quinta-feira, 1 de setembro de 2016

250 - ALGUNS DIAS SEM VOZ

Ainda relembrando as crônicas publicadas no Jornal “VOZ DE DIAMANTINA”. Outros tempos...


250 - ALGUNS DIAS SEM VOZ

"Quando o médico me disse que deveria ficar alguns dias sem falar, fiquei um tanto quanto receosa, mas não imaginei que fosse tão difícil assim.

E como é! Como é terrível precisar dizer algo ali, na hora, naquele momento, e não poder abrir a boca. E, se fazemos gestos, quantas vezes somos mal interpretados!

Dizem que  'em boca fechada não entra mosquito', mas não abri-la para emitir um único som, não é fácil!

E o pior é que as pessoas que não nos conhecem, quando veem que não falamos, julgam-nos surdos também, ou parcialmente. E começam a falar mais alto com a gente. E começam a se condoer da nossa situação...

Lá no Rosa Pinto, fui comprar um frango. E a moça me atendeu prontamente e foi muito gentil comigo. Mas,  uma outra freguesa que lá estava, comentou quando fui saindo: 'Ela não fala não? Coitada!' Tive vontade de agradecer-lhe a preocupação para comigo, mas eu... não podia!

Interessante foi lá no ABC: Perguntei a um  menino que lá estava trabalhando, o preço de três canetas (por escrito, é lógico!). E ele, coitado, com toda delicadeza daqueles que atendem bem aos que estão do outro lado do balcão, tomou a caneta da minha mão e escreveu o preço ali no meu papel. Acho que pensou que eu era surda também. (Obrigada, meu filho, você é muito gentil!)

Mas o pior foi no ‘Sacola Cheia’  quando uma pessoa me cumprimentou bastante eufórica, me chamando pelo nome e recebeu de mim apenas um aceno de mão... Que podia fazer, não é?

E assim, claro, com algumas dificuldades, venci esses dias. Espero não passar novamente por uma situação desta, pois não é fácil. E mais difícil ainda é dentro de casa onde pedidos, ordens, repreensões e até castigos, são dados por escrito. Arre! Que dificuldade!!!"
****

(Foi um período realmente difícil esse em que os médicos detectaram dois nódulos nas minhas cordas vocais e me puseram de repouso. E  o pior é que havíamos acabado de mudar para Diamantina, onde poucas pessoas me conheciam e ficaram sem saber que "muda" era aquela... Fiz o repouso, como aconselhado e voltei ao médico: graças a Deus, os dois haviam sumido! E assim terminou aquela agonia...)

(Sete Lagoas, 01/09/16)

terça-feira, 30 de agosto de 2016

249 - PARE, POR FAVOR!

Esta é mais uma crônica publicada no jornal "Voz de Diamantina", há algum tempo:


249 - PARE, POR FAVOR!


“A viagem transcorria tranquilamente. Viajava de maneira confortável, pois a poltrona do meu lado estava vazia. Porém, daí a pouco, o ônibus pára e entra alguém que, pedindo licença, se assenta a meu lado. Acomoda-se, fecha um pouco a janela, tira do bolso um cigarro, acende-o, e logo, a fumaça da primeira baforada vem passar bem rente ao meu nariz. E aquele ar que respiro leva pela primeira vez, naquela viagem, um estranho e indesejável visitante para o interior do meu organismo.

Não sei se uma parte foi para os pulmões. Mas é certo que uma boa parcela, vai parar no meu estômago, que reage logo! Sinto arrepios, e olho contrariada, mas de soslaio, para o novo passageiro: roupas bem gastas e sujas, sapatos que jamais viram graxa, cobertos por uma poeira pálida e triste.

Fico pensativa; penso em entabular uma conversação, fazê-lo ver os efeitos destruidores do fumo em seu organismo, os efeitos negativos sobre sua saúde. Mas me contenho a tempo. Penso melhor. E rezo. Rezo e peço a Deus que tire daquela pobre criatura, esse vício horrível, que queima o seu dinheirinho, certamente, com tanta dificuldade, adquirido, e leva com ele, a sua saúde, que mais cedo ou mais tarde, se manifestará abalada, pelos efeitos da droga.

Não olho diretamente para o rapaz, para que ele não pense que a fumaça me incomoda. Afinal, são apenas alguns quilômetros. Nem sequer vejo seu rosto. Mas peço a Deus que o faça desistir de seu vício; e verá que o dinheiro que, distraidamente, se transforma em baforadas pelo ar, poderá ser-lhe muito útil para uma alimentação mais sadia, e outros desejos que talvez não esteja conseguindo realizar. 

E aqui, cabe-nos uma reflexão: Para que o cigarro?... Por que fábricas de cigarros?... (Ou serão ‘fábricas de doenças do aparelho respiratório?’...) Pensemos!”


****


Hoje, ao reler esta crônica, fico pensando: Ainda bem que a viagem já estava chegando ao fim, porque, se já não passava bem em viagens de ônibus, imagine alguém fumando do meu lado?... E ainda fecha a janela!...

Lembro-me bem desse episódio, bem antigo. Quase falo com ele, mas talvez ele considerasse  isto como uma reclamação de minha parte. Muitas vezes, é necessário fazer silêncio e aguentar firme. E foi o que eu fiz naquele momento. Graças a Deus!!!


(Sete Lagoas, 30/08/16)

domingo, 28 de agosto de 2016

248 - DONS GRATUITOS DE DEUS

248 – DONS DE DEUS,
TOTALMENTE GRATUITOS!

Como prometido na crônica anterior, aqui vai um dos trabalhos publicados num Jornal de Diamantina:

Dons de Deus

_ Oi! Psiu! Você que está aí sentada, pode me dar um pouquinho de sua atenção? Ou está prestes a sair?
 _ Não, que isto? Não tenho nem um pouco de pressa. Por incrível que pareça, hoje estou é muito folgada, porque perdi o ônibus das onze e agora, só às treze e meia. Como vê, tenho um longo tempo! Poderia até tirar uma soneca, se fossem dotadas de redes, as nossas rodoviárias. 
_ Oh, você fala! Que beleza!
_ Ué, é claro que eu falo! Por que não falaria? Que foi? Que houve? Que quer dizer com isto?
_ Muito bem! É isso aí! Você fala! E você já pensou algum dia como isto acontece? Já pensou em que transformações sofre o seu organismo quando você fala? Já pensou no que é que faz o ar vir dos pulmões e chegar cá fora, transformado em palavras?
_ Ora, por que haveria eu de pensar nisto?
_ Pois é! É uma coisa tão simples - mas a gente não pensa nas coisas simples. Interessante: o ar sai dos pulmões, sobe pela traqueia e, quando chega à laringe, faz vibrarem as cordas vocais e chega à boca transformado em um punhado de asneiras, ou advertências, pedidos, ordens, explicações, promessas...
_ Engraçado... Nunca pensei mesmo! Como é bonita a natureza. E como são divinos os fenômenos que nos acontecem... Procuramos revistas, jornais, ávidos de notícias,  procuramos saber o que acontece no mundo inteiro - e não nos preocupamos com o que acontece dentro de nós. Muitas vezes, desconhecemos totalmente.
_ Pois é! E é por isto mesmo que não lhe damos o devido valor. Você já pensou alguma vez em agradecer a Deus pela voz que sai de sua boca?
_ Olhe, vou procurar  pensar nisto. Realmente, é um grande dom de Deus. Eu tenho voz! Eu posso falar! Que bom! Em minhas orações, vou agradecer a Deus por mais este dom. São tantos que eu nunca havia me lembrado deste.
_ Pois é! E lá vou eu. Até logo!
_Tchau, minha amiga. E muito obrigada!

****

(Esta foi, da seção "A Crônica do Dia”, a primeira colada neste caderno velho aqui. Está me fazendo pensar... Pense nisto, você também!)
Sete Lagoas, 28/08/16


247 - CHEIRO DE DEUS!

Fazendo limpeza nos armários hoje: meu Deus, como tenho dificuldade de jogar fora a papelada que carrego comigo. Agora, em mãos, um Caderno antigo de Planos de Aula! Acho tudo lindo, começo a ler, vou me lembrando dos alunos... E guardo de novo! Normalmente, é assim! Ou então, quando preciso mesmo me decidir a descartar alguma coisa, começo a destacar folhas com bons textos... pra que, meu Deus?!

Hoje, fui folheando... folheando... e me lembrando dos meus alunos em Diamantina. E aí, como dificilmente um Caderno é preenchido até o fim, lá nas páginas finais em branco - tão amareladas hoje! – o que encontro? Várias crônicas que eu escrevia e mandava para um jornal local! Amareladas, também elas,  pelo tempo e papel utilizado, umas vinte eu colei aqui, neste final de caderno, veja só! Nem me lembrava disto!

Antes, a seção se chamava “Olho Vivo” e descrevia cenas da Cidade. Depois, não  me lembro por que, passou a se chamar “A Crônica do Dia”  e mudava um pouco o foco. Parece-me que comecei apontando coisas que eu detectava pelas ruas da cidade, como a coleta do lixo e outras coisas mais. Depois, com o novo título, eu abria novas possibilidades de abordar fatos do cotidiano.

Assim é que continuei escrevendo e enviando para o Jornal. Quando mudamos para Curvelo, deixei de fazê-lo; creio ter pensado não haver mais sentido, já que agora estava em outro local, vivenciando novas realidades. Ou então, esperava ainda, conhecer alguma oportunidade de fazer o mesmo naquela cidade. É... talvez seja esta última a mais correta opção. Mas como viemos logo para Sete Lagoas, creio não ter dado tempo para que mais um sonho se concretizasse.

De toda forma, dos trabalhos que não se perderam,  devo registrar aqui alguns, a começar pela próxima crônica, a de número duzentos e quarenta e oito, que será a transposição de um desses trabalhos. Você pode estar se perguntando: “Uai, crônica antiga?” e eu lhe respondo que pelo assunto, ela será sempre nova, porque traz consigo o mesmo perfume: este cheiro de Deus que sempre senti, sinto e sentirei, durante toda a minha vida.

E é esse mesmo cheiro que tento passar pra quem me lê, porque creio que precisamos continuar com o foco que nos foi passado por muitos que aqui viveram, considerando o lema de vida, pleno de alegria eterna: “Olhai as coisas do alto!”


(Sete Lagoas, 28/08/16 – um domingo lindo!)

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

246 - SANGUE


246 - SANGUE

O líquido mais precioso para o corpo humano é o seu próprio sangue. Se este parar de circular, a cada milésimo de segundo, o corpo morre um pouco.  É preciso manter-se em movimento, alimentando todas as células, levando-lhes tudo aquilo de que elas necessitam para viver.  

Supremo ato de caridade é doar o seu  próprio sangue. Jesus, o Filho de Deus, doou todo o seu sangue por nós. O derramamento teve início no Jardim das Oliveiras, quando suou sangue, no início de sua entrega. Assim que isto se deu, preso e flagelado, continua Jesus a derramar seu sangue pela humanidade. Os açoites que lhe dilaceravam  a carne, faziam-lhe  derramar o sangue inocente.

Humilhado, desprezado, maltratado, o Rei de Todos os Reinos, foi coroado, mas com uma coroa de agudos espinhos, que fizeram brotar mais uma vez,  o  sangue inocente, sangue que lhe escorria pela face já enfraquecida e desfigurada, face que seria contemplada depois, por sua Mãe lacrimosa, a caminho do Calvário. Carregando a pesada cruz, tinha os ombros machucados, os joelhos feridos pelas quedas; e o sangue se derramava copioso, pelas suas chagas.  Pesava sobre ele os pecados de uma humanidade corrompida pelo orgulho, pelo ódio, pelo eterno desejo de vingança. 

Cansado, alquebrado, enfraquecido, ele estende os braços para ser pregado na cruz. Pés e mãos chagados, duramente perfurados, continuam o derramamento que acontecerá até a última gota, naquele coração ferido pela espada do centurião. Dali jorraram sangue e água, numa misericórdia infinita, extremo ato de amor pela humanidade.

Ó Jesus, quanta ingratidão daqueles que não reconhecem o Teu sacrifício. Quanta falta de fé, quanta falta de amor!  

Perdão, Jesus! Perdão porque pecamos, perdão porque Te crucificamos, perdão porque nos afastamos dos caminhos do bem.

E abençoa-nos,  Senhor Jesus! Que possamos valorizar cada gota de Teu precioso sangue, derramado por causa de nossos numerosos pecados. Que possamos seguir Teus ensinamentos, na caridade, no amor aos irmãos, principalmente os mais necessitados. Ajuda-nos, Senhor! Nós cremos, mas aumenta a nossa fé! Ajuda-nos a compreender a Tua missão aqui na terra. Os profetas sofreram muito, mas tinham sempre em mente, suas próprias faltas. Sofremos também pelas nossas, no exame de consciência de cada dia.  Mas Tu, Jesus, não cometeste falta alguma! 

Acho que é esta a análise do nosso pequeno Arthur. Quando a catequista pergunta o que esperam aprender na catequese e os colegas respondem querer saber sobre Jesus, sobre Maria, o Arthur a surpreende: "Quero saber por que Jesus morreu na cruz!"

(Sete Lagoas, 20/08/16)


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

245 - DIÁLOGO/MONÓLOGO!

245 - DIÁLOGO/MONÓLOGO!

Embevecida com o diálogo de ontem:
Foi a Rosa!
Foi o Instrumento! 
Foi a Fé!
Foi a Confiança!
Foi a Experiência de Deus!


Certamente, a minha Santinha do Coração está sorrindo lá no Céu pela chuva de rosas que é derramada, fecundando a terra! Não temos explicações para as coisas de Deus; e nem queiramos tentar fazê-lo, porque não conseguiremos! Deus, o Todo-Poderoso, o Criador de todas as criaturas, dotou-nos de inteligência bastante para desfrutarmos das belezas da vida! Mas há um limite para este dom, tão precioso. E sabemos qual é! Nossa inteligência vai até onde podemos ir, até onde conseguimos entender. Daí pra frente, é com ELE! Não adianta o homem querer apresentar-se semelhante a Ele em tudo: só mesmo até onde lhe é permitido. Só mesmo, no que diz a Bíblia: "Fez o homem à Sua imagem e semelhança" - mas, como criatura! Criador, é um só: Deus!

Embevecida ainda com o diálogo de ontem, fico aqui, agora, neste monólogo que não consigo registrar; porque o que tenho para dizer, não dá pra ser escrito, não dá pra exprimir em palavras, o que sinto; apenas agradecer! E agradecendo a Deus, pedir humildemente a Ele, que abençoe a humanidade que é a Sua mais bela criação, a mais sublime obra de Suas mãos, o maior de todos os Seus sonhos realizados; mas que está se distanciando do Criador...

Ó meu Deus, "quem me vê, vê o Pai" , disse Jesus a Filipe! Por isto, eu Vos peço, que o homem aprenda a fixar seu olhar em Jesus, seguir seus passos,  viver seus ensinamentos, praticar Seu mandamento maior: "Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo." Pois sei que, assim o fazendo, estará caminhando seguro, longe das trevas. 

Ó Criador de todas as coisas, fazei que o homem se conscientize de que ele nada pode criar, que tudo o que lhe é permitido fazer vem a partir do que já existe, que,  nas suas invenções,  só pode utilizar a matéria-prima que está disponível para ele.  

Abençoai, ó Deus Onipotente, todos os homens e fazei com que possam reconhecer Vossa realeza sagrada e assim, encontrar a Paz - a Paz verdadeira que só o Senhor pode nos dar! Amém! 
(Sete Lagoas, 10/08/16)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

244 - ALEGRIA, ALEGRIA!

244 - ALEGRIA, ALEGRIA!

Nossa, Arthur! A semana inteira pra escrever esta crônica. Incrível como a vontade é grande - e o tempo, curto. Toda vez que pego o computador para fazê-lo, alguém me chama. E todos reclamam, se demoro a atender, mas  preciso desligá-lo devidamente. Aí grito: "Já vou!"... E sei que não dá pra voltar tão cedo! Assim é que estou acrescentando este inicio numa tentativa de justificar a demora, pois comecei a rabiscá-la no dia seguinte, tal era a alegria que me invadia ao saber que você estava iniciando seu processo de catequese. Mas o que desejo frisar hoje é que o dia trinta e um de julho, tão esperado, chegou, reinou e já se foi, mas vai ficar na memória.

Levantei-me muito cedo no domingo passado. Que dia maravilhoso, Arthur! Bem preparado pelas mensagens de whatsAap. (Você nem sabia, mas foi tudo organizado em torno do seu nome. Queríamos valorizar muito o evento.)

Às cinco da manhã, os legumes já estavam todos limpos, descascados, picados. Porque isto não poderia ser feito na véspera. Mas as duas postas enormes de salmão já haviam recebido, no dia anterior, um bom trato, eliminando-lhes as escamas e oferecendo-lhes uma passada de limão e um pouquinho de sal. Foram colocadas cuidadosamente em duas  panelas grandes, sobre rodelas de cebolas e pedacinhos de alho. Ali esperavam os legumes que iriam ornamentá-las. No final, tudo regado com um bom azeite e estava preparado o prato principal.

Depois foi a vez de preparar as frutas. Mesa mais ou menos organizada, saí para a Igreja, fiquei mais atrás na nave lateral, porque havia feito uns implantes dentários e não podia ficar conversando. Quietinha no meu canto, ouvi quando a Gabi gritou:  "Vovó!!! Vovó!!!  Achei a Vovó!" (Ai, meu Jesuscristim, já me acharam aqui!...) Mas sua mãe procurou distraí-la e voltar para onde estavam pois ela queria que eu a carregasse.

Terminada a celebração, vim rápido para organizar a mesa. Foi muito gratificante, receber todos aqui em casa para o café da manhã e depois, o almoço. Ter a família reunida em torno da mesa, pra mim, é o máximo! Todos se fartaram com as delícias do café, almoço e a sobremesa deliciosa que a Fernanda preparou; e ainda sobrou muita coisa para o dia seguinte, enriquecendo o macarrão que foi  feito na segunda-feira, à noite,  não é, Wálmisson? Uma panelada de macarrão com ovos e legumes que todos devoraram avidamente, com alegria.

Alegria!... Alegria nas coisas simples do cotidiano! Alegria do encontro, do estarmos juntos, do partilharmos momentos do tudo e do nada, simples assim! A vida pode mesmo ser bem simples: basta cada um cumprir o seu dever, respeitando-se mutuamente, colaborando uns com os outros, na medida do possível, e sempre que necessário. Obrigada, Senhor, por tantas bênçãos!

E como se tudo isto não bastasse, era o dia de rezar o terço da Mãe Rainha aqui em casa; e qual não foi minha alegria ao ter você, Arthur, rezando conosco e ficando com o terceiro mistério que era o que seu pai, na sua idade, mais gostava de rezar, nos nossos encontros em Diamantina! É muita bênção, meu Deus! Obrigada por tudo!

(Sete Lagoas, 04/08/16)

terça-feira, 19 de julho de 2016

243 - CHEIRO DE INFÂNCIA

               
243 - CHEIRO DE INFÂNCIA


Está ali, no jardim lateral, perfumando o ambiente. Todo ano, ela floresce: uma flor branca, toda branca, com um perfume suave que me lembra a infância.

Quando a vi pela primeira vez, lembrei-me no mesmo instante de uma flor, também branca, também de largas folhas verdes, que floresciam, em grande quantidade, às margens do córrego que banhava as terras onde plantávamos o arroz. 

Não sei se meus irmãos se lembram disto, talvez minha irmã mais velha traga na memória, este perfume. Chamávamos, a ela, “Mariazinha”; não sei que nome dão a esta aqui. Vou tentar descobrir.

Esta plantinha, que era apenas uma mudinha que uma amiga nos deu, cresceu, floresceu, perfumou; depois ficou velha e caiu; e sumiu. Parecia ter falecido. No ano seguinte, lá estava ela, em suas primeiras folhinhas; outras apareceram, as flores chegaram... E com elas, o perfume e a lembrança da minha infância. 

E todo ano, a história se repete. E com o perfume e a lembrança, vêm-me à mente, o sobrado onde morávamos, o porão onde eram armazenados alguns materiais, o fogão a lenha, as plantações, os animais...

E vem muito mais: meu pai, que ao raiar do dia, já lá fora estava, plantando, cuidando, colhendo... E quando a noite chegava, lá estava ele ainda, trabalhando até tarde, cantando, assobiando, procurando fazer o melhor para seus muitos filhos...

O cheiro da flor branca me faz recordar tudo isto, com uma languidez e uma saudade grande de tudo que se foi, de tudo o que há, e de tudo o que está por vir...

Minha florzinha branca, obrigada! Quando te fores embora, esperarei por ti no próximo ano. Perdoa-me se eu me esquecer de ti por algum tempo, mas pode ter a certeza de que quando voltares, e exalares aqui o teu perfume, eu me lembrarei novamente de tudo isto... Porque  sei que as tuas batatas ficam aí, escondidas, dentro da terra, nenhum vestígio, nenhum verde, nenhum branco, nada aparecendo... Mas agora aprendi! Tu me ensinaste que podes esconder durante todo o ano e aparecer no próximo - sempre com algum pezinho a mais - na mesma época e gritares como a Gabi: “Surpresa!!!” Obrigada, porque sempre chegas!  Mas... até quando?!...

(Sete Lagoas, 18/07/2016)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

242 - AINDA COM A EMBALAGEM DO PÃO...


242 - AINDA COM A EMBALAGEM DO PÃO...

Hoje me encantei novamente com a embalagem do pão... Como na crônica número um deste trabalho! Li-a atentamente, analisando cada afirmativa. E o texto é concluído assim: "Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

"Não é o que você juntou..." Totalmente contra os valores do mundo capitalista, onde se prega a acumulação, o aumento do patrimônio individual, não importa se lícita, ou ilicitamente... 

E uma afirmativa, que nos tira da zona de conforto em que nos encontramos: "E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!"   Difícil pensar nisto, não? Como entender que tudo o que construímos na vida, muitas vezes, a duras penas, vai ficar para trás, um dia, queiramos ou não?... Para quem?... Quando?... Não é, no mínimo, estranho, pensar nessas verdades?...

"É o que você espalhou que vai refletir como você viveu a sua vida!" É isto! Portanto, vamos tentar espalhar o que conseguimos com nossos esforços, semear por onde passarmos, os valores morais, espirituais e materiais que conquistamos ao longo da caminhada. Assim o fazendo, teremos conosco o consolo de perceber o brilho no olhar daquele que recebe as dádivas que temos para espalhar. Dividindo com os demais, as nossas conquistas, estaremos plantando alegrias, sorrisos, esperanças... E compreenderemos a máxima de que é melhor dar que receber, que é melhor ter para ajudar que precisar pedir;  e conheceremos a  alegria de poder repartir, concluindo que isto é melhor que precisar de ajuda para completar o que nos falta. Pensemos nisto! 

E para não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, comecemos já, a examinar os armários reais e virtuais de nossa existência para nos certificarmos de que temos muito mais do que necessitamos para viver. E então, espalharemos por aí, com  bondosa alegria, os nossos pertences, ajudando a matar a fome e a sede de quem não conseguiu chegar onde estamos, aquecendo a quem tem frio no corpo e na alma, transformando em luz o que antes eram trevas.

É certo que nunca chegaremos a parecer uma Madre Teresa de Calcutá, mas podemos nos aproximar de tal bondade, tornando-nos pessoas melhores, superando-nos  a cada dia.

(Sete Lagoas, 15/07/2016)


domingo, 10 de julho de 2016

241 - FILHOS

241 - FILHOS

"Nossa! Dá trabalho demais!" É o que a gente mais ouve, quando se fala de filhos. Realmente, dá trabalho mesmo! Muito trabalho! Educar um filho não é fácil. Caminhar com ele, dia a dia, fraldas, mamadeiras, vacinas, medicamentos; depois, escola, lanches, materiais escolares, o estafante "Para Casa", de que a maioria dos pais reclamam - muita agitação, com horários, idas e vindas, leva aqui, busca ali... Cursos diversos, mais horários, mais idas e vindas...

Isto tudo, sem contar com o inesperado: doenças, derrotas diversas, paixões desordenadas,  decepções, choro intermitente, revoltas... Fácil?... Não! Se a gente pudesse livrá-los das tristezas da vida, colocando-os em uma redoma de vidro, protegendo-os dos reveses da vida...

Mas não seria, com certeza, uma boa solução. Porque os criamos para a vida, para enfrentar o mundo lá fora, para atuar, interagir, vivenciar... E quanto mais cedo pudermos, monitorando de longe, soltar as rédeas, ir soltando devagar - não de uma vez - mas, aos poucos, para que possam aprender a caminhar com suas próprias pernas, tanto melhor! Dói um pouco, mas é necessário! E é assim que deve ser.

Nosso primeiro filho completa hoje quarenta e três anos. Um lutador! Um vencedor! Graças a Deus, já caminhou muito e ainda tem muita coisa pela frente, com certeza! Muito ainda está por vir, e a grande esperança que a gente tem é que nenhum filho se esmoreça, frente às dificuldades da vida. É isto o que esperamos e neste sentido, pedimos a Deus por eles. 

E tanto faz a gente ter um filho, quatro ou dez, é sempre a mesma coisa: o pensamento de mãe está sempre voltado para aquele ou aqueles que gerou. Então no dia do aniversário... Parece que  a gente revive tudo aquilo, toda aquela euforia do momento, do antes, o durante e o depois!

Uma vez, um sacerdote afirmou: "A partir do momento que a mulher afirma: 'estou grávida', nunca mais ela terá sossego; nem se o filho partir pra eternidade antes dela. Porque uma mãe traz sempre em mente, a sua prole."  É verdade!


240 - PERSISTÊNCIA!


240 - PERSISTÊNCIA!

Terminei de ler um livro que adquiri quando fomos a Aparecida, SP. Assim que o vi, chamou-me a atenção o título,  pois sempre quis saber um pouco mais sobre a conversão de Santo Agostinho. 

Uma tia nossa falava sempre de Santa Mônica e dizia que gostaria muito que tivéssemos na família alguém com este nome. Acho que tal não chegou a acontecer e ela faleceu sem ter esse desejo realizado, mas o que ela pregava sobre isto ficou gravado na  memória de todos, tenho certeza. Dizia que Santa Mônica rezou durante trinta anos para a conversão de seu filho, acompanhou minuciosamente seus passos com lágrimas ardentes, até chegar a vê-lo transformado num cristão de verdade, sendo considerado hoje, um dos maiores doutores da Igreja.

E realmente, vemos isto bem claro, nesta obra de Bernard Sesé, intitulada AGOSTINHO, O CONVERTIDO. Transcrevo aqui algumas considerações sobre a extensa obra deixada por ele: "Após a morte do bispo de Hipona - Agostinho - Possídio teve a excelente ideia de compor um catálogo de todos os seus escritos. Ficou impressionado pela dimensão do inventário. (...) Contam-se cento e treze tratados, numerosa correspondência, e mais de quinhentos sermões".

Outro trecho: "Entre a rica proliferação de tratados filosóficos e teológicos, autobiografia, correspondência, sermões, relatos históricos, exegese bíblica, catequese, descrições e relatos de viagens, refutações ou controvérsias doutrinais e revisões de seus próprios escritos, três obras sobressaem: As Confissões - A Cidade de Deus - e A Trindade."

Vale a pena conferir nessa análise sintética da vida do convertido, e sentir a preocupação da boa mãe, com a sua salvação. Preocupação que a fez seguir seus passos durante toda a vida, muitas vezes, de longe, quando ele não a queria por perto, a seu lado. Excelente foi o fechamento dessa história, pois seu filho, além de cristão convicto, se transformou num dos mais conhecidos doutores da Igreja.

Com sua eloquência e forte poder de convencimento, Agostinho faz um ardente elogio à Trindade Santa - Pai, Filho e Espírito Santo, a partir de diversas citações bíblicas, num estudo minucioso de quem realmente ama, com profundo amor de filho agradecido.

Como bom internauta, conheça a história envolvente de Santa Mônica e Santo Agostinho. Vale a pena!!!
(Sete Lagoas, 07/07/16)

domingo, 3 de julho de 2016

239 - MOMENTOS...

                                                                             239 - MOMENTOS...

Há ocasiões especiais que não devem ser desperdiçadas. Quando surge o momento, aproveite, não deixe pra depois. Principalmente em se tratando de crianças! Não devemos deixá-las sem resposta. 

Levei a Gabi e o Lukinha para brincarem um pouquinho no Náutico. Ficaram eufóricos quando disse isto a eles, em plena manhã de sexta-feira. Assim que chegamos, desceram rapidamente a rampa de entrada e o Lucas admirou-se, falando alto, quase gritando: 
_ Vovó!  Olha que lindo! 
Vi vários troféus sobre uma mesa: ouro, prata e bronze.
_ Olha, vovó, uma chuteira de ouro, igual a que o Arthur ganhou aquele dia!
Arrisquei:
_ É, Lukinha, igual a que você vai ganhar um dia!
_ Eu?!  Nunca, vovó! Nunca vou ganhar uma chuteira igual a esta. Eu não sei jogar!
_ Ora, Lucas, o Arthur também não sabia, não! Você também vai aprender.
Parou, olhou bem nos meus olhos e arrematou:
_ Vovó, eu não sou bom de futebol!!!

A Gabi já passava correndo na nossa frente, procurando um jeito de descer para ir ao parquinho. Saímos atrás dela, e eu fui explicando a ele como foi a trajetória do Arthur. Não falei dele, Lucas, mas fui dizendo como o primo, no início, ficava lá parado em campo, abaixava-se, brincando com a grama; os colegas correndo atrás da bola e ele parado com o dedo na boca... E, como ele muitas vezes ia conosco, eu disse mais: Lembra, Lucas, como a gente ficava brigando com ele, por causa dessas coisas que ele fazia?... Lembra que ele não jogava nada?  Depois, com o tempo, foi aprendendo. E deu sorte de fazer tantos gols no campeonato, revelando-se o artilheiro do time.

Ia falar agora da sua atuação, como ele já estava conseguindo dominar a bola... Mas ele já saiu correndo para o escorregador. Mais tarde, comentei com seu avô e ele disse: 
_ Coitado, Celina! Já estão colocando na cabeça do menino que ele não sabe jogar futebol. Que maldade!... Tem que explicar pra ele... 
_ Eu tentei. Aos poucos,  vamos mostrando a ele, o seu progresso. 

É claro que cada um tem aptidão pra uma coisa; ser dos melhores, depende dos carismas; mas todos somos capazes de aprender um pouco sobre qualquer coisa. E o Lucas tem uma vantagem: é muito disciplinado e faz tudo o que os instrutores pedem. Corre pelo campo o tempo todo, saltitando, e comemora as jogadas boas dos companheiros, grita quando seu time faz um gol, é muito entusiasmado.

Sua mãe comenta: "De vez em quando, a bola sobra pra ele, mas nem sabe o que fazer com ela." Peço muito pra não dizer nada disto a ele. "De jeito nenhum!" afirmou. É claro que, certamente, não vai ser um jogador de futebol. Ninguém está pensando nisto, mas o esporte disciplina e é um exercício muito bom e necessário ao crescimento saudável. Então, vamos incentivá-los a continuar. 

Brincaram no parquinho, viram passarinhos saltitando pelo campo, uma garça na lagoa, brincaram um pouco na piscina, dei-lhes um banho quentinho e voltamos pra casa, em cima da hora de almoçar e aprontar pra ir pra escola.

O assunto em questão vai voltar, com certeza, e vamos caminhando juntos, analisando o desempenho de cada um, em cada atividade. O que não devemos fazer, é deixar as crianças desanimarem frente à primeira dificuldade. E ensinar a cada uma, a não se comparar com os outros, mas superar-se a cada dia.
(Sete Lagoas, 03/07/16)


sexta-feira, 1 de julho de 2016

238 - APELO

238 - APELO

Reze por mim, que eu rezo por você. Vamos pedindo a Deus que nos ajude a cortar nossas arestas, para que possamos fazer sempre o melhor. Possuímos dons diferentes – a Bíblia fala disto. A cada um foram atribuídos alguns carismas. Tenho os meus,  você tem os seus. E precisamos desenvolvê-los. Recebemos a semente. Apenas! O cuidado é nosso. Fazê-la germinar, cuidando bem do solo é nosso dever. Como diz São Paulo, “quem se gloria, glorie-se no Senhor.” É pelo Senhor que precisamos cuidar e fazer melhor a cada dia.

Hoje cheguei cedo ao Santuário e, como todos os dias, fiz a Oração pela beatificação do Padre  Libério, uma  oração que  me foi dada por  um  senhor  velhinho que o conheceu.

Ajoelhada ali, compenetrada, olhos fechados, vem o coordenador da liturgia daquele horário e me pede para fazer a leitura. Subi para colocar a veste, pensando: Qual será o texto de hoje?...

Conferi no Lecionário: Um trecho do Profeta Amós. Dei uma olhada rápida: um texto muito lindo! No momento certo, subi e proclamei solenemente: “Buscai o bem, não o mal...” Amós, capítulo 5, versículo 14 e seguintes. E termina assim, o trecho de hoje: “Que a justiça seja abundante como água, e a vida honesta, como torrente perene.”

As pessoas dizem que gostam quando eu leio porque elas entendem perfeitamente. Gosto de ler, leio com pontuação e entonação adequadas, e o faço pausadamente para que todos possam compreender a mensagem. Mérito meu? Não totalmente; apenas em parte. Porque é o que eu disse acima: recebemos a semente e somos responsáveis pelos frutos. Cuidar bem para que possa frutificar, é trabalho nosso.

Ontem, ao chegar à Paróquia de Santo Antônio, certifiquei-me, com tristeza, que eu havia esquecido, em casa, os óculos. O que fazer? Passei pela Porta da Misericórdia e fiquei bem atrás, até o início da celebração. Porque, quando falta um dos leitores, ali também me pedem para ler. E eu teria que dizer Não, com tristeza, porque, embora as letras do Lecionário sejam bem grandes, não tenho segurança, sem os óculos. Ler em voz alta para o público é de muita responsabilidade; ainda mais quando se trata da Palavra de Deus.

Por isto, o meu apelo hoje, a você,  que é uma pessoa boa e lê o que escrevo: “Reze uma Ave Maria pra mim!” Estou pedindo a Deus, pelos méritos do Padre Libério, pessoa humilde que viveu 96 anos aqui na terra, consagrando o pão e o vinho, durante décadas, e por intercessão de Santa Luzia, que eu possa ter a minha visão curada para prestar a Deus e à comunidade, os melhores serviços com as leituras que faço. Você pode me ajudar?... Obrigada! Ave Maria...

(Sete Lagoas, 29 de junho de 2016) 

237 – MILAGRES EUCARÍSTICOS


237 – MILAGRES EUCARÍSTICOS

Há muito me encantam os milagres,  fascinam-me as coisas extraordinários de que tomo conhecimento. Fico feliz ao saber que pessoas simples como nós, mereceram a graça de poder propagar, ainda em vida, as maravilhas do Senhor. Ainda  bem pequena, eu ouvia minha mãe dizer que “conhecia Santa Lola e ela era mesmo santa pois há muitos anos vivia somente da Eucaristia.” (“O mistério da mulher que viveu 63 anos somente da Eucaristia por sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Mesmo depois de sua morte ocorrida em 9 de abril de 1999 a vida de Floripes Dornelas de Jesus - que se tornou conhecida como Lola - tem atraído milhares de pessoas a visitarem o seu túmulo em Rio Pomba, município mineiro distante 251 quilômetros de Belo Horizonte. Nascida em 1913 ela caiu do galho de uma jabuticabeira em 1936 e nunca mais andou, vivendo em seu quarto numa fazenda que herdou de sua família. Ainda jovem e paraplégica ela teria consagrado as suas dores físicas ao Sagrado Coração de Jesus pedindo a conversão dos pecadores”. Internet)

Eu, sentindo fome, ficava intrigada: Como pode uma pessoa comer apenas aquele pedacinho de pão durante todo o dia?...  Eu era muito pequena para entender as coisas de Deus!

Um dia encontrei um livro do Padre Alberto Gambarini, intitulado “O milagre da EUCARISTIA para VOCÊ”. Adquiri-o e pude constatar, com grande gozo, que tal situação não era privilégio de uma pessoa que minha mãe conhecia, mas que muitas outras já sobreviveram assim por longos anos. Além disto, lá estão relatados, vários milagres eucarísticos. Vale a pena ler!

Agora, as facilidades aumentam a cada dia: busquei na internet. Casos e mais casos semelhantes, nas diversas partes do mundo, Itália, França, Alemanha, Áustria, Bélgica, Colômbia, Croácia, Egito, Índia, Ilha Martinica, Ilha da Reunião, Holanda, Peru, Polônia, Portugal, Espanha, Suíça, entre outros.    É muito gratificante pra nós, que cremos fielmente na presença real de Jesus na Hóstia Consagrada. Procure lá, você vai ver como são inúmeros os casos de pessoas que surpreenderam a família e conterrâneos, ao conseguir viver assim, como  Marthe Robin, uma camponesa lá da França, que viveu 53 anos somente da Eucaristia.

Sei que são pessoas diferentes, santas demais! Nós, simples mortais, no máximo podemos fazer alguns sacrifícios; como diz uma amiga minha,  passar um suculento bife acebolado para o esposo, a neta, e outros e colocar em seu próprio prato, apenas um pouquinho de arroz, feijão, e verduras... Mas ainda precisamos dessa alimentação. Estamos muito longe de passar o dia todo apenas com a Eucaristia que recebemos pela manhã. E, se o conseguirmos, se formos capazes disto, no dia seguinte, vamos amanhecer, com certeza,  azul de fome! Fazer o quê, não é? Não possuímos a santidade daquelas pessoas; podemos até ser consideradas pessoas “boazinhas”, mas elas, as outras, são especiais, porque mais próximas do Criador!  Não somos dignas nem de “desamarrar as suas sandálias.”

(Sete Lagoas, 29/06/2016)

terça-feira, 21 de junho de 2016

236 - IMAGENS

236 - IMAGENS

Imagens são ótimas! Quando a criança recebe um texto imagístico para observar, as histórias que inventa são fantásticas. Ao contrário também, quando recebe um texto sem imagens, as mesmas são formadas em sua rica mente infantil e passa um filme na sua cabeça, seguindo os relatos de uma história lida ou contada. As primeiras manifestações do ser humano foram através de imagens, de desenhos, que tentavam passar a ideia que se queria transmitir.

Há uma certa intolerância por parte de algumas pessoas com relação às imagens de Santos na Igreja Católica, por desconhecimento de sua história. Gostaria de dizer que os Santos foram pessoas boas que compreenderam a mensagem do Filho de Deus, seguiram seus ensinamentos e fizeram obras grandiosas, chegando mesmo a operar milagres em sua profunda ligação com a Trindade Santa.

A primeira grande imagem é a da Cruz: Jesus, após uma vida terrena, onde demonstrou todo o seu poder, fez muitos amigos e, com a Verdade que veio pregar, conquistou alguns inimigos também; encerrando sua missão aqui na terra, Ele se permitiu ser levantado na Cruz, ressuscitando logo após, e voltando para o Pai. Seus seguidores foram unânimes em testemunhar sua Santidade e  dar continuidade  à missão que lhes foi confiada. A duras penas, pregaram o Evangelho, sendo martirizados por isto. Até o ano trezentos e treze da nossa Era, os cristãos foram ferrenhamente perseguidos e levados à morte. Após esse ano, ficou mais fácil continuar pregando a Palavra.

A segunda bela imagem é a de Maria Santíssima, a Mãe de Jesus. Com tantos títulos pelos quais é invocada, apresenta-se em imagens diversas, mas sempre com a mesma ternura no olhar, a mesma santidade, a mesma devoção ao Filho Amado. É assim que temos: N. Sra. Das Graças,  do Rosário, de  Fátima, da Glória, de Guadalupe, Rosa Mística, do Desterro, do Perpétuo Socorro, N. Sra da Conceição, Aparecida aqui nas águas do Rio Paraíba, no Brasil,  e milhares de outras, de acordo com suas aparições ou nossas necessidades.

Seguem-se as imagens dos Santos: pessoas comuns como nós, mas que tiveram a coragem de seguir os passos de Jesus, a começar pelos Apóstolos e outros discípulos que conviveram com Jesus e Maria e depois, outros tantos que viveram seguindo os preceitos cristãos, desde pequeninos, como nossa querida Santa Teresinha do Menino Jesus, São Luís Gonzaga e tantos outros;  ou que tiveram uma existência devassa e se converteram depois completamente, como Santo Agostinho e milhares de outros.

Até hoje, há pessoas que estão em processo de beatificação como, o Padre Libério, a Irmã Benigna e muitos, muitos outros pelo mundo afora! É um processo demorado, pois a Igreja Católica  é extremamente rigorosa com relação às suas decisões. Então, venerar a imagem de um Santo ou Santa é acreditar que essa pessoa se tornou digna desse título pelo seguimento radical daquilo que Jesus pregou, obedecendo rigorosamente aos seus mandamentos. É imagem de um ser humano que viveu aqui entre nós (não de um bezerro de ouro!). Portanto,  quando vir a imagem de um Santo, ao invés de criticar, procure conhecer, como bom internauta, a sua história e veja se dá para seguir seu exemplo de vida santa, em oração, trabalho e solidariedade, o que caracteriza a santidade conquistada pelas virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

(Sete Lagoas, 20/06/16) 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

235 - SAL E LUZ!


235 – SAL E LUZ!

Lindo demais este trecho do evangelho sobre o qual meditamos hoje! Jesus diz a seus discípulos: “Vocês são o Sal da terra!” Somos o sal e precisamos temperar na medida certa! Nem mais, nem menos. O tempero exato. E é por isto que necessitamos estar sempre ligados ao Criador para que esse tempero seja bom. Queremos profundamente que ele seja bom, o melhor possível! 

Se o Sal perder o sabor – o Mestre continua – para que ele servirá? Se ele se tornar insosso, com que se salgará? Na época de Jesus, não havia geladeira, nem freezer, nada que se pudesse utilizar para conservar os alimentos e, principalmente, a carne. Até hoje, em alguns lugares, ou para alguns tipos de carne, o que se usa é o Sal. Se ele perder o sabor, como fazer?!

E diz Jesus: “Vós sois a Luz do mundo!” A luz é tão necessária! Só quando a gente fica sem ela, numa escuridão total, é que entende o seu verdadeiro valor. Enquanto a temos - e basta um clic para que tal aconteça - não avaliamos a falta que ela nos faz. Há um slogan que diz: “A mãe é para os filhos o que a luz é para todos nós; só lhe damos o justo valor, quando se apaga.” É... se ela falta, e não temos no momento, uma outra fonte de luz para amenizar a situação, é terrível!

Sal e Luz! As multidões compreendiam bem as comparações que Jesus utilizava em suas proclamações. Por isto O seguiam e estavam sempre com Ele por onde ia... Mas é preciso amor, muito amor, e humildade, para compreender que o Filho de Deus veio nos ajudar a caminhar melhor pelas estradas da vida, na certeza de que é melhor servir que ser servido, é melhor ajudar que precisar de ajuda, é melhor acolher com bondade para que também possamos ser acolhidos em nossas aflições.

Louvo a Deus a cada momento pelo que nos proporciona todo dia e peço muita sabedoria para tentar me aproximar ao máximo daquilo que Ele quer de mim; e quando medito nas palavras de Maria, Sua e nossa Mãe, “Fazei tudo o que Ele vos disser”, peço a Ela mesma que me ajude a enxergar melhor, a ouvir melhor, a compreender melhor o que Ele está me dizendo; porque eu preciso, eu quero, ser melhor, muito melhor!

(Sete Lagoas, 07/06/2016)

domingo, 5 de junho de 2016

234 - LETÍCIA!

234 – LETÍCIA

Queria vir ontem pela manhã, comigo, quando fui à sua casa; agenda cheia, veio à tardinha. Brincou um pouco com os primos, Lucas e Gabi, e, antes de ir para a cama, após a higiene pessoal, lembrou-me muito seu pai: pegou um livro pra ler. Ali ficou durante algum tempo até conciliar o sono.

Havíamos combinado de ir à missa pela manhã. Levantei-me, liguei a Globo, Missa com Padre Marcelo; admirei-me de ver tantos homens juntos, rezando, e louvei a Deus por isto! Fico muito feliz quando vejo famílias inteiras na Igreja; e mais ainda, quando vejo homens, sem as mulheres, por si só, ali, rezando pela família, pela comunidade, pela paz no mundo. Mas hoje, são tantos, que pensei, talvez, ser uma caravana do Terço dos Homens, que, graças a Deus, está acontecendo em várias paróquias de nossas comunidades.

Ali, com meus pensamentos e orações, admirei-me muito, quando Ela chega tão cedo. Consultei o relógio: dava tempo de ir à missa às sete horas, que poderia acontecer em diversos lugares, mas havia um, em especial: Igreja de Santa Luzia, onde o Rafael, seu irmãozinho,  foi batizado, recentemente. Rumamos para lá!

Celebração lindíssima, textos e imagens projetados, músicas conhecidas e lindas, o Glória que cantávamos em Diamantina, na Missa com Crianças, outras que aprendi em paróquias diversas, muitas palmas e aleluias! Alegria nas palavras da Bíblia e nas explicações do sacerdote, atualizando o evangelho, com a mensagem “ENCONTRAR GERA VIDA”.

Após a missa, o tradicional cafezinho, no pátio, com aquele famoso leite queimadinho; a Lelê preferiu as pipocas; saboreando-as, tiramos algumas fotos no interior daquela igreja lindíssima; foi tudo muito bom!

E eu que pensava levá-la à missa de oito e meia, ou às dez, dependendo do horário que a Menina desse as caras aqui embaixo. Mas cá, já estamos, eu falando com você neste recadinho de hoje e ela ali, fazendo um trabalhinho, no dizer dela, perfeito, pois como achou tantos corações, espalhados ainda pela casa, que o Lukinha não deixou guardar, à medida que fossem caindo, como pensei, procurou ela também dar o seu recado: achou um papel verde, canetas marca-texto, lápis de cor, durex coloridos e lá está ela, num esforço grande tentando pregar  também na parede, o seu trabalhinho. Quer depois ir ao Náutico, brincar no parquinho.

Netos... Coisa linda de se ver!

(Sete Lagoas, 05/06/16)

domingo, 29 de maio de 2016

233 - DELÍCIAS!

233 - DELÍCIAS!

Criança é uma delícia! É fácil ser feliz com elas! Muito fácil; basta a gente penetrar profundamente no recôndito mais sublime do seu ser, procurar entendê-las, agindo com carinho e firmeza em nossas ações. 

Sempre analisava meus filhos e alunos; só que, na época, eu não tinha tempo de registrar o que percebia, como me é permitido agora. Trabalhando fora, e cuidando de marido e filhos, casa, comida, roupa, tarefas escolares, jamais poderia fazer um trabalho como este; e com alunos, o contato não é tão grande assim, e não nos é possível segui-los passo a passo, pois são nossos durante algumas horas por dia e quase sempre, durante apenas um ano.

Agora acompanho os netos. É gratificante sondar seu coraçãozinho infantil, perante os acontecimentos. E registrar alguma coisa para que leiam mais tarde; e interiorizem também, que criança precisa de carinho, de compreensão, de correção, de presença!

O Sávio é um dos mais carinhosos: chega correndo, falando alto, dá um abraço apertado, uma delícia. Há alguns dias, o Waldívio, vovô-coruja, comentou sensibilizado: "Celina, o Sávio é incrível! Quando o pai chamou pra ir embora, lá no Náutico,  ele foi até os presentes, deu um abraço forte em cada um, e pediu a bênção. Que interessante!"

O Arthur, elétrico como o pai, tinha uma presença ruidosa em meio aos primos, principalmente, implicando muito com o irmão. Hoje, com sete anos, já mudou muito; no carro, agora, incrível, já consegue colocar ordem no ambiente, com sua voz grossa: "Gente, silêncio, senão a vovó bate o carro!"

A Gabi, qualquer que seja o alimento oferecido, na "comida japonesa" ou no almoço, ela sempre grita: "Delícia, vovó, delícia!"... Não é uma delícia viver assim? Até hoje, está ótimo! Peço a Deus todos os dias, que conserve suas virtudes. Gosta demais do irmão, Lucas! Quando ele chega, à noite, com o pai e a mãe, adivinhe para quem ela corre e de quem é o primeiro abraço?... Isto, depois de chamar por ele a tarde toda! Mas também, ele é só cuidados com ela, a todo momento! Creio que será seu eterno defensor!

A Letícia, é uma delicadeza só, educada, firme, inteligente; apesar de menos frequente, gosta de dormir aqui em casa; acorda cedo e pede pra ir à missa comigo. Está toda feliz com o irmãozinho, que é mais uma bênção neste universo de delícias. Ele é lindo, quietinho, sorridente; nos encontros de família, passa de mão em mão e nem reclama; tanto faz estar com esta ou aquela pessoa. Coloquei-o no colo do padrinho uma tarde, lá na casa dele. Nem pestanejou! Tirei-o logo em seguida, porque eles estavam vendo o jogo e, se Flamengo faz um gol, o pulo é certo e os gritos também!

A Júlia tem vindo toda segunda-feira, almoçar com a gente. Está feliz com os estudos, tem planos ótimos. Já não é uma criança, mas acompanhamos suas conquistas desde os primeiros dias de vida. É uma delícia essa meninada! Que Deus os abençoe, sempre!!!


(Sete Lagoas, 29/05/2016)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

232 - CORPUS CHRISTI



232 – CORPUS CHRISTI
Ao sair de casa hoje para a Capela do Hospital, pensei: Quando chegar, vou procurar informações na internet sobre a solenidade de hoje para eu postar, porque muita gente não deve entender bem a festa deste dia, que é tão importante. Mas quando pego o folheto da missa, encontro logo: está tudo lá e acho que vou apenas transcrever para que você, ao ler esta crônica, tenha as informações que eu desejava lhe oferecer.
“A devoção ao Santíssimo Sacramento nasceu por volta de 1200. Mais tarde, apareceu a missa de Corpus Christi, cuja celebração se tornou obrigatória para toda a cristandade por ordem do Papa Urbano 4º (1264). Por volta de 1320, o Papa João 22 propôs a procissão do Santíssimo pelas ruas e caminhos.
A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é momento propício para recordar a última ceia de Jesus com seus discípulos. Jesus, nessa ceia, deixou-nos como testamento o dom da entrega de sua vida nos sinais do pão e do vinho. Ele se doa a si mesmo, sua própria pessoa, como alimento que fortalece a vida e a caminhada do povo.
O corpo e sangue de Cristo é o alimento que nos sustenta na vida cristã. Se temos necessidade desse alimento, devemos lembrar que o ser humano, toda pessoa, necessita também do alimento que sustenta a vida biológica. Sem comida, a pessoa não vive. Portanto, respeitar o corpo do outro é também desejar-lhe comida necessária. Todos somos responsáveis pelo sustento do outro: governo e sociedade civil. O governo com suas políticas públicas, e a sociedade civil com a partilha e a não concentração dos bens e riquezas. A mesa jamais é para uma pessoa só, ela deve ser lugar para todos. O pão sobre a mesa é para ser partido e partilhado com todo ser humano.”
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Festividade belíssima esta, com ruas e praças das cidades enfeitadas com riquíssimos tapetes organizados pelos fiéis para a procissão com o Santíssimo. É muita Fé!!!
Agradeçamos a Deus, Trindade Santa, pelas maravilhas de nossa Igreja Católica Apostólica Romana; e agradeçamos ao Papa Urbano IV, ao Papa João XXII e a todas as pessoas que permitiram chegar até os nossos dias, esta festividade maravilhosa do Corpo e Sangue de Jesus. Continuemos enfeitando ruas e praças da cidade e, principalmente, enfeitemos nosso coração para receber Jesus, dignamente, na Hóstia Consagrada!

(Sete Lagoas, 26/05/16)

231 - MIMOS

231 - MIMOS

Não fossem os pequenos mimos em nossa vida, seria difícil conhecer a felicidade, tantos são os momentos de frieza, decepções, desencontros, notícias ruins, preocupação nossa com fatos escabrosos, de perto e de longe, que nos machucam, que nos entristecem profundamente... Basta dar uma folheada em jornais, ou ligar uma televisão, pra gente se sentir assim, em grande angústia.

Por isto, gosto de prestar atenção na ternura das crianças, acompanhar-lhes o crescimento, aplaudir suas conquistas - como diz a Gabi: "Bate palma, vovó! Bate palma!"

Sim! Bater palmas, considerar o que está bom, tentar corrigir o que não está tão bom e rezar pelo que se apresenta ruim lá longe, fora do nosso alcance, superior às nossas forças, sem condição de uma ajuda nossa. E pedir a Deus, misericórdia!

Mas já disse, desde o início, ao pensar neste trabalho,  que só quero passar mensagens boas. Por isto, nesta crônica de hoje, quero agradecer. Agradecer as mensagens recebidas neste último final de semana, agradecer principalmente àquelas pessoas que compareceram no momento final: uma celebração maravilhosa de encerramento. Filha, genro e netos foram buscar-me e ao abrir a porta da casa, a emoção foi enorme: corações vermelhos, grandes, pequenos, lindos, com desenhos e dizeres significativos, espalhados pelas paredes e janelas, o que muito me surpreendeu. Não esperava! E fiquei feliz demais! E ao observar depois, cada um, me emocionei ao encontrar em um dos corações, as iniciais de todos os netos, os que foram e os que não puderam estar presentes. Não é maravilhoso? Não é um momento de "Bater palmas," pelo senso de  solidariedade, de fraternidade para com aquele que não pôde comparecer?

Obrigada, Walcelina, Luciano, Lucas e Gabi por enfeitarem o ambiente desta forma! Levanto os olhos agora e me arrepio ao ver tantos sorrisos espalhados pela casa. Chego mesmo a ouvir a voz de cada um ao contemplar os desenhos, as palavras de afeto, ouço o barulho característico das tesouras recortando,  e das fitas adesivas se despedaçando, ao se dividirem em muitas partes, para o aconchego da alma humana.

É assim que deve ser a nossa vida em família: despedaçarmo-nos, com convicção, despetalarmo-nos, com ternura, para o bem daqueles que necessitam disto para a sua sobrevivência. Não fosse assim e todos adoeceríamos, porque não somos ilhas abandonadas, mas sim seres humanos, cercados de afeto por todos os lados: aqueles que precisam de nós e aqueles dos quais necessitamos para viver. E são tantos...

Agradeço a Deus a cada momento, pelas pessoas boas que já passaram pela minha vida, e aquelas que estão comigo hoje. Afinal, todos passaremos um dia, mas enquanto tal não acontece, precisamos VIVER!  E É MUITO BOM ESTARMOS JUNTOS!

(Sete Lagoas, 25/05/16)


terça-feira, 24 de maio de 2016

230 - FELICIDADE SEM LIMITES!


230 _  FELICIDADE SEM LIMITES!

Caminhando, embora com o tempo curto, estamos dando o nosso recadinho. Hoje, o Lucas, ao chegar aqui, foi pra área da cozinha, fez um desenho rapidinho e disse: "_Olha, vovó, é pra colocar  no meu livro novo, quando a senhora fizer outro!"

É que, assim que mando encadernar para eles - os netos - peço-lhes que façam alguns desenhos e os coloco lá no final do livro, onde sempre deixo algumas páginas em branco para esse fim. Mas se eu colasse todos os desenhos do Lukinha, anexos ficariam maiores que a obra proposta!

Achei interessante: ele já está pensando no quarto volume; então, não posso parar de escrever, e nem de imprimir e encadernar para eles. Tudo bem! Continuemos! E o faremos enquanto Deus nos der condições para tal.

Final de semana maravilhoso, esse último! Meu Deus, penso que não mereço tamanho carinho! Fui, e deu tudo certo, graças a Deus! Quando me convidaram, achei quase impossível participar. Mas Deus é maior, é maravilhoso e Ele mesmo vai providenciando todas as coisas. Afinal, Ele é o meu Amor primeiro já que tudo o que tenho, foi-me dado por Ele.

Logo, começo a ver as coisas de Deus: apartamento três, sete camas, números bíblicos de grande valor. Pessoas maravilhosas do meu lado, mulheres virtuosas e cheias do Espírito Santo; grupo de trabalho da Mãe Peregrina, uma devoção muito nossa, e lá estava eu com uma blusa, com a estampa dela. Outros diriam: coincidência; nós dizemos: coisas de Deus! Felicidade, sem limites!

Quanto aprendizado, quantas mensagens maravilhosas, quantas lágrimas – e sorrisos também; e músicas lindas que ficaram gravadas em nosso coração. Trabalho intenso, muita discussão, consenso, muita luz; constante oração; e o tempo passou rápido!

Um tempo tão bom, que a gente poderia pensar como Pedro: “Vamos construir aqui tendas e estabelecer morada”. Só que, como quer nosso grande sumo pontífice: “Igreja em saída!” Nada de ficar parado onde está! É arregaçar as mangas e sair por aí, procurando ajudar a quem precisa, na nossa grande missão recebida pelo sacramento do Batismo: Evangelizar!

Já em casa, a gente se pergunta: “E agora?...” E, se pensarmos um pouco, elencaremos uma série de problemas onde nossa atuação poderá florir e dar belos frutos, capacitadas que fomos. E aí, teremos coragem de enfrentar a luta, no quadro enorme que se nos apresenta?... Seremos capazes de semelhante proeza?

Não, por nós, não! Mas pela Graça divina, com certeza! Então, é oração! Rezar, rezar, rezar! Rezar muito para que possamos, correspondendo ao grande amor de Deus por nós,  semear a boa semente, regá-la com muito amor, oferecer-lhe todos os cuidados necessários, para que os frutos sejam bons. Que Deus, na Sua infinita bondade, nos oriente e nos fortaleça com Sua presença constante no meio de nós!