares e amigos, obrigada por tanta coisa boa na minha vida. Obrigada, muito obrigada, por mais um ano vencido!!!
(Celina  -  20/02/2020)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

420 - O Primeiro Livro

420  -  O Primeiro Livro

Há sempre a primeira vez, em tudo que nos acontece. Minha irmã Aparecida está muito feliz hoje, porque conseguiu publicar seu primeiro livro: A Presença de Deus! Realmente, em várias situações de sua vida, vê-se perfeitamente a presença do Todo-Poderoso, com bênçãos e livramentos grandiosos, os quais ela relata com gratidão, no referido livro.

Gratidão é o que está presente na linguagem de todos nós, pelo dom da vida, pela saúde, pela paz que reina nas famílias, pelos estudos e trabalhos de cada um, pelas casas construídas, pelos lares constituídos, pelos abraços recebidos e também pelos distribuídos, tantas graças, tantas bênçãos,  tanto carinho de Deus para conosco!

Seu livro será lançado no dia sete próximo, aproveitando o Dia internacional da Mulher. A ideia de uma celebração anual surgiu depois que o Partido Socialista da América organizou um Dia da Mulher, em 20 de fevereiro de 1909, em Nova York - uma jornada de manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino. Fala-se também naquele incêndio em uma fábrica de Nova York, quando cerca de 130 mulheres operárias morreram carbonizadas. Aos poucos, foram acertando essa data. Hoje, o Dia Internacional da Mulher é comemorado em todo o mundo, no dia 8 de março.

Foi pensando nisto que a Historiadora e Comendadora Fabiana Frederighi Fonseca, idealizou um Projeto Literário, onde sete mulheres deveriam publicar seu primeiro livro, sua primeira obra literária. E assim, a minha irmã, que já estava com seu livro pronto, pôde aproveitar a data. Serão sete mulheres que no dia sete de março, em Sete Lagoas, às sete horas da noite, terão sua obra lançada, após um trabalho intenso de encontros e planejamentos. 

Celebremos juntos esse momento, agradecendo a Deus, mais esta dádiva, mais este carinho, mais esta presença no meio de nós!
(Celina - 19/02/2020) 


sábado, 8 de fevereiro de 2020

419 - Coração Vazio...

419  -  Coração Vazio...

A crônica anterior me levou a falar de algo que há muito desejava: "Não existe coração vazio!" Considerando o enfoque dado a este órgão - o coração humano - quero hoje falar sobre esta afirmativa, título desta crônica.

Quero pensar agora na espiritualidade de cada ser.  E neste enfoque, declarar o que tenho concluído: não existe "Coração vazio" - podemos afirmar com convicção: ou ele está cheio de Deus, dentro de uma religiosidade que cresce à medida que é estimulada e orientada, a partir da Palavra e de uma prática saudável de orações, ou ele é habitado pelo "outro" -  o inimigo de Deus.

Normalmente, todas as crianças aceitam bem a ideia de um Papai do Céu, quando ensinamos a elas as primeiras orações: ao se deitar, ou na hora das refeições, ou ainda, ao sair de casa pra escola, ou brincar com algum amiguinho... Quando a mamãe, vovó ou alguém da família tem o hábito de rezar com as crianças, elas vão se apoderando desta noção de um Ser Superior que está conosco, que nos protege, que nos abençoa e se sente feliz por isto.

Depois, na escola, e mais precisamente, na catequese, este trabalho vai se intensificando, levando a criança a crer neste Pai Criador e no Seu Filho Jesus, dirigindo-se a Eles em suas orações, aprendidas ou espontâneas, acreditando no seu poder de proteção e acompanhamento nos estudos, nas situações de toda sorte e, por extensão, invocando ao seu Anjo da Guarda, a Maria, Mãe de Jesus, e aos Santos conhecidos.

Mas a minha grande preocupação hoje é esta: ao mesmo tempo em que pessoas trabalham com afinco esta questão, introduzindo um aprendizado tão importante, gota a gota na alma infantil de uma criança, esta pode estar convivendo com alguém que, não acreditando em Deus, rapidamente, pode fazer com que ela deixe também de acreditar, especialmente se for uma pessoa de quem ela gosta muito e em quem confia cegamente.

E eu afirmo, com todas as letras: se você quiser tirar Deus da vida de uma criança, vai colocar em seu coraçãozinho infantil, uma lacuna tão grande que com pouco tempo, seu coraçãozinho estará preenchido pelo anticristo, o inimigo de Deus, aquele que vai levá-la para bem distante de seu Criador, causando-lhe um mal enorme, pois foi Cristo mesmo quem disse: "Quem não está comigo, está contra mim!". 

Por isto, meu filho, se uma criança mostra a você que é capaz de testemunhar Jesus, e se você não concorda bem com o que ela diz, na sua inocência, por favor, não diga coisa alguma; não tente contrariar o que ela tem em mente. É um crime tirar do seu coraçãozinho inocente, este Jesus a quem ela ama, pois, tirar o Cristo significa colocar o anticristo, o que é muito perigoso. E você não quer isto para o seu filho, não é mesmo?
(Celina - 08/02/2020)