domingo, 15 de maio de 2016

229 - ANIVERSÁRIO

229 - ANIVERSÁRIO

Hoje é dia de cantar Parabéns! É dia de alegria! Alegria do Amor! Amor misericordioso do Pai! Pai que nos ama com amor eterno, com o cuidado de verdadeiro pastor, no desvelo pelo seu rebanho. Hoje é dia de cantar Parabéns!

Dia de Pentecostes é um dia de festa!  Aniversário é festa! Então, hoje, vamos limpar nosso coração, enfeitá-lo com novas e perfumadas boas ações, porque é dia de festa. Por que tanta euforia?...

Jesus  nasceu e viveu no meio de judeus. Seus pais seguiram rigorosamente a lei de seu povo, na sua apresentação, nas festas, usos e costumes, sinagogas nos dias de sábado, visitas ao templo de Jerusalém, uma vez por ano, por ocasião da páscoa dos judeus...

E Jesus foi crescendo em “sabedoria, idade e graça, diante de Deus e dos homens”, na obediência, observando tudo o que acontecia ao seu redor. E quando completou idade suficiente para o início de sua missão, tomou as rédeas dos procedimentos: ao ir à sinagoga nos sábados, fazia leituras, explicava as escrituras, e fazia também milagres para o espanto dos adultos presentes, não propriamente pelos milagres, mas por serem feitos em dias de sábado. E aí Ele começa a mostrar que estavam equivocados em muitas coisas. Eram muitas leis, falta de caridade, “fardos pesados” nos ombros dos outros...

Ele não podia aceitar tanta maldade no mundo – “olho por olho, dente por dente”... Não! Ele pregava a bondade, a caridade, o perdão, o amor, a paz... Ele era diferente! E começou a ser perseguido... A sua história, o final de tudo, já conhecemos!

Ele volta para o Pai. Apesar de ter aparecido a muitos, após sua ressurreição – uma vez apareceu a uns quinhentos discípulos! – sua ascensão deixou um vazio, uma interrogação, dúvidas inevitáveis, medo, até o Dia de Pentecostes. Hoje, dia quinze de maio, relembramos a vinda do Espírito Santo, uma explosão de fé, de coragem, de clareza, de sabedoria, de vontade de sair gritando, pregando, testemunhando, enfrentando todo tipo de problemas por Ele, em favor dEle, para a glória dEle!

E assim o fizeram, enfrentando, com coragem, sem vacilar, sofrimentos, perseguições, maldades extremas...

Perseguida até o ano trezentos e treze, quando foi defendida por Constantino, a Igreja Católica sempre perseverou nos ensinamentos de Jesus. Com muitos acertos e, certamente com alguns graves erros de seus membros, ela está aí, firme, muito firme.

E hoje é seu aniversário! Foi criada no dia de Pentecostes, pelo dom do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, cinquenta dias após o domingo de Páscoa. Cantemos Parabéns! Palmas para a nossa Igreja, fundada pelo Filho de Deus! Amém!!!


(Sete Lagoas, 15/05/2016)

228 - MATIAS

228 - MATIAS

Na crônica anterior, falamos sobre dois apóstolos de Jesus. Hoje, vamos falar de Matias. Você sabe quem é Matias?...  É um dos doze?!  Sim, é - mas não era! 

Quando Jesus escolheu os doze, não se falou em Matias; mas ele estava por ali, pois foi dito depois que ele caminhava junto aos discípulos de Jesus, desde o princípio.

Pois é isto: depois que Jesus foi entregue e levado à morte de cruz, sentiram a necessidade de colocar alguém para substituir Judas Iscariotes. Foi lançada a sorte sobre dois daqueles homens íntegros, que sempre acompanharam Jesus, e esta caiu sobre Matias.

Hoje, a liturgia comemora esse apóstolo.  Não se relatou muito sobre ele, mas sabemos que, como os outros onze, assim que recebeu o Espírito Santo, ele saiu, de cidade em cidade, pregando a Palavra de Deus, o mistério da Trindade Santa. Deus não é solidão: é a comunhão de três pessoas. Em Pentecostes, refletimos esta terceira pessoa. Pentecostes é a vinda do Espírito Santo, prometido por Jesus.

A Solenidade de Pentecostes, de que participamos todo ano, fechando o período pascal, nos revela esta beleza de poder estar mais perto da compreensão do mistério da Trindade. Cristo é a face do Pai, revelada ao mundo. Ele explicava aos discípulos: “Eu e o Pai somos um. E quando Filipe suplica: “Mostra-nos o Pai”, Ele diz: “Filipe, há quanto tempo estou contigo e tu ainda não conheces o Pai? Eu  e o Pai somos um!”

Mistérios da fé! Quem somos nós para entender? Mas basta-nos crer. Por isto, rezamos todos os dias: “Creio em Deus-Pai, todo poderoso...” Professemos nossa fé! Acreditemos! Porque a nossa inteligência não consegue alcançar nada além disto...

Pentecostes é um reavivamento do Espírito que recebemos no Batismo. E esse Espírito vai caminhando conosco, durante todo o ano litúrgico, para testemunharmos as maravilhas de Deus. Pentecostes é o contrário de Babel. Babel é a dispersão dos homens; Pentecostes é a união de todos, diluindo as barreiras, no entendimento da linguagem do Amor, no testemunho da fraternidade. Ter a coragem de amar ao próximo, como Ele nos ama. Isto, certamente, Matias pregava por onde passava, contando as maravilhas que Jesus operou aqui na terra e culminando com sua paixão, morte e ressurreição, voltando depois ao Pai e enviando o Espírito Santo prometido. Acreditemos!


(Sete Lagoas, 14/05/2016)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

227 – APÓSTOLOS DE JESUS



227 – APÓSTOLOS DE JESUS

Hoje, a liturgia lembra com carinho, São Filipe e São Tiago, dois dos doze. Os sacerdotes se vestem de vermelho, lembrando o martírio de cada um deles. É a maior prova da ressurreição de Jesus: após a Sua morte na cruz, os discípulos continuaram firmes na fé, apesar de todos os ventos contrários, apesar de tanta tempestade! A ressurreição de Jesus foi a confirmação de tudo o que Ele pregou.

Os discípulos acreditaram em Suas Palavras, testemunharam seus grandes feitos, realizaram com Ele, obras grandiosas, seguiram seus  ensinamentos; e quando Ele se foi, não se deixaram vencer pelo desânimo, pelos conflitos, prisões, sofrimentos e morte. Nada – ninguém - conseguiu desviá-los de sua missão. E seguiram seu caminho, realizando também prodígios, pela ação do Espírito Santo.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, dissera o Filho de Deus. Creram. Interiorizaram. E continuaram na caminhada, professando a Verdade recebida durante o tempo em que estiveram juntos, e sentiram que, de outra forma,  a Vida não teria sentido.

“A quem iremos nós?”, dissera Pedro; “só Tu tens palavras de Vida Eterna!” Aquele que seria o primeiro Papa da Igreja Católica, proclamara, tão solenemente, esta declaração interrogativo-afirmativa, quando alguns que acompanhavam a Jesus, decidiram voltar - e Jesus pergunta se eles também não gostariam de fazer o mesmo.

Tal pergunta do grande Mestre pode ser dirigida também a nós hoje: “E vocês, não querem também voltar? Preferem continuar comigo, apesar das incompreensões, das perseguições, da ‘porta estreita’? Querem continuar?...”

Podemos responder como o grande Apóstolo. E acrescentar, cantando:  “Quem nos separará/ quem vai nos separar/ do amor de Cristo/ quem nos separará?/  Se Ele é por nós/  quem será, quem será contra nós?/ Quem vai nos separar do amor de Cristo, quem será?/  Nem a vida, nem a morte/...” E continuar com a música, confiantes, na grande certeza de que Ele caminha conosco em todos os momentos. Ele é o próprio Caminho, a nossa própria Vida!

Pensando numa resposta nossa, durante a celebração da Santa Eucaristia: “o amor de Cristo nos uniu”, ficamos felizes, pois sabemos que as igrejas católicas estão superlotadas sempre no mundo inteiro; são uma prova de que esse Amor, que proclamamos, é realmente muito forte, verídico e duradouro. E, considerando a trajetória da terra em torno do sol, podemos lembrar que, se em cada fuso-horário, tivermos celebrações da Santa Eucaristia, às sete horas da manhã, elas acontecerão durante todo o dia, nas vinte e quatro horas - a cada momento, em algum lugar do Planeta. Que grande bênção, meu Deus!!! 

(Sete Lagoas, 03/05/2016)


sábado, 30 de abril de 2016

226 - INJUSTIÇAS!

226 - INJUSTIÇAS!

Injustiças precisam ser corrigidas, não há como protelar: é urgente! Uma vez, num momento de desânimo, disse numa de minhas crônicas, que não tenho quem rezará por minha alma, quando eu partir, se minhas irmãs resolverem ir antes de mim. Disse isto, porque meus filhos não têm frequentado a igreja católica de sua comunidade; e como eu sou muito feliz com esta prática, e tenho minhas irmãs, na mesma linha de comportamento, sendo três delas também Ministras da Eucaristia, gostaria muito de que filhos e netos, conhecessem esta felicidade maior que é estar sempre perto de Deus, acompanhando as celebrações religiosas, quando se reflete continuamente sobre a Palavra e o valor dos sacramentos.

Frequência, realmente não há, como quando eram pequenos e iam comigo à igreja; mas ausência de oração, também não! Quando você mentaliza o outro, desejando o melhor pra ele, quando você sente a falta da pessoa e diz isto a ela, quando você lhe oferece o melhor sorriso e abraços calorosos, é como se estivesse pronunciando, sem palavras: gosto de você, desejo-lhe um grande bem, peço a Deus que o proteja! Assim sendo, estamos unidos em Cristo, mesmo que não o digamos em alta voz. E isto é muito bom!

Minha filha tem repetido continuamente que, ao levar seus filhos para a cama, no momento da oração final, eles sempre se lembram de pedir a proteção de Deus para nós. Nunca se esquecem de dizer, entre outras invocações: “Papai do Céu, abençoa o Vovô, a Vovó...” e , muitas vezes, ainda completam, colocando o nosso nome.

Então, nesta crônica de hoje,  quero corrigir esta injustiça que cometi há algum tempo e agradecer por se lembrarem de nós em suas orações. Além disto, pedir que nunca percam o hábito de rezar com eles, nem que seja um pouquinho; e se outros ainda não o fazem, que comecem já. Mesmo no finalzinho do dia, caindo de sono, fazer um momento de agradecimento ao Papai do Céu e pedir-lhe proteção.

Orem, nem que seja só por uns poucos minutos: o Anjinho da Guarda, que não dorme,  continuará a oração durante toda a noite.

E obrigada por tudo, meus amores! Vocês são a razão da nossa existência! Vocês são o maior presente de Deus para nós, pelo Sacramento do Matrimônio! Nossa vida não teria sentido, sem a presença constante dos quatro filhos, genro, noras e os sete netos. Deus continue abençoando e iluminando com Sua Divina Luz, os nossos caminhos!

(Sete Lagoas, 30 de abril de 2016)


segunda-feira, 25 de abril de 2016

225 - VIVÊNCIAS DA FÉ

225 - VIVÊNCIAS DA FÉ

Estamos vivendo ainda o Tempo Pascal. É um tempo liturgicamente muito bonito, de uma riqueza sem par, quando refletimos a ressurreição de Jesus, seu feliz contato com os amigos, após a morte na cruz; e sua volta para o Pai.

Hoje, vinte e cinco de abril, comemoramos o dia de São Marcos, evangelista que foi discípulo de Pedro e escreveu tudo o que este lhe disse a respeito da trajetória de Jesus aqui na terra. 

Aposentada agora, mesmo tomando conta de netos, é-me permitido ir à missa todos os dias e, assim sendo, fico muito mais a par dos acontecimentos da Igreja. Por isto, posso fazer uma reflexão mais consciente a respeito da vida de Jesus e seus discípulos; e é assim que me aproximo mais de Deus e sinto uma felicidade sem limites.

Ontem vi pessoas felizes, com o Rafael recebendo o primeiro sacramento de iniciação cristã: o Batismo. Só que, sabemos,  o valor do mesmo vai muito além da alegria que todos demonstraram ontem. É de uma profundidade enorme! Não sei se, realmente, todos estavam conscientes disto.

Gosto de pensar que meus filhos e todos os netos receberam o sacramento do Batismo, pois ele é a porta para todos os outros, sendo desta forma que somos introduzidos na comunidade cristã. Recebendo esse Sacramento, passamos a fazer parte da Igreja, legado de Jesus Cristo ao seu povo. 

Antes da encarnação do Filho de Deus, as pessoas acreditavam em um Deus distante, lá longe, um Ser inatingível que falava apenas aos profetas. Jesus veio nos ensinar a chamar a Deus de Pai; chama-O de "Paizinho", escandalizando os judeus  que consideravam isto uma blasfêmia; e é por isto que o levaram à morte de cruz. 

Jesus veio pregar o  amor. Veio falar de igualdade de direitos. Até então, as mulheres não eram valorizadas, nem contadas, apenas os homens. As crianças não tinham voz, ficavam sempre à margem de tudo. Jesus ousou dizer: "Deixai que as crianças venham a mim, não as impeçais."

Jesus valorizou a todos: homens, mulheres e crianças, pobres e ricos, judeus e não-judeus, pecadores todos; sempre pregando a conversão: "Vai em paz e não peques mais!" É isto: mudança de vida! Reflexão sobre o que fazemos e que não está bom, de acordo com o mandamento maior: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

É difícil? Claro que é! Quantas pessoas a gente pensa que não merecem perdão! Mas Deus é misericordioso, é Pai. E quem somos nós para julgar?... Também, considerando nossos próprios erros, às vezes chegamos à triste conclusão de que são imperdoáveis, alguns deles; mas o arrependimento nos faz acreditar no perdão.

Zaqueu reconheceu a profundidade do amor maior e disse a Jesus, no calor da emoção:"... se fraudei alguém, restituirei quatro vezes mais”.  Pensemos nisto! 



(25/04/2016)

domingo, 24 de abril de 2016

224 - O BATIZADO DE RAFAEL


224 - O BATIZADO DE RAFAEL


Que linda que foi a cerimônia do batizado hoje, Rafael! Pais, avós, padrinhos, tios, primos, amigos, todos ali, participando das orações belíssimas do Padre Evandro. A cada momento que o via nos braços de uma madrinha, eu contemplava as maravilhas de Deus, em nossa vida, nesta união sólida de familiares que caminham de mãos dadas, felizes no compartilhamento de momentos tão especiais.

E depois, já em casa, um bate-papo gostoso, mais amigos que chegam, mais cumprimentos e votos de felicidades, mais sorrisos, alegria pura de pessoas que se conhecem, que se  amam, que valorizam a vida!



Mesa farta, tudo muito gostoso, sorrisos, corações inflamados pela felicidade do encontro. Ornamentação belíssima, adornos alusivos à importância do evento. 

Obrigada, meu Deus! O Senhor sempre ouvindo as nossas preces! Muito obrigada!

(Paróquia de Santa Luzia – 24/04/2016)






domingo, 17 de abril de 2016

223 - OBRAS DE MISERICÓRDIA

223 - OBRAS DE MISERICÓRDIA

O Papa Francisco convocou o Ano Jubilar da Misericórdia, e recomendou que durante esse tempo realizássemos, com maior intensidade, as obras de misericórdia. Claro, não só durante este ano, mas é o momento de repensarmos nossas ações e tornarmos melhores nossas práticas caritativas diárias. Mas o que são, e quais são as obras de misericórdia?

Disse Jesus: "Sempre que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos,  a mim o fizestes."  Isto pesa - pesa muito! Porque a gente nunca sabe se fez o suficiente. Está sempre achando que poderia fazer mais. Fica sempre uma interrogação, um peso na consciência... Mas vamos analisar juntos, as catorze obras de misericórdia listadas para nossa reflexão, baseadas na Palavra de Deus:

_ Obras de misericórdia corporais:
1. Dar de comer a quem tem fome
2. Dar de beber a quem tem sede
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Visitar os doentes
6. Visitar os presos
7. Enterrar os mortos

_ Obras de misericórdia espirituais:
1. Dar bom conselho
2. Ensinar os ignorantes
3. Corrigir os que erram
4. Consolar os aflitos
5. Perdoar as injúrias
6. Sofrer com paciência as fraquezas do próximo
7. Rogar a Deus por vivos e defuntos

Analisando cada uma dessas obras aqui listadas, podemos pensar: será que estamos fazendo o que é esperado de nós, cristãos?... Será que estamos levando a sério o slogan "Sede misericordiosos como o vosso  Pai Celestial é misericordioso?"

É claro que é difícil cumprir algumas delas, como,"Dar pousada aos peregrinos". Foi-se  o tempo em que o ser humano podia confiar num seu semelhante. Como receber em casa alguém que a gente não conhece? Com tantos ladrões, estupradores, assassinos... circulando por aí?... Porém, em tempo de tragédias e quaisquer dificuldades, podemos receber em casa, por algum tempo, parentes e conhecidos, até que se resolva a situação. E pedir sempre a Deus, a sabedoria necessária para agirmos da melhor forma, ajudando, ensinando, corrigindo, aconselhando, enchendo-nos de compaixão para com o próximo, alegrando-nos com eles, vivendo e convivendo em paz com o outro.

Que Deus nos dê a graça de sermos instrumentos da Sua misericórdia na vida de nossos irmãos, levando o Seu nome a todos, para que Ele seja amado e respeitado, em nossas famílias e em nossa Nação. Amém!
(Sete Lagoas, 17/04/2016)

222 - SEGUNDO LIVRO DE LUCAS


222 - SEGUNDO LIVRO DE LUCAS

Título sugerido pelo sacerdote hoje(em sua homilia), vem de encontro ao meu pensar, especialmente neste tempo de vivência pascal. Como é bom ler "Atos dos Apóstolos"! Como foi feliz,  Lucas, ao nos relatar maravilhas dos discípulos de Jesus, após Sua volta para o Pai! Caminhemos com eles, revendo alguns momentos, lendo com carinho, todas as suas ações, prodígios permitidos pelo Pai, coragem recebida do Espírito Santo! 

Sabemos que Paulo - que era Saulo, soldado romano, até cair do cavalo e ficar cego por três dias - tomou para si a responsabilidade de  se aderir aos projetos de Deus e ajudar aos doze apóstolos, nessa importante missão. E como trabalhou! E como batalhou, como se envolveu a ponto de afirmar "já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim!"

Somos nós hoje, os apóstolos de Cristo. Precisamos evangelizar. Precisamos seguir seus passos, na bondade, na justiça, no amor. Lutemos para um mundo mais justo, em que haja trabalho para todos, pois como diz São Paulo, “aquele que não trabalha, também não deve comer”. Não se pode esperar que as coisas caiam do céu, é preciso ir à luta com garra, com determinação.

Peçamos a Deus que nosso país volte à normalidade, que empresários voltem a investir, com responsabilidade, que os operários trabalhem com dignidade e recebam pelo fruto de serviços prestados. Que possamos viver em paz, sem tantas notícias ruins de propinas, safadezas, enriquecimento ilícito. Que o pão de cada dia seja fruto do suor do rosto de cada brasileiro, todos comprometidos com o sustento de sua família, como deve ser.

Que Deus nos abençoe a todos, que haja transparência e coerência no falar e no agir, e que possamos compreender que a nossa passagem por aqui é muito rápida, e ninguém precisa de tanto para viver.

Que Ele abençoe nossos esforços, assim como abençoou a Pedro, André, João, Tiago (os dois), Filipe, Bartolomeu, Judas Tadeu, Tomé, Mateus, Simão e Matias (que substituiu Judas Iscariotes, após a morte de Jesus); também o grande Paulo - que não caminhou com Jesus, mas teve uma experiência maravilhosa com Ele, após a ressurreição - Maria Santíssima, Maria Madalena, Barnabé, e tantas outras mulheres e homens, que O conheceram, como também, pessoas outras, santificadas, que levaram a sério a vivência da fé.

Leiamos a Bíblia Sagrada, especialmente os Evangelhos, as Cartas e os Atos dos Apóstolos. São bons textos que nos fazem refletir sobre a vida aqui neste planeta.  E que Deus esteja conosco em todos os momentos. Amém!

(Eu disse:  segundo livro de Lucas; o primeiro, você sabe, é o Evangelho segundo Lucas)

Sete Lagoas, 17/04/2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

221 - IRMÃOS


221 - IRMÃOS

Irmãos de sangue, irmãos na fé, irmãos na vizinhança, irmãos na comunidade, irmãos na humanidade... e o ciclo vai se ampliando até chegar ao "irmãos por parte de Adão e Eva" como eu ouvia, quando criança.

Mas não é dessa irmandade toda que quero falar hoje, e sim, dos irmãos de sangue, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, criados ali em família, juntinhos, nas brincadeiras, nos estudos, nos trabalhos, nas dificuldades, dividindo problemas, multiplicando alegrias, partilhando vidas...

Que pena que o sentido de família vem se transformando tanto ao longo dos anos! Na minha infância - que o confirmem meus irmãos - não havia muito essa amplitude de laços familiares, ou, pelo menos, não tínhamos conhecimento disto. Conhecíamos famílias enormes, visitávamos suas casas, participávamos de momentos de oração, rezávamos o terço, cantávamos ladainhas - até em latim, "ora pro nobis" - era um contato constante entre vizinhos, parentes, amigos... Mas quando a noite chegava, lá estávamos em nossa casa, cada família em seu lar - pai, mãe e filhos.

Irmãos de sangue, criados juntos, ali, nas alegrias e dificuldades do cotidiano... Nossos pais criaram onze filhos! Como?! Providência Divina! E aí, quando a gente está no segundo, ou no terceiro, os próprios médicos - porque hoje todo mundo tem que fazer o pré-natal - eles próprios já começam: "Vamos fazer a laqueadura? - Ou vão optar pela vasectomia?..." E aí todos vamos colocando em nossas cabeças, que não se pode ter muitos filhos, como dizia minha mãe, "todos que Deus mandar"; e aí as famílias, cada vez mais, vão se afunilando e, parece, quanto menos filhos, mais problemas, criam-se males diferentes, fantasiam-se as vidas, afastam-se de Deus, porque parece que não se necessita mais dEle, tem-se tempo e dinheiro para solução dos problemas e se lembra muito pouco de pedir a Sua ajuda!

Irmãos de sangue! Que coisa linda! Mas viajei muito no texto hoje, fui longe demais. O que eu queria contar é simplesmente que, ao entregar ao Lucas ontem um carrinho de madeira, uma coisinha de nada, porque sei que ele gosta muito de carrinhos e, parando ontem, pela madrugada, na rodoviária de Três Marias, vi-o lá e pensei que talvez fosse interessante ele brincar com um daqueles, junto com seus primos, ao recebê-lo mostrou-se muito feliz, mas disse logo: "Vovó, e pra Gabizinha, a senhora não trouxe nada?..." Veja o que é a irmandade! Respondi: “Calma, Lukinha, o dela está ali: um caminhãozinho de madeira pra ela carregar a bonequinha" (Mas eu sei que, se gostarem, serão eles mesmos que vão brincar com os dois!)

E quando eu vou picar pra ela um tomate, na famosa "comida japonesa" o que ela pergunta? "E pro Lukinha, vó?”... Não é fantástico isto? “Já piquei pra ele, Gabi. Já está comendo tudo!”  E ela: "Ah!"

É assim, eu não digo? O Lukinha comentava, um dia desses: “Vó, o Arthur tem o Sávio,  eu tenho a Gabizinha e agora a Lelê tem o Rafael. Que bom!”

Irmãos de sangue, não vamos abrir mão deles. Eu sempre ficava muito triste quando um aluno dizia: "Sou filho único, tia". Parecia-me ver tristeza e um vazio em seu olhar.


(Sete Lagoas, 12 de abril de 2016)

sábado, 2 de abril de 2016

220 - FIRMES NA FÉ!



220 - FIRMES NA FÉ!

Ontem, à noite, a festinha dos seis aninhos da Lelê. Que lindo que foi! Um lugar realmente encantado, aconchegante, pequeno, poucas pessoas - e as crianças com tantas brincadeiras à disposição! O Arthur, Sávio e Lucas acharam até futebol, e com outras crianças, brincaram a valer! A Gabi, toda linda, com seu vestido novo de "galinha pintadinha",  a Júlia, sorridente, que sai da academia e aproveita pra marcar presença no local, uma presença sempre muito esperada, positiva, feliz.

E a aniversariante, uma verdadeira Branca de Neve, nossa, toda nossa, saída dos contos de fadas, feliz da vida! Pais, avós, tios, colegas da nova escola, convidados, salgadinhos, bolo, docinhos, momentos de prazer!

Celebrar a vida! Agradecer a Deus por tantas bênçãos, tantas graças, tantas coisas boas em nossa família! E assim, os nossos netos, tão queridos, vão crescendo, sempre juntos, como uma grande comunidade, penso eu, uma comunidade primitiva como da época de Jesus, onde os primos eram considerados irmãos.

E no final da festa, qual era a lembrancinha?... Um livrinho de histórias! E enquanto eu dirigia para entregar o Arthur e o Sávio à mãe deles, lá estava o Arthur lendo com desenvoltura, a historinha.  Muito bom saber que ele já está lendo, a Lelê também, o Lucas e o Sávio conhecendo já, letras, numerais e  símbolos diversos, a Gabi que vive com lápis e papel na mão, mas esquecendo-se deste e aproveitando aquele para rabiscar todas as paredes que encontra pela frente, e considerando que, daqui  a pouco, será o Rafael a fazer tudo isto, a esperança cresce a cada dia!

E a Júlia, falando, com entusiasmo, de seus estudos no Anglo, da firmeza do Tio Wally, enquanto seu professor, ele que tentava ensinar a ela, quando pequenina, a desenhar um cubo no quadro onde diz ter feito aulinhas de Inglês e relembra, com carinho, as primeiras frases,  vai muito além hoje e afirma,  com grande confiança: quer fazer Medicina, como o Tio Júnior. Usando uma blusa que o pai lhe deu, um sorriso constante nos lábios, um afeto grande pelos priminhos que chegaram bem depois dela, apresenta-se como uma pessoa de bem, com boas idéias e paz no coração, o que nos faz muito felizes!

Hoje, na igreja, antes da celebração, eu  pensava em tudo isto e agradecia tantas bênçãos! Quando, olhando para a imagem de Maria aos pés da cruz, comentei com uma amiga: "Interessante, vista daqui de onde estamos, a imagem de Nossa Senhora, parece uma continuação da Cruz de Jesus!" E ela respondeu na mesma hora: "Mas toda mãe é uma continuidade da Cruz!" Não é que é mesmo?... A preocupação é muito grande com cada filho, depois, com cada nora, genro, netos... E a vida continua...

Porém, quando vemos as coisas fluindo assim tão bem, nossos filhos já criados, cuidando agora dos seus, ficamos muito felizes e gratos a Deus por tantas maravilhas, chegando sempre à conclusão: Vale a pena continuar firmes na fé, acreditando sempre no melhor, e agindo para que  tal aconteça. Que Deus continue iluminando nossos caminhos!

(Sete Lagoas, primeiro de abril de 2016)


segunda-feira, 28 de março de 2016

219 - RESSURREIÇÃO!

219  -  RESSURREIÇÃO!

Toda segunda-feira, no nosso Grupo de Oração da Mãe Rainha, acontece a reza do terço e hoje, falando, com convicção, sobre a ressurreição de Jesus, comentávamos, animadamente, a alegria de Maria Santíssima e dos apóstolos, por poderem conviver, um pouquinho mais, com a presença de Jesus aqui na terra, após a grande tristeza de sua morte. 

Como foi dolorido para aqueles que o acompanhavam, sabê-lo preso, entregue nas mãos dos poderosos desta terra, que o crucificaram. E aí, após um sábado de incertezas, um dia de profundo silêncio atemorizador, sabê-lo vivo, ressuscitado, vê-lo  proclamar solenemente: ”A paz esteja convosco!”, poder tocá-lo novamente, ouvi-lo dizer: ”Tens aí alguma coisa para comer?”, era de uma felicidade sem limites, uma experiência única, que nos é difícil imaginar...

E, de repente, lembrei-me de comentar um fato que li há algum tempo, não me lembro onde, mas por ser tão fantástico, me jogou na internet, entre curiosa e esperançosa. E com que alegria, leio agora, a confirmação do fato, no dia vinte de janeiro de dois mil e treze: trata-se do episódio a respeito do cinto de Nossa Senhora.

Conta-se que Tomé não se encontrava presente, quando da Assunção de Maria ao céu; então, como ele queria ter certeza do fato, a Mãezinha vem ao socorro de sua fé, e faz passar às suas mãos, o seu próprio cinto. 

Pode buscar na internet; está lá! Como Deus é maravilhoso, e faz brilhar a sua luz para aqueles que O procuram! Obrigada, Senhor! Já não temos mais dúvidas; foi mesmo um milagre!

Que o Pai das Misericórdias nos dê a sabedoria necessária para proclamar sempre, com grande humildade, mas muita convicção, as suas maravilhas, os milagres e prodígios com que, às vezes, resolve presentear à humanidade, sedenta do conhecimento da verdade sobre as maravilhas  do Senhor.

(Sete Lagoas, 28/03/2016)

sábado, 26 de março de 2016

218 - É ASSIM...


218 – É ASSIM...

Incrível!  Perdi o sono. De novo! E um turbilhão de pensamentos marcam presença, fazendo-me acreditar  que é para ficar realmente acordada hoje.

Dia vinte e cinco de março. Abro o livro que acabei de adquirir. Adquiri-o porque o título me chamou a atenção: “9 MESES COM MARIA” - de Luís Erlin, CMF. Achei ótimo! Porque nunca consegui fazer esta Novena até o fim. Conheço pessoas que têm por hábito, fazê-la, todos os anos, de vinte e cinco de março a vinte e cinco de dezembro. Já na capa, leio: “Novena da Anunciação ao Nascimento de Jesus.”

Aí começo a meditar: Inacreditável! Hoje, primeiro dia da novena -  quando se fala do anúncio do Anjo sobre a gestação de Jesus -  cai exatamente no dia em que lembramos a sua morte: sexta-feira santa. Às quinze horas, estaremos lembrando o fato, lá na Matriz, com a leitura de um Evangelho triste, cheio de maldades, maldade que se instalou no mundo e impera até os dias atuais.

Os noticiários nos lembram isto a cada instante. Certas notícias nos fazem pensar que seria muito melhor para a nossa saúde, nunca ter tomado conhecimento delas. Não consigo, por exemplo, imaginar o dia-a-dia desses refugiados... E são tantos!...  Meu Deus, como pode tal coisa estar acontecendo no mundo?

São tantas as notícias ruins que invadem nossos ouvidos todos os dias, ações cruelmente praticadas, sem dó nem piedade. E a gente se coloca momentaneamente no lugar dos pais daqueles que foram assassinados... ou dos que estão desaparecidos... dos que perderam o sentido da vida... Meu Deus!... Tanto sofrimento...

São duas horas da manhã... E o sono não vem... Quanto mais eu penso, mais me preocupo! E quanto mais repito: “Preciso dormir” – mais tempo levo para desligar o pensamento.

E fico pensando na madrugada de nossa Mãe Santíssima, ao saber que o Filho muito amado foi preso, que está nas mãos de Pilatos, de Herodes, pra lá e pra cá, à mercê da maldade dos homens... É o fim?...

Sexta-feira da paixão! Dia vinte e cinco de março de dois mil e dezesseis... E eu começo minha novena, pela madrugada, falando da Anunciação... E pensando na morte de Jesus na Cruz, fato lembrado todo ano nesse dia: “Tudo está consumado!”

(E nós, seremos lembrados por algum tempo, quando partirmos desta vida?...)                                                                Sete Lagoas, 25/03/2016

segunda-feira, 14 de março de 2016

217 - PERGUNTAS...

217 - PERGUNTAS...

Domingo,  à tarde! Já fomos ao Náutico, brincamos com os netos na piscina, almoçamos,  já os devolvemos aos pais, e aqui estamos num papo gostoso, um diálogo tranquilo, relembrando algumas coisas, algumas músicas, procurando na internet umas dúvidas com relação a compositores, letras que foram esquecidas em parte, preenchendo um tempo, até certo ponto, ocioso, coisa rara atualmente...

Mais que ele, eu, agradecendo a Deus pelas lembranças boas, já que as lembranças são de nós dois,  mas o reconhecimento de que Deus é o senhor de nossa história, é meu. Ele diz ter muita gratidão pela vida, os filhos maravilhosos, os netos que são a ternura de nossos dias, a vida construída, enfim. Muita gratidão por tudo isto, mas não sabe exatamente a quem agradecer; pelo menos, não elabora isto em palavras.

E aí, de repente, do nada, ele sai com esta: "Tem uma pergunta que eu vou morrer com ela, eu acho: Quem criou o primeiro homem aqui na terra?" 

Eu respondi, calmamente, sem olhar pra ele: "Gênesis, na Bíblia, explica isto."

No mesmo tom, ele respondeu: A Bíblia foi escrita por homens. Qual homem ia saber isto pra explicar  pra gente, escrevendo na Bíblia?

Acrescentei: A Bíblia foi escrita por seres humanos, mas foi inspirada por Deus. Se a gente não acredita nisto, que outra explicação podemos ter?

E fomos confabulando, falando os dois, quase a mesma língua: A Ciência queria fazer acreditar que o homem veio do macaco.  Mas se o homem veio do macaco, e o primeiro macaco, quem fez?! Se o macaco veio da cobra, quem fez a primeira cobra?...

E os macacos que estão aí, por que não se transformam em homens, como as lagartas em borboletas?! E as cobras, não se transformariam em macacos?...

Melhor acreditar em um Ser Superior que criou todas as coisas. Pois aquela mangueira veio de uma única semente, que veio do fruto de uma mangueira anterior. Chega-se àquela famosa pergunta: "Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?" É... É discussão pra mais de metro, não acha?!


(Li a crônica em voz  alta e a Gabizinha – dois anos -  respondeu prontamente, com relação à última pergunta: “A galinha!!!”)

domingo, 13 de março de 2016

216 - SONHOS... SONHOS... SONHOS!


216 - SONHOS... SONHOS... SONHOS!

Cinco horas da manhã. Acordo com uma taquicardia horrível! E pior, querendo ferrenhamente resolver a situação! 

Resolver uma situação que ficou lá nas minhas horas de sono?!... E aí me sinto impotente para a solução de um problema que já não existe - ou que nunca existiu - a  não ser, na perturbação de um momento que poderia e deveria ser de paz.

Como explicar os sonhos?... Como entender que deixei minha netinha de dois anos, ali, quietinha, enquanto fui trocar a água da bacia onde ela brincava, pois a mesma já estava muito suja, e ao olhar para trás, vejo-a correndo atrás de mim e me gela o coração, vê-la sumir num pequeno buraco, ali, bem na minha frente? O que fazer, meu Deus? Como agir num momento desses? Vejo-a escorregar chorando e deslizar pelo buraco, um buraquinho de nada, redondinho, onde parece não caber nem mesmo um de seus bracinhos? E vejo sua última mãozinha descendo, eu ali, paralisada, com a bacia na mão, sem ação, boquiaberta, o coração aos saltos...

E aí, eu acordo.  E ao invés de proclamar bem alto: "Graças a Deus, foi só um sonho mau!" fico ainda tentando entender, aflita, sem saber o que fazer,  pensando, pensando... Que buraco seria aquele? Como aconteceu? Como vou tirá-la dali?... Meu Deus, cadê a Gabizinha? Jesus, o que é isto? E o coração parece saltar do peito...

Não sei se você já sonhou assim. Mas meu travesseiro, de vez em quando, me prega uma  peça dessas... E por que será que, saindo daquele estado de prostração, a taquicardia continua ainda por um bom tempo?...  Acontece isto com você?...  Porque  depois – penso  se já acordei, se já passou o sonho, por que o corpo sofre ainda?...

Levantei-me e fui ao quarto observá-la (porque os pais viajaram e os dois estão aqui); e aí a vejo: dorme como um anjo; e nem sabe o quanto sofri por sua causa! Vou  ao seu irmão: dorme também, lindamente. Graças a Deus! Mas passei muito aperto no sonho...  Ai, Jesus!

E, como já acordei mesmo, me levanto, e veja só o que encontro: uma mensagem do meu sobrinho, em áudio, contando o sonho que minha irmã teve comigo: horrível também! Horrível, absurdo, mas cômico; diferente do meu!  Sonhos... sonhos... sonhos... Como entendê-los?!...

(Sete Lagoas, 13 de março de 2016)

sexta-feira, 11 de março de 2016

215 - O MOMENTO SEGUINTE


  •                                              215 - O MOMENTO SEGUINTE


Levantei-me hoje com uma vontade imensa de escrever, um desejo incontrolável de postar alguma coisa... Porém, pensei: não estou bem, ando meio triste, bastante preocupada com algumas coisas, acertos a serem concretizados,  decisões que nem sempre dependem só de mim...

Aí, decidi: não posso escrever hoje! A minha proposta é passar boas mensagens, coisas boas de se ver; não, não quero passar minhas preocupações para o papel; poderia até fazê-lo, mas, para rasgar e jogar no lixo; não para que outros as vejam. Porque jamais gostaria de reforçar o desânimo de alguém que esteja mais ou menos na mesma situação.

Pronto! Acabou. Decididamente, nada escrevo hoje. Ponto final.

Fui fazer o almoço e de repente a neta caçulinha começa a resmungar, agarrada à minha saia. E já sei o que ela quer. Se já se conhece uma situação, parece fácil lidar com a mesma; mas, não, grande engano! Muitas vezes se conhece o problema  e também a solução, mas esta não depende de nós. É o que nos acontece agora.

Ela já fez dois anos e estamos tentando, devagar, devagarinho, ajudá-la a se livrar das fraldas. Um treino bem difícil. Aceitar que pode assentar-se ali e fazer suas necessidades,  isto não está ainda nos seus planos. Mas já se sente incomodada ao não fazê-lo também... Haja paciência dos dois lados!

Então aconteceu mais uma das suas: O Lucas estava almoçando; ela já havia terminado e resmungava do meu lado. Perguntei:
_ Quer fazer cocô, Gabizinha?
_ Não, não quero!
Aí, o galo cantou bem alto e eu arrisquei:
_ O galo cantou, Gabizinha. Tá na hora de fazer cocô!
Ela colocou as duas mãozinhas na mesa, ficou na pontinha dos pés, olhou para o quintal e gritou:
_ Ô galo, cê quer fazer cocô?!...
Rimos a valer! Lukinha quase engasga de tanto rir! E o vovô também!
****
E voltando aos primeiros parágrafos, que diferença hoje! Nada como um dia após o outro! Como não postei ontem, posso anotar o que recebi hoje, por whatsapp: "Quando a alma está feliz e agradecida pelo que recebemos de bom na vida, a prosperidade cresce, a saúde melhora, as amizades aumentam, o mundo fica de bem com você  porque o mundo exterior reflete nosso mundo interior. (Mahatma Gandhi).”

Exatamente!
(Sete Lagoas, 11 de março de 2016)


segunda-feira, 7 de março de 2016

214 - CLUBE DE LETRAS DE SETE LAGOAS

214 - CLUBE DE LETRAS DE SETE LAGOAS


Engatinhando em nova participação, espero não demorar muito a caminhar. Porque parece, pelo que minha mãe dizia, ter sido uma tarefa nada fácil, o ensaio de meus primeiros passos. Pra começar, engatinhei sentada, de forma bem diferente dos meus irmãos.

Será que minha mãe, na sua sabedoria de genitora, conseguiu profetizar que em todas as situações novas eu iria demorar um pouco a caminhar?... Será?!...

O certo é que, conscientemente ou não, gosto de observar primeiro, "assuntar" bem, como diz o bom mineiro, para depois agir, de verdade. Assim, apreendo e aprendo novas práticas, vou observando, analisando o lugar que cada um ocupa naquele espaço, para me situar e participar de forma coerente, sem dissimulações.

É a terceira reunião de que faço parte e já vi coisas lindas demais: declamações bem feitas, bons textos, histórias diversas, muito humor, aplausos e aprendizado constante. Muito legal!

Agradeço a todos a acolhida e parabenizo o grupo pela forma como são conduzidos os trabalhos. Quem sabe, um dia chegarei a uma participação ativa, constante e valiosa, como tenho presenciado! São preciosidades que deveriam ser conhecidas por todos os cidadãos sete-lagoanos, e, por que não, além fronteiras?! Aprecio especialmente o término da reunião, quando é proclamado, de pé, com toda solenidade:
"Trazemos hoje as cabeças debruçadas sobre os livros, para que possamos erguê-las, amanhã, para os homens. Pois, acreditamos que, pela cultura, fazemos um Brasil melhor".

Meu abraço carinhoso a todos os membros do Clube de Letras de Sete Lagoas!


(05/03/2016)



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

213 - OU ISTO OU AQUILO

213 - OU ISTO OU AQUILO

Grande Cecília Meireles! "... Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
Ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
E vivo escolhendo o dia inteiro!”
Escolhas... A vida é sempre feita de escolhas... E nem sempre o que escolhemos, acontece, porque, de repente, muda tudo e o que pensamos ser, já não é mais; o que pensamos fazer, passa longe das possibilidades do momento.

Foi assim no final de semana que passou. A começar pela minha filha na sexta-feira, que saiu com esta de "almoçar fora amanhã, porque é aniversário de mãe..." Cochichei com meus botões: " Nem pensar! Amanhã quero ficar quietinha, vou pra missa bem cedinho, rezamos o terço, como fazemos todo sábado; depois vou pro clube, exercitar um pouco, algumas braçadas a mais, porque, estando sem os netos em casa, o tempo disponível é maior - como no ano passado que, ao invés dos costumeiros seiscentos metros, fiz mil e fiquei feliz pela conquista; volto pra casa, vou ler um pouco, talvez escrever algo... e à tardinha, estarei pela segunda vez, participando da reunião do Clube de Letras; mesmo porque, havia dito a ela - minha filha -  quando a gente entra nos 'enta', não se comemora mais os anos, mas as décadas! Assim, reafirmei, estou esperando o arredondamento da década."

Programado? Sim! Mas não executado. À noite, recebo uma mensagem bem diferente que me deixou surpresa e me fez feliz: era pra eu buscar minha irmã na rodoviária pela manhã, que chegaria no ônibus de São Paulo a Diamantina. Saí às cinco e meia, com um pensamento fixo: iríamos diretamente para a igreja, celebração Eucarística, reza do terço, tudo bem; mudaria só a programação do Náutico e reunião. Porém, quando ela chegou,  já a missa estava terminando e viemos direto pra casa, prometendo voltar no final da tarde!

Ter uma visita assim, de surpresa, no dia do aniversário, é muito bom. Mesmo que não se esteja disposto a fazer nada diferente, a rotina é mudada. Após o almoço, fomos ao hospital visitar uma pessoa querida que havia passado por uma cirurgia e dali, à casa do Savinho, cantar Parabéns pra ele - e pra mim, né? Não houve como fugir!

Bem, como disse, mudou tudo, desculpei-me com as meninas que queriam cumprimentar-me após a missa, e irei desculpar-me igualmente com a equipe do terço e da reunião, já que são poucos participantes e dão mesmo pela falta do ausente.

Valeu demais da conta, foram quatro dias de presença constante, colocamos o papo em dia e, como ela mesma disse, aniversário da gente é um dia só no ano; outros eventos podem esperar, certamente.

São assim, nossas escolhas; muitas vezes, a decisão foge ao nosso alcance; porém, vezes há em que nos encontramos em uma encruzilhada e necessitamos de sabedoria para optar, porque depende unicamente de nós "o isto ou aquilo". E daí, a nossa responsabilidade com as consequências da escolha feita. Nesses momentos,  é que devemos pedir humildemente a ajuda divina, para que não nos arrependamos depois.  

E, voltando ao terceiro parágrafo, como,  passando em frente à igreja, vimos que todos já estavam saindo, voltamos à noite e nunca rimos tanto após a missa. Rimos, sem controle, um bom tempo, lembrando dos cochilos na igreja: eu havia passado a noite praticamente em claro, e ela disse que não pregou os olhos durante a viagem. Sentadas ali no banco, músicas suaves, a fala tranquila do sacerdote, tudo contribuindo para uma cochilada. E como cochilamos! Porém, acho que os risos foram bem maiores que os cochilos, pois conseguimos assimilar a mensagem do evangelho, reflexão muito bem feita pelo sacerdote.

Foi muito bom, o dia do meu aniversário! No dia seguinte, tirei um bom tempo pra responder as mensagens de WhatsApp e Facebook - bendita tecnologia!!! Graças a Deus, quantos votos de felicidade! Obrigada, Senhor!


domingo, 14 de fevereiro de 2016

212 - SINTONIA

212 - SINTONIA

Se preciso - se quero - estar em sintonia com as pessoas com as quais me relaciono, com muito mais ardor, devo estar em sintonia com Deus, o meu Criador! 

Permanecer em Deus! É isto! Quero estar com Ele, sempre, sempre, porque Ele é o início, o meio e o fim! Ele é o antes  e continuará depois de mim.

Quero estar em sintonia com Deus, pois a Ele, tudo devo e sou-lhe grata por isto. Pense nisto, você também; pensemos nisto, com humildade, todos nós! Reconheçamos a soberania de Deus em nossa vida.

Cada um de nós era apenas uma sementinha, minúscula, microscópica, lá no ventre da mãe; e ali, naquele aconchego, quentinho e gostoso, células foram se multiplicando, os tecidos e órgãos se formando, cada um em seu devido lugar, cada um sendo preparado para a função que lhe foi destinada... Isto é grandioso demais! Bendita obra da Criação!...

Quem fez crescer?... Certamente, não foi a nossa mãe biológica! Ela não teria condições de fazê-lo! Quem moldou cada ser vivo, vegetal ou animal, nos segredos de um invólucro, hermeticamente fechado?... Experimente abrir um casulo antes da hora... Experimente abri-lo e completar a obra: sua pobre borboleta jamais voará pelos ares, enfeitando o ambiente - e, com certeza - em poucos segundos, ela estará inerte em suas mãos!...

Não! O homem não é capaz de moldar a própria vida, nem é capaz de conservá-la além do tempo determinado por Deus! Não, não é! Ele, o ser humano, apenas estará aqui na terra, enquanto Deus assim o permitir.

Como lembrado na minha crônica número quatro deste trabalho,  o homem jamais fez um grão de feijão, de arroz ou qualquer outro alimento; quem faz crescer é Deus! Portanto, é Ele quem nos alimenta. Nós apenas somos responsáveis por lançar a semente e cuidar do solo; quem faz crescer, florescer e frutificar é Deus!

Renda-se, Homem. Você é a mais maravilhosa obra de Deus! Por isto, ame-O acima de todas as coisas: é o mandamento maior! Esteja em sintonia com Ele, através de uma oração constante e consciente, neste grande mistério de Amor. Um dia, quando Ele quiser, nós nos encontraremos com Ele e então, com, suprema alegria, conheceremos o nosso Criador.

Enquanto tal não acontece, procuremos estar em constante estado de graça, numa fervorosa oração de agradecimento por tudo que Ele fez e faz por nós. E continuemos, com coragem, lançando a semente: Ele quer contar conosco, como contou Jesus com aquele que levou os pães e os peixes, no milagre da multiplicação. Louvado seja Deus!!! De joelhos, agradeçamos, de joelhos, O louvemos!  Bendito seja o Senhor!
(14/02/16)


sábado, 13 de fevereiro de 2016

211 - ALEGRIA DE PODER PARTICIPAR!

211 - ALEGRIA DE PODER PARTICIPAR!

Hoje foi um sábado bem atípico: ninguém apareceu por aqui - nenhum filho, nenhum neto, nenhum amigo... Hoje, dia treze de fevereiro de dois mil e dezesseis, é um dia maravilhoso, que precisa ficar marcado com letras de ouro na agenda da minha alma: até que enfim, pude participar da reunião do famoso Clube de Letras de Sete Lagoas! 

Quando eu trabalhava na tão querida E. E. Doutor Arthur Bernardes, uma colega, ao ver alguns de meus trabalhos, sugeriu que participasse das reuniões do referido Clube. Alguns anos mais tarde, uma supervisora amiga, da E. E. Doutor Afonso Viana também me mostrou tal possibilidade.  Mas os trabalhos são muitos, o tempo foi passando e nunca encontrava condições para tal.

Convidada há poucos dias por uma amiga, veio-me de novo à mente, o desejo de lá estar. E hoje, este privilégio me foi dado. Como foi bom! Quanta gente boa reunida! Gratificante ver adolescentes e jovens que dedicam suas tardes de sábado para um aprendizado grande com pessoas de dons bem diversificados, mestres do saber fazer! E o mais interessante é registrar que são eles também - os jovens - preciosos mestres que vêm acrescentar muito ao que já caminhamos. Como aprendemos com eles!

Terna lembrança dos tempos de escola, ouvir Castro Alves, Ruth Rocha, Clarice Lispector, Adélia Prado e tantos outros gigantes da nossa literatura, que sempre me fascinaram, e ainda mais, conhecer o talento dos nossos clubistas.  Será, ainda, preciosa oportunidade para tornar conhecido o meu trabalho, tão simples, mas que preenche os meus dias, fazendo-me feliz.

Espero poder continuar. Quero dedicar também minhas tardes de sábado, não apenas ao esposo, filhos e netos, como sempre tem sido, mas a mim mesma, num contato com pessoas que, certamente, vão saciar a minha alma, sedenta de beleza literária. 

Obrigada, clubistas, muito obrigada!  Espero poder contribuir, nem que seja em pequena parcela, para o sucesso do Clube. Creio ter sido uma boa escolha, e já que fui tão bem recebida, o que agradeço de coração, quero empregar todo o esforço possível, na tentativa de estar à altura do trabalho de vocês. Muito obrigada, mais uma vez!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

210 - "CONHECER O FIM DESDE O PRINCÍPIO"



210 - "CONHECER O FIM DESDE O PRINCÍPIO"


Vou lendo, avidamente, querendo muito chegar ao final do livro hoje, para entregá-lo amanhã, mas ao chegar à página 183, parei; preciso anotar isto: "...louvo-Te, Senhor, porque Tu conheces o fim desde o princípio".

Ele conhece o fim e nos poupou isto! Vamos caminhando, caminhando, devagar, as coisas vão acontecendo, sucedem-se os dias, meses, anos... e continuamos em nosso frágil barquinho, navegando, ora em águas calmas, ora agitadas; agitadíssimas, algumas vezes... E lá vamos nós... Onde chegaremos?... Segundo a autora, Ele sabe: Ele conhece o fim, desde o princípio!

E nem foi o Dr. Scott Hahn quem disse isto, mas a sua esposa, Kimberly, quando ainda nem tinha muita certeza dos caminhos que trilhava, apesar de afirmar que "muitas das dúvidas teológicas mais importantes" já estavam resolvidas!

Trata-se da sexta edição brasileira da famosa obra: TODOS OS CAMINHOS LEVAM A ROMA, do casal Hahn. De fácil leitura, o relato emociona pela simplicidade com que esposo e esposa falam de suas vivências, cada um a seu tempo, de forma inflamada e cativante. 

Vale a pena ler e - digo-o agora - reler! Tanto é que não adiantou acelerar a leitura hoje, pois não quero entregá-lo ainda. Terminei, mas apenas direi que gostei tanto da história que vou degustá-la mais uma vez. Venha comigo, você também vai gostar, com certeza! E vai se emocionar às lágrimas! Muito bom!

(Apresentação da edição brasileira
feita pelo Prof. Dr. Felipe Aquino
Lorena, dezembro de 2013 – Cléofas)



209 - É O INÍCIO!

209 -   É O INÍCIO!


Começa hoje uma reflexão intensa, reflexão de um ecumenismo grande, que deve atingir a todos: "Casa comum, nossa responsabilidade". É o tema da Campanha Ecumênica da Fraternidade deste ano de dois mil e dezesseis.  

Quero transcrever aqui, os versos que cantamos hoje,  lá na Igreja Nossa Senhora de Fátima, palavras que nos levam a refletir dentro desta temática tão atual que é o cuidado com o planeta, nesta preocupação de construir um mundo melhor para todos.

Nada de novo, porém; sempre procuramos agir nesse sentido; sempre ensinei isto para alunos e familiares durante quase meio século de trabalho em escolas diversas. Hoje é forte o grito, pela situação em que nos encontramos, pelo que nos é apresentado de mudança climática, de catástrofes, de doenças, de situações críticas que vamos vivenciando...

Sabemos que tudo passa por uma educação de qualidade, e começa pelas pequenas coisas, pequenos gestos, educação que vem do berço. Dizia sempre, em minhas reuniões,  que se você chupa uma bala, quando está caminhando, vai brincando com o papelzinho até encontrar uma lixeira, onde possa deixá-lo; se está com uma bolsa ou uma sacolinha qualquer, pode aí colocá-lo e, já em casa, ele terá o destino certo. 

"De que vale isto?" - você pode estar se perguntando; e eu respondo que é assim que começa. Como fico triste ao ver papéis, copos, garrafas, tanto lixo jogado por aí, enchendo nossas ruas e avenidas, entupindo os bueiros e locais de escoamento da água... As consequências são desastrosas - e a gente já conhece, de sobra!  

Quando nos mudamos para esta cidade, achei lindas as lagoas. Daí a alguns dias, esvaziaram a lagoa do centro, para uma limpeza. Meu Deus! Nunca vi tanta sujeira! Até pneus velhos havia lá dentro! Fiquei assustada com a falta de educação ambiental do povo! 

Por favor, gente, vamos repensar nossas atitudes. A começar pelo papelzinho de bala, o saquinho de pipoca, o copo descartável... É o início!

Analisemos juntos, os versinhos que cantamos hoje: 


1 - Eis, ó meu povo, o tempo favorável
da conversão que te faz mais feliz,
da construção de um mundo sustentável,
"casa comum" - é teu Senhor quem diz:

R - Quero ver, como fonte, o direito 
a brotar, a gestar, tempo novo;
e a justiça, qual rio em seu leito,
dar mais Vida pra vida do povo.

2 - Eu te carrego sobre as minhas asas;
te fiz a terra com mãos de ternura.
Vem, povo meu, cuidar da nossa casa!
Eu sonho o verde, o ar, a água pura.

3 - Te dei um mundo de beleza e cores,
tu me devolves esgoto e fumaça.
Criei sementes de remédio e flores;
semeias lixo pelas tuas praças.

4 - Justiça e paz, saúde e amor têm pressa;
mas não te esqueças, há uma condição:
o saneamento de um lugar começa
por sanear o próprio coração.

5 - Eu sonho ver o pobre, o excluído,
sentar-se à mesa da fraternidade.
Governo e povo trabalhando unidos,
na construção da nova sociedade.