terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

625 - TECNOLOGIAS


625  -  TECNOLOGIAS

"Que será do ser humano, daqui a algum tempo?" - pergunta, preocupado, o meu esposo. Preocupados, ficamos, todos nós! Na verdade, a tecnologia avança de forma tremendamente assustadora!

Pessoas da nossa geração - como acompanhar?... Ninguém dá conta, simplesmente. A não ser que se tenha dedicado exclusivamente ao ramo, e estude todos os dias, e tenha, ainda uma inteligência privilegiada, mesmo por que, o que se tem vivenciado, chega a ser ameaçador!

E o pior é que, inteligências privilegiadas nem sempre estão dispostas a trabalhar para o bem da sociedade. Na maioria das vezes, empregam-nas mesmo é para o mal.

Quantas "fakenews" - quantas falas horríveis de se arrepiar! Quanta gente prejudicada pelo mau uso da internet... É para se pensar...

Estamos todos no mesmo barco, num caminho sem volta. Estamos mesmo é em alto mar e se não nos unirmos para uma solução viável, iremos todos nos afundar – e é isto que tanto nos assusta! Que fazer?!...

Colocar na mesa todas as inquietações, procurar considerar as necessidades mais urgentes de toda a humanidade, considerando etapas da vida, numa sondagem honesta das diferentes situações, com o propósito de uma ajuda mútua – ou não! – talvez mútua não seja o termo adequado, porque há muitos que não têm mesmo como ajudar.

Os idosos, por exemplo! Em sua grande maioria, que poderão entender? Como poderão colaborar? Que contribuição serão capazes de oferecer se não conseguem fazer uma leitura razoável, nem mesmo do básico do básico? Difícil!...

Quem tiver a solução, que aponte caminhos. Urgente!

 

 


624 - SABEDORIA!

624 - SABEDORIA!

Ser sábio é conseguir fazer uma reflexão sobre sua própria vida, positivamente, após algum tempo de caminhada, claro. É aceitar que, de alguma forma, a vida nos corrige, mesmo que possamos pensar serem correções exageradas, dada a relevância do fato ou etapa, em questão.

Como um bom observador, que se afasta de uma montanha para deliciar, de longe, a sua beleza, assim é, olharmos para trás e contemplarmos o espaço percorrido, considerando lembranças interessantes: uma infância, muitas vezes plena de “nãos” com seus folguedos, estudos e trabalhos; escolas, em sua diversidade de relacionamentos; um namoro não muito aceito pela família, com seus transtornos; um amor que se vai, por pequenas bobagens, mas que reaparece, na alegria do reencontro; trabalhos diversos...

Como nos faz bem relembrar fases de nossa vida, tantas vezes regadas a profundas e copiosas lágrimas, as quais, muitas vezes - julgadas pelo pessimista - exageradas ou inúteis, como se não deveriam ter existido.

Como não?! Lágrimas ardentes são o banho quente da alma! Necessitando chorar, chore mesmo aquele momento, no ardor de uma decepção, de um fracasso, de momentos mal vividos... Depois se ri, quando tudo passar, quando “aquilo” que tanto importava, já não importa mais, já virou mesmo passado...

Mas, não era! Naquele momento, era presente! E uma situação difícil, tão complicada, que só o que poderia ser feito, era mesmo, chorar! E chorar, com força! Até as fontes secarem, após levarem consigo, toda a desordem, toda aquela bagulhada de confusões, de discussões, de enfrentamento, na maioria das vezes, de uma desigualdade tamanha, que, só mesmo as lágrimas dariam conta! É assim! E tocar o barco pra frente, corajosamente, embora, sem muita convicção do que ainda estava por vir... É confiar! E acreditar que vale a pena!

(Celina Queiroz Almeida)