quarta-feira, 18 de novembro de 2015

187 - PINCELADAS

187 - PINCELADAS

O Sr. Pedro aceitou levar-nos ao aeroporto, mais uma vez. Conversa vai, conversa vem, falou-nos de seu avô, que tinha o mesmo nome. Contou-nos fatos interessantes a respeito dele, disse que era muito bravo,  e eu me lembrei de um tal Pedro Barão, um vizinho nosso, quando morávamos lá pras bandas de Rodeiro de Ubá, Diamante, Ubeba, lá longe, entre as plantações da zona rural. Um pequeno desentendimento entre ele e meu pai, virou caos total!

Nós, crianças, nada entendíamos; chega lá um caminhão e começam a colocar ali, os trapos de uma família que se despede daquele pedaço de chão. Naquele dia, não fomos para a escola, a escola é que veio até nós! Carregando às pressas, as poucas coisas que possuíamos, de repente, chega a professora e com ela, todos os nossos colegas, para se despedirem de nós.

Minha mãe, pessoa forte, naquele momento, apavorada, era ajudada por um irmão e alguns bons vizinhos; era preciso sair rápido dali, meu pai estava jurado de morte. Sabe quantos filhos?... Sete! Todos pequenos. Eu ocupava o terceiro lugar na fila e tinha apenas sete anos!... E olhe que aquele senhor – que Deus o tenha! – era um simples vizinho, morava do outro lado da estrada, nem era o dono do espaço que ocupávamos... Mas, diziam que era bravo mesmo!

Fecharam as portas! Deixamos  para trás uma história de vida, construída ali, junto aos familiares de minha mãe. Difícil calcular pensamentos dela naqueles momentos de aflição, mas de uma coisa me lembro bem: trazia nas mãos, durante todo o tempo, o terço de Nossa Senhora! Para trás ficaram animais, plantações, nossos cinco pés de manga, enormes, lindíssimos, onde brincávamos e nos deliciávamos com seus adoráveis frutos. 

Fomos para a casa de uma irmã do meu pai - santa mulher, a saudosa Tia Marcelina - até conseguir um teto, com um terreno, a fim de que  meu pai pudesse voltar a lavrar a terra, para dar de comer aos sete filhos - depois, vieram ainda mais quatro! Meus pais, grandes heróis!

Tudo isto me veio à mente - como é fantástico o pensamento! - antes de chegarmos ao aeroporto. O Sr. Pedro retorna com o nosso carro e, observando os meninos entusiasmadíssimos com a situação, fico a comparar as duas: que diferença! Fila de atendimento especial, riqueza de detalhes, aviões estacionados, uns que chegam, outros tantos que se vão! E, apesar de tantos que voam, o grito do Lukinha, que comemora a presença de uma camionete amarela no pátio. E a alegria da Gabizinha: "O vião tá subindo, vovó!" E mais tarde: "O vião palô, vovó! O vião palô!" Como é que pode? Uma velocidade tão grande e ele parece mesmo estar parado no ar!... E, com tantas nuvens no céu,  o gracejo de Luciano: "Devemos estar passando sobre Diamantina!" 

Pois é,  gente,  considerando   esta  situação  -  e  muitas outras semelhantes, de todos os membros desta nossa imensa família -  comparando-as, àquela longínqua situação, creio que podemos proclamar, com alegria: Não foi uma bênção aquele desentendimento lá atrás, no começo de nossa história, quando fomos arrancados  da roça? Claro, passamos  por angústias e dificuldades, mais nossos pais que nós, crianças, que não conhecíamos a dimensão do problema. Mas, com Deus, a gente sempre vence!  Fomos para a cidade de Teixeiras, onde tivemos condições de estudar, trabalhar, constituir família, filhos maravilhosos, que dão sua contribuição pelos mais longínquos rincões de nosso país, em  trabalhos e passeios divertidos, dentro e fora dele, ganhando o mundo, numa vida digna e feliz. Agradeçamos a Deus, por tantas dádivas! 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

186 - FAMÍLIA EM FESTA!

186 - FAMÍLIA EM FESTA!

Hoje, sinceramente,  nem sei por onde começar: turbilhões de ideias e de fatos, um emaranhado de coisas boas, bem parecido com esta bagunça aqui da sala, que não consegui ainda destrinchar. Pensei levantar bem cedo para lavar toda a roupa usada durante a viagem, mas, amanheceu chovendo. Fui à missa e parei para marcar uma consulta com o oftalmologista, porque desde sexta, pela manhã, quando acordei com o olho esquerdo arranhando muito -  como se estivesse dentro dele, um cisco bem grande - que não tive mais sossego com o mesmo. Resultado: a manhã foi diluída com o fato, que era realmente grave, pois desde esse dia, estava com a lente dobrada, na parte superior do globo ocular.

Resolvido o problema, voltei pra casa, não sem antes, passar pela padaria: saudade do nosso pãozinho de sempre. E aqui estou eu, tentando dizer pra você um pouquinho do muito que vivenciamos nesses quatro dias de folga, beleza total!

Quando minha filha disse que queria que eu fosse com eles conhecer Porto de Galinhas, e que gostaria muito de que o pai fosse conosco, não pensei que seriam tão grandes as maravilhas nossas de cada dia. Foi realmente encantador, divinamente maravilhoso! 

Maravilhoso o fato de conseguir que o pai também fosse, ele, que não gosta de viajar de avião; maravilhoso tudo o que vimos e desfrutamos,  de praia e mar, de imensos coqueirais e canaviais, de pessoas gentis, de acomodação aconchegante, de viagens tranquilas, de belezas sem par, bênçãos sobre bênçãos! Coisas lindas de se ver!

Maravilhoso o fato de poder participar da missa de sétimo dia do Sr. Moacyr, meu sogro, não aqui, mas lá na Capela de Nossa Senhora do Desterro,  que, de acordo com o padre que celebrava, se transformará em paróquia, neste final de ano. E a homilia me arrancou lágrimas, pois ele, falando de morte, realçou o amor que se deve cultivar durante a vida, ajuntando tesouros para a eternidade. Citou vários casos de pessoas que já se foram e eu pensava a todo instante no meu sogro, que soube servir a todos que dele necessitavam. 

É impossível descrever tudo o que foi sendo registrado na minha mente, agradecimentos sem limites, vontade de dar o recado a cada instante.  Basta dizer que denomino a esses mágicos momentos,  "família em festa",  pois é sempre muito bom estarmos juntos. A primeira vez que vi o mar foi quando precisaram de mim pra ficar com a Júlia, então, bem novinha, quando conheci Nova Viçosa; depois, fiquei com o Lucas numa pousada em Arraial d'Ajuda, para que os pais pudessem estar na Bat Caverna em uma de suas apresentações. Mais tarde, fomos a Macapá e  a Foz do Iguaçu, a convite de Walcely, mas, o Waldívio sempre ficava,  por não querer estar acima das nuvens... Medo de cair? Talvez! Porém desta vez, ele aceitou ir conosco - maravilha total! Graças a Deus, tudo correu bem. Resta-nos apenas, a vontade de lá voltar. Um dia, se Deus quiser! 

Mas agora, vamos curtir nossa casa. Hoje, já fiz café cinco vezes, uma das coisas de que ele sentiu falta, muita falta. Estar em casa também é bom; bom demais! Agradeçamos a Deus, pelo nosso lar, nossa igreja doméstica, local de aprendizado constante, principalmente no que diz respeito ao amor e ao perdão. Que o Senhor abençoe sempre o nosso lar!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

185 - Carta aberta para o RAFAEL


185 - Carta aberta para o RAFAEL

Oi, Rafael! Observando aqui o Lucas e a Gabi, lembrei-me muito de você. Vai ser também bonito, com certeza, o relacionamento seu, com sua irmã. Um irmão pode e deve ser um grande amigo, e é por isto que esperamos ansiosos, o seu nascimento, principalmente ela, a Letícia!

Observo-os, com alegria: como brincam! Há pouco estavam lá fora, construindo casas, carros e fazendas, com toquinhos de madeira - verdadeira obra de arte! Agora estão ali na sala e pedem pra eu colocar "A música" pra eles dançarem; uma coisa antiga, muito antiga, gravada num LP antigo, de vinil, difícil de acreditar que crianças poderiam gostar disto...

É assim: crianças nos surpreendem a cada dia. Ontem o pai deles veio com esta: chamava a atenção do Lucas porque ele está jogando os carrinhos todos no telhado; erro difícil de consertar, porque puseram rede de proteção na janela. Como o pai, severamente, desse uma grande bronca, o Lukinha  pensou, pensou e disse: "Ah, papai, criança é assim mesmo! Quando eu crescer, não vou mais fazer isto!"

Viu, Rafael?... Um dia você vai ler estas crônicas e, convivendo com eles, verá que ninguém inventou nada: eles são assim, engraçadíssimos e será muito boa a sua convivência com crianças tão espertas, inteligentes, felizes!

Ontem, quando soube da morte do Sr. Moacyr, o bisavô de vocês, a Lelê ficou triste e disse: "Ah, mamãe, eu queria levar um chocolate pra ele!" E a mamãe, tranquila: "Sabe, Lelê, ele está feliz: vai encontrar a vovó Ordália e o Papai do Céu preparou uma mesa, cheia de brigadeiros lá pra ele".


A Júlia nos contou isto, toda emocionada. Então, após o sepultamento, viemos pra casa e comemos também, brigadeiro, em sua homenagem. Porque ele cumpriu lindamente a sua missão aqui na terra e é digno de todo respeito, carinho e consideração! Só lamentamos você não chegar a conhecê-lo! Peça rara, o Senhor Moacyr Almeida!

                                                 Beijinhos pra você, Rafael!

                                                                                                  (10/11/2015)

184 - UMA MENSAGEM DE PAZ!

184 - UMA MENSAGEM DE PAZ!

Ó Tu que por aqui passas, é contigo mesmo que quero falar! Porque eu trouxe uma mensagem de Paz! Quem ma entregou me disse: "Distribui esta Paz, com todos aqueles que encontrares pelo caminho, hoje!"

A Paz esteja contigo. A Paz esteja em tua casa, esteja sempre com cada membro de tua família, porque o hoje é agora, o presente, o tempo que se está vivendo, o tempo de Deus.


Presente - é o tempo que nos é dado viver agora. Presente, é cada dia, cada amanhecer, cada nova página do grande livro que estamos escrevendo.


Se assim é, porque assim precisa ser, por que deixar escapar esta paz que nos foi conquistada a duras penas pelo nosso Salvador?!...


Jesus Cristo, ao entrar em cada casa, repetia sempre: "A Paz esteja nesta casa!" E ensinou esta saudação para seus seguidores. Deixou-nos, o Mestre, esta bênção: a Paz!


Recebendo hoje a Paz que eu te trago, sejas tu também, um promotor da Paz. Nunca te esqueças de que a recebeste e tens igualmente a missão de transmiti-la a todos de teu convívio. Procura vivê-la intensamente, e entrega-a, sem reservas, não a deixes escapar, pois, o reino de Deus é assim: quanto mais se doa, mais se tem!


Psiu! Toma! Leva! Viver em Paz é muito bom! Quero que vivas em Paz com Deus, em Paz contigo mesmo, em Paz com todos os teus irmãos! Que Deus te abençoe! Sempre!


terça-feira, 3 de novembro de 2015

183 - Carta aberta para o LUCAS

183 - Carta aberta para o LUCAS

Acho linda a amizade que você tem com seus primos, Lucas! Parecem três irmãos. Quando estão juntos - já disse isto aos seus pais - é ótimo ficar de longe, prestando atenção nos diálogos. É muito legal! Quanta coerência, principalmente naquilo que você diz!

Um dia, você vai saber do que estou falando. A facilidade que você tem de interpretação, argumentação e conclusão dos fatos, é impressionante. Faz-nos acreditar, com muita esperança, que você terá enorme  facilidade em sua vida acadêmica e, futuramente, na profissão que escolher.  Esperamos que abrace uma bem de acordo com seu jeito de ser. 

Quantos fatos interessantes são lembrados e contados, com entusiasmo. O vovô gosta muito deste e conta pros seus amigos: "Certa vez, ele bebeu um gole de pinga na sua presença e fez aquela cara feia que todos gostam de fazer. Observando, você disse: _ Tá ruim tanto assim, vovô? _ Nossa, Lucas, horrível!  _ Então, por que você bebe? A resposta veio  rápida:       _ Porque eu sou bobo!   E você, ponderando: _ Você nem é tão bobo, assim. Os outros é que pensam que você é bobo!..."

Contando para o pai dele mais tarde, este deu gostosas risadas. Aí o vovô se entusiasmou: conta pra todo mundo! E continua bebendo cachaça e fazendo careta!

Você certamente não vai querer beber essas coisas,  não é, Lucas?... Já sabe que não presta, não é nada legal e não tem gosto bom! Mas a observação foi ótima!

E se a gente fosse registrar todas as coisas lindas que vocês dizem, daria preguiça de ler o livro: seria grosso demais. Então, vamos ficando por aqui, apenas dizendo a você e aos primos que curtam muito esta amizade bonita de que vocês agora desfrutam e que nada no mundo, nenhuma intriga, nada, nada, possa distanciá-los, pois é linda a amizade de vocês.

Que sejam também amigos do Rafael, quando ele chegar, crescer e puder estar junto de vocês, conversando, brincando, colorindo os dias uns dos outros. Obrigada pelos momentos bons que você e todos eles nos proporcionam. Deus o abençoe e a todos os que convivem com você! Um carinhoso abraço da vovó Celina e do vovô Waldívio!
                                                     (Sete Lagoas, 02/11/2015)



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

182 - Carta aberta para o SÁVIO

182 - Carta aberta para o SÁVIO

Oi, Savinho! Você deve estar na piscina agora, não é? Porque sei que o Lukinha foi pra sua casa, portanto, devem estar todos naquela farra! Não pude ir ainda. O vovô não está aqui, mas quando ele chegar, vamos ver vocês aí. Imagino a alegria da Gabi, porque é só falar em sair e ela começa: "Pisxina! Pisxina! Pisxina! Pisxina!... Um dia, levei-a ao Náutico. Nossa! Adorou a piscina! Acha que queria sair?  Nem pensar!...

Muito bom ter piscina em casa, porque você vai brincando, brincando e, quando menos espera, já está nadando... O Arthur estava na academia; já sabe nadar?...  Mas não quero falar dele agora, a carta para ele só vai sair no final de semana. Sabe por quê?... Vou esperar terminar o campeonato. Vamos falar de partidas e artilharias...


Você já vai completar cinco anos. E aí, vai poder também participar do próximo campeonato. Sei que gostaria de já estar lá, fazendo muitos gols como o Arthur; mas não tem ainda idade para se inscrever. No próximo, com certeza, vai estar fazendo uma boa atuação, se Deus quiser. 

Estou gostando de ver como você torce por ele lá no campo. No próximo, ele vai torcer pra você também. E pro Lukinha, com certeza! Espero que vocês sejam tão entusiasmados quanto o Arthur, para fazer muito bonito, nas suas jogadas. 

E brilhar também na escola, com todas as atividades cumpridas, conquistando a amizade dos professores e colegas; semear o sorriso, a alegria; ser sempre uma pessoa amável, perto da qual todos querem ficar!

Rezo para que vocês sejam estudiosos, trabalhadores, batalhadores, como seus pais. E que sejam muito amigos, cresçam unidos como irmãos, de mãos dadas em todas as conquistas. Beijos da vovó e do vovô.

                                                           (Sete Lagoas, 02 de novembro de 2015)




181 - Carta aberta para a GABRIELA

181 - Carta aberta para a GABRIELA

E aí, Gabi, tudo bem? Que levadeza está fazendo agora, hein? Está mexendo nas gavetas da mamãe - ou nos brinquedos do Lukinha? Ô energia saudável, meu Deus! Só vem a sossegar, quando dorme... Não! Injustiça! Às vezes, fica quietinha, horas brincando no cercadinho! Aí dá pra gente fazer muitas coisas. Mas, solta pela casa...

Acho maravilhoso, quando, após uma daquelas artes bem grandes, chega perto, com a carinha mais linda do mundo, um ar de interrogação, como se dissesse: "Sabe o que eu fiz agora?!" Aí, vou confirmar. Com a maior inocência, me pega pela mão e me leva até onde estava! Como brigar, se é tudo uma descoberta? Como  ficar brava com uma de suas más ações, se você não tem consciência de que está errado?!...


Um dia, arrisquei: Que feio, Gabi? Como foi que você fez isto?... Mas aí, o Lukinha, que tinha vindo contar tudo, ponderou: "Que isto, vovó? Ela é um bebê ainda. Não pode brigar com ela!"


É assim, Gabriela, a vida de irmãos. Como o Lukinha está atento ao que lhe acontece! Sempre defendendo você contra tudo, contra todos. Que vocês sejam,  durante toda a vida,  muito amigos, companheiros de jornada. Este carinho entre os irmãos é uma das maravilhas do universo! Curta muito, a amizade de seu irmão, pois será ele um de seus maiores defensores, aquele que marcará presença a seu lado, em todos os momentos, principalmente, os de maior necessidade. 


Conte sempre com ele! E conosco também! A vida pode ser linda, maravilhosa,  e você poderá sentir sempre a presença de seus pais, seus avós, todos aqueles que hoje testemunham seu crescimento. Que seu pai cante sempre pra você, com muito entusiasmo, sabendo-a merecedora do que ele tem de melhor: "Linda, te sinto mais bela, te fico na espera..."   Deus abençoe você, Gabi, e a toda a família!


                                                       (Sete Lagoas, 02 de novembro de 2015)




180 - Carta aberta para a LETÍCIA

180 - Carta aberta para a LETÍCIA

Que bom, Lelê, seu irmãozinho está quase chegando. A  mamãe  não vê a hora... Você, que já está bem grandinha, vai poder ajudá-la muito e vai ver como é gostoso cuidar do bebê. E vai sentir, dia após dia, tudo o que foi feito por você, principalmente,  no primeiro ano de vida. Que bom! Vai ver como o ser humano é totalmente dependente do adulto, quando pequenino.

E aí, quando ele crescer um pouco, vai poder brincar com você. Vão brincar com os seus brinquedos, e os brinquedos dele. Vão crescer juntos, vão pra escola, vão sair pra passear. Você e ele, serão como a mamãe e o Cristiano; ou o papai e um de seus irmãos; vão conversar, dividir suas dificuldades, seus sonhos, seus projetos...

E você, que é tão carinhosa, Lelê, vai cativá-lo, logo de início, com seu sorriso, seus mimos, seus cuidados... É assim, a vida! Queríamos muito que você ganhasse um irmãozinho: está aí, quase chegando. Faça dele o seu grande amigo, faça tudo por ele; eu digo: vale a pena! Vale a pena investir nosso tempo, empregar nossos maiores esforços, pela família. Você que já ama tanto seus pais, terá mais alguém para amar, bem pertinho de você!

Será que ele é tão lindo quanto você? Será tão inteligente quanto?... Certamente!... E o que é mais importante: um filho de Deus que merecerá nossos maiores cuidados, que será uma pessoa maravilhosa, que vem para que o mundo seja melhor. A vida será mais colorida com a presença dele entre nós, assim como quando você chegou. 

Comece de uma vez, a fazer lindos desenhos pra ele, pintar quadros, inventar brinquedos e brincadeiras. Assim, quando ele chegar, você já está com tudo pronto para recebê-lo. Não é bom? E aí, fica livre para a presença, o sorriso, a alegria geral! Deus os abençoe, sempre, sempre! 

                                          (Sete Lagoas, 02 de novembro de 2015)

179 - Carta aberta para a JÚLIA

179 - Carta aberta para a JÚLIA

Júlia, meu amor, começo esta, com o famoso Exupéry: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." E para continuar no mesmo solene tratamento, preservemos a segunda pessoa: tu nos cativaste, Júlia! Desde o primeiro sorriso! Cativaste-nos a todos, com teu brilho, tua presença constante entre nós. Ninguém ama o que não conhece, mas nós te conhecemos, Júlia. E por isto, reafirmo: queiras ou não, és responsável pela felicidade daqueles a quem cativaste.

Na igreja, hoje, lembrei-me muito de ti. Nas mãos, o terço que trouxeste de Fátima pra mim. Olhando para a linda imagem de São José com o Menino Jesus ao colo, agradeci a Deus pelas vezes que vi o brilho no olhar de teu pai, quando te carregava, uma boneca viva, linda, mimosa, toda dengosa; contigo ao colo, ele se sentia uma pessoa melhor. Que bonita lembrança! Tu eras a mensagem de Deus-Menino aqui pra nós. E agora, já em casa, com o vidrinho de água benta, onde se lê: "Em Fátima, rezei por ti", fico pensando no que me disseste ao entregá-lo, da dificuldade de colocar dentro dele a água, gota a gota, com o dedinho. E nenhuma dificuldade te fez desistir do desejo de trazê-lo. Obrigada, Júlia!

Gostamos muito de ti; realmente nos cativaste. Tu nos ensinaste a ser melhores, a ser mais gente, mais afetivos; contigo, a doçura voltou a reinar em nossa casa, onde só havia adultos. Tu  me ensinaste a nadar, lembras? Íamos para a casa de teu pai; e lá tive a coragem de tentar. Hoje é o meu exercício predileto, duas a três vezes por semana. 

Ontem, senti tua falta, o dia todo te esperando.  Teu avô também; tinha dito a ele que virias... Aparece aqui, não te esqueças de que "tu te tornas eternamente responsável..." Porque te amamos. E a tua ausência machuca; e sei perfeitamente que não queres ferir-nos, não é? 

Tenho ouvido falar de ti, sempre. Pessoas que se lembram de tua brilhante atuação, seja declamando, dançando, nadando ou com as suaves músicas ao piano. Lá no Náutico, quase todos os dias, uma pessoa diz: "Cadê a Júlia, aquela piabinha?..." E a enfermeira que lá trabalha: "Diz à Júlia, que estou grávida; estou esperando uma menininha; ela vai gostar!"

Cativar é isto: deixar impregnado no coração de muita gente, a felicidade de boas lembranças, de mágicos momentos, vividos em comunhão, na construção de nossa história. Nós te agradecemos por isto! Um abraço carinhoso de toda a família que torce pelo teu sucesso! Que Deus te abençoe sempre, sempre!

                                          (Sete Lagoas, 02 de novembro de 2015)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

178 - SEMENTES DO REINO

178 - SEMENTES DO REINO 

Na Bíblia leio: "a humanidade geme como em dores de parto." Medito: a mulher grávida precisa esperar nove meses, após os quais, as dores são inevitáveis. E é bom que não nasça antes do tempo, para sua saúde e sua integridade. É assim! Tem que esperar mesmo. Toda gestação tem seu tempo... 

...A criação está sofrendo, como em dores de parto... A esperança nos mantém firmes. Estamos sempre esperando alguma coisa, algum acontecimento, algum fato, previsível ou não; é assim que a humanidade caminha...


Esperava-se o Messias Prometido. Profetas e mais profetas falavam disto; alguns acreditavam, outros, não. Até que Ele veio! Poderoso! Segundo relatos de sua vida terrena, seus seguidores pensavam que seria naquele tempo, a redenção da humanidade. O fim dos conflitos, das terríveis guerras... Mas Ele não foi compreendido; e, passada sua mensagem, Ele se foi; e prometeu voltar. 


E nós que cremos nEle, estamos à espera.  Muitas evidências de sua vinda. Muitas evidências de sua presença espiritual entre nós. Porém, muitos ainda não creem... Em quê, esses acreditam?!... Não sei...


Mas o reino de Deus está sendo preparado; comparado pelo próprio Jesus, a um grão de mostarda, ele vai sendo gerado. O grão é lançado à terra; cuida-se. E ele cresce... Como?... Gostaria de saber, se alguém sabe explicar. A semente,  no seu ciclo, vai germinar, crescer, florescer, frutificar... Como a lagarta, no casulo; quietinha lá dentro. Como é que de lá, alguns dias depois, sai outro animalzinho, completamente diferente? Alguém poderia me explicar como  isto se processa?...


Não! Não me venha com explicações científicas; você  não pode abrir o casulo para ver o que está acontecendo e acompanhar, dia após dia, as transformações ali operadas! Tudo tem seu tempo certo. É assim. 


E Jesus compara o reino de Deus ao fermento na massa. Em pequena quantidade, faz a massa crescer. Nós, cristãos, somos esse fermento; semeamos  a palavra de Deus, que vai crescendo no meio da multidão.  Vamos agindo assim,  silenciosamente, com um sorriso, uma boa ação, colocando-nos a serviço,  sempre procurando fazer o bem, sem reservas; semeando todo dia, para que possa florescer, no tempo certo; no tempo de Deus, não no nosso tempo, pois não é a nossa ansiedade que faz acontecer as coisas; vamos agindo e deixando que Deus faça germinar, pois é Ele que faz isto. 


Deixemos que Deus tome conta da nossa vida. Nas provações, nas doenças, nas adversidades constantes, abandonemo-nos nas mãos de Deus, e continuemos firmes na esperança, na certeza de que Deus realiza as suas promessas. Precisamos unicamente acreditar: lançar a semente e cuidar do nosso jardim; o essencial é Deus quem faz!


Fechando o mês de outubro, reflito: jamais aqueles pobres pescadores poderiam imaginar que uma pequena imagem,  de cabeça quebrada, perdida no fundo do rio, seria tão venerada a ponto de se transformar na imensa catedral que conhecemos hoje, visitada todo ano, por milhões de devotos! É assim, o Reino de Deus!!! 


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

177 - MARAVILHAS DA NATUREZA

177 - MARAVILHAS DA NATUREZA

"Lagartas são nojentas". Toda vez que a gente encontra uma, a vontade que se tem é de mandar para bem longe. Meu neto viu uma enorme no chão da garagem: "Mata, vovó, mata!" Coragem de matar, não tenho, mas joguei-a com força para a rua. 

No dia seguinte, a encontramos  na parede. Será que era a mesma? Não sei. "Tira, vovó, joga fora!" Com certa resistência, ele concordou chegar perto para ver o que eu lhe explicava:

_ Olha, Lucas, veja como ela está quietinha, inerte, presa à parede apenas por um pontinho. Parece morta, não é? Sabe o que vai acontecer?... "Vai virar casulo, vovó?"

_ Vai, sim. E aí você já sabe, será depois uma linda borboleta. Vamos acompanhar? Era o dia vinte e nove de setembro, terça-feira. Na quarta, chamei-o para ver: já era um gordo casulo. E então ele me chamou a atenção para mais três casulos, em outros pontos da garagem.

Todos os dias, quando eu o buscava em sua casa, ele perguntava logo: "Será que já virou borboleta, vovó?" A curiosidade ia aumentando,  a expectativa era grande, mas... nada!  Notei que ele ia ficando meio decepcionado; estava demorando demais...

Até que no dia doze de outubro, ao sair cedinho para a missa, lá estava ela: enorme, ainda agarrada ao casulo. Rapidamente, fotografei e mandei uma mensagem:"Mostre pro Lukinha. Uma borboleta já saiu do casulo!" Haviam viajado na véspera e estavam em Diamantina. 

Quando voltaram, ela ainda estava lá, agarrada, e ele pôde ver direitinho, ao vivo e a cores. Nem tanto assim porque ela era de um cinza escuro, feio, e ainda mantinha as asas fechadas. 

Somente dois dias depois foi que, abrindo-as um pouco, ele viu que, de asas abertas, era bem menos feia, pois havia uma faixa alaranjada em cada uma, com bastante simetria. 

Mais uns dois ou três dias, seu pai, chegando para buscá-lo,  gritou: "Vem ver, Lucas! Corre!" Era o outro casulo, um pouco acima do primeiro: lá estava outra borboleta, presa ao seu casulo.  
Porém, a curiosidade já era bem menor; já conhecia todo o processo, em longos dias de espera. Uma espera interminável para a sua mente infantil, que o fez duvidar se, de dentro daquela "coisa", sairia mesmo um bicho tão bonitinho como uma esvoaçante borboleta. Espera e dúvidas tão grandes e desanimadoras, que me fez usar uma comparação: "Lucas, é assim mesmo; demora a formar, o corpinho da borboleta. Lembra como demorou para a sua irmãzinha sair de dentro da barriga da mamãe?..."

Maravilhas da natureza: coisas de Deus!

domingo, 25 de outubro de 2015

176 - WHATSAPP



176 - WHATSAPP




Não sei como será no seu tempo, Rafael, mas atualmente estamos com o whatsApp, que são mensagens que recebemos e/ou enviamos, totalmente de graça, e que está fazendo um grande bem ou um imenso mal a muita gente, dependendo do tipo de mensagem. Como disse hoje a uma sobrinha, sempre gosto de postar mensagens boas, aquelas que fazem sorrir, estar de bem com a vida. Quando a gente lê algo bom logo pela manhã, o dia se torna uma maravilha, o sorriso segue conosco durante todo o dia.



Mas sexta-feira passada, recebi uma que me fez chorar, fiquei indignada, busquei um membro do Conselho Tutelar procurando saber se o que eu estava vendo, acontecia aqui na nossa cidade. Parecia ser uma creche onde crianças bem pequenas eram espancadas covardemente, por um homem, grande e forte, enquanto outras crianças maiores, numa salinha ao lado, pareciam cumprir atividades escolares, sentadas em suas carteiras. 

Era terrível ver aquilo! As lambadas que as pobres criancinhas recebiam, doíam profundamente na gente, que não podia fazer nada por elas. O conselheiro me disse que, pela estrutura do local, certamente não era em nossa cidade, mas ele também ficou horrorizado com o que acontecia ali.

Coloquei então no meu grupo de família, pois temos familiares por todo o Brasil e, quem sabe, poderíamos desvendar o mistério?... As opiniões chegavam a cada instante, todos indignados com o que viam! Até que um dos meus sobrinhos conseguiu desvendá-lo: tratava-se de um acontecimento realmente trágico, lá do Egito, quando um gerente de um orfanato espancava as criancinhas por motivos bem fúteis, alegando estar educando-as com tais ações; filmado e denunciado pela própria mulher, que não aguentava mais presenciar aquilo, as crianças  foram transferidas para outro orfanato e o monstro, preso. Nome dele? - Osama Mohamed Othman! 

Diz a reportagem que, mesmo após sua prisão, o vídeo continuou a  ser compartilhado por todo o Brasil, causando grande revolta a todos. Cita o caso de um habitante de Maceió que o compartilhou no facebook, apresentando até aquele momento, mais de trezentos mil compartilhamentos! Portanto, foi muita gente que chorou com aquelas crianças e rezou por elas - e por ele também, com certeza, para que Deus pudesse tocar seu coração para uma mudança radical  de atitude.

Vale como alerta, a fim de que possamos estar mais atentos ao tratamento dado às pobres crianças indefesas, ainda mais as órfãs, que não têm muito com quem contar. Mas realmente foi terrível presenciar aquilo, mesmo sabendo que não era aqui no nosso país, pois criança é criança em qualquer lugar do mundo. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

175 - MISSA COM CRIANÇAS

175 – MISSA COM CRIANÇAS
A Missa com Crianças lá na Igreja do Divino, completou um ano neste dia doze de outubro. E como iniciamos com fantoches, comemoramos hoje da mesma forma. Foi uma celebração maravilhosa, onde a Teresinha e o Pedrinho, personagens dos fantoches, relembraram o que houve naquele dia em que a Teresinha pergunta à avó o porquê do seu nome e foi contada então pra ela – e pras nossas crianças – a história de Santa Teresinha do Menino Jesus.
Coincidentemente, foram canonizados hoje no Vaticano, pelo alegre Papa Francisco, os pais da nossa humilde Santinha. Coisas de Deus! Vejamos um trecho da reportagem:
 “Cidade do Vaticano, 18 out 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco canonizou hoje no Vaticano os pais de Santa Teresinha, primeiro casal a ser canonizado em conjunto, com exceção dos casos de martírio. São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) foram proclamados santos durante uma cerimônia que reuniu milhares de pessoas na Praça de São Pedro.
Francisco disse que os novos santos viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus. Simbolicamente a canonização aconteceu durante o Sínodo dos Bispos sobre a família, que decorre até ao próximo dia 25,  Dia Mundial das Missões, de que Santa Teresa do Menino Jesus é padroeira.
Os pais de Santa Teresinha foram declarados beatos pelo Papa emérito Bento XVI, a 19 de outubro de 2008, numa cerimônia presidida em Lisieux (França) pelo cardeal português D. José Saraiva Martins. Louis, relojoeiro, e Zélie Martin, bordadeira, casaram-se em 1858 e tiveram nove filhos: quatro faleceram ainda na infância e cinco filhas seguiram a vida religiosa.
Para a canonização foram reconhecidas duas curas tidas como milagrosas: Pietro, criança italiana nascida em 2002, com uma malformação pulmonar, e Carmen, nascida em Espanha no ano de 2008, prematura e com uma grave hemorragia. As relíquias dos novos santos foram levadas pelas duas crianças durante a Missa.”


Muitas famílias marcaram presença hoje, culminando a Semana das Crianças, durante a qual houve brincadeiras com lanches e guloseimas que muito alegraram a criançada. O padre, muito animado, manteve as crianças ocupadas durante toda a celebração, inclusive fazendo perguntas durante a homilia, com todas elas no presbitério o tempo todo. Deus abençoe o trabalho de catequese daqueles que se põem a serviço de Deus!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

174 - DOZE DE OUTUBRO

174 - DOZE DE OUTUBRO

Amanheceu. Os foguetes já pipocam lá fora! E ao meio-dia, certamente, pipocarão com mais intensidade, seguindo interessante tradição. É o Dia da Mãe Aparecida, nossa Padroeira! 

Que história linda esta, dos três pescadores do Rio Paraíba! Que maravilhosa fé do povo brasileiro, que recebe Maria com dedicação! Esta Senhora, Imaculada, cuja imagem, enegrecida pelas águas do rio, veio enriquecer a rede dos humildes pescadores, não inteira, não de uma vez, mas, por partes. Vinda a imagem, sem a cabeça, imediatamente foi lançada a rede, com toda devoção, e a cabeça apareceu! E depois os peixes - os peixes em abundância! Como foi, lá no início do cristianismo, quando precisaram de ajuda para puxar as redes: "Ai! Ajuda aqui! Tá pesado demais!" 

A nossa rede também pesa, Mãezinha! E queremos a Sua preciosa ajuda! A Senhora, de tantos títulos, a Senhora que já se mostrou a tantos, a Senhora que nos visita, silenciosamente, assim como visitou Isabel, não, para falar - porque ela adivinhou tudo - mas para ajudá-la em suas dificuldades, venha, Mãezinha, ajude-nos, a sermos pessoas melhores, alegres, pessoas que marcam presença, com o bem, para o bem - o bem, de todos! 

Queremos agir como Jesus. Queremos amar não somente aos que nos amam, mas também aos que não nos amam tanto. Por isto, pedimos a Sua poderosa intervenção. A Senhora que trouxe ao mundo o Filho de Deus, Ele que é a personificação do Amor, ajude-nos a sermos pessoas melhores, para que possamos fazer tudo o que Ele determinar, sem questionar, sem lamúrias e ressentimentos...   

Ajude-nos, Mãezinha do Céu, Aparecida também aqui no Brasil, nossa Senhora da Conceição, Aparecida para os humildes pescadores, no momento em que eles mais necessitavam e dê a cada um de nós a alegria que eles tiveram, o encanto que eles viveram, com a aparição e o resultado final. Fizeram festa, Mamãe! Que possamos fazer festa também, com os encantos da vida, vida de todos aqueles que nos rodeiam. Obrigada, Mãezinha, pela poderosa intercessão!!!
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(Ligada aqui na TV Aparecida, nesta manhã de doze de outubro de dois mil e quinze, sinto a presença da Mãe nessa imagem que os Padres agora retiram, aquela imagem encontrada no rio; tiraram a coroa, depois o manto e colocando-a sobre o altar,  trouxeram ao altar do coração de cada um de nós, a Autêntica Imagem Aparecida. Que emoção, meu Deus!)

domingo, 11 de outubro de 2015

173 - CATALINA

173 - CATALINA

Preciosidades vão chegando a mim, assim, do nada!  E como eu louvo a Deus por tudo isto! Caiu-me às mãos um lindo documento! É um forte testemunho que  chega ao  nosso conhecimento pelas virtudes de Catalina. E eu quero compartilhar com você. 

Catalina Rivas nasceu em La Paz, Bolívia, em 25 de novembro de 1944. Tem escrito livros sobre as revelações recebidas, ensinando-nos a rezar o terço, a orar com o coração, a meditar e aproveitar os momentos de encontro com Deus e com nossa Mãe Santíssima. Ela afirma que o maior milagre no coração é a celebração da Santa Eucaristia.

No seu livro - Testemunho de Catalina - verdadeira obra-prima, encontramos falas sutis e impressionantes como quando, ela, Catalina, que havia se confessado no dia anterior, e sabia que não tinha como ter ofendido ao Senhor em tão curto espaço de tempo, vê a Mãe do Céu, que lhe aponta alguns pequenos deslizes; deslizes  que,  qualquer um de nós, julgaria não ter importância alguma. Certamente não os consideraríamos, pecados, ao realizarmos tais ações. 

Vale a pena ler, conhecer. É por isto, com certeza, que em todas as celebrações eucarísticas, bem no início, pedimos perdão a Deus pelas nossas faltas, não faltas grandes, mas pequenas más obras do cotidiano, principalmente pecando por omissão, deixando de fazer o bem, que é o que mais nos acontece.

Uma das faltas apontadas pela Mãe é a nossa mania de chegar à igreja na última hora, no momento de começar a celebração, ao invés de aproveitar momentos de silêncio, ali, diante do altar, preparando-nos para o grande milagre eucarístico, presente de Deus para nós, porque é uma oportunidade de entrarmos em sintonia com o Criador, de joelhos nos concentrarmos, para nos colocarmos numa atitude de escuta da palavra de Deus. Na obra citada, a Mãe Santíssima esclarece a Catalina a importância de cada parte da Santa Missa e qual deve ser nossa atitude de bom cristão.

Gostei imensamente de conhecer este livro: Testemunho de Catalina. Procure-o na internet. E você ficará também surpreso com as revelações! Fiquei impressionada!  Impressionada com o que li; e impressionada também por não ter ouvido ainda, falar sobre isto. Como sua amiga, quero que conheça a Catalina. Uma pessoa do nosso tempo, que vive ali mesmo, pertinho de nós, no tempo e no espaço. Mas tão acima de nós, pelas coisas que vivencia. Veja a sua biografia.

É preciso buscar estas maravilhas, que santificam, que apontam para o alto, coisas boas, que nos alimentam a alma. O mal é tão divulgado. Vemo-lo a cada instante. Basta ligar a televisão em alguns canais que o sangue escorre. É tanta maldade no mundo, relatos que nos fazem sofrer. Procuremos coisas melhores para a nossa vida. Merecemos! Merecemos viver o céu, já aqui na terra, conhecendo, saboreando coisas boas. Conhecer o mal, sim, para evitá-lo. Não acho que devemos nos alienar, mas é preciso peneirar bem, para não nos entristecermos e perdermos a esperança na vida. Ver, vivenciar coisas boas, para que possamos ser, também nós, pessoas melhores, no conhecimento e divulgação das maravilhas de Deus!



terça-feira, 6 de outubro de 2015

172 -GABIZINHA

172 - GABIZINHA 


Estou aqui, no Nado Livre; trago o Lucas, duas vezes por semana para a natação. E enquanto ele aprende na água, a não se afogar, eu aproveito o tempo para as minhas pobres crônicas. Porque está difícil... A Gabriela, que quase já não dorme mais durante o dia, é fascinada por este mundo virtual! Quem sou eu para utilizar o computador na presença dela?!  E o celular?... Nem pode vê-lo sobre a mesa! Se o vê, começa a chorar e quer porque quer pegá-lo. E sabe ligar, encontrar a galeria, passar as imagens, ver os vídeos de que  gosta... Ô geração virtual, meu Deus! É só soltar o aparelho nas mãos dessa criançada que, mexe daqui, mexe dali, de repente sabe tudo! Descobre coisas que a gente nem sabia que existia! O vovô, que nem gosta de mexer com celular, fica impressionado!  E repete pra todo mundo: "Ô menina inteligente, esta Gabriela!" Mas é preciso ter cuidado com o uso da tecnologia pelas crianças. A mãe tenta manter distante dela, essas coisas.

Por isto, estou aproveitando o tempo da natação do Lucas, ou do futebol dos meninos para dar o meu recado. Mesmo porque, prefiro que eles brinquem de outra forma. Não acho interessante a criança ficar tanto tempo brincando com celulares, computadores, ou na frente de uma televisão. É preciso brincar diferente, exercitando-se fisicamente, desenvolvendo a coordenação motora.

Hoje, dia cinco de outubro, sentada aqui, escrevendo, me lembrei muito de quando eu ficava um tempão no dentista, esperando a minha vez. Parece que não havia uma agenda certinha, com um horário para cada paciente. Toda vez que a gente chegava lá, havia dez, quinze pessoas à espera. E demorava... Então, eu  aproveitava o tempo para elaborar/corrigir avaliações, fazia meus planejamentos,  e punha minhas leituras em dia, pois além de trabalhar o dia todo no primário e no ginásio, ainda tinha minhas aulas particulares nas horas vagas. Como eu trabalhava!... 


Mas valeu a pena! Fiz muita coisa boa! Graças a Deus! Com o dinheiro abençoado de professora, comprei uma pequena chácara para os meus pais - única casa que possuíram na vida - e ainda um terreno que deu um lote para cada um dos onze filhos e mais alguns que foram vendidos. Agradeço a Deus por tanta bênção em minha vida. Por isto digo sempre que o trabalho compensa. O trabalho honesto, a economia constante, a humildade e a fé em Deus! 


Mas, voltando à Gabizinha, com a inteligência que Deus lhe deu, vai também fazer muita coisa boa na vida, com certeza! Como é esperta, alegre, sorridente... Como sabe ser carinhosa, quando quer... Quando quer, porque, às vezes, pra arrancar um beijinho dela, nossa! Que dificuldade!... Não é, mamãe? Não é, papai?... Hoje, o Lukinha disse eufórico: "Me dá um beijo!"...  "Nããããããããoooo!" 


Responde assim! E continua cantando, dançando... a menina alegre e carinhosa de sempre. Mas, quer dizer não - e diz! Quer fazer - e faz! E que beijinho leve, rápido, gostoso, carinhoso, quando decide oferecê-lo!  É assim, a nossa Gabi. Pura determinação. Ô lindeza, gente! Deus a abençoe sempre, linda menina!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

171 - UM PRESENTE

171 - UM PRESENTE

Dentre os seguidores deste blog - botoesderrosass.blogspot.com, há alguns amigos  que leem minhas crônicas quase em tempo real, pelos quais tenho o maior apreço e gratidão. E é com carinho que dedico a eles, esta singela oração, com toda confiança que tenho em Jesus Sacramentado: 

Oração de Adoração e Libertação

       Coração Eucarístico de Jesus, Coração Santo, vivo, ressuscitado e misericordioso, à espera de adoradores em todos os Sacrários deste mundo, sei que sempre me esperas e, neste momento, uno-me a toda corte celeste e à Bem-aventurada Virgem Maria, para adorar-te de todo o meu coração e de todo o meu ser. 
       Adoro a tua presença real em cada Hóstia consagrada. Creio que estás presente no Santíssimo Sacramento em Corpo, Sangue, Alma  e Divindade.  Creio na tua Divindade e creio na tua Humanidade. Sendo verdadeiro Deus, tens poder contra toda espécie de mal, e sendo verdadeiro Homem, conheces profundamente a minha fragilidade, para vires  em meu socorro.
       Tu me conheces tão bem, mais do que eu mesmo me conheço. Sabes que creio no poder do teu Sangue Preciosíssimo presente na Hóstia Santa. Por isso, Jesus adorado, clamo o poder salvífico e libertador deste Sangue. Que Ele seja derramado sobre mim e sobre todos os meus familiares, libertando-nos de toda opressão diabólica que possa estar prejudicando a nossa família e nosso lar.
       Suplico que atendas, de modo especial, o pedido que faço agora: (faça aqui o seu pedido...)
       Obrigado, Jesus, pela graça especial de adorar-te. Que a cada dia eu possa me aproximar mais e mais de ti e encontrar abrigo, proteção, paz e todo amor que necessito no Santíssimo Sacramento, onde estás sempre a me esperar. Amém.
                                                                                                                                       (www.asj.org.br)

Achei perfeita esta oração e agradeci muito à amiga que me passou. Rezo-a agora para que Jesus os abençoe a todos - os que leem agora no blog e aos que lerão estas simples crônicas mais tarde, no volume nº 3. Muito obrigada a todos!

sábado, 3 de outubro de 2015

170 - MÊS DE OUTUBRO

170 - MÊS DE OUTUBRO 

Lá se foi o mês de setembro! Vamos agora, com todo o nosso Brasil, celebrar a Padroeira. Comemorar também nossas crianças pelo seu dia. Terão uma semana de folga e ficarão mais com a família. Hora de algumas mães arrancarem os cabelos sem saber o que fazer com a criançada toda em casa! Enfim, uma semana passa bem rápido!

E por falar em padroeira, será que você tem em casa a TV Aparecida?... Eu não tinha, ou melhor, tinha e não sabia. Mas com o meu pé direito quebrado, indo à missa todos os dias com a minha colega Graça, um dia ela não pôde ir  - crônica nº 136 - e eu liguei a TV para participar da Santa Missa em casa. E aí,  controle na mão, passando os canais,  vejo a imagem linda de Nossa Senhora Aparecida! Levanto com muito cuidado para dar um beijo na Mãezinha, mas tropecei numa muleta, caí e bati com o ombro esquerdo no móvel da televisão; agradeci a Deus, porque não machuquei o pé quebrado; apenas ficou uma mancha roxa, dolorida, no ombro, que eu escondia sempre com a manga da blusa.  Rezei o terço com o Padre Antônio Maria e depois a Santa Missa. 

Hoje, como faço todas as manhãs,  liguei-a bem cedo, aguardando o momento do terço e fiquei maravilhada com as músicas que naquele momento foram cantadas. Se você as conhece, certamente gostaria de ter visto o que vi; se não, procure-as na internet; são maravilhosas: Tudo Posso - com Celina Borges ("Posso, tudo posso, naquele que me fortalece..."), Regaço Acolhedor ("Oh, minh'alma, retorna a tua paz...") - com Irmã Kelly e "Senhor, eu sei que Tu me sondas..." - com o Padre Antônio Maria.

Músicas: como elas nos fazem refletir, como nos faz bem, ouvi-las! Dizem que quem canta, reza duas vezes, continuemos, então, rezando com essas maravilhas que pessoas boas compõem...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

169 - ARCANJOS

169 - ARCANJOS

Hoje, levantei-me cedo e,  procurando a palestra do dia, vi que esta tinha como tema, "Ide sem medo, para servir". Fiquei pensando no meu dia de ontem: "Saí da igreja após a missa, busquei a Gabi e o Lucas na casa deles; ela,  febril, medicada; adiantei o almoço e às dez e meia fui levar o Lucas para a natação; terminada esta, ajudei-o a tomar banho, vim rápido para dar-lhe o almoço, colocar o uniforme nele e mandei-o para a escola; tinha roupa de molho e fui lavar.

À tarde, a Gabi, bem resistente pra dormir, deu bastante trabalho.  Para fechar o dia, levei o Arthur e o Sávio para a escolinha de futebol, e tive que entregá-los depois, na casa da outra avó. " Deu pra cansar, viu? Tem dia que o bicho pega, Rafael! Acho que é a idade mesmo... depois dos sessenta, a gente fica mais devagar!

Mas, vale a pena insistir na valorização desta criançada; estão crescendo com saúde e  são  muito inteligentes. E estão, o Sávio e o Arthur, jogando direitinho o futebol.  Na partida de ontem, o Arthur fez dois gols; fica todo entusiasmado, conhece as regras direitinho... Neste ano de dois mil e quinze, poderá participar do campeonato do Clube. Deus permita que tenha uma boa atuação, pois a família toda é muito ligada ao futebol. Até sua irmãzinha põe uniforme e vai ver, com o pai, tios e primos, os jogos do Flamengo. Será que você também vai gostar de estar com eles nessa torcida maluca?...

Mas hoje é Dia dos Arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel e rezei muito por você para que seja saudável, tenha muita alegria no coração e traga mais sorrisos ainda para a família. Estamos todos à sua espera, Rafael. Deus o abençoe!


terça-feira, 29 de setembro de 2015

168 - TANTA COISA BOA!

168 - TANTA COISA BOA!

Ô, Rafael, hoje, lá no Santuário, quando o Padre disse: "Agradeçamos a Deus, porque estamos vivos e podemos estar aqui, neste momento", pensei logo: preciso registrar isto! Que bom que eu estou viva e que bom que eu estava lá para participar dessa reflexão. 

E depois, na hora do ofertório, quando cantamos "o pão e o vinho, frutos da terra, duro trabalho, carinho e amor..." roguei a Deus que abençoe nossos agricultores. Porque eu entendo a expressão "duro trabalho". Vi meu pai, que era lavrador, suar a camisa com exagero; chegava em casa para o almoço com a roupa encharcada de suor; trocava de roupa e, esta, à tardinha, estava ainda mais molhada que a primeira. É duro e abençoado o trabalho daquele que lavra a terra!

Tenho falado disto em outros trabalhos. Todas as vezes que vejo o sacerdote elevar aos céus, o pão e o vinho para serem consagrados, penso imediatamente em quantas pessoas trabalharam duro para que isto pudesse acontecer! Aquele que planta, e cuida, e colhe; aquele que transporta, que negocia; aquele que transforma, que trabalha a matéria-prima; aquele que faz  o produto ali chegar...

E no final, no canto da comunhão, proclamamos: "faz de nós tua morada"... Não, não somos dignos, Senhor! Ser no mundo, a morada de Deus... Pão e vinho consagrados, carne e sangue de Jesus, que passam a fazer parte de nosso corpo, correndo nas nossas veias... É muito pra nós, pobres mortais...

Olhando as pessoas que ali estavam - um público sempre fiel que ali se encontra todos os dias - fico muito feliz e penso com seriedade nos projetos de Deus. Muito difícil entendê-los, mas necessário  vivê-los! 

E quando termina a celebração e quero sair correndo para buscar os meninos mais cedo, uma pessoa chega a mim e pede para eu rezar o terço com ela. Conhecendo-a - porque já rezara com ela outras vezes - disse-lhe: Deus conhece todas as nossas necessidades, sabe das intenções que colocamos todos os dias; por isto, vamos já começar com o Credo, rezar bem rapidinho que hoje eu tenho pressa. (Costumo rezar aos sábados, quando não tenho que tomar conta dos netos.) Assim o fizemos e saí feliz, para a rotina diária.

Ontem, domingo, pensei muito em você, Rafael. Sua irmãzinha ficou aqui a tarde toda, brincou com água, terra, folhas, fez chazinho de verdade, comida de mentira... Estamos esperando você para se reunir aos demais. Vamos ver se o Arthur tem com você o mesmo cuidado que ele tem com a Gabi. Deus permita que vocês todos sejam muito amigos!

domingo, 27 de setembro de 2015

167 - COISAS DE FAMÍLIA

167 - COISAS DE FAMÍLIA

Encontros... Como são bons, os encontros de família! Acho lindo ver meus quatro filhos - e seus familiares - juntos, conversando, rindo animadamente, trocando ideias, falando cada um de suas experiências, suas conquistas, seus relacionamentos... Há sempre também, nos assuntos que vão surgindo, algo em comum, que é partilhado ali, naquele bate-papo gostoso, descontraído, com palavras boas, de pessoas que se amam, que se respeitam...

Nesses momentos de descontração em família, procuro ficar observando, de longe, em silêncio, sem interferir. E agradeço a Deus por tesouros escondidos em cada alma, cujos lampejos, vez por outra, são colocados em evidência, nos diálogos desses encontros. 

Ali aparecem os sonhos, projetos de vida, que vão tomando forma nas falas de um e outro, e eu peço aos Anjos que digam Amém! Que eles possam continuar sempre amigos, e que cada filho seja filho de todos, cada pequena preocupação seja resolvida por todos, para o bem de cada um e de toda a família.

É preciso forjar tais encontros com mais frequência, para que não se percam muito, as delícias de uma vida alicerçada na presença, no bem-querer, nos sonhos realizados de comum acordo, para que o sentido de família fique cada vez mais forte, os laços afetivos adquiram  um colorido especial, com um brilho intenso que mostre ao mundo o que significa ser família, unidos pelos sagrados laços do matrimônio. Obrigada, meu Deus, por tanta bênção!    


sábado, 26 de setembro de 2015

166 - VAIDADE DAS VAIDADES

166 - VAIDADE DAS VAIDADES

Eclesiastes, capítulo doze, versículo oito: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade."

Pensar profundamente nos dizeres deste versículo é perigoso: Corre-se o risco de cruzar os braços e entregar os pontos, principalmente se se passa por um período difícil da existência...

Mas, analisando friamente, sem paixão, vê-se claramente que é verdadeiro, como verdadeiras são todas as afirmações da Bíblia Sagrada.

Tudo é vaidade! Por que gastar o tempo correndo atrás de tanta coisa, tanta riqueza, correndo o risco de conquistar muito e aproveitar pouco do que se conquistou?...

Vemos todos os dias, nos noticiários, fortunas imensas sendo conquistadas ilicitamente, falam em milhões, bilhões... Para que tudo isto? Que se pensa fazer com quantias tão grandes?...  Quanto tempo acham que vão passar aqui neste planeta?...  Quantas vidas pensam viver?... Por que tanta roubalheira?...


Mas deixemos os grandes, e pensemos em nós mesmos, simples mortais: pra que tanta vaidade, tanto orgulho, se o fim é certo e daqui nada se leva?... Por que dar tanto valor a coisas efêmeras, deixando de lado o essencial, que é nossa integridade, nossa identidade, nosso eu interior, que é o que nascemos com ele e caminhamos até o fim da existência?...


Nascemos sem roupa,  e levaremos conosco apenas uma, que servirá para cobrir nosso corpo inerte, até que os vermes da terra tudo destruam... 


É cruel falar  tudo isto?... Nem tanto! Mesmo porque creio que existe uma vaidade santa. Pensei nisto agora, rezando com o Padre Antônio Maria na TV Aparecida: vejo o sofrimento de Jesus - e que sofrimento! - no primeiro Mistério Doloroso, na sua agonia, que antecipa o momento de sua morte. Suou sangue, pois havia chegado a sua hora. Penso, ao ver os carrascos com os açoites, que a sua maior dor talvez não fosse a física, com as lambadas, dilacerando sua carne; penso que sua maior dor era psicológica ao saber que aqueles que o açoitavam eram irmãos seus, filhos do mesmo Pai Eterno, fazendo tanta 
maldade... 

Mas por que falar de vaidade agora?... Porque penso que Ele era invadido por um santo sentimento quando falava das coisas do alto. E que oratória! Todos ficavam extasiados, ao ouvi-lo. Claro que Ele ficava feliz com isto, a mesma felicidade que sentimos, quando fazemos bem, aquilo que nos é dado fazer. Um trecho bem proclamado da Palavra de Deus, uma palestra que toca o coração das pessoas, mas como diz São Paulo, "quem se gloria, glorie-se no Senhor!" 

Que ótimo! Que seja tudo para a glória de Deus! Envaidecemo-nos porque sabemos que estamos fazendo bem feito. Como devem ser feitas todas as nossas ações, por menores que sejam! Creio ser uma vaidade boa, querer, por Cristo, fazer sempre o melhor que pudermos. Pensemos nisto!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

165 - CRISE FINANCEIRA OU CRISE EXISTENCIAL?

165 - CRISE FINANCEIRA OU CRISE EXISTENCIAL?

Quinta-feira: dia de ginástica, de oito às nove horas. Como todas as manhãs, fui à missa.  Esta terminou bem cedo, pouco mais de sete e meia; então,  aproveitei para ir ao Banco. Não encontrando vaga  onde normalmente deixo o carro nesse horário,  estacionei um pouco à frente. 

Um caminhão-pipa jogava água na calçada, que era lavada por funcionários da prefeitura. Lavavam certamente, excrementos de garças que passam a noite naquelas árvores, em volta da Lagoa Paulino.

Ao sair da Agência, encontro minha cunhada, que me conta muitas coisas interessantes sobre meu sogro, que completa em novembro, cento e três anos. Pensei comigo: Nossa! Vou perder minha ginástica hoje. Mas não disse nada a ela; realmente, não importa; há coisas mais importantes.

Finalmente liberada, dirijo-me ao carro e, de longe, o vejo todo molhado. Pensei: Será que viraram a mangueira para cá e molharam  o meu carro? Ao chegar mais próximo, vejo um rapaz lavando o tal carro. Passei adiante e continuei procurando o meu. Não o encontrando, já quase chegando à Lassance Cunha, voltei. E pude ver a placa daquele carro branco. Era mesmo, o meu, e o rapaz o secava com um pano. Perguntei:
_ Por que está lavando este carro?
Ao que ele respondeu:
_ Uai, é da senhora? Eu pensei que era de um amigo meu. Ele tem o costume de parar o carro aqui e pede para eu lavar. Como ele me disse que trocou de carro, pensei que era este. O dele era igual a esse aí atrás. Posso acabar de secar?
_ Já está terminando mesmo... Não devia estar lavando. O que você passa no carro? 
_ Passo sabão mas no da senhora não passei não.
_ E por que não passou?
_ Porque estava sem dinheiro e não comprei ainda.
_ E por quanto você faz este serviço?
_ Dez reais.
_ Olha, moço, eu não precisava pagar nada; não mandei lavar o meu carro. Vou te dar o dinheiro, mas não faça mais isto. Se fosse outra pessoa, você poderia estar agora com um sério problema. 

Eu tinha, graças a Deus, uma nota de dez reais na carteira. Paguei e fui embora. Mas fica uma interrogação na cabeça da gente por muito tempo. 

Já passava muito de oito e meia. Fui para casa, em oração como sempre, mas com uma sensação estranha.

Mais tarde, meu esposo perguntou: 
_ Uai, mandou lavar o carro? 
Contei-lhe o sucedido. Ele observou o carro todo, deu uma volta em torno dele e disse:
_ É! A crise brava mesmo... Onde chegamos...
Disse apenas isto, mas ficou pensativo também...

Não vou me esquecer mais tal fato - e  jamais voltarei a parar o carro naquele local.  Fiquei indignada com o ocorrido! Você, o que faria?...
    

domingo, 20 de setembro de 2015

164 - LIMPA, SENHOR!

164 - LIMPA, SENHOR!

Hoje me levantei com uma vontade enorme de falar com Deus, pensando a todo momento, em quanto tenho a agradecer. Mas também, querendo pedir. E pensando em pedir pra mim, penso também em você. Confie; peça comigo:

_ Limpa, Senhor, os meus olhos! Ensina-me a ver o belo, o que existe de melhor em cada pessoa, em cada criatura;
_ Limpa, Senhor, as minhas narinas! Limpa-as para que eu possa aproveitar ao máximo, o ar que tenho à minha disposição, e, como diz uma amiga minha, "é preciso aproveitar, porque ainda é de graça";
_ Limpa, Senhor, os meus ouvidos!  Pois é preciso que eu esteja atenta às boas palavras, atenta a todos os sons naturais e artificiais, atenta principalmente ao silêncio; que eu possa, no silêncio, isolando-me dos sons do universo, ouvir a voz singela de minha alma;
_ Limpa, Senhor, as minhas cordas vocais! Quero que os sons saiam perfeitos, para que eu possa proclamar alegremente, com muita clareza, as maravilhas de Deus; 
_ Limpa, Senhor, a minha língua! Porque é tão triste uma língua ferina, que só sabe ferir, que amaldiçoa, que nunca consegue bendizer;
_ Limpa, Senhor, os meus lábios! Para que, ensinando, através de elogios ou repreensões, eu só utilize palavras boas, positivas, que alegrem, que levem à reflexão;
_ Limpa, Senhor, meu coração e cada órgão vital do organismo; que eu tenha sempre, a disposição necessária para servir;
_ Limpa, Senhor, cada vértebra, cada osso de todo o corpo, cada músculo, nervo e cartilagem,  para que meus movimentos sejam precisos ao caminhar, ao me dirigir a cada irmão, estendendo-lhe a mão, em suas necessidades - ou nas minhas;
_ Limpa, Senhor, artérias, veias e capilares, para que a circulação possa fluir tranquilamente, sem complicações;
_ Limpa, Senhor, enfim, a minha alma! Que eu seja liberta de qualquer sentimento negativo, de qualquer confusão que possa me distanciar das coisas do alto; que ventos contrários não consigam me fazer cair. Por favor, Senhor, ajuda-me a limpar cada sujeira, alvejando minha alma, no sangue do Cordeiro. Limpa-me, Senhor! Amém! 

sábado, 19 de setembro de 2015

163 - INSIGHT!

163 - INSIGHT!

Tenho recebido mensagens lindíssimas  por whatsapp, mas esta de hoje, eu a considero um verdadeiro insight. Li, reli, li de novo. Achei a comparação perfeita. E no final da mensagem, disseram:"Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus". Procurei-a na internet, na esperança de obter o nome do grande escritor, mas lá encontrei: autor desconhecido. Que pena! Se você encontrar o autor de tão inspirado texto, mande-me, por favor, para que eu possa dar nome à minha gratidão a Deus, por inspirá-lo com tanta profundidade.

Compartilhei com alegria, enviando-o a todos os meus contatos. Porém, como tão linda mensagem será apagada em pouco tempo, deixo-a aqui para que você possa lê-la, analisá-la, vivê-la, e ainda mais, mostrá-la às pessoas que você ama:

"No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
– Você acredita na vida após o nascimento?
– Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
– Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
– Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
– Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída. O cordão umbilical é muito curto.
– Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
– Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
– Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
– Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
– Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
– Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
– Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela.
— Autor Desconhecido."

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

162 - BRILHO NO OLHAR

162 -  BRILHO NO OLHAR

Como o cheiro de terra molhada, após longo período de seca; ou como o calor gostoso do sol, após vários dias chuvosos; como a criancinha feliz, que brinca distraidamente, ali no chão, aos pés do adulto em quem confia,   assim é o brilho no olhar de quem tem amor. Se não há brilho, é porque o amor ainda não se instalou. E se não aconteceu ainda, não há como forçá-lo, porque o amor é espontâneo,  é gratuito, e é construído na rotina do cotidiano.

Brilho no olhar é amor sem limites, é aceitação dos projetos de Deus para a nossa vida, é a disposição para a luta na construção de um mundo melhor, é a ousadia na gratuidade da fé.


Vejo o brilho no olhar da mãe que acaricia delicadamente, com divinal ternura, o recém-nascido, que traz ao colo; vejo o brilho no olhar da mãe aflita,  a medicar o filho  doente que tem febre. 

Grande e especial era o brilho no olhar de Maria que fitava o Menino na manjedoura; e havia igualmente brilho ao fitá-lo depois,  agonizando na Cruz. Porque o amor  não desiste, não se omite, não se desespera, não sai de cena nas situações difíceis da vida. O amor está sempre presente, sempre tentando ajudar. Havia brilho no olhar de Maria, quando ajudava Isabel, em Ain Karin; e havia igualmente brilho ao participar do primeiro milagre, nas Bodas de Caná... Assim é Maria, acompanhando os passos de seu Filho Amado, desde a Anunciação. E não perdeu o brilho no olhar, nem mesmo aos pés da Cruz, porque Ela sabia que Ele não estava ali, pagando os Seus pecados - pois, não os tinha - mas pagava os pecados da humanidade, pagava os nossos pecados, e ali fomos salvos por Ele, levantado no lenho do madeiro. E a Mãe, no esforço extremo de compreender os planos do Pai, ali nos foi entregue pelo Filho: "Eis aí, tua Mãe." Pela misericórdia do Pai, naquele momento, fomos salvos - e não podemos perder a salvação.


Quero ser como Maria, quero ter sempre esse brilho no olhar, não quero me esmorecer nas horas de provação, nos momentos difíceis da existência. Para isto, convido Jesus e Maria para viverem conosco, na nossa casa, pela preocupação de conservar intenso, o brilho no olhar. Fica conosco, Senhora, fica conosco, Senhor! 

   

161 - COISAS BOAS

161 - COISAS BOAS

Momentos de felicidade  são pequenas coisas que nos fazem bem, alimento para a alma. São porções do tesouro que é a vida. A felicidade é silenciosa, é degustada bem devagarinho, espiritualmente, massageando o eu interior.

Ontem, silenciosamente, vivi um momento desses, quando a Carol me disse que os três - pai, mãe e filha - ficaram juntos, um bom tempo, lendo Botões de Rosas. Gratificante saber que o que pensamos e registramos com todo carinho, pensando na posteridade, é visto por pessoas que nos querem bem. Poderiam estar lendo outras coisas, um bom livro, apreciando algum novo programa, mas ali estavam a ler o que resolvemos escrever. Obrigada, meus filhos! O que mais peço a Deus é que sejam felizes, que curtam muito a família, que conservem esse sentido de família, que tentamos passar, com alguns erros, às vezes - somos todos passíveis de erros - mas também com muitos e sólidos acertos.

Devo lhe dizer, Júnior, que você, como todos os seus irmãos, já nos deu muitas alegrias. Somos-lhe gratos, pelo seu esforço e boa vontade com relação a tudo que faz. Seu pai, com o maior orgulho, sempre comenta,  com todos os amigos, que, sem fazer cursinho,  você passou em três faculdades federais no vestibular de medicina e que, antes mesmo de terminar o ensino médio, havia passado em medicina veterinária, em Viçosa. Você poderia escolher fazer o curso em Montes Claros, Juiz de Fora ou Belo Horizonte. É bom que nossos netos saibam de todas as suas vitórias para que compreendam que o esforço compensa.

Meu filho, ser inteligente é dom de Deus; aproveitar bem a inteligência que nos foi dada, é mérito nosso, é escolha nossa. Escolher empregar para o bem, os dons que nos são dados, é a maior dádiva. Tanta gente direcionando-os para o mal.

Você que veio de uma gestação bem longa, que chegou ao mundo por meio de um parto normal bem difícil, que teve que fazer um esforço grande para ver a luz do dia, você, meu filho é um vencedor; sempre foi um grande vencedor. Que Deus continue abençoando seus passos, para que você saiba levar a bom termo todos os seus empreendimentos, especialmente no que diz respeito a seus filhos.

Na vida, adotamos valores que julgamos corretos e que nos fazem felizes. Por isto, confesso hoje, humildemente,  algumas coisas suas  que me fizeram um grande bem - e você talvez nem  tenha percebido. Na sua primeira comunhão na Catedral de Diamantina, chorei  copiosamente, com sentimentos antagônicos que me fizeram derramar quentes e sentidas lágrimas; sentimento bom de ver você tão compenetrado, recebendo pela primeira vez, Jesus na Eucaristia, após longo tempo de preparação, mas triste, porque seu pai, que tanto o ama, por preguiça, ali não estava. 

Um segundo momento, em Belo Horizonte, na sua formatura, quando vi você, um lindo rapaz, esplendoroso em sua alegria, com alguns colegas, na fila de comunhão. Como isto me fez feliz!

E um terceiro momento, talvez ainda mais marcante, ajoelhado frente ao altar, o padre me chama para ministrar a comunhão aos recém-casados. Fiquei surpresa, não esperava por isto, disse à sacristã que se eu soubesse, teria levado o meu jaleco e ela me respondeu: "Foi seu filho quem pediu para você dar a eles a comunhão."  Chorei!

Júnior, não tenho palavras para agradecer o carinho de vocês para comigo. Só posso pedir a Deus que os abençoe abundantemente e que vocês recebam de seus filhos cem vezes mais. Obrigada por tudo!