quarta-feira, 26 de junho de 2019

376 - Aquele Menino!

376  -  Aquele Menino!

Você sabe: Aquele Menino tinha Seu bercinho, no aconchego gostoso de um lar, cheio de paz! Mas nasceu tão longe de casa, num lugar muito simples, sem conforto algum e não tinha um berço, a não ser o colo carinhoso de Sua Mãe. A Família do Menino não tinha ouro, nem prata, nem bronze, ou qualquer outro metal, nada! Apenas os laços afetivos de familiares que se amam: Pai, Mãe e Filho!

Mas Aquele Menino, em Seu nascimento, causou um medo terrível aos grandes da época. Um rei poderoso temeu enormemente a existência do Menino! E declarou Sua morte. E muitos meninos morreram, no berço e no colo de suas mães. Aquele Menino não morreu! Os pais O levaram para outro país onde Seu bercinho também não estava, onde as coisas da Família não se encontravam. Mas, fugindo da fúria de um rei muito mau, tiveram que se refugiar lá. E outra vez, começar uma vida  -  do nada!

E ali ficaram por muito tempo... E um dia, Aquele Menino voltou com os pais para o Seu país;  mas Ele não cabia mais no Seu bercinho, tão carinhosamente construído pelo pai carpinteiro. Roupinhas tecidas pelas mãos ágeis e singelas de Sua jovem Mãe, também já não serviam mais! Aquele Menino havia crescido nas maiores dificuldades, que o afeto dos pais conseguiu  sublimar!

Um dia, Aquele Menino completou trinta anos e foi batizado. Despediu-se de Sua Mãe, viúva, deixou-a sozinha em casa, e partiu para a Missão. Voltava de vez em quando para o olhar  carinhoso daquela Mãe que Ele amava; levou-a consigo algumas vezes, fez muitos amigos - e  inimigos também, pelas verdades que pregava. E foi traído por um de seus  amigos mais próximos, que O entregou por trinta moedas!  Cruelmente torturadoinjustamente condenado à morte, recebeu a pior sentença: morreu na Cruz!

Aquele Menino - um trapo humano - foi colocado no colo de Sua Mãe,  e levado depois para o túmulo. Não é normal uma mãe enterrar um filho e aquela Mãe, naquela terrível sexta-feira, sepultou Aquele Menino!

Mas Ele, que era verdadeiro Homem e verdadeiro Deus, ressuscitou na manhã do domingo. E  Aquele Menino, ressuscitado, glorioso, ficou aqui na terra, ainda  por quarenta dias; e sorriu, e conversou, e doutrinou, e aqueceu o coração daqueles que O amavam. Voltou para a casa do Pai e dez dias depois, o Espírito Santo veio consolar e confirmar todos os ensinamentos do Menino. 

Foi assim! E Aquele Menino, tão terno, tão bom, sabedoria divina, está presente nos nossos lares, em nossas igrejas, em nossos ambientes de trabalho, está ao meu lado, aqui, agora - e aí ao seu lado também! Adore-O! Adore este Jesus que  tanto sofreu e morreu na Cruz por mim - e por você! Ame-O!
(Celina - 26/06/19)

sexta-feira, 21 de junho de 2019

375 - Que Bom!

375  -  Que Bom!

Tantas coisas boas me encantam! Ver a Igreja Católica,  no mundo inteiro, com seus Sacrários, lindamente expostos em lugar de destaque, isto me encanta sobremaneira! Ver as igrejas lotadas todos os dias pela manhã, às onze, ao meio dia, três da tarde, à tardinha, à noite... tantos horários de celebrações, equipes responsáveis por cada um, pessoas que desconhecem o frio cortante, chuvas intermitentes, calor sufocante, tudo desconsideram para estar ali, buscando o remédio para a alma: a Eucaristia! É lindo de se ver! 

Vá pra igreja você também! Vá buscar seu alimento, aquele que o aproxima de Deus, aquele que o faz ser uma pessoa melhor. Se não pode estar lá todos os dias, vá pelo menos aos domingos. É tão bom! E tem muita gente que nem aos domingos vai lá! Não sabe o que está perdendo! É uma alegria tão grande!!!

É Jesus curando a gente, curando o nosso interior! Eu já passei por tantas dificuldades, alguma injustiça, erros  nos julgamentos, mas eu sempre ouvia a voz de Jesus: "Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem."  Por isto, quando a gente não consegue explicar, ou quando não aceitam a nossa explicação, a gente se sai bem, porque coloca tudo no Coração de Jesus. Eu aprendi isto e foi muito bom! Não guardo mágoa de quem tentou me prejudicar. 

Por isto, é bom viver mais; porque quando se está ao pé da montanha, fica difícil contemplar a sua beleza! É distanciando que a gente enxerga bem! Vivendo mais, a gente consegue fazer uma análise melhor dos nossos dias. Viver é bom! Eu me sinto com trinta, nos meus setenta anos! E se Deus me der a graça de viver outros trinta - ou mais - que felicidade!  A vida vale a pena, com Jesus Eucarístico a nos animar, a nos fazer fortes, a nos ajudar, curando nossos males. Sou feliz assim! Mais feliz serei ainda quando todos de minha família estiverem fisicamente comigo na igreja, recebendo  Jesus na Eucaristia, não apenas pela minha boca!
(Celina  -  21/06/19)   

374 - O Amanhã

374  - O Amanhã

Amanhã é outro dia, sabemos todos! Sim, outro dia! E "O futuro a Deus pertence". Mas por tudo que eu vivi até hoje, posso sentir que os tempos serão amenos; venha o que vier, estou preparada para receber. Quero sentir o Amanhã, como um prolongamento do meu Hoje, me colocando nas Mãos de Deus e colocando no Coração de Jesus todas as dificuldades que forem surgindo, ao longo da nossa história. 

Talvez eu fosse vivendo - como você também - levando a vida, sem questionar muita coisa, sem ficar analisando cada acontecimento; apenas vivendo!

Mas hoje eu enxergo melhor, e posso dizer que nada nos parecia assim tão difícil, porque a gente tinha fé - e se entregava, se colocava mesmo nas Mãos de Deus! Vejo hoje, que Maria sempre esteve conosco, como nas bodas de Caná da Galileia, como em Pentecostes, como  marcara constante presença ao lado de Seu Filho e seus discípulos.

Meus irmãos e eu sempre víamos nossos pais com o terço nas mãos, rezando, indo pra igreja aos domingos, visitando doentes e idosos, fazendo caridade com quem deles necessitava. Crescemos assim, aprendemos muito com eles. E tentamos fazer o mesmo, na medida do possível. Claro, hoje a vida tomou um rumo bem diferente, o que às vezes nos preocupa um pouco com o futuro das novas gerações. Mas "Deus sabe o que faz". Está nas Suas Mãos a História da Humanidade. 

Porém, lá no fundo da alma, dói um pouco ainda saber que  temos um Amanhã terrestre pela frente, e o Amanhã na eternidade, da qual, pouco se sabe, ao certo! 
(Celina  -  21/06/19)


373 - O Ontem

373  -  O Ontem

Li algo assim: "Você não pode mudar o Ontem, mas pode recomeçar sua história hoje e fazer diferente!" Sabemos disto! Mas a forma como cheguei ao Hoje da minha vida, é resultado do que vivi ontem! E o Ontem de minha vida foi muito bom! Porém, analisando cada etapa, vejo agora como foi difícil! Interessante, enquanto o meu Ontem se chamava Hoje, não o sentia tão difícil como o vejo agora! Engraçado, não? 

Nascemos lá na roça, longe, muito longe da cidade, onde o nosso pai havia encontrado e se apaixonado pela criatura de Deus, com quem ele se casou - e foi o suporte para o resto de sua vida e seus onze filhos. Eu era feliz ali, em contato direto com a natureza, em família, de enxada na mão, ali na roça, com nosso pai e irmãos. Depois, escola longe, caminhar todos os dias, com uma alegria enorme no coração. A gente era feliz! 

Mais tarde, já na cidade, mas igualmente caminhando para uma escola bem longe, como aluna e continuando depois a caminhar, já como professora, para as mesmas escolas que eu tanto amava! Não se tinha carro, não se tinha ônibus, era sempre a pé que a gente andava, mas não sentia falta de nada disto! A gente era feliz!

Depois o namoro, tão contestado, tão difíceis e raros os encontros - e eu amava o meu namorado! Logo em seguida, os filhos, as mudanças, as construções, trabalho intenso, a Faculdade e eu amava tudo isto! Vivi  intensamente, cada dia do meu Ontem, com tanta alegria, não sentindo o peso do fardo - e agora, entendo o porquê: Jesus disse, certa vez: " O meu fardo é leve!"

Sinto que Ele sempre esteve comigo - e conosco, meus amores!
(Celina - 21/06/19) 


372 - Ontem - Hoje - Amanhã

372  -  Ontem - Hoje - Amanhã

Serão três crônicas. Esta é apenas o Hoje. Que beleza que é viver o Hoje de todos os dias com Jesus e com Maria! Maria de todos os títulos! Gostaria de que todas as pessoas - não só você que está aqui agora comigo nesta mensagem - mas a Humanidade inteira - que todas as pessoas pudessem conhecer a alegria que sinto hoje, nesta etapa de minha vida! 

Sentir a presença constante de Deus, na vida da gente, é um privilégio! Já saí de casa de muletas, já deixei gente chateada comigo quando saía pra igreja, já fiz o propósito de cem missas consecutivas e consegui cumprir na época em que eu precisava estar na escola todos os dias - e repeti ainda depois a série, agradecendo - já levei comigo crianças de colo muitas e muitas vezes... Não havia dificuldades que me fizessem faltar à celebração Eucarística, quando queria ir. Hoje estou aposentada, tranquila, posso estar lá todos os dias, porque aqui em Sete Lagoas temos o Santuário com celebrações diárias. Não é  uma bênção?!

Meu esposo está encantado hoje com alguns provérbios que aparecem em um determinado programa que ele tem o costume de assistir todos os dias. E eu disse a ele: "Na Bíblia nós temos 73 livros, e um deles se chama Provérbios". E ele ficou de olhar e anotar os que achar melhores, porque diz que tenta lembrar depois e não consegue. Então, acrescentei: "Além desse, temos o Eclesiástico, os Salmos, o Livro da Sabedoria, as Crônicas e tantos outros lá no Antigo Testamento, mais ou menos nesta linha, sem contar o Novo Testamento, com ensinamentos belíssimos!"

Aproveite o Hoje de sua vida, para conhecer melhor as coisas de Deus, os projetos de Deus, os Sonhos de Deus!  O Amanhã pode ser tarde demais - ou nem existir para alguns de nós! 

Aproveite o Hoje, meu amor!
(Celina - 21/06/19)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

371 - Desligar a Televisão!

371 - Desligar a Televisão!

A crônica anterior me fez lembrar de uma cena interessante. Amo prestar atenção nas atitudes das crianças. E enquanto escrevia e falava da minha dificuldade de ler algo, sem me envolver, de ver um filme, sem chorar, de ficar sabendo de fatos tristes, notícias terríveis, sem me envolver emocionalmente, lembrei-me de um fato ocorrido há algumas décadas, quando o meu primeiro filho, pequenino ainda, conseguiu me mostrar como é fácil sair de uma situação embaraçosa.

O pai rolou de rir, quando contei a ele: Estavam os dois na sala, vendo televisão. Era um filme infantil, desses que falam de selvas, animais, etc. O Walcely estava bem interessado  na história e não tirava os olhos da televisão. Acontece que o pai saiu da sala, foi para o quintal e ele ficou lá, sozinho, vendo o filme. Daí a pouco, chega ele lá na cozinha com os olhos arregalados. Perguntei: "Que foi, Walcely? Já acabou o filme?" E ele: "Não, mamãe. A onça ia comer o menino!" "E daí?"  "Eu desliguei a televisão!"

Gente! Olha a esperteza dele! Fui ao quintal e contei pro Waldívio. E o pai: 
_ Acabou o filme, Walcely?
_ Não! Eu desliguei a televisão. 
_ Por quê? 
_ A onça ia comer o menino. 
_ E você desligou. 
_ Desliguei! 
_ E ela não comeu?
_ Não! Não comeu! 

Viu,  como é fácil?... As crianças sabem das coisas!
(Celina - 10/06/19)

370 - Tardes de Sábado!

370  -  Tardes de Sábado!

Dias bem diversificados, vamos colecionando ao longo da vida. Mas o último sábado que passou, para mim foi bem diferente dos demais. Como chorei! Rios de lágrimas que teimam em cair, e caem sem controle, reais, a ponto de embaçar terrivelmente o que se lê. Embaralham-se as letras, caem sobre o livro... e a gente não para de ler! Por maior que seja a dificuldade, a gente quer continuar - e não consegue parar e deixar pra depois. Mesmo porque, se o fizer, começará o pranto novamente! É assim. Eu sou assim! Se vou ver um filme, daí a pouco me desmancho em lágrimas. Por isto, tenho evitado essa prática. 

Mas, amo ler! E não consigo parar, mesmo que eu sofra com isto. E vou até o final. Mas, o que foi mesmo que me fez chorar tanto, no sábado passado?... É que estou no décimo volume da coleção de Maria Valtorta; e  é o último. Claro: eu sabia que iria ser assim! E se me propus a lê-lo, por que tanto choro? Se eu já conhecia o fato?...  Se eu já sabia a história?...  Se eu já sabia que Ele morreu na cruz?... Não poderia ser diferente nos relatos daquela visionária.

É que a descrição é tão minuciosa, o texto é tão bem escrito que é como se a gente estivesse presente, ali, vendo o sangue a escorrer, ouvindo as marteladas, sentindo os cravos a perfurar o corpo santo! É muito real! É muito cruel, tudo isto! E a gente ainda fica vendo a Mãe ali perto, contemplando a cena...

Eu já havia lido uma vez um texto escrito por um médico, mostrando cientificamente, o que é a crucifixão. O peso do corpo pendente, a dificuldade de respiração, a impossibilidade de se mover... Os terríveis espasmos... Nem! Não quero chorar de novo!

Mas ali, naquela visão, foi muito pior! Parece uma coisa meio mágica, a gente se obrigar a se colocar na cena que vai se desenrolando aos nossos olhos, terrivelmente, como se não se tivesse mesmo, jeito de fugir!... E seria só fechar o livro! 

Não consigo aguentar muita maldade, não!
(Celina - 10/06/19)

369 - Misericórdia, Senhor!

369  -  Misericórdia, Senhor!

A princípio, a gente pensava que o celular servia apenas - como o telefone fixo - para receber e fazer chamadas. Logo, logo, aprendemos que vai muito além disto, com os aplicativos, que já são tantos, e a cada dia, aparecem muitos outros. Uma maravilha!

Uma maravilha, bem perigosa! Com tantas notícias falsas, com maldades inúmeras e bem diversificadas, uma gama enorme de possibilidades que nem se alcança, em sua plenitude, que faz o tempo ser curto, para tanta informação. Uma enxurrada de postagens colocadas "lá", nem se sabe direito "onde" - mas que estão aí, à disposição e o pior - camufladamente, de graça - e  acessível a todos! Isto tudo é muito perigoso!

E como se não bastassem os perigos virtuais, agora, todos os dias a gente ouve falar de danos materiais com aparelhos explodindo por serem utilizados, enquanto ligados à energia elétrica. E aí que ficou preocupante mesmo a situação. Porque com tantos jogos e vídeos diversos, tantos divertimentos interessantes, a gente pensa: se uma criança, um adolescente, um jovem, está jogando e o aparelho se descarrega, imediatamente ele vai ser colocado para carregar e a dúvida é: será que o usuário vai ter a paciência bastante de esperar o tempo necessário para desligar o carregador e recomeçar o que fazia? Ou não se acredita que possa haver algum perigo e o utiliza,  ligado na energia? 

Confesso que estou ficando bastante preocupada com a situação. Porque a gente recebe muitas mensagens falando disto, e como é "lá longe" não se sabe se é verdadeiro ou não. Aí repassamos, mas sem muita convicção e é bem possível que poucas pessoas acreditem que seja verdade. Que fazer? Como disse a uma de minhas  irmãs, "será que vamos esperar acontecer com algum conhecido pra gente acreditar?..."  E ela me disse que o celular da namorada de seu filho já estourou um dia, ligado na corrente elétrica. Ainda bem que ela não o estava utilizando no momento! E arrematou: "Misericórdia!"

Pensemos nisto!






sábado, 8 de junho de 2019

368 - Músicas Boas!

368  -  Músicas Boas!

A música que coloquei na crônica anterior me reportou imediatamente para o Curso de Magistério no Colégio Normal Nossa Senhora do Carmo, em Viçosa/MG. E me fez ouvir a voz delicadíssima da Irmã Doralice, lembra dela? - do meu poema Peregrinação! - nossa professora de Português,  que foi quem nos levou a cantar muitas vezes essa música. É linda, não é?

Nas minhas aulas no antigo Primário, sempre utilizei músicas com boas mensagens. As crianças gostavam muito. Depois de copiarem, líamos, analisávamos as frases... E a gente cantava! E era uma alegria singela, um momento de descontração, quase um lazer! E todos cantavam! Como era gostoso ver a animação deles! E o aprendizado era grande, porque lúdico. Aprendiam palavras novas, jeito correto de construção de frases, pontuação, rimas, valores, afetividade... Claro que eram músicas muito boas, eruditas até, nada de mensagens negativas.

Pela primeira vez, na minha vida de professora regente, quando cheguei a Diamantina, recebi uma turma de alunos de primeiro ano com muita dificuldade de aprendizagem. Crianças já até bem grandinhas e com bastante deficiência. Precisei começar com a música mais simples possível: "O ba-be-bi-bo-bu vamos todos aprender. O ba-be-bi-bo-bu vamos todos aprender. Soletrando o bê-a-bá na cartilha do ABC. Soletrando o bê-a-bá na cartilha do ABC".

Eram crianças muito carentes, em todos os sentidos, e até certo ponto, sem muito entusiasmo. Mas com a utilização desta simples música, começaram a se interessar, porque a gente cantava o nome de cada um deles, o que os fazia sentirem valorizados. Assim: "O A é uma letra que se escreve no ABC. O A é uma letra que se escreve no ABC: Ô Antônio você não sabe como eu gosto de você! Ô Antônio você não sabe como eu gosto de você!!!" E utilizávamos os nomes de todos os alunos!

A princípio, ficavam um pouco sem graça, ao pronunciarem seu próprio nome (ou o nome de alguns colegas...) Mas, aos poucos, foram se soltando e cantavam com alegria e muito vigor, principalmente quando chegava a sua vez! Era lindo ouvi-los cantar uma música tão simples e tão repetitiva - mas que mexia com o emocional de cada um. E muito feliz eu ficava, quando eles iam chegando e diziam: "Tia! Vamos cantar aquela música?" (Depois de alguns dias, um dos alunos, quis cantar também com o meu nome, e aí é que gostaram de verdade, da nossa musiquinha!)

Desta, fomos passando pra outras e o aprendizado começou a acontecer. Eram crianças que apresentavam grandes dificuldades - principalmente, de relacionamento. Só uma vez, no início do meu magistério, eu havia visto uma turma assim, mas não era minha. Ficava numa sala ao  lado e eu ouvia a professora todos os dias falando alto com eles: A - E - I - O - UUU!!! E eu ficava incomodada, pensando o que eles iriam fazer na vida com aquelas vogais, gritadas assim, todos os dias! Crianças e adolescentes de anos e anos na escola, perdendo tempo. Acho que isto me ajudou, quando, já caminhando para a terceira década de trabalho, entregam a mim, uma situação parecida. E por isto, fomos mais felizes que aqueles! A gente aprende a vida toda, não é? Ou se copia, o que se acha positivo, tentando ainda, melhorar um pouco mais, ou se faz o contrário daquilo que outros fazem e que a gente vê que não há proveito algum!
(Celina - 08/06/19)

segunda-feira, 3 de junho de 2019

367 - Doçura


367  -  Doçura

R: Palavra não foi feita para dividir ninguém
Palavra é a ponte onde o amor vai e vem,
onde o amor vai e vem!

Palavra não foi feita para dominar
Destino da palavra é dialogar.
Palavra não foi feita para opressão
Destino da palavra é união.

Palavra não foi feita para vaidade
Destino da palavra é a eternidade.
Palavra não foi feita pra cair no chão
Destino da palavra é o coração.

 Palavra não foi feita para semear
a dúvida, a tristeza e o mal-estar.
Destino da palavra é a construção
de um mundo mais feliz e mais irmão.

Você já cantou esta música? Se não, procure-a na internet e cante: que delícia, que doçura, divino modo de se expressar, de explicar o porquê a palavra existe, ou melhor, o como ela deveria ser utilizada! Deveria, pois nem sempre é assim. Quantas vezes já fomos machucados - e machucamos pessoas também - simplesmente utilizando uma palavra negativa! Quantas vezes!!! Infelizmente! E nem é preciso pensar muito para se recordar de um fato desses... Pensemos...

Pensou?...  Eu pensei! Se foi o outro que feriu você com ela, procure esquecer! Se foi você quem feriu alguém e isto machuca você hoje, é ótimo! Isto se chama arrependimento! E o arrependimento é bom: mostra que somos pessoas boas e queremos fazer somente o Bem, mas acabamos caindo. Como diz São Paulo em uma de suas cartas: "Deixo de fazer o Bem que eu quero e acabo fazendo o mal que eu não quero!" É assim. Somos humanos, ninguém é perfeito. Perfeito só Deus, graças a Deus! Estamos a caminho da perfeição e é caindo e levantando - e evitando cair no mesmo lugar de novo - é que vamos caminhando para a perfeição, que é Deus!

Por que eu eu digo que o arrependimento é bom? Porque ele mostra que somos pessoas boas e queremos fazer somente coisas boas, não é assim? Porque o homem mau não se arrepende do mal que faz.

Continuemos pessoas do Bem, vamos cortando as arestas que ainda nos incomodam e "Fé em Deus e pé na tábua!" - continuemos a nossa ascensão! Um dia a gente chega lá!
(Celina - madrugada de 03/06/19)

domingo, 2 de junho de 2019

366 - Palavras

366  -  Palavras

Comecei com a palavra Amor - porque achei interessante a etimologia do termo - passei para a de Pedro, com a coragem de andar sobre as águas, a Humildade de Jesus, lavando os pés dos apóstolos, o Perdão da pecadora arrependida, a Pureza das crianças, a Cura dos cegos de Jericó, o Alimento que é sacramento, a Cruz que, longe de significar pra nós, morte vergonhosa, é sinal de salvação, a Mãe que é dEle e nos foi dada, aos pés da cruz e finalmente, a Perseverança

Assim, fomos analisando, rezando, fazendo nossos pedidos e, terminando ontem a novena, hoje começamos de novo. Porque são  tantas as pessoas que nos pedem orações... A todo momento, chega alguém aflito e suplica: "Reza pra mim..."

E os pedidos são o mais diversificado possível, desde uma pequena dívida, ou uma simples dor de cabeça, até uma doença grave em fase terminal, um vício, a venda de uma casa, um grande problema financeiro, uma questão judicial, ou uma dificuldade afetiva. Assim, vamos intercedendo uns pelos outros, perseverando na oração e acreditando que Deus está no comando, sabe do que necessitamos, mas quer que nos dirijamos a Ele com nossas súplicas, em sintonia com Ele e com os irmãos. 

E assim, vamos caminhando, na certeza de que Ele quer o melhor pra nós, nem sempre no nosso tempo, mas no kairós - que procuramos entender e aceitar - sabendo ainda que, muitas vezes, o que pedimos, pode não  nos ser concedido, pois, talvez estejamos necessitando de um aprendizado maior, de um puxão de orelhas, de um ensinamento novo. E assim, vamos caminhando, e rezando pelos que têm fé, e pelos que não têm, pelos que nos pedem orações, e pelos que nem acreditam nelas. Não julgamos ninguém; apenas queremos fazer o que achamos que é certo, acreditando que estamos fazendo o bem a muita gente. E é somente assim que queremos viver!
(Celina - 02/06/19)


sábado, 1 de junho de 2019

365 - A Perseverança

365  -  A Perseverança

Enfim, hoje é o nono dia da novena. E a Palavra que traz para a nossa reflexão é "Perseverança". Coincidentemente, recebi hoje o terceiro volume de minhas crônicas e começo a reler rapidinho e lá encontro, numa delas, exatamente, a afirmação sobre a necessidade  de "perseverar até o fim", como nos  ensina Jesus! 

Realmente, é preciso ter coerência naquilo que nos propomos fazer. Mais do que nunca, é importante perseverar, porque muitos são os que param no meio do caminho. E é uma pena! Pois, muitas vezes, o entusiasmo é grande, muita coisa boa é realizada, mas depois, ainda tão no início, há o resfriamento, já não se apodera mais do calor do fazer, e se desvia de uma prática que gerava um produto bom.

Perseveremos, meus irmãos! Aquilo que nos foi passado por nossos pais e benfeitores, os valores que são eternos, as ações baseadas no amor, na caridade, na bondade, precisam ser cultivados a cada dia.

A novena traz a Palavra em destaque hoje, com relação aos discípulos de Jesus. Depois de sua morte - e terrível morte de Cruz - eles, apesar do medo, continuaram unidos e em Oração, como Ele havia ensinado.  Embora não tivessem muita noção do que seria a ressurreição de que Ele falava, esperavam que algo pudesse acontecer. E foi com alegria, certamente, que O viram glorioso, entrando num ambiente onde tudo estava fechado e declarando solenemente, como antes: "A Paz esteja convosco!"

Podemos imaginar a alegria de todos, com a Sua presença! Alegria porque tiveram a coragem de perseverar; perseverar unidos e em oração, esperando...

Que Ele possa nos encontrar, a todos e a cada um de nós - perseverando até o fim.
(Celina - 01/06/19) 

sexta-feira, 31 de maio de 2019

364 - A Mãe

364  -  A Mãe

É esta a Palavra colocada hoje para a nossa reflexão. Entre aspas, quero copiar na íntegra, o que agora me fascina: "Jesus, Tua Mãe que foi a primeira a ver, segurar e beijar Tuas Mãozinhas em Belém, foi também a primeira a ver, segurar e beijar Tuas Mãos adoradas, atravessadas e ensanguentadas, quando Te depositaram, sem vida, em seu colo. Aceitar Maria e chamá-la de minha Mãe é desejar que Ela esteja comigo, conduzindo-me pela mão, agora e na hora da minha morte como sempre esteve Contigo. Amém"

"Mulher, eis aí o teu Filho!" "Eis aí a tua Mãe!" - E foi assim!  Ontem, ao falar da Cruz, já visualizávamos esse quadro. Uma Mãe, que assiste à morte de seu Filho e o tem depois ao colo, inerte! E daí, ao túmulo...

Para a gente, que é mãe, refletir sobre uma realidade dessa é estarrecedor! A gente que tomou nos braços aquele ser inocente, após carregá-lo por tanto tempo no ventre, e depois acompanhá-lo em seu crescimento, recebê-lo morto, um dia, tocar naquele corpo frio e sem vida, deve ser, certamente, a maior dor que possa existir na face da terra. É um pedaço de si mesma que vai embora, sem retorno, sem apelação - e não se pode fazer nada...

Minha mãe Alvina viveu essa dor. Dor que a fez também ir  desistindo de viver... Três meses após meu pai ter falecido, lá se vai o meu irmão, forte, sadio, feliz. E foi fatal! A morte o levou. Posso imaginar a sua dor, assim como imagino a dor de Maria, a Mãe de Jesus! 

Ser mãe é o que há de mais sublime, maior felicidade não há; por isto, é que é tão dolorida a morte de um filho. Pensando assim, não consigo hoje me expressar como deveria. Não consigo! Fico por aqui!
(Celina  -  31/05/19)

quinta-feira, 30 de maio de 2019

363 - A Cruz

363  -  A Cruz

A salvação da Humanidade passa pela Cruz de Cristo. Hoje é o sétimo dia da novena e é esta a Palavra que ela traz: a Cruz. E vem à mente, um Jesus já desfeito, entristecido, chagado, com a Cruz às costas, subindo, entre ultrajes e molestações, o Morro do Gólgota... Entristecido, sim, por causa da incompreensão humana! Ele que tanto ensinara, Ele que tanto fizera o bem...

Ali, é levantado no madeiro. Na presença de Sua Mãe que, de pé, aos pés da Cruz, entrega o Filho a Deus, Aquele que lhe fora colocado nas entranhas, exatamente pra desempenhar uma Missão da maior importância. Ali estava Ela, com outras Santas mulheres e o Apóstolo João.  Jesus agonizava...

Morto, foi descido da Cruz e colocado no colo daquela Mãe guerreira e daí, levado para o túmulo. Quanto vazio na alma penitente daquela Mulher, presente da concepção aos pés da Cruz! Que noite de sexta, que dia de sábado, que silêncio, que vazio... um nada!

Mas no domingo, a ressurreição! De volta, a alegria, de volta a confiança, novamente as esperanças no eterno, de que Ele tanto falou! E também Ela, sabia de sua Missão. 

Nós também sabemos que passamos por  dificuldades durante a vida: isto é inevitável. Alguns mais, outros menos; alguns períodos mais difíceis, outros, nem tanto. O importante é nunca desistir, nunca desanimar, pois tudo passa! Espelhemo-nos na fortaleza dessa Mãe. Procuremos nos abandonar nas mãos de Deus, na confiança de que podemos lidar com o sofrimento, com dias difíceis, com tempos de cruz, na Oração, em sintonia com o Criador, na certeza de que, estando com Ele, tudo se torna mais fácil. 

A Cruz de Cristo é sinal de salvação!
(Celina  -  30/05/19)

362 - Alimento Eucarístico

362  -  Alimento Eucarístico

Você sabe que eu me propus falar das Palavras da novena que muita gente está fazendo. E fui escrevendo a cada dia. Mas ontem, por várias vezes liguei o computador e a internet não entrava, não sei por quê! E a ansiedade era grande porque eu me propus escrever todos os dias. E sempre que vou deixar aqui uma nova crônica, eu releio a anterior. 

Liguei e desliguei várias vezes o computador, fiz o que me mandaram, reapertei todas os terminais - e nada! Só mais tarde, consegui, desligando e ligando o roteador - o que não justifica; mas aí entrou e comecei a escrever. Porém,  parece que, após tanta luta, não dei à Palavra, a ênfase que eu gostaria e acordei hoje, incomodada. 

Liguei o computador, entrou logo a internet, reli o que escrevi ontem e gostei. Por isto estou só complementando: preciso falar um pouco mais sobre a Eucaristia, porque o Alimento colocado ontem, não é o pão material. Precisamos desse Pão Espiritual! Você se preparou, fez a Primeira Eucaristia; entusiasmado, foi à Missa com alegria, comungou outras vezes, mas... com o passar dos tempos, foi deixando esfriar... e foi esfriando... distanciando... distanciando desse Alimento que é tão importante em nossa vida!

Não deixe esfriar, meu irmão, sua relação com Deus! Além de se colocar em constante Oração, saia de casa, vá para a casa do Senhor, participe da Celebração  de corpo e alma, talvez, mais de alma  que de corpo;  feche os olhos, entregue-se por inteiro, envolva-se por inteiro - e receba Jesus, na Hóstia Consagrada! E peça a Jesus que, entrando no seu ser, que penetre também, no mesmo instante, no corpo e na alma daqueles por quem você está orando, e suplicando, todos os dias, em todos os momentos de sua vida. É o que eu faço - e isto me dá uma alegria imensa, uma alegria constante, um Bem extremo que me acompanha durante todo o dia!

Meu filho querido, Filho de Deus, digite lá "Milagres Eucarísticos" e você vai ver quantas vezes da Hóstia Consagrada, que parece apenas pão prensado, pingou Sangue no altar, no Corporal, dentro da Bíblia - tantas maravilhas acontecem - e você não sabe disto! Por que, meu filho? Busque as coisas de Deus - e você vai ser feliz como eu, e como todos aqueles que se abandonam nas Mãos de Deus!!!
(Celina - madrugada de 30/05/19)

quarta-feira, 29 de maio de 2019

361 - O Alimento


361    -  O Alimento

Hoje, no sexto dia da novena, a Palavra é Alimento. Alimento que está faltando em tantos lares - e sobrando nos lixões! Na verdade, Jesus utilizou um alimento comum: o Pão! Alimento que não faltava na mesa dos seus conterrâneos. O pão e o vinho eram alimentos sempre presentes, já que cultivavam o trigo e a uva, praticamente em todas as casas. E Jesus, naquela ceia derradeira, tomou o pão, abençoou, partiu e o distribuiu aos apóstolos, com dizeres bem estranhos:" Tomai e comei; isto é o meu corpo!" E tomando o cálice, disse solenemente: "Tomai e bebei; isto é o meu sangue. O sangue da nova e eterna aliança!"

Sim: nova aliança, já que era agora estabelecida pelo próprio Filho de Deus. E eterna, porque Ele completou: "Fazei isto, em memória de Mim!"  E foi o que fizeram os apóstolos e todos os outros a quem foram impondo as mãos, a partir daquele ato, até os dias de hoje - e continuará através dos séculos, porque Deus está sempre no comando.

E "Isto" que Jesus mandou que os apóstolos fizessem, é feito todos os dias, no mundo inteiro, não é maravilhoso? E não faltam em nossos altares, o pão e o vinho para serem consagrados! Benditos aqueles que celebram e são instrumentos para a transubstanciação - e igualmente benditos aqueles que oferecem o seu suor para não deixarem faltar o necessário para que tal aconteça. Benditos, ainda,  aqueles que se entregam à Oração e estão lá todos os dias, recebendo o Alimento para si e para todos aqueles que lhes são caros.

Ó Pai do Céu, muito obrigada, porque o Senhor é bom e nos concede tamanha graça, permitindo que também nós possamos participar de tão preciosos momentos de  comunhão com o eterno, na Celebração Eucarística! Obrigada! A Vós toda honra, toda a glória e nossa eterna gratidão!
(Celina  -  29/05/19)


360 - A Cura

360  -  A Cura

Na Bíblia temos alguns milagres; pouquíssimos! Na realidade, o Filho de Deus passou três anos aqui na terra, em missão,  e com seus ensinamentos com relação ao Reino dos Céus, talvez para conseguir maior credibilidade, Ele fazia muitas curas. Curas individuais e coletivas; curas do corpo e da alma; curas pequenas e curas gigantescas; milagres jamais, em tempo algum, realizados, e nem sequer, pensados! 

Em Maria Valtorta vemos isto. Estou passando para o décimo volume da obra de que já falei algumas vezes: "O Evangelho como me foi Revelado". É inacreditável a falta de fé do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, que nada sabe a respeito do que possa existir após a vida terrena, apesar de alguns poucos fatos sinalizarem para isto, duvidar de tantas revelações como essas visões dessa italiana que faleceu em 1961.

A cura relatada neste quinto dia da novena é de dois cegos, quando Jesus voltava de Jericó com seus discípulos. Dois cegos, sentados à beira do caminho, ouvindo dizer que Jesus estava passando naquele momento, começaram a gritar: "Senhor, Filho de Davi, tem piedade de nós!"

E eu grito agora: Jesus, cura-nos nossa cegueira física, mental e principalmente espiritual. É preciso que enxerguemos Deus em nossa vida, e que o Espírito Santo nos conceda o discernimento necessário para que possamos ver com os olhos de Deus, para que tenhamos maior compreensão  da vida temporal e espiritual. 

Sabemos que nossa inteligência está muito aquém de tudo isto, mas se nos puder ser concedida a graça de uma compreensão maior da vida, poderemos chegar a ser pessoas melhores, irmãos de verdade, no entendimento de que somos filhos do mesmo Pai, o Pai Criador e que por Ele tudo foi feito; compreender que somos dele, estamos aqui porque Ele quer, até quando Ele quiser, e voltaremos para Ele um dia. Será que é tão difícil assim acreditar nisto?
(Celina  -  28/05/19)

segunda-feira, 27 de maio de 2019

359 - A Pureza

359  -  A Pureza

Jesus utiliza desta Palavra, associando-a à infância. Quando lhe apresentaram os pequeninos para serem abençoados, parece que os apóstolos ficaram meio impacientes com relação aos que os traziam. Então Jesus declarou solenemente: "Deixai que as crianças venham a mim, porque o Reino do Céu será daqueles que se assemelham a elas!"

Com essas palavras, Ele queria certamente falar de Pureza, de inocência, de verdade, de autenticidade, pois o que via nos adultos, na maioria das vezes, era a mentira, o fingimento, a hipocrisia. Pessoas dissimuladas que não diziam o que pensavam, camuflando-se. Isto fazia com que Ele ficasse profundamente triste e decepcionado, pois Ele lia os pensamentos e sabia o que cada um pensava, chegando a mostrar-lhes isto, para que fossem mais verdadeiros. Por isto, sempre repetia: Felizes os puros de coração, os mansos, os humildes, pois deles é o reino dos céus. 

Custa-nos certamente um pouco, e nem sei se conseguiremos dar conta de tal proeza, mas um exercício bom, seria, tentar fazer uma regressão bem consciente, para voltarmos à época em que ainda não nos haviam ensinado a dissimulação, a prática de tentar utilizar um diálogo enganador, voltarmos ao tempo em que havia Pureza no nosso modo de ser, de viver, de conviver.

Tentemos. Quem sabe alcançaremos a virtude da autenticidade, readquirindo a coragem de dizer exatamente o que pensamos, com a doçura de uma criança, como queria Jesus, ao conversar com seus discípulos!
(Celina - 27/05/19)

domingo, 26 de maio de 2019

358 - O Perdão

358  -  O Perdão

A Palavra analisada hoje é mais difícil. Porque é fácil pedir a Deus, Perdão, pelas nossas faltas e omissões; mas é muito difícil fazê-lo, àquele a quem ofendemos e talvez, mais difícil ainda, perdoar o mal que nos fizeram algum dia.

Toda sexta-feira, no meu ministério da Eucaristia, tenho a oportunidade de falar sobre isto com várias pessoas. Ao rezarmos a Oração do Pai Nosso, comentando que é a mais bela e completa das orações, já que, elaborada pelo próprio Filho de Deus, digo que, com ela, fazemos sete pedidos a Deus.  Peço que analisem depois, a cada um dos sete, e que eu vou falar apenas do quinto, que é um pedido de Perdão, momento de fazer um exame de consciência.

Momento de pensar: "O que foi que eu fiz que não foi muito bom aos olhos de Deus? Ou, o que é muito bom aos olhos de Deus que eu poderia ter feito, e não fiz? Aí pequei por omissão; deixei de fazer um bem, num momento em que poderia fazê-lo; perdi a oportunidade de fazer alguém sorrir."

E completo que, ao mesmo tempo que peço perdão pra mim das minhas faltas, digo a Deus, na Oração do Pai Nosso, que perdoo as pessoas que me ofenderam. Parece mais difícil, não é? Fechemos os olhos um pouquinho e pensemos assim: "Quem foi que me machucou que eu não perdoei ainda? A quem eu estou devendo o meu perdão?"

E assim, levo as pessoas a refletirem - e aproveito pra refletir também - sobre essas questões, tão importantes para que a gente possa manter o equilíbrio e viver em Paz! 

Perdoemo-nos mutuamente e coloquemos em um altar bem edificado, as pedras que trazemos nas mãos para atirar em nossos irmãos, tão falhos quanto nós!
(Celina - 26/05/19)

357 - A Humildade

357  -  A  Humildade

Hoje a palavra em destaque é esta: Humildade! Jesus demonstrou essa qualidade o tempo todo, culminando com o ato de lavar os pés dos discípulos, quando isto geralmente era feito pelos escravos, pelos servos de condição inferior.  E demonstrou o porquê de sua atitude dizendo: "Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavo os pés, também deveis lavar os pés uns dos outros."

Isto é ser humilde; é mostrar a nossa condição de igualdade como filhos de um mesmo Deus. O Pai é único; não é Pai meu: é Pai Nosso, Pai de todos; e é por isto que ninguém deve se considerar melhor que o outro. Nascemos um dia da mesma forma e voltaremos todos, um dia, dizendo Adeus a este mundo. 

Ser humilde é diferente de ser humilhado. A humilhação feita a alguém quer parecer que uns são melhores que os outros e nada há de mérito nisto. Usar-se de humilhação para com o semelhante não é virtude,  é defeito grave e uma atitude abominável. 

Recentemente, uma mãe procurou a mãe de um colega de seu filho, utilizando de um termo que a fez ficar emocionada: "Nobreza"! Contou-lhe que os alunos estavam brincando e seu filho chegou, perguntando se poderia participar do grupo. Um dos meninos disse que sim e ele se assentou e começou também a desenhar. Mas logo um deles se levantou e saiu do grupo dizendo que não gostava daquele colega e outros o seguiram afirmando o mesmo; e um deles chegou a completar que ninguém na turma gostava dele. Então o filho dela, humilhado, considerando-se já um intruso, quis levantar-se e ir embora, já que não estava sendo aceito no grupo. Mas o filho daquela mãe que ficara tão feliz ao ser procurada pela mãe do rejeitado, o impediu de fazer isto, dizendo com firmeza: "Não! Você fica! Eu fico com você!" Foi entre lágrimas que esta mãe me contou o fato, que ela ouviu assim: "Fiquei encantada com a nobreza do seu filho!"

Ser humilde é reconhecer-se pequeno perante a grandiosidade do Criador e ver, no seu semelhante, um outro eu.
(Celina - 25/05/19)

sexta-feira, 24 de maio de 2019

356 - A Fé

356  -  A Fé

... E já que estamos falando na força da Palavra, vamos dar início, a partir de hoje, a umas considerações a respeito de uma novena que muitas pessoas estão fazendo e recebendo lindas graças do Pai. Serão nove dias com palavras diferentes que sinalizarão para um crescimento constante com relação à fé católica que professamos, em sintonia com o Filho de Deus, no tempo passado aqui na terra.

E a primeira palavra é Fé. Fé demonstrada por Pedro, quando, na barca com seus amigos, vê alguém que se aproxima, caminhando sobre as águas. Seria um fantasma?

O medo se apodera  de todos. Ondas gigantescas, noite escura, mar agitado, a barca balançava, ao sopro de ventos impetuosos! 

E de repente, estranha visão! Todos ficam apavorados. Um fantasma?... Mas escutam aquela voz, tão conhecida: "Tranquilizai-vos, não tenhais medo, sou Eu!"  E disse a Pedro: "Vem!" Pedro sai da barca e caminha sobre as águas, ao encontro de Jesus. Mas redobrando a violência do vento, teve medo e começou a afundar. Gritou: "Senhor, salva-me!" No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a Mão, segurou-o e disse: "Homem de pouca fé, por que duvidaste?" 

O vento cessou imediatamente. Então, os que estavam na barca, prostraram-se diante dele e disseram: "Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!"

Teria eu, ou qualquer um de nós, a fé que Simão, Filho de Jonas, teve ao tentar andar sobre as águas? Não! Eu creio que não! Seríamos certamente censurados por Jesus, não por duvidar, mas por não acreditar de forma alguma que seríamos capazes de fazê-lo. 

É continuar repetindo a todo momento: "Eu creio, Senhor, mas aumentai a minha Fé!"
(Celina - 24/05/19)

terça-feira, 21 de maio de 2019

355 - A Força da Palavra

355  -  A Força da Palavra

"Se você jurar que me tem Amor,/ Eu posso me regenerar..."  -  "Amar ao próximo, como a si mesmo..." - "Morrer por Amor" - "Eu Amo você!", etc -  são expressões que a gente já acostumou a ouvir, falar, cantar - muitas vezes sem pensar na profundidade do que está sendo exposto.

Certamente você já sentiu a força da Palavra que recheia cada citação acima, se realmente resolveu focar-se no que lia.

Recentemente,  ouvi uma explicação bem interessante sobre a Palavra Amor! Disse o sacerdote que o  prefixo A significa negação: afônico quer dizer:  sem voz; amoral:  sem moral; anormal: que está fora da normalidade; e por aí vai... E o radical, do Latim,  Mors, mortis significa: Morte. Assim sendo, Amor é o sentimento que nega a morte.  Se você diz: "Mamãe, eu te amo!" - significa que você deseja pra ela tudo aquilo que nega a morte, todas as coisas negativas, como o câncer, ou outra doença qualquer que possa levar à morte, bem como, a solidão, a tristeza, a depressão, qualquer mal físico ou psíquico, capaz de roubar-lhe a vida, o desejo de viver...

Jesus, em seu mandamento maior, nos ensina a Amar a todos, até mesmo àqueles que se declaram nossos inimigos, significando que devemos desejar o bem a todos, pedindo pra eles apenas coisas boas, sentimentos bons que os façam gostar da vida, estar de bem com os irmãos, viver em paz. Não é interessante? 

Aí você pensa, como eu, naquele momento: "Por que será que eu nunca havia pensado nisto?"... É que, o sentido, a essência do que se diz, até que a gente sabe bem.  Mas nem sempre a gente analisa o radical da Palavra e por isto segue, repetindo apenas, como bons papagaios que somos! Porém, é bom a gente parar de vez em quando e refletir: "O que eu estou dizendo mesmo?"... 

É vivendo e aprendendo: acho isto fantástico! Por isto, Amo a vida e Amo a todos! E quero continuar aprendendo a cada dia. Tomara que a gente encontre sempre algo novo para nos encantar!
(Celina   -  21/05/19)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

354 - Arre! A gente apanha, viu?

354  -  Arre! A gente apanha, viu?


Fale que você "tirou de letra", e eu falo que é mentira! E repito: "É mentira!" Você pode estar tirando de letra, agora, e até onde você já conseguiu ir. Porque não é fácil! Não, não é! E quando a gente começa a dominar e acha que está sabendo... lá vem chumbo novo! Não dá! Quando a gente pensa que sabe as respostas, mudam-se as perguntas...

Estou falando de internet, computador, celular, play store, you tube, hangouts, quickoffice, my tracks, twitter, instagram, whatsapp, facebook, linkedin, blogs, google, google keep, google gesture search, google authenticator, google googgles e... e essa montanha de palavras e projetos e símbolos e aplicativos que vão surgindo e sempre tem algo novo, que alguém fala e que, se você quiser saber, tem que quebrar a cabeça pra chegar lá.

E não adianta rir de quem não sabe. Você também não sabia. Se você domina tão bem hoje, lembre-se de que você aprendeu um dia. Se, com alguém, deve ter sido mais tranquilo; se, sozinho, teve que colocar a massa cinzenta pra funcionar bonitinho, até dar conta. 

E não vem com essa de que é um autodidata e que foi mole pra você que eu continuo afirmando que é mentira, porque não é fácil! A gente apanha muito até conseguir. Isto, quando prefere teimar e perseverar até o fim. Creio que muitos desistem. Creio, não: tenho certeza! Pelo que eu conheço de décadas e décadas de trabalho com crianças, adolescentes, jovens e adultos, sei que muitos param no meio do caminho e só mesmo com um guindaste bem possante para arrancá-los da prostração em que se empacam.

Por isto, Dr. Luciano, não ria de mim. Dei conta do recado, não dei? Sei que você o faria da primeira vez. Mas eu não sou você. E me pareço muito mais com uma pessoa que você conhece. Pronto! Falei!!!
(Celina - 06/05/19)

sábado, 4 de maio de 2019

353 - O poema chora!

353  -  O poema chora!


Na leveza do existir,
sem consistência,
nenhuma potência...
Clemência!
O poema chora!

Chora
poque já não há poesia...

No seu falar, 
o gemido sentido
de um pranto embutido,
entre brumas, escondido,
abatido:
já não há calor...
Sem amor,
no findar de um respiro,
o poema chora!

Chora...
Já não há espaço para o amor...
Falta-lhe o chão,
falta-lhe o pão,
sem perdão,
o poema chora!

Chora e reclama
porque já não se ama!
Porque na aridez do existir,
a poesia se vai,
lentamente, 
finando,
se acabando,
se deixando consumir,
pela incerteza do estar,
no vazio da presença,
inutilidade da ausência,
que já nem se nota!
E o poema chora!

Onde o amor?
Onde o ardor?
Onde o perfume da flor?
O valor da dor?...

Criança ainda...
Quisera ser linda!
Quisera a magia,
os sonhos,
quimeras, enfim!
Onde a beleza?
Do amor, a pureza,
sem incertezas?...

No arfar do respiro,
profundo suspiro!...
Sem alegria,
sem magia,
sem mais poesia...
...E o poema chora!

(Celina - 04/05/19)

quinta-feira, 2 de maio de 2019

352 - St. Patrick's Day

352  -  St Patrick's Day


O novo pároco da Capela do Hospital Nossa Senhora das Graças gosta de invocar no final de cada celebração, além de São Bento, São Patrício. Isto fez nascer em mim a curiosidade de conhecer sua história, ainda mais que, quando o Walcely esteve aqui, ouvi-o falar com a Letícia sobre esse Santo.

Você sabe quem foi São Patrício? Não?... Eu também não o conhecia. Como hoje tudo está na internet, a gente tem a fonte. Fui buscar. E achei realmente interessante sua história. Um homem sagaz, que, no século V, conseguiu levar a religião católica para os irlandeses, com astúcia, utilizando de elementos que os pagãos, que lá moravam, já conheciam e de certa forma, cultuavam. Um verdadeiro diplomata, diz o texto que li. 

É o patrono da Irlanda, mas é comemorado em muitos países como o Canadá, Estados Unidos, Austrália e até na Rússia, como também no Brasil. O St. Patrick's Day - 17 de marçoé lembrado com grandes festas nesses lugares, pois teria sido o dia de sua morte. 

Parece ter nascido no ano de 385 d. C.  e falecido em 461, com 76 anos, portanto. Um personagem interessante que ficou conhecido metaforicamente como aquele que "botou as cobras pra correr" e que utilizou o trevo para explicar a Santíssima Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo - Deus Uno e Trino. Na verdade, ele foi "O Cara!"

Vi a imagem da Catedral de São Patrício, em Dublin - muito linda! Com grandes festas, todo ano no dia dezessete de março, é comemorado esse Santo, em desfiles esplendorosos, com muitos ornamentos, de preferência na cor verde, e muitas guloseimas também.

No mínimo, a partir de agora, no dia de São Patrício, vou comer muitos doces, lembrando de seus talentos, enquanto cristão-católico. Como já passou o dia neste ano de dois mil e dezenove - dia primeiro de maio, hoje - eu que gosto muito de doces, vou comemorar com atraso. Já fui ali, no supermercado e comprei um doce de que gosto muito, pra comer com queijo. Você aceita? Faça de conta que é o "St. Patrick's Day"!

(Celina - 01/05/19)

quarta-feira, 1 de maio de 2019

351 - O Trabalho!

351  -  O Trabalho!


Que pena! Quanta gente não está tendo o que comemorar hoje... Disse o Padre Jackson, lá no Santuário, que são quase catorze milhões aqui no Brasil e, certamente, muitos outros também, no mundo inteiro! Uma celebração tão linda, em que se lê no Gênesis, o texto da Criação do Mundo, onde se cantam belas músicas que falam de lavrar a terra, de cultivar o solo para o pão nosso de cada dia, tantas reflexões sobre as atividades de cada um, lembrar esses tantos que não têm o que fazer, dá uma tristeza imensa, uma dor na alma, um sentido de impotência, perante um problema tão imenso, que atinge a tantas pessoas...

É tão bom poder trabalhar! Principalmente quando, o que se faz, é exatamente aquilo que se sabe fazer bem e o faz com maestria, compromisso e vontade de servir cada vez melhor!

Primeiro de maio, Dia do Trabalho! Que São José Operário, o grande carpinteiro, como o foi também, Aquele a quem ele ensinou o ofício - e que o fazia com arte até os trinta anos de idade, quando então assume a Missão a Ele confiada pelo Pai do Céu, nos três últimos anos que passou aqui entre nós - que ele, São José,  interceda por nosso povo!

Estou lendo avidamente sobre Ele! Quantos trabalhos, que linda caminhada aqui na terra, quantos sinais, milagres individuais e coletivos, presença constante, misericórdia infinita no considerar das atitudes do fraco ser humano, na sua condição de pecador; quando arrependimento sincero, o perdão...

Jesus, eu Te amo! Amo Tua linda Mãe e creio na sua poderosa intercessão! Amo Teu Pai terreno, o qual lembramos hoje, no Dia do Trabalhador! Amo o Teu e Nosso Divino Pai Eterno, o Criador de tudo e de todos! Creio no Espírito Consolador, que nos dá forças na caminhada! Amo a Igreja Católica e os irmãos que já se santificaram. Creio na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na Vida Eterna. Creio porque amo; amo porque creio!

A vida terrena não teria sentido se apenas virássemos pó ou cinzas no final da mesma.  Por isto, creio naquilo que professamos, com os ensinamentos que nos foram passados. Se Jesus, o Filho de Deus, vindo à terra, é corpo e alma, nós também o somos. E precisamos acreditar na eternidade. 

"O que sabe você sobre a eternidade?" -  perguntará você a mim: E respondo confiante: "Nada sei! E nada quero saber! Apenas confio! E espero o último dia! Espere, você também! E verá! Só então compreenderemos o significado do existir!"

350 - Histórias...

350  -  Histórias...

Eu levava muito a sério os estudos e tudo o que era proposto eu achava interessante e necessário. Nunca me perguntei por que  a gente tem que estudar isto ou aquilo. Tudo me parecia importante. Até o criticado Canto Orfeônico, que haviam colocado na grade curricular do primeiro ano ginasial, completando o absurdo total de onze matérias, quando até o Latim a gente estudava. Onze matérias para crianças tão novas, imaturas e inexperientes,  que haviam saído do antigo Primário, vitoriosas no exame de Admissão, obrigatório na época, ao ingresso a um  Ginásio particular para poucos!...

Então um dia fomos fazer um trabalho sobre o Presidente Juscelino Kubitschek e a construção de Brasília. Lembrei-me muito disto hoje cedo ao ver, na Canção Nova, uma entrevista onde o Cardeal Dom Damasceno falava exatamente sobre ele.  Claro que o enfoque era a espiritualidade, mas me chamou muito a atenção, alguns pontos de semelhança com a gente. 

Eu, que participei com muita alegria, do quinquagésimo sétimo Cursilho aqui em Sete Lagoas, fiquei feliz em saber que ele foi também um cursilhista em mil novecentos e setenta e cinco, vindo a falecer, tragicamente, no ano seguinte. Dom Damasceno relatou com muito entusiasmo que ele, o Presidente, havia sido cassado, morava num sítio, ali por perto e, convidado a participar do Cursilho, aceitou, e o fez, integralmente, de quinta a domingo, quando então se confessou e comungou. 

Diz que quando ele chegou, no primeiro dia,  foi uma festa! Ninguém sabia que ele iria participar. Então, ao vê-lo entrar, surpresos, todos o receberam com muitos aplausos. Participou ativamente de todas as atividades. No encerramento, na Capela de Santo Antônio, fez a primeira leitura durante a Celebração, comungou e saiu praticamente carregado pelos participantes. Diz que havia mais de mil pessoas participando dessa Missa, porque ficaram sabendo que ele estava lá. 

Gostei muito disto porque, ao fazer o trabalho sobre ele, me apaixonei pelo personagem que ele representou para o nosso Brasil; e a saga da construção de Brasília me fascinou sobremaneira. Pra mim, ele era algo assim como um Príncipe Encantado para o nosso povo. Eu admirava tudo que lia a respeito dele e de sua ousadia no ato de governar. Mal sabia eu, enquanto jovem estudante,  que mais tarde ele teria seus direitos cassados e seria exilado, percorrendo vários países - corroendo-se de saudades do Brasil! Simplesmente porque era muito popular, entusiasmado, um grande patriota como eu!  Injustiça gerada exatamente pela inveja e outros males!...

E as virtudes se vão...

domingo, 28 de abril de 2019

349 - Uma Escolha Diferente

349  -  Uma Escolha Diferente


Sete Lagoas é uma cidade muito bem favorecida com relação à Igreja Católica. Graças a Deus! Como fico feliz por isto! Podemos sempre fazer escolhas diferentes. Ontem à noite pensei: vou à Missa amanhã lá na serra. Eu havia comentado com o pedreiro que alguém disse que no mês passado o bispo, Dom Aloísio, celebrou lá e foi lindíssimo e que deveria haver mais de mil pessoas. Fiquei no desejo de ir também; e resolvi. Saí às cinco e quarenta e cinco e, a passos de caminhada, lá fui eu.

Encontrei-me com uma senhora e seu cachorro na Norte-Sul e a cumprimentei. Depois foi um senhor saindo de sua casa na Vila Lobos, com quatro cachorros. Mais adiante, já lá perto do Detran, encontrei um senhor e o cumprimentei também. Por que estou dizendo isto? Para mostrar que domingo, pela manhãzinha, quase não se encontra alguém pelas ruas. 

De repente, veio um cachorro branco correndo em minha direção. Não era muito grande mas latia forte demais, quase como o nosso Zeus. Gelei. Encostei bem no muro e apressei o passo, de olho nele. Mas ele passou direto e pensei que talvez fosse daquele senhor que já estava lá na frente. Porém, ele voltou, latindo sempre.  Continuei firme. Vi uma borboleta que cruzava o meu caminho, voando bem à minha frente. Não sei por quê, eu pensei: " Estou salva!"  O cachorro se foi ; e lá vou eu, rezando o rosário. Nesta altura, já estava na metade do mesmo.

Passei em frente ao cemitério Santa Helena e aproveitei para agradecer a Deus pelos pais do Waldívio, cujos corpos ali foram colocados um dia. Passei perto do Colégio Cenecista, pensando na Júlia que lá estudou algum tempo. E comecei a subir a Serra. Pessoas de bicicleta me lembraram o Walcely que há pouco tempo esteve aqui e, pegando a bicicleta do Júnior,  fez também aquele trajeto,  trazendo lá de cima, belíssimas fotos, registrando com arte,  o evento.

Um ciclista já estava era descendo a serra e eu pensei: "Meu Deus, que coragem!" Se esta bicicleta perde o freio, nesta descida tão íngreme, que fazer?

Algumas pessoas também subiam a pé, mas não no meu ritmo; e assim iam ficando pra trás. Como agradeci a Deus, pelos pés firmes que nos levam onde queremos ir. E me lembrei de quando quebrei o pé direito, precisando caminhar de muletas, com aquele gesso pesado, ou o robofoot. Tudo passou. 

Continuei. Confesso que estava me cansando bem, mas não diminuí o passo. Uma curva... outra curva... e mais outra... Demorou bem a chegada, o que ocorreu um  pouquinho antes das sete horas, horário que eu pensava ser a Missa. Mas me enganei: foi às sete e trinta. Muito bom! Descansei, assentada ali, participei de uma belíssima celebração, presidida pelo bispo e concelebrada pelo pároco da Paróquia de São Pedro.

Desci a serra, após tirar também algumas fotos, postando no grupo dos irmãos; e, como na descida todos os santos ajudam, dei até umas corridinhas. Passei na casa de minha filha para tratar da Luna e voltei feliz para casa com uma sensação gostosa de ter feito hoje, uma boa escolha. 

São pequenas coisas que muito me alegram! Às seis horas, eu estava passando perto da Igreja de Santo Expedito, quando  ia começar a celebração. E depois, passei também bem próximo  da Paróquia de Santa Luzia e poderia ter parado ali, mas não o fiz e continuei firme no que havia decidido fazer. Obrigada, meu Deus! Participei do primeiro dia da novena de Santa Helena! Que bom! Estou feliz!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

348 - De Volta à Infância

348  -  De Volta à Infância

Como é bom esse exercício que a gente faz de vez em quando, relembrando águas passadas, principalmente, lá no início, bem no início de nossa caminhada aqui na terra! 

Pare de ler, por favor! Feche os olhos, olhe pra dentro de si mesmo, busque lá longe, coisas que já ficaram para trás há muito tempo, lá nos primórdios de sua vida terrestre, lembrando de si, e daqueles com quem convivia. 

Até onde você consegue ir? Até cinco anos?...  Quatro?... Três anos?... Antes disto?... Quando nos mudamos do lugar onde nasci, eu ainda não completara oito anos, mas me lembro bem de muitas coisas! Poderia pintar, se tivesse essa habilidade, um quadro bem bonito com o sobrado, a horta, o quintal, a estradinha que passava dentro do nosso terreno para levar os transeuntes a outras fazendas... Também a estrada maior que ficava a oeste e levava para outros lugarejos,  contornando nossas terras - que não eram nossas, apenas morávamos lá; e o seu contorno ao sul, onde passávamos para ir à escola, à Igrejinha do povoado, como também, à casa do vovô materno. 

Nesse trecho, que ficava ao sul, após a primeira curva havia um farto bambual, de bambu gigante; não sei se você conhece, mas este eu conhecia bem: eram caules grossos, amarelados, de tamanho descomunal, e existiam em grande quantidade. Ao passar em frente ao bambual, sempre alguém gritava:   "Cuidado com a aranha!" E todos ficávamos de olho em um buraco grande que havia na raiz dos bambus.  E aí alguns falavam que já tinham visto, que ela era enorme, peluda e muito feia. Uns garotos até saíam pulando dizendo que ela saltava assim ó! -  correndo atrás de quem estivesse passando na estrada. Lendas... 

Quando íamos pra escola, somente os irmãos, ninguém se lembrava do monstro. Mas na volta, como vínhamos todos juntos, brincando, correndo, naquela algazarra, sempre algum engraçadinho começava a meter medo nos menores. E nada de aranha monstruosa! Lendas, pensávamos. 

Porém, um dia, distraídos, antes que alguém lembrasse o fato, nós a vimos! Era realmente algo descomunal: com suas enormes pernas - nem sei pra que tantas! - lá ia ela atravessando a estrada. Todo mundo disparou a gritar e a chorar; tanto que a pobrezinha parou e acho que ficou sem saber se continuava seu trajeto, ou voltava para o seu esconderijo de onde certamente viera. Falou mais alto a segunda opção, porque ela se virou de uma vez e aos saltos saiu correndo, e entrou buraco a dentro, em poucos pulos. 

Não me lembro se ficamos ali paralisados, ou se corremos todos pro mesmo lado, ou se nos dispersamos... E talvez o famoso bicho nem era tão grande assim, mas aos nossos olhos infantis, nos pareceu realmente enorme. 

Só sei que ninguém esboçou um gesto e que nesse dia chegamos muito mais rápido à nossa casa! E no dia seguinte, na escola, o assunto era só esse e os mais valentões contavam que correram atrás dela, sem dó, assustando a pobre coitada. Sei!...

O fato é que os alunos e a professora davam louvores a Deus por não precisarem passar naquele trecho da estrada, todos os dias para irem à escola!

domingo, 31 de março de 2019

347 - Infância!

347  -  Infância!


Como os fatos da infância nos marcam!  Há cenas que ficaram tão gravadas  no subconsciente que, ao pensarmos nelas,  é como se as vivêssemos hoje, tal é o poder da mente humana. É fantástico tudo isto! Até as vozes, as cores, os arrepios, as mais estranhas sensações são revividas, quando trazemos à tona os fatos de nossa infância. 

Interessante notar como uma situação vivenciada por várias pessoas, algumas se lembram perfeitamente e outras nem tanto. Portanto, guardamos aquilo que, de certa forma, nos marca por algum capricho da mente. 

Lembro-me do sobrado onde morávamos, da escadinha muito rústica, do porão, onde os animais se abrigavam à noite, dos enormes pés de mangas, da mina lá no fundo do quintal, das plantações, da estrada por onde passávamos para ir à escola, da igrejinha, do trajeto para a casa do vovô...

Lembro-me de meu pai na janela do seu quarto, jogando lá de cima umas mexericas pra nós, enquanto minha mãe lá estava, em trabalho de parto. E alguns dias depois, meu irmãozinho tão novinho, sofrendo com a catapora,  que castigou a turma toda. 

E uma lembrança bem triste do meu irmão mais velho, abrindo a cabeça da minha irmã com um enxadão, ao fazer uma cova para plantar uma bananeira; sem querer, é lógico! Ela caiu na cova, o sangue jorrou em demasiado, e nós ficamos apavorados, sem saber o que fazer. Pensamos que ela estava morrendo. Foi terrível! 

Lembro-me de muitas outras coisas, mas um fato que me fez ficar muito tempo com medo e que até hoje sinto arrepios ao lembrar, foi o tremendo berro daquela vaca brava!  Estávamos indo para a casa  de Dona Alaíde pra brincar um pouco. Creio que nossos pais iriam depois e voltaríamos com eles. Estava começando a escurecer e de repente ouvimos um berro enorme. E vimos uma vaca brava correndo em nossa direção. Apavorados, não sabíamos o que fazer. Trememos da cabeça aos pés e nem teríamos pernas pra correr! Do nada, apareceu um senhor que levantou rapidamente o arame mais baixo da cerca e nos jogou do outro lado, se arrastando ele mesmo, logo em seguida, arquejante e assustadíssimo! De olhos arregalados, prostrados ali no chão, vimos  o enorme animal, com bufadas ameaçadoras, correr pra lá e pra cá, encarando-nos e batendo a cabeça no arame farpado, ferindo o chão com as patas, mostrando sua superioridade, com seus chifres gigantescos, olhos que lançavam chispas de fogo. Parecia querer devorar-nos a todos. Só muito tempo depois,  ela se cansou e desistiu de seu intento, voltando aos berros para o  lugar de onde viera. Nenhum de nós tinha voz para dizer qualquer coisa. Aquele senhor nos explicou que ela acabara de parir e prenderam seu  bezerrinho, acho que esperando descer o  leite. E que ela, a vaca Mimosa, ficava assim, muito brava,  toda vez que lhe tiravam o bezerrinho recém-nascido. 

Minhas lembranças param por aí. Não sei quem é o senhor, não sei se ele nos levou pra casa, nossa ou do Sr. Agostinho - lembrei-me agora do nome dele, o esposo de Dona Alaíde - nem se meus irmãos se lembram desse episódio malvado que me faz tremer até hoje ao pensar o que poderia ter acontecido se aquele senhor não aparecesse no exato momento daquela investida. Fico toda arrepiada ao pensar o que ela não faria conosco, com aqueles seus chifres assassinos e a  revolta em que se encontrava...  Ai!  Que medo!

Lembranças apenas, graças a Deus! E apesar do susto, um final feliz.

(Celina - 30/03/19)

quarta-feira, 27 de março de 2019

346 - Zeus

346  -  Zeus

Lembro-me perfeitamente: meus pais haviam ido levar um de meus irmãos ao médico na cidade, e nós, todos ainda bem pequenos, ficamos na fazenda de uns amigos deles, um pouco distante da nossa casa.

Quando a Dona Alaíde - parece que era este o nome dela - colocou comida nos pratinhos pra nós, pediu que todos nos assentássemos em um banquinho, encostado na parede. Eu fiquei na pontinha do banco, ao lado da cancela que dava para o terreiro. A coisa foi tão rápida que ninguém deve saber descrever direito o que aconteceu. Parece que a cancela estava aberta e um dos cachorrões da fazenda, pulou rápido pra dentro e abocanhou a minha perna! Deve ter doído horrores! Na mesma hora, a dona da casa gritou seu esposo que veio correndo, levou-os pra fora - eram uns três ou quatro - e me carregaram pra cama. O sangue jorrava, queimaram panos velhos pra estancá-lo, amarraram umas faixas, sei não! O certo é que fiquei com pavor de cachorros!

Até hoje, se encontro um pelas ruas, fico trêmula, morrendo de medo!  Por isto, nunca tive em casa um desses bichinhos, tão amigos, companheiros fiéis, que muita gente não consegue passar sem eles. Mas aí vêm os filhos. E cada um com seus gostos!

Quando morávamos em Curvelo, apareceram em casa com  um setter irlandês. Era lindo, o Brook! Quem cuidava era minha filha. E aí ela resolve ir para Belo Horizonte fazer cursinho. Adivinha para quem sobrou tomar conta do coitado?... Eu,né? Claro! Dava comida, água, ralava cenoura pra ele ficar com o pelo bem bonito;  porém, tudo meio que de longe, com medo. 

Mudamos pra cá, os meninos se casaram e têm cachorros. E aí, quando viajam, quem vai tratar dos bichos???

Agora, meu filho caçula foi embora, deixou o cachorro dele com o inquilino. Como este precisou ir pra outra casa, o pobre do Zeus ficou sem dono, precisando muito de cuidados. Haviam brigado, ele e o outro cachorro do inquilino, coitado, todo machucado, triste... Não aguentamos: adotamos o bicho! E é bem grande, um bichão: pastor alemão, capa preta, dos grandes. Está aqui, em casa. Fazer o quê , não é mesmo? Um cachorro de muitos anos, como meu esposo e eu, ambos sem querer conviver com cachorros, sem morrer de amores por eles, agora com um aqui em casa. Dócil, tranquilo, querendo "sombra e água fresca!". Terá o que quiser nos seus últimos anos de vida...

Ontem, minha filha mandou buscá-lo para um banho, visita ao veterinário, um trato. Voltou limpo e perfumado. Fique tranquilo, Zeus! Pode ficar aqui; casa, comida, água fresca...  menos roupa lavada...

Que diria São Francisco de Assis se o abandonássemos à própria sorte...
(Celina  - 27/03/19)  


345 - Janelas

345  -  Janelas

Há poucos dias, postei uma foto que fiz  do lado de dentro da janela do nosso quarto, de onde se vê um chorão mexicano. Não sei se você sabe que árvore é essa.  Ela dá umas flores vermelhas muito semelhantes àquela escova de limpar mamadeiras.  Nesse dia, a árvore estava bem verdinha, contrastando lindamente com as flores muito vermelhas, dependuradas nas pontas dos galhos. A foto estava realmente  uma obra de arte e foi muito elogiada.

Hoje, ao arrumar o quarto,  cheguei à janela lateral e me encantei com a copa da azinheira. Como está linda! Com suas folhas miúdas, muito verdes, muito unidas... Aí pensei: hoje está toda verde, mas daqui a um mês e meio ou dois - lá pelo mês de maio - ela vai estar toda branca, como uma noiva ao receber o sacramento do matrimônio! No final da floração, caem praticamente todas as folhas, e ela fica totalmente branca como neve, coisa linda de se ver!

A natureza! Como é bela! E ao abrir janelas dos fundos da casa, logo me deparo com o verde de várias tonalidades nos pés de acerolas, pitangas, limões, cajus, goiabas, mangas, orquídeas e outras plantas menores e a famosa dama da noite, de exagerado perfume. Tudo muito lindo!

Lembrei-me agora de um texto que já utilizei muitas vezes nas minhas avaliações de Língua Portuguesa, onde a autora fala de suas janelas para o mundo, nas muitas casas em que ela habitou. Não é à toa o "Windows" que temos em nossos computadores e que abre tantas janelas com uma gama enorme de curiosas maravilhas. Janelas são muito importantes!

Nossos olhos são a janela da alma. É preciso olhar com carinho. Levar boas impressões para o nosso interior. Procurar ver o que há de melhor em cada coisa, em cada pessoa, em tudo que observamos no entorno, para fazer lindos registros na alma, refletindo com leveza sobre cada um; como a visão das minhas janelas!
(Celina  -  27/03/19) 

344 - Escolhas...

344  -  Escolhas...


Ao terminar a leitura nesta manhã, lá na Sant'Ana, um texto do capítulo 4 do Deuteronômio, decidi: Vou hoje escrever uma crônica que terá um título bem atípico: "Ensina-o a teus filhos e netos" - versículo 9.

Depois, ao conversar com uma amiga, sobre vários assuntos, resolvi trocar o título por este, bem mais simples: "Escolhas". 

Porque sempre foi uma escolha bem consciente. Não só escolhi caminhar nesta direção com os filhos -  e agora, os netos - mas também foi o que sempre fiz aos alunos por todas as escolas por onde passei. 

Testemunhas não necessitamos, quando sempre optamos por dizer a verdade; mas se algum aluno meu, ou colega de trabalho, tomar conhecimento desta, dirá, com certeza: "É verdade!"

Sempre procurei levar a Palavra de Deus em todas as áreas de atuação, e não só nas comunidades religiosas de que faço parte. Claro, em todos os lugares onde moramos, participávamos ativamente de grupos de Oração, mas não é disto que quero falar. Porque ali naqueles grupos, a finalidade era exatamente esta: "Ouvir e pregar a Palavra de Deus!" Mas nas escolas, onde o objetivo maior era a alfabetização,  a linguagem matemática, o conhecimento em geral, sempre a mensagem era algo como que "coisas do alto". 

Por isto digo com carinho, que a minha escolha foi caminhar com Deus, levar o amor de Deus às pessoas, nas palavras, nas mensagens, nas reflexões, no modo de ser, no modo de agir e de levar a tomar decisões. Qualquer assunto, qualquer discussão, sempre se concluía com a mensagem de Deus, porque, afinal, Ele é o Criador de todas as coisas e, sem Ele, não existiríamos. Simples assim! Coisas de Deus!

(Celina - 27/03/19)