quinta-feira, 6 de abril de 2017

286 - DESCARTE

286  -  DESCARTE

Recentemente, uma amiga me pediu algumas fraldas, para uma netinha. Pensei: se eu der fraldas descartáveis, joga-se fora após o uso e não se tem mais. Comprei fraldas de pano, como sempre usei; só que procuramos em várias lojas uma calça plástica e não encontramos. Até hoje, estamos procurando - ela e eu! Porque, para usar fraldas de pano, precisamos colocar na criança uma calça plástica - talvez pouca gente hoje saiba disto... Mas foi assim que criei meus quatro filhos. Sempre que vou a uma loja, com a negativa, indicam outra – “talvez lá você ache” – e tem sido assim até agora.

Por isto, os lixões estão repletos! Porque é tudo descartável: fraldas, copos, pratos, bandejas, motivos de festas, balões coloridos... Enfeita-se lindamente o local: fica maravilhoso! E no dia seguinte? É só observar as lixeiras!...

E o pior de tudo isto, é que o ser humano também está se tornando descartável. Não há mais uma possível tolerância ou paciência bastante para se poder, no mínimo, tolerar as dificuldades do outro, os limites do irmão, principalmente no que diz respeito à convivência. Se não está satisfazendo àquilo que se espera dele, descarta-se! Meu Deus, a que ponto chegamos...

Por isto, eu os exorto, especialmente aos casais, que, cada um de nós, ao percebermos as “deficiências” do outro, pensemos nas nossas, que talvez sejam maiores e mais difíceis de se corrigir, de se erradicar. A Bíblia fala de “apontar o cisco no olho do outro, e não enxergar a trave que há nos próprios olhos”. Porque é preciso primeiro, ir cortando as nossas próprias arestas, enquanto ajudamos ao outro, sinalizando aquilo que ele talvez ainda não tenha enxergado em si mesmo e que dificulta o relacionamento.

Por que continuo batendo na mesma tecla com relação aos casais? Respondo com toda propriedade: trabalhei em diversas escolas durante quase meio século e pude observar, acompanhar e tentar ajudar a tantos filhos de pais separados e, na maioria das vezes, já em outro relacionamento, o que fazia dessas crianças, pessoas tristes, revoltadas, infelizes. Padrastos e madrastas, geralmente, não são as pessoas mais indicadas para cuidarem de nossos filhos. Um ou outro foge à regra, mas são exceções raríssimas, com certeza! É triste! Talvez tenha faltado mesmo um tiquinho de paciência e amor, para que a situação se revertesse. E é uma pena!!!

Peço a Deus, em minhas orações, que os casais considerem os sentimentos que os levaram a uma vida a dois, que não percam de vista os objetivos que traçaram, que amem profundamente a seus filhos e que curtam mesmo, com toda força, a felicidade de estarem juntos – até o fim!!! Para o bem de todos!


(Sete Lagoas, 06/04/17)

domingo, 2 de abril de 2017

285 - ... E O AMOR?!...

285 - ... E O AMOR?!...

Saí cedo hoje, pra capela do hospital e só cheguei agora. Quase onze horas! O dia já vai alto e está na hora de providenciar o almoço. Antes, vou procurar um determinado papel na pasta de documentos e encontro uma carta antiga - Diamantina, 29/03/90 – Carta, nada: um compêndio, com outras datas: 01/04/90; 02/04/90...  e por aí vai. Morávamos em Diamantina e o Waldívio foi transferido para Barão de Cocais. Não nos mudamos pra lá porque os meninos estavam já num estágio avançado com relação aos estudos e não seria bom pra eles. Eu lecionava, na E.E. Profª. Júlia Kubitschek e fazia pedagogia na FAFÍDIA. Estávamos construindo e aí é que o bicho pegou de verdade! Sozinha em casa, cuidando de quatro filhos adolescentes, trabalhando, estudando, supervisionando a construção e dando andamento em todo o material necessário!

Gente, parei! Reli tudo e - sinceramente - fiquei com dó de mim! Numa sequência de ações, eu falo de pedra, brita, areia, cimento, tábuas, sinteco... Falo de engenheiro, pedreiros, pintores... Falo de preços e inflações... Falo de estudos e trabalhos, de filhos e amigos... Nomes diversos: Fernando, Madecaus, Jorginho, João, Zé Cachimbo, Geraldo Antônio, Dona Maria, Pedrinho, Márcio, Manoel, Tarcísio, Ricardo,  Olivaldo, Evandro, entre outros,  todos ligados ao momento de tumulto, na finalização da construção!

E em meio a tanta confusão, um trecho gostoso, que transcrevo: “ O Walcely é que fez um bom programa. Ontem, juntaram colchões, roupas de cama e foram dormir lá no quarto dele: ele, o Júnior e o Fred. Levaram leite, café, suco, biscoitos, sanduiches, toca-fitas, e até televisão. A Antonieta foi conosco para levar as bagagens e ficou encantada com a casa. Passamos um pano no chão, puseram os colchões e dizem que dormiram a valer. Levantaram cedo, juntaram as tábuas lá embaixo, tomaram banho e fui buscá-los para o almoço. A mãe de Fred achou um barato, o programão que fizeram.” Será que eles se lembram desse piquenique?...

Esta carta de dezesseis páginas, que enviei e voltou depois na mala para as minhas mãos, fez-me lembrar das trezentas cartas minhas que enviei a ele, quando namorados, em curto espaço de tempo em que ele foi dispensado do Banco e precisou mudar de Teixeiras. Tempo difícil que passamos, separados, quando nem podíamos contar com um aparelho de telefone. O recurso era mesmo utilizar o serviço, na época, precário, dos correios; por isto guardei, numeradas, trezentas cartas daquele período. E sabe quantas dele? Apenas cinquenta! Mas que foram lidas e deliciadas, mais de cinquenta vezes cada uma!

 Parei de escrever um pouco agora, subi e lá está ele, bem dormindo... Fiz o sinal da cruz, agradecendo a Deus por tanta bênção! Encontrei um dia esta definição: “Casamento - é um namoro que deu certo!” E eu completo, com toda certeza: bodas de prata, ouro, diamantes... é um casamento que deu certo!  E deu certo, pelo amor cultivado, pelas lágrimas derramadas, pela perseverança nos propósitos, apesar das dificuldades comuns a qualquer relacionamento.

Hoje, com tanto descarte, peço a Deus que tenha misericórdia dos casais para que possam enfrentar, com coragem, os reveses da vida! Porque é muito gratificante saber que lutou e venceu; e que se pode comprovar que, realmente,  após a tempestade, vem a bonança. E que se pode afirmar, com convicção, que o amor vem de Deus, e que com amor se persevera na luta, se delicia com bons momentos e se vence todas as noites tempestuosas que forem surgindo ao longo da caminhada. Obrigada, meu Deus, pelo amor cultivado, pela luta enfrentada, pela proteção divina recebida!

(Sete Lagoas, 31/03/17)

segunda-feira, 20 de março de 2017

284 - SIMPLESMENTE MARIA!!!...


284 – SIMPLESMENTE MARIA!!!...

"Coragem, filha, a tua fé te salvou!" - disse Jesus. A quantas de nós, mulheres, Jesus vai poder dizer isto?... Nós - mães, esposas, companheiras, colegas, amigas... A quantas de nós? Mas, podemos ter certeza, Ele quer dizer a todas nós, mulheres de fé, como disse a tantas outras!

Sempre olhei para a mãe de Jesus, com admiração. Lembro-me de que, por um certo período, eu tinha o hábito de escrever, em diagonal, no cantinho direito das folhas do caderno ou da agenda, o grande nome: MARIA!...  Assim! Com letras grandes, exclamação e reticências! Não sei por quê! Mas Ela deve saber o "para quê!".  Com certeza!

Lembro-me de que um dia, numa tarde de domingo, cuidando do que planejava para a semana seguinte, o namorado sentado a meu lado, ali, no sofá da sala - ele, que hoje é meu esposo - perguntou: "Por que isto?" E apontou com o dedo a Palavra que eu acabara de escrever. Olhei para ele, não sei se com olhar de interrogação ou exclamação – eu nunca havia pensado nisto! Não, conscientemente...

Nunca soube – nunca procurei saber o porquê. Nem antes, nem depois desse questionamento. MARIA foi sempre a minha companheira.

Quando precisei ficar um tempo fora da casa de meus pais e, ao tentar adormecer, eu pedia mentalmente as bênçãos ao meu pai e minha mãe,  dizia, com confiança: “Minha Mãezinha do céu, me abençoa também!”.

Hoje, nos meus momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, sempre louvo a Deus por esta mulher guerreira, a “cheia de graça!”.

Como não valorizá-la?... Como conheceríamos Jesus, não fosse o Sim de Maria? Ela, que já nasceu de um milagre, na velhice de Ana e Joaquim, Ela, que certamente teve seu crescimento tecido pelo nome de grandes mulheres do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, Ela, que foi educada nas  Palavras da Escritura,  na expectativa remota da vinda do Messias, Esta Mulher – Esta, nunca Essa – que, após o corajoso Sim, acompanhou todos os minutos da vida DELE, Esta é nossa poderosa intercessora!

E não importa o título: Ela é simplesmente MARIA!... Aquela que eu colocava inocentemente, no canto direito da página de meus cadernos, no planejamento dos trabalhos que eu fazia com tanta satisfação.  De repente – quem sabe? – era Ela quem me ajudava em minhas aulas...

Mulheres! Aqui está – até que enfim! – minha singela homenagem a todas nós, pela passagem do Dia Internacional da Mulher. Demorou, mas ainda estamos no mês de março!
Com carinho,
Celina

(Sete Lagoas, 20/03/17)

sexta-feira, 10 de março de 2017

283 - MARIA, A GRANDE MULHER!

283 – MARIA, A GRANDE MULHER!
Ela é minha companheira inseparável! Disse-o ontem, quando prometi escrever uma crônica em homenagem às Mulheres, tão elogiadas, por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

Acontece que - como deve acontecer com quase todas -  não sobrou tempo para cumprir o prometido: coisa de mulheres!  São tantos os afazeres e imprevistos que, muitas vezes, necessitamos faltar com certos compromissos, que julgávamos inadiáveis.  Assim, adiado para hoje, pensei fazê-lo logo pela manhã.

Fui à missa na capela do Hospital, levei comunhão, como o faço toda sexta-feira e ao chegar a casa, quando ia dar início ao prometido, a campainha toca: uma colega, amiga muito querida, aposentada também na mesma profissão, que veio me contar algumas coisas; assuntos de família que vamos tricotando, como confidentes, sempre que nos encontramos. Tempo passa rápido e, consultando o relógio e assustando-se com a hora avançada, sai correndo para providenciar o almoço.  

Desta forma, o que seria feito logo pela manhãzinha, ficou para a tarde. E eu, mexendo com algumas roupas, arrumando a casa e fazendo o almoço,  vejo que a tarde se esvai, quando - ainda mais - meu esposo chama para ir ao clube.

Depois, filhos, netos, café, futebol dos meninos no clube, e por aí vai; escorre pelos dedos, o final do dia. Agora, as onze badaladas, que correspondem às vinte e três horas, já se fizeram ouvir; os homens conversam lá fora. Ouço agora o Mateus, contando algo interessante para os outros três; e eu não sei se atendo ao meu esposo que pede para levar uns aperitivos lá fora, ou se falo com as mulheres, minhas amigas, a quem prometi uma crônica, que não saiu!

Mas... tudo bem! Talvez não fosse interessante o que planejei dizer. Talvez não conseguisse mesmo exprimir em palavras, tudo o que Maria -  a grande Mulher, louvada do Gênesis ao Apocalipse, passando pelo primeiro milagre de Jesus, quando Ele afirma, com autoridade: “Mulher, ainda não chegou a minha hora!” – tudo o que Ela já fez por mim!  Essa Mulher fantástica, que sempre me acolheu, que sempre me amou, que sempre ouviu, com solicitude as minhas súplicas – e que eu quero que seja respeitada e amada e venerada e cultuada em todos os recantos do planeta – esta Mulher é que eu desejo que esteja ao lado de todas as mulheres!

Quase meia noite! Meu filho acaba de sair com dois netos nossos, cuja atuação hoje, no futebol fez o vovô encher-se de orgulho. Que bom! Mas o dia está terminando e a crônica... já era! Só quero pedir à Maria de minha vida, que seja também a Maria da vida de todas as mulheres maravilhosas que se doam pelo esposo e seus amigos, pelos filhos e os amigos dos filhos... que Ela ajude a todas a desatarem os nós, que, muitas vezes, se apresentam tão atados que nos dão medo e nos fazem recorrer a Ela com toda devoção, com uma confiança ilimitada. Quero que todas possam repetir sempre: “Eu amo Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe!!!” – DOZE BADALADAS! – E eles continuam conversando lá fora!

(Sexta-feira, vinte e quatro horas, 10/03/17)

quarta-feira, 8 de março de 2017

282 - FILHOS...

282 - FILHOS...

O grande Vitor Hugo disse, certa vez: "Um lar sem filhos é como uma colmeia sem abelhas; acaba ficando sem a doçura do mel".

"Sem a doçura do mel!" - que triste! Quando, por circunstâncias alheias à vontade do casal, os filhos não vêm, mesmo buscando todos os recursos possíveis, tudo bem! Mas há casais que já se unem pensando em não querê-los e é uma lástima! Talvez tenham suas razões, mas creio que, se conhecessem bem a alegria de se gerar uma vida a partir do amor dos dois, não fariam tal opção, com certeza! Optam por essa escolha, pelo desconhecimento total da felicidade de uma união Pai-Mãe-Filhos, que é muito gratificante; um aprendizado de relacionamentos que vai se solidificando, à medida que os filhos crescem.

E deve ser mesmo no plural; se o casal foi capaz de gerar o primeiro filho, que outros mais possam vir, pois o aprendizado é muito maior, com certeza! Costumo dizer que é em casa que as crianças aprendem a brigar, a brincar, a se aborrecer, a se alegrar, a respeitar o outro... Quando chegam à escola, atitudes várias de comportamentos já estão formadas e é muito mais simples a vida escolar e em sociedade. Pais, deem a seus filhos, o direito do amor fraterno!

Mas, atenção: filhos precisam ser abençoados, e não, amaldiçoados. Palavras de pai e mãe têm poder. Os pais nunca devem  dizer palavras negativas a seus filhos. Mesmo que possam pensar assim, devem segurar a ansiedade e procurar encorajá-los sempre, porque isto será de grande valor na formação do seu caráter e sua personalidade. Mostrar o erro, sim, mas, com doçura e firmeza ao mesmo tempo. Devem se lembrar de que são coautores com Deus, na criação dos mesmos, e responsáveis pelo seu bem-estar, sua  formação, seu sustento e amparo até que eles  possam se orientar por si mesmos, em sua vida cotidiana.

Enquanto ainda solteiros, rapazes e moças devem observar novos irmãos que chegam, filhos de vizinhos e amigos seus, crianças brincando em escolas, parques, shoppings  e pedir a Deus,  a graça da fecundidade. É muito gratificante poder contribuir com Deus na perpetuação da espécie.  O que seria de nós, meu esposo e eu, não fossem os filhos que Deus nos deu – e agora, os netos? A vida seria, com certeza,  totalmente sem sentido, sem graça, sem objetivos, sem a “doçura do mel”.

Agradecemos a Deus todos os dias por nos ter concedido a graça de quatro filhos maravilhosos que preenchem os nossos dias e a quem amamos infinitamente, com o mais puro e divino amor! E podemos dizer, com ternura  (e eles também, agora): filhos são uma bênção, a continuação da nossa história.

Casais: deixem que venham seus filhos – e dediquem a eles todo o amor do seu coração! Vale a pena!!!

(Sete Lagoas, terça-feira, 07/03/17)

domingo, 5 de março de 2017

281 - NA ERA DIGITAL

281 - NA ERA DIGITAL

O telefone toca.
_ Oi, Carol!
_ ... (Silêncio!).
_ !!!
Espero um pouco: deve ligar de novo. Pode ser que o aparelho tenha descarregado. Pode ter caído a ligação. Pode ser que alguém tenha chamado por ela...

Espero ainda um tempo - mas não ligou de novo. Então me preocupo e ligo. Chama - chama - e nada! E comento com o Waldívio. Hoje é o aniversário dela; certamente está querendo sair e quer que eu fique com os meninos. Ele, sempre muito preocupado:
_ Liga pro Júnior, uai! Que será que aconteceu?... 
Liguei no telefone dele, no dela de novo, no fixo - e nada! Bem, pode ser que não estejam em casa. (Ligamos até pro pai dela!)

Passou!

Na manhã seguinte, falei com o Júnior e comentei o fato. E sabe o que a Carol me disse depois?... Passo aqui a mensagem dela, tal e qual: "Oi, boa noite!!! O Júnior disse que você me ligou ontem e eu estava dormindo. Tudo bem? Ele disse que eu te liguei. Mas não liguei não. kkkk... adivinha???? Rafa mexendo no meu WhatsApp. Sai ligando pras pessoas sem saber. kkkk. Um abraço!!!"

*******
Geração digital! O Rafa só tem um ano! Pode??? A mãe completa dizendo que está muito levado! Levadeza, com o celular na mão. Basta pegar um aparelhinho, que o dedinho trabalha logo! E é a atração do momento. Tecnologia avançada é pouco para estes meninos! O que nós, adultos, levamos um tempão pra aprender, eles tiram de letra!

No caso citado, não tem tanto problema porque o WhatsApp é de graça e os nomes que lá estão, são mesmo de pessoas conhecidas. Mas é preciso ter cuidado com esses aparelhos nas mãos de nossas crianças. É extremamente necessário monitorar nossos filhos na utilização da internet porque é muito perigoso. E todos nós sabemos disto! Tanto crime, tanto relacionamento complicado, tanta confusão gerada pelo mau uso de informações que circulam pela internet.

É preciso ir podando, cortando mesmo as arestas, porque o que hoje achamos interessante, engraçadinho, e até aplaudimos, às vezes, mais tarde pode se transformar num grande problema e nos dar muita dor de cabeça. Vamos pensar nisto e deixar nossas crianças manusearem seus brinquedos eletrônicos, mas tirando das mãos delas, aquilo que pode gerar alguma complicação. (Rafinha, a mamãe tem razão: você está muito levado! - "E lindo, demais da conta!!!").

(Domingo, 05/03/17)

sexta-feira, 3 de março de 2017

280 - PENSAR E AGIR!

280 – PENSAR E AGIR!

Por meditar nesta oração, que considero muito profunda, quero dividi-la com você neste momento:

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, 
inspirai-me sempre o que devo pensar, 
o que devo dizer, como devo dizer, 
o que devo calar, o que devo escrever, 
como devo agir, o que devo fazer, 
para obter a vossa glória, o bem das pessoas 
e minha própria santificação.
Amém.

*******

Primeiramente pedimos que o Espírito Santo nos inspire o que pensar... Não é fácil, controlar o pensamento! Quantas vezes, a gente se surpreende pensando coisas incríveis, em momentos que deveríamos estar com a mente ocupada de forma completamente diferente! E quanto mais a gente quer se livrar de tais pensamentos, mais os mesmos se intensificam na mente. É horrível!

Certamente, já aconteceu isto com você. De repente, você está na igreja, por exemplo, e se surpreende com o pensamento distante, ao invés de prestar atenção ao que acontece no momento. Comigo já aconteceu várias vezes. E fico triste. Quando volto a me focar no que está acontecendo liturgicamente, sinto-me culpada por ter desviado o pensamento.

Foi por isto que gostei tanto desta oração, com a qual iniciei minha crônica hoje e passo a você, com muito carinho, para que a analise como eu. Pedir ao próprio Espírito Santo que ilumine meus pensamentos, que seja Ele mesmo, a inspirar-me o que pensar,  o que dizer, o que calar, o que escrever, o que fazer, pra mim é o máximo de sabedoria, de confiança, de  entrega nas mãos de Deus, para que eu possa fazer e ser cada dia melhor.

E vai aqui, nestas pobres reflexões, meu sentimento de gratidão ao Espírito Santo de Deus que me inspira, que me orienta, que me faz focar meu pensamento com nitidez, sem me desviar do que é requisitado no momento. Espero corrigir-me inteiramente deste mal, o mais rápido possível.

Pode parecer difícil, porque é tanta coisa a preocupar a gente, que costumo dizer que uma dona de casa já faz o almoço, pensando no que vai servir no jantar; vive a sexta-feira, com o pensamento  nas suas obrigações do sábado... Mas precisamos aprender a viver o momento presente, pois nem sabemos até quando viveremos. Então por que tanta preocupação?!

Espírito Santo de Deus, ajudai-nos sempre! Amém!!!


(Sexta-feira, 03/03/17)  

quarta-feira, 1 de março de 2017

279 - DESPERTAR!



279 - DESPERTAR!

Despertar cedinho, escancarar as janelas da alma,
contemplar, em êxtase, o infinito e etéreo azul,
e este imenso verde, pontilhado de cores, grande bênção!
****
Conta os teus dias, e descobrirás quantos milagres já recebeste até hoje! Sim, porque despertar  cada manhã, é um milagre, uma grande bênção que nos é concedida a cada dia. Por isto, ao colocar a cabeça no travesseiro, devemos dar graças a Deus por mais um dia vivido e descansarmos em paz. Na manhã seguinte, ao despertar, com carinho dizer: "Obrigada, meu Deus, por mais esta oportunidade”!

É mais um dia que me foi concedido para eu tentar ser uma pessoa melhor. Assim, eu não posso exigir que uma criança, um adolescente ou jovem, tenha já a compreensão da vida que eu tenho, pois a mim já foi dado experienciar grandes coisas, que a eles, ainda não! O alvorecer de cada dia, portanto, é mais um milagre da vida que nos foi dada; podemos viver mais um dia...

Antes do surgimento da eletricidade, vivia-se com mais nitidez esse acréscimo. Trabalhava-se durante o dia, mas assim que começava a escurecer, não se enxergava mais e então, necessário se tornava, deixar o que se fazia para continuar, quando a luz do dia voltasse, acrescentando mais um, ao tempo vivido.

Então, no finalzinho da tarde, todos se recolhiam e se entregavam à languidez de um nada-fazer, a não ser nas noites de luar, quando algum fio de luz ainda permitia um pouco de visão.

Hoje, há pouca diferença entre dia e noite. Estudar, trabalhar, viajar, praticamente tudo pode ser  feito à noite, porque a claridade artificial assemelha-se muito à natural.

Que diferença daquele tempo quando se “morria” à noite, assim que escurecia e se “vivia” novamente com o romper da aurora. E certamente naquela época tão distante, cuidava-se melhor da natureza, acreditava-se mais  nos valores eternos, valorizava-se mais a vida, pensava-se mais na obra da criação.

Hoje já não se tem muito tempo pra pensar, e se consomem os dias na agitação, sem meditar, sem pesar as consequências das más ações, no “deixa a vida me levar”. E os dias se vão... E os anos, décadas, séculos...

E é por isto que a Igreja vem nos chamar a atenção a cada ano, para meditar sobre temas diferentes na Campanha da Fraternidade. Neste ano, a campanha mobiliza a consciência da sociedade e nosso agir cristão com o tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema: “Cultivar e guardar a criação”. Reflitamos sobre isto! A natureza realmente pede socorro  e é preciso que todos nos empenhemos na sua defesa que, afinal, é a nossa própria. Despertemo-nos todos e cuidemos com carinho deste Planeta que é a nossa casa comum.
(Quarta-feira de cinzas, 01/03/17)


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

278 - JULGAR OU AJUDAR???


278 - JULGAR OU AJUDAR???

Uma boa reflexão! Nem precisamos buscar no dicionário, pois todos conhecemos estes dois verbos; mas vale a pena conferir: “Julgar – decidir; resolver como juiz ou como árbitro; lavrar ou pronunciar sentenças; apreciar, avaliar, formar juízo a respeito de; formar conceito sobre alguém ou alguma coisa; pronominal: apreciar os próprios pensamentos palavras e obras”. “Ajudar – dar ajuda ou auxílio a, favorecer, socorrer; facilitar, promover; pronominal: aproveitar-se, valer-se”. (Dicionário Barsa)

Bem, deixemos de lado os pronominais, já que estamos falando do outro, e não, de nós mesmos. E a pergunta, para cada um de nós,  é: “Estou julgando ou procurando ajudar o meu irmão?”...

Toda vez que eu penso nas pessoas, no seu jeito de ser, suas palavras, suas ações, eu faço juízo a respeito do que é observado? Eu recrimino? Eu comento com outras pessoas, gerando fofoca ou participando ativamente de uma que chega a mim?... Então eu estou julgando – e não tenho o direito de fazer isto, já que o mesmo nada acrescentará ao que está sendo analisado.

Por outro lado, se eu observo bem e falo com a própria pessoa, na tentativa de uma possível correção, então eu estou ajudando e isto é uma atitude cristã. Fazer com que o outro analise suas palavras, seus atos, seu jeito de ser e, se possível, conseguir que ele mude o rumo de sua história, promovendo-o para um ser humano melhor, mais criativo, mais otimista, mais atuante positivamente, mais feliz no seu jeito de ser e de agir, isto é muito bom!

Estejamos atentos: julgar, simplesmente, elaborando, de forma precipitada,  um conceito, na maioria das vezes, inverídico, maldoso, cruel, de uma pessoa que nem conhecemos ainda, ou procurar conhecê-la melhor, aproximando-nos, no intuito de ajudá-la nas suas dificuldades?...

Pensemos nisto!  E procuremos nos policiar a cada instante de nossa vida: julgar ou ajudar? Com esse meu modo de pensar e de agir, estou sendo cruel no meu julgamento ou vou procurar ajudar ao meu irmão a ser uma pessoa melhor e mais feliz?

Já fui julgada, por três vezes, de forma totalmente equivocada, na minha vida familiar, profissional e afetiva e confesso que não foi uma tarefa simples, lidar com a situação. Foi difícil, machucou bastante; foram  dias sofridos, durante o período, mas saí ilesa, graças a Deus, porque rezei muito e coloquei nas mãos do Criador; considerei como uma provação que iria passar.  E passou! Estou em paz!

Quando eu me encontro ao pé da montanha, não sou capaz de avaliar a dimensão de sua beleza. É preciso que me afaste para contemplar todas as suas maravilhas; da mesma forma, com o passar dos tempos, a gente chega à feliz conclusão de que aquilo que parecia uma enorme tempestade, e que muitas vezes nos fez derramar rios de lágrimas, era apenas um trampolim para uma etapa muito melhor. Obrigada, Senhor, por nos fazer compreender, embora - muitas vezes - tardiamente, vossos planos de amor!


(Sábado, 11/02/17) 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

277 - LUZ

277 - LUZ

É claro que preciso dos olhos para ver e, mais ainda, possuir uma boa visão para enxergar bem, ver nitidamente tudo aquilo que me é oferecido contemplar todos os dias.

Mas convido-o agora, meu leitor, a uma bela reflexão, questionando: O que permite com que eu veja todas as coisas ao meu redor?... O que é que tem a capacidade de tamanha façanha?...

Isso mesmo: a Luz! Sem ela, não se pode ver coisa alguma, já pensou nisto?... Numa escuridão total,  pode você conservar os olhos bem abertos, totalmente arregalados, que não vai enxergar! Abertos ou fechados, será a mesma coisa: seus olhos nada verão! Interessante!

Hoje, no Santuário da Adoração, pediram-me para fazer a leitura, que está no início do livro do Gênesis: “No princípio Deus criou o céu e a terra. A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: ‘Faça-se a luz!’ E a luz se fez. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. E à luz Deus chamou ‘dia’, e às trevas, ‘noite’.”

E mais adiante: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as épocas, os dias e os anos e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra. (...). E Deus viu que era bom.”

E aí, no Evangelho que refletimos ontem, Jesus está dizendo: “Vós sois a luz do mundo.”. (...)  “Assim, (também) brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

Percebeu?... Jesus havia falado aos discípulos sobre as bem-aventuranças e aí aponta o caminho a seguir, qual seja, ser Luz na vida dos irmãos; seguindo seus ensinamentos, e passando-os aos demais, eles seriam o que é a luz para todos nós, clareando as mentes a respeito do universo, criado por Deus, e da vida que se leva aqui na terra, durante o tempo que, por Ele, seja permitido.

Reconheçamos ser mais fácil para os discípulos de Jesus, que para nós, compreender esta linguagem - a metáfora da luz - porque ainda não haviam descoberto a eletricidade e a escuridão era, por isto, muito mais presente. Para afastá-la, contavam apenas com lampiões ou lamparinas, cuja frágil luz era gerada pelo óleo, consumindo-se no pavio. Assim, segundo as explicações do Mestre, os cristãos deveriam ser aqueles que, com seu testemunho de fé, com suas boas ações, de acordo com as bem-aventuranças proclamadas, deveriam orientar às comunidades, o modo de ser e de agir para não caminhar nas trevas, mas nos caminhos iluminados, que Jesus propunha a todos. Assim o fazendo, eles iriam se consumindo nesta missão, como o óleo, no pavio!

E os discípulos abraçaram a missão! Se, quando criou a luz, Deus viu que era bom, os discípulos também perceberam que era muito bom ser luz na vida dos irmãos!  Esta Luz que queremos tentar ser, seguindo os ensinamentos de Jesus!


(Sete Lagoas, 06/02/17 - segunda-feira)

domingo, 5 de fevereiro de 2017

276 - SÓ UMA PITADINHA?...

276 - SÓ UMA PITADINHA?...

Nas receitas culinárias, encontramos frequentemente: "uma pitadinha de sal..." E aí, você segue a ordem - e já tempera! Mas, na vida humana, não é assim; cada um de nós é uma pitadinha de sal, e é preciso a junção de “muitas pitadinhas” para que o tempero seja completo! Porque não é o tempero de uma pequena receita, mas de uma humanidade inteira!

Como "uma andorinha só não faz verão", é necessário que haja união, para que o resultado seja bom. É preciso unidade de pensamento, ajuntamento de muitos, no enfrentamento das dificuldades,  e no regozijo do resultado do esforço conjunto, nas múltiplas situações.

Quando Jesus fala aos discípulos, usando esta metáfora lindíssima de ser sal da terra, ele os convida – e nos convida a nós - a um tempero completo, aquele que realmente faz a diferença; cristãos comprometidos, unidos, num esforço conjunto, de se fazer consumir nas boas práticas, nas boas ações, na doação em prol dos irmãos.

Gostei muito deste comentário, que nos questiona a todos: “ Mas, afinal, o quanto nós, cristãos, estamos fazendo a diferença? Como estamos encontrando sentido para o sofrimento, vivendo a alegria cristã de se doar pela mesma causa de Jesus e testemunhando ao mundo que isso dá sentido à vida? No final das contas, como estamos deixando este mundo mais gostoso para se viver?” (O DOMINGO - 5/2/2017)

É sim! O mundo pode ser melhor! A vida pode ser maravilhosa, apesar dos desafios – ou por causa deles! Porque viver é enfrentar problemas; e a solução dos mesmos é a nossa meta, comemorando, desde o início, as possíveis estradas a percorrer para a solução dos mesmos. E depois, no final, a análise criteriosa dos caminhos percorridos: o que foi bom, o que não o foi, o que poderia ter sido melhor; e, com certeza, a mudança de rumo, se necessário. É isto! Viver é isto! Enfrentamento! É realmente “não ter a vergonha de ser feliz”, seja qual for o resultado da busca. E, como nos ensina Pollyana, fazer uso do “jogo do contente”, sempre!

Difícil? Não! Filosofia de vida! Porque se a gente não faz isto, morre antes do tempo, esquecendo-se de cair, como afirma meu esposo!

Sejamos como o sal que se consome para dar um tempero melhor ao que se quer fazer bem. Assim, misturado aos demais ingredientes, pergunta-se: Onde está o sal?... Desapareceu?... Não! Apenas se escondeu, sentiu-se fundido, camuflado, dissolvendo-se para que, o que não era tão bom, se tornasse melhor.

Cristãos, sejamos sal na vida dos irmãos!!!

(Sete Lagoas, 05/02/17) 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

275 - "AMORIS LAETITIA"

275 - "AMORIS LAETITIA"

Adquiri um exemplar do Documento "Amoris Laetitia" - a alegria do Amor -  do Papa Francisco - exortação apostólica pós-sinodal, sobre o amor na família. Gostei muito e resolvi presentear filha e noras, esperando que encontrem um tempinho para saborear o que a Igreja considera Amor na Família.

Nesses trezentos e vinte e cinco parágrafos, quanta coisa boa! Marquei muitas partes que considerei bem fortes e selecionei alguns fragmentos para colocar na dedicatória. Vale a pena conhecer o documento, analisando o que o clero considera importante com relação ao sacramento do matrimônio e o amor na família. Veja alguns exemplos:

Nº 131: “ Casar-se é uma maneira de exprimir que realmente se abandonou o ninho materno, para tecer outros laços fortes e assumir uma nova responsabilidade perante outra pessoa.”
Nº 123: “... os filhos querem não só que os pais se amem, mas também que sejam fiéis e permaneçam sempre juntos”.
Nº 161: “... cada cônjuge torna-se ‘uma só carne’ com o outro e oferece a si mesmo para partilhar tudo com ele até o fim”.
Nº 163: “É o companheiro no caminho da vida, com quem se pode enfrentar as dificuldades e gozar das coisas lindas”.
Nº 174: “Queridas mães, obrigado, obrigado por aquilo que sois na família e pelo que dais à Igreja e ao mundo”.
Nº 175: “... a figura do pai ajuda a perceber os limites da realidade, caracterizando-se mais pela orientação, pela saída pelo mundo mais amplo e rico de desafios, pelo convite a esforçar-se e lutar”.
Nº  91: “Uma pessoa mostra-se paciente, quando não se deixa levar pelos impulsos interiores e evita agredir”.
Nº 207: “... não é o muito saber que enche e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear interiormente as coisas”.
Nº 217: “... só se podem casar aqueles que se escolhem livremente e se amam”.
Nº 222: “É necessário salientar sempre que os filhos constituem um dom maravilhoso de Deus, uma alegria para os pais e para a Igreja. É através deles que o Senhor renova o mundo”.
Nº 126: “ No matrimônio, convém cuidar da alegria do amor”.
Nº 325: “Avancemos famílias; continuemos a caminhar!”
E muito mais:   278: autismo tecnológico
                          279: catequese de iniciação
                          280: educação sexual...
Poderíamos colocar aqui, tantas outras citações, mas... vamos descobrindo tesouros, à medida que lemos! Boa leitura, boa vivência da alegria em família!

***
 Se você tiver a oportunidade de conhecê-lo digo que vale a pena para uma tomada de consciência dos valores e atitudes que possam nortear a vida em comunhão, para que possamos encher as talhas com as bênçãos de Deus, pois, sabemos, a vida a dois - ou a mais de dois – pode ser maravilhosa, mas se a gente não tomar cuidado, com o passar dos tempos, adquire uma direção contrária  aos objetivos iniciais; e é uma pena, porque muitas vezes se chega a uma situação irreversível e quando se acorda para a vida, pode ser tarde demais. Que não cheguemos a isto! E, como diz o texto, “É o caminho de se construir dia após dia – 164”


(Sete Lagoas, janeiro de 2017

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

274 - IMEDIATAMENTE!

274 - IMEDIATAMENTE!

Como seria bom se a gente pudesse responder sempre prontamente ao sermos solicitados, como aqueles dois que - imediatamente! - deixaram as redes e seguiram Jesus, que ainda não conheciam e por isto, ainda não o chamavam Mestre!

André estava lá, com suas redes... Jesus passou e o chamou. Ele, imediatamente, largou as redes e o acompanhou. O mesmo aconteceu com Pedro, seu irmão. Eles se foram, seguiram Jesus! Não sabiam pra onde, não sabiam ainda o que teriam que fazer. E Jesus chama outros dois irmãos, também pescadores... E continua o seu importante chamado...

Passando um dia à frente da coletoria de impostos lá viu Levi, olhou-o e disse apenas: "Segue-me!"  Ele, Levi, imediatamente se levantou e seguiu-o. E Jesus foi comer com ele, incomodando as más línguas: "Ele come com pecadores; come com cobradores de impostos; isto que aqui temos é dinheiro sujo, é roubado”... Mas Jesus, conhecendo a maldade de seus corações, disse apenas: "São os doentes que precisam de médicos, não os sadios”!

E Ele continuou a chamá-los, assim como nos chama hoje.  Será que temos a coragem de seguir Jesus?... Será que somos capazes de anunciá-lo a todos, principalmente "aos mais pequeninos"?

Será que temos a disposição de deixar - imediatamente! - as nossas redes materiais, para sermos, como Ele quer, "pescadores de homens”?... Tenhamos nós, o discernimento necessário para participarmos dessa estranha pesca?... Ou estamos, como os outros, julgando as más ações do irmão e nos esquecendo das nossas próprias ações?...

Pois Ele disse: "Não julgueis e não sereis julgados".  Quem somos nós para fazermos julgamento? Quem pode dizer: “este ou aquele não será salvo”, se a misericórdia de Deus é infinita, se seu amor pela humanidade é enorme e, até na última hora, se o pecador se mostra arrependido, se se arrepende sinceramente de todas as palavras ruins proferidas, de todas as suas más ações, se lhe é dado um tempo para relembrar seus pecados e se arrepender, ele certamente alcançará a salvação.

Portanto, antes de julgarmos o outro, cujo coração não nos é concedido sondar, julguemo-nos a nós mesmos, pensemos em nosso modo de ser e de viver, e procuremos conhecer  Jesus, as verdades que Ele veio pregar, e o seu amor, que excede toda a ciência; assim, embasados nas suas santas palavras, através da Bíblia Sagrada e do Catecismo da Igreja Católica, seremos, também nós, pescadores de homens, e por que não?...

Falemos de Jesus, este Jesus que nasceu de Maria, pequenino na manjedoura; que cresceu, estudou, trabalhou, sorriu, amou e fez tantas coisas boas, testemunhadas pelos amigos e inimigos, seus conterrâneos;  podemos fazer boas ações também.


(Sete Lagoas, 15/01/17) 

sábado, 14 de janeiro de 2017

273 - POESIA E PROSA!

273 - POESIA E PROSA!

Achei bem poética a introdução à celebração, feita pelo sacerdote hoje: "Passada a poesia das comemorações, voltemos à prosa da vida”!!!

Bonito isto! Muito bonito! Um tempo de grandes festas, de viagens há muito programadas, um tempo festivo com visitas em casa, muitas celebrações magníficas na Igreja, onde há belas músicas, sorrisos, cumprimentos, euforia... Isto dura alguns dias! São momentos bons - mas logo se vão! E voltamos à rotina de uma vida que comemora e agradece o ano que se foi, e que fica na expectativa de novos acontecimentos, nesses trezentos e sessenta e cinco dias que nos são oferecidos agora.

Sabemos que alguns de nós não os viverão, aqui na terra, na sua totalidade, com certeza! Porque terão sua vida ceifada, antes que as cortinas desse ano, que chamamos de novo, se fechem e cedam espaço a um outro ano!

Assim, vivendo toda a prosa da vida, quando este "Ano Novo" se tornar velho, façamos o possível para continuarmos com  as alegrias e o vigor desses dias que vivenciamos e que já estão começando a dizer adeus. A vida está voltando ao normal.

Porém, a nossa prosa diária, pode ser também bem poética! É possível que haja poesia em tudo que fazemos; basta querermos que assim seja! Basta-nos conservar o sorriso, a boa vontade, o interesse por tudo aquilo que nos é dado vivenciar, o interesse pelo entorno, deixar de olhar apenas para o nosso umbigo - e procurar ver também aqueles que nos rodeiam e, quem sabe, estão necessitando de um sorriso, de um aconselhamento, de uma mão amiga, de uma ajuda, até mesmo financeira, que muitas vezes perdemos a oportunidade de fazê-lo. Quando a nós vem alguma aversão por aqueles que pedem - principalmente quando há críticas por parte de familiares sobre aquilo que achamos correto fazer - sempre me vem um pensamento consolador, que preciso ter a coragem de dizer aos que assim procedem: “É melhor estar entre aqueles que têm para dar, que entre os que estão a pedir”.

É preciso estar sempre de bem com a vida para que a nossa prosa diária seja revestida da ternura poética de um Deus que cuida da criação com o carinho de um Pai, que compreende, que incentiva, que perdoa, que ama!

Que nós possamos enxergar com os olhos do Criador, as alegrias poéticas de cada amanhecer, para que ao longo do dia, a prosa necessária seja mais leve, mais terna e benfazeja. Que essa nossa atitude possa tornar mais agradável, a vida de todos os que nos rodeiam.

(Sete Lagoas, janeiro de 2017)

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

272 - PACIÊNCIA, FÉ E OBEDIÊNCIA!


272 - PACIÊNCIA, FÉ E OBEDIÊNCIA!

Hoje comemoramos na Igreja Católica,  a Sagrada Família de Nazaré e a reflexão maior foi sobre a pessoa de São José, o Justo. E eu fico impressionada com a paciência e a fé daquele homem! Há muito, aprendi a rezar assim: "Meu  Glorioso São José, nas vossas maiores aflições e tribulações, o Anjo não vos valeu? Valei-me São José!"

Como ele acreditava nas palavras do Anjo! Ouvia a ordem - e executava! E foi assim quando o Anjo lhe disse: “Não temas receber Maria por tua esposa, pois o que nela foi concebido, foi por obra do Espírito Santo!" Ele acreditou, deixou tudo e foi falar com Maria!

E você pensa que ele via o Anjo?... Não! Era quando estava dormindo! Sonhava, o Anjo dizia. E ele acreditava! Era uma fé inabalável!

E foi assim quando, após o nascimento do Menino, depois que os Reis Magos se foram, lá vem o Anjo de novo, dizendo-lhe que tomasse o Menino e sua Mãe e fosse com eles para o Egito porque Herodes queria matá-lo.

E lá vão eles, no seu jumentinho, rumo ao Egito. Mais uma vez, o Anjo apareceu-lhe em sonhos. Falou - e ele acreditou! E começou tudo de novo, em terras estranhas. Não é fantástico? Será que a gente acreditaria?...

E mais uma vez, lá vem o Anjo: “Toma o Menino e sua Mãe e volta para a tua terra porque aquele que queria matá-lo, já não vive!"

Nessa altura dos acontecimentos, já não havia nenhuma dúvida de que Deus protegia realmente Seu Filho, e a família que O recebeu aqui na  terra. O paciente José nunca duvidou, mas, segundo as Escrituras Sagradas, ele jamais viu o Anjo do Senhor: aí está seu exemplo de fé inabalável. Porque se visse realmente o Anjo, ali na sua frente a lhe dizer todas essas coisas, seria muito tranquilo e confiável. Mas, dormindo, ele aparecia e lhe dizia o que devia fazer. Ao acordar... onde estava aquele mensageiro de Deus, que lhe dirigia as palavras?... Não é grande a sua fé? Porque fé é exatamente isto: ver o que não vemos com nossos olhos carnais!

E lá vem a Família de Nazaré, de volta justamente para aquele pedaço de chão onde o Anjo havia falado a José, pela vez primeira. E ali, na simplicidade de uma vida de carpinteiro, protegido e orientado na terra por Maria e José, o grande Menino “crescia em sabedoria, idade e graça, diante de Deus e dos homens”...

Acho lindo tudo isto e peço a Deus que os pais tenham a paciência indiscutível, a fé inabalável e o amor incondicional do Pai adotivo de Jesus!


(Sete Lagoas, dezembro de 2016) 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

271 - ESPERANÇA!



271 - ESPERANÇA!


Somos movidos pela Esperança! E o que é exatamente a Esperança?... Difícil definir? Não, não é! Ter Esperança é ter uma expectativa boa do que poderá vir a acontecer. É esperar sempre o melhor, com a quase certeza de que vai dar certo.

Por que “somos movidos pela Esperança”? Porque todos sonhamos com dias melhores. Ninguém de sã consciência pode desejar coisas ruins para si mesmo. Todos sonhamos com o melhor para nós e, altruisticamente, para os outros também.

É a Esperança que move o mundo. Se projetamos uma viagem, muito antes de a mesma acontecer, nós pensamos nas possibilidades de um encontro, de uma realização predefinida, de vivenciarmos bons momentos... Assim, vamos antevendo e antegozando as delícias que esperamos.

Estamos sempre esperando algo. Quase toda mulher anseia ser mãe um dia e assim segue esperando seu tempo chegar. E aí, por longos meses, espera a chegada do filho, pedindo a Deus que seja uma criança perfeita e já sonhando muita coisa para o mesmo. Espera suas primeiras palavras, seus primeiros passos, sua ida para a escola, seu sucesso nas tarefas escolares... Espera que seja um bom cidadão, um adolescente feliz, um jovem normal, um adulto equilibrado...

Percebeu o valor e a constância da Esperança? Porque a vida continua e, numa grande espiral, os fatos se sucedem, num crescente ininterrupto, e as responsabilidades crescem enquanto o tempo vai desenrolando um misterioso pergaminho, onde vamos registrando a nossa história. Acho lindo isto! Não há como fugir: é assim!

Você! O que espera hoje? Qual sua maior Esperança neste momento?... Dizem que “quem espera sempre alcança!” Bem... Nem sempre se alcança... Mas, a gente espera... e pronto! Se vier como esperávamos – que bom! Se não for, exatamente, é aceitar. E esperar de novo; o mesmo; ou outra coisa qualquer. Mas é assim! E seguimos – esperando!

Só uma certeza a gente não fica esperando, e raramente pensa nisto: a nossa passagem para um plano superior. E é tão certo como “dois mais dois são quatro”. Porém, a gente não pensa nisto, repito! E por quê?... Não sei. Talvez pela incerteza do que será exatamente, o deixar este mundo. É um grande mistério. Ninguém sabe o que virá depois. Minha mãe sempre repetia: "Quem já foi, não voltou para contar!”

Agora, ela está do lado de lá. Mas eu ainda estou do lado de cá! E assim, não dá pra ela me contar como foi recebida, e como é ter a alma desprendida do corpo. Desta verdade, você não duvida, não é mesmo?  Porque, se quiser saber o que é alma, é só fitar um corpo sem alma – ou seja, um defunto: Já não pensa, não fala, não vê, não ouve, não caminha...

Mas, já está ficando muito sério o assunto – e vou me despedir desejando a você um ANO NOVO muito feliz, com ótimas Esperanças e grandes Realizações.


(Sete Lagoas, 30/12/16 – Eu amo você!)

sábado, 24 de dezembro de 2016

270 - DE NATAL EM NATAL!!!


270 - DE NATAL EM NATAL!!!


Esta expressão - DE NATAL EM NATAL - foi utilizada hoje, pelo sacerdote, no Santuário da Adoração. Achei legal e fiz uma breve retrospectiva: de Natal em Natal, aqui estamos nós! Principalmente a família católica, que vive realmente o Santo Natal de Jesus, pensar nos natais que já viveu é bom demais. 

Quando eu era pequena, bem criança mesmo - mais precisamente, até os oito anos, aproximadamente - vivíamos um Natal lá na roça, numa simplicidade meio mística, ouvindo falar muito no Menino Jesus que ia nascer numa manjedoura, no dia vinte e cinco e lá pelos meados de dezembro, as mães e avós começavam a fazer os doces. Era muito doce! Preparados e armazenados em grandes latas, tipo essas de dezoito litros de tinta, imagine! Era doce de leite, de figo, de manga, cidra, mamão, arroz-doce... E as famílias se visitavam e comiam dos doces que parentes e vizinhos fizeram. Era uma grande festa - simples assim!

Familiares e amigos rezavam o terço, entoavam ladainhas, juntos repetiam cânticos católicos - sempre os mesmos! - que eram passados de geração em geração. No máximo, se ouvia pelo antigo rádio -  enorme! - uma música ou outra, que ninguém conseguia decorar.

Depois, por um incidente que marcou muito, familiares, vizinhos e amigos, meus pais precisaram se transferir para a cidade - e lá se foram as comemorações alegres a que estávamos acostumados. Aos poucos, começamos a conhecer um vizinho ou outro, mas os hábitos eram muito diferentes e aí, já não tínhamos mais como compartilhar aquela devoção tão antiga, alegres hábitos que marcavam, para todos,  esta época do ano.

Na cidade foi que ouvimos falar do tal papai noel,  mas ele não mostrava as caras lá em casa, pobres que éramos, um pai lavrador à procura de um terreninho pra cultivar a fim de alimentar seus muitos filhos; e, embora cantássemos na escola, com professora e coleguinhas – “Como é que papai noel, não se esquece de ninguém, seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem” – embora cantássemos, até com bastante convicção, lá em casa, ele não aparecia! Acho que a casa era muito feia – ou distante demais – de difícil acesso – ou coisa parecida...

Não fez falta alguma! Fomos crescendo, estudando, e todos começamos a trabalhar com responsabilidade; hoje todos nós, temos família, casa, trabalho... vencemos! Nada dessas futilidades, tão proclamadas, nada faz falta para um crescimento do corpo e do espírito!

Faz falta, sim, o alimento de cada dia, que não deve ser exagerado, mas num hábito saudável de alimentar-se sempre com moderação; alimento para o corpo e para a alma, o famoso “Pão nosso de cada dia” o suficiente para um crescimento sadio!

Assim, DE NATAL EM NATAL, aqui estou eu, no meu sexagésimo sétimo natal, caminhando com aqueles que vão me acompanhando, ou que vou conhecendo ao longo do caminho. Porque assim é a vida – e VIVER É BOM DEMAIS!!!

UM FELIZ E SANTO NATAL A TODOS!!!


(Sete Lagoas, 24/12/16 – um lindo sábado de sol!)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

269 - ENTÃO É NATAL!


269 - ENTÃO É NATAL!

Tenho recebido mensagens lindíssimas de whatsApp; respondo quase todas, acrescento comentários, compartilho algumas... É um tempo lindo este que estamos vivendo, quase chegando o Natal. Preparamo-nos com orações, votos sinceros, abraços e desejos de Paz verdadeira... 

E aí, meu filho vai levar a filha ao shopping e , quando pego o carro novamente, lá está um folheto com algumas propagandas e dizeres enormes, assim: “TEM PRESENTÕES E PRESENTINHOS PRA VOCÊ SER O PERSONAGEM PRINCIPAL NESTE NATAL.”

(?)... Dá vontade de chorar!... Como chegam a deturpar os valores deste jeito?... Quem é o personagem principal do NATAL???...  Esqueceram completamente?... 

É assim. Bem assim! As coisas vão acontecendo... as pessoas vão se afastando dos valores passados pela família, pela igreja... a escola silencia... a mídia deturpa tudo, filmes e novelas televisivas, são aspectos fictícios, mas um tanto quanto maldosos... e por aí vai...

E as verdades eternas deixam de existir – ou se escondem debaixo de nuvens traiçoeiras, imensas nuvens tenebrosas que tudo camuflam, deixando um vazio que precisa ser preenchido. E aí... acontece!

Culpados?... Quem?... Não sei! Dirão a mim, certamente, que é assim mesmo, muito normal... que as coisas são assim, complicadas, obscuras...

E eu peço a Deus clareza, sabedoria, muita luz para procurar compreender, ou talvez, aceitar, aquilo que me machuca, que me entristece e me preocupa... Uma vontade imensa de dizer como o próprio Jesus, na cruz: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem.”

PERSONAGEM PRINCIPAL DO NATAL  -  é JESUS! Simplesmente! Os presépios belíssimos falam disto; as crianças sentem isto, nossos ancestrais sempre proclamaram isto, há músicas maravilhosas, até no mundo laico, que proclamam essas verdades!

Falei da mídia!... Retomo agora – e falo  diferente: canais católicos e emissoras de rádio estão aí, vinte e quatro horas no ar, falando da beleza deste tempo do advento, falando do Natal de Jesus... Mas, quem os acessa?... Quem está ouvindo... sentindo... proclamando... testemunhando...  compartilhando?...

E nós rezamos hoje, na igreja, com muita fé: “Sagrado Coração de Jesus, fazei arder em todos os corações, o fogo do Vosso Amor!” Que Ele nos ouça, que nos abençoe, que faça despertar uma fé imensa em todos os corações pois, sabemos, Ele deseja que todos sejam salvos! E foi por isto que se encarnou, viveu entre nós, deixou inúmeros ensinamentos, fez prodígios e morreu na cruz por nós. E para nossa maior alegria, ressuscitou, apareceu muitas vezes para seus amigos – de uma vez, para mais de quinhentas pessoas! - e a igreja que fundou prevalece por todo o sempre! UM FELIZ E SANTO NATAL DE JESUS PARA TODOS!

(Sete Lagoas, 23/12/16)

sábado, 10 de dezembro de 2016

268 - TÍTULOS!

268 - TÍTULOS!

Motivos de vanglória, são os títulos que as pessoas carregam e exibem, muitas vezes, acaloradamente! Folheando, certa vez , uma obra, lá estavam vários títulos, que o autor exibia com orgulho, e que me fez pensar... 

Por que me veio isto agora?... Porque o Padre falou sobre os títulos de Maria em sua homilia e eu pensei: ninguém tem mais títulos que Ela, a Mãe de Jesus! O Padre falava de Nossa Senhora da Luz; então ele explicou que cada título de Maria, tem um sentido especial. E é! Se você procurar saber, verá que, espiritualmente falando,  é uma riqueza imensa, pra todos nós, cristãos, a vida de Maria, Mãe de Jesus e Nossa Mãe!

É sempre a mesma pessoa, mas dependendo da situação, de acordo com a necessidade do momento, Ela é invocada com um título diferente. E são tantos....

Como se não bastassem os universalmente conhecidos, a todo momento, se cria mais um. É impressionante! Os mais comuns, você sabe, são invocados com fervor! Às vezes, quando a coisa aperta, se grita apenas: NOSSA SENHORA!!!  Mas, geralmente, se acrescenta: Aparecida, das Graças, de Fátima, da Medalha Milagrosa,  do Perpétuo Socorro, da Ajuda, da Rosa Mística, do Bom Parto, da Boa Viagem, de Guadalupe, do Silêncio, do Pilar, da Conceição, do Amparo, das Mercês, do Santíssimo Sacramento, da Paz... e por aí vai...

Mas há os títulos mais genéricos, como na sua Ladainha, quando é invocada tantas vezes, como Santa, como Virgem, como Mãe, como Rainha,  como Auxílio em situações diversas... e há aqueles, do momento: Nossa Senhora dos Alimentos, da Saúde, do Combate Espiritual...

E os inúmeros títulos que encontramos no Ofício da Imaculada?... Predicados retirados lá do Antigo Testamento, títulos que, na maioria das vezes, são repetidos sem entendimento; mas é só buscar, que você acha explicação pra todos eles...

Porém, se você já conhece muitos dos seus títulos, eu o convido a, neste tempo do Natal, ficar apenas com a Nossa Senhora do Presépio, Aquela que esperou, como nós, mães, durante nove longos meses, pela chegada do Filho, tão especial, tão divinamente gestado... e cuidado... e esperado... e imaginado... e amado...

E quando puser lá no presépio o Menino, na noite de Natal, não deixe de agradecer à Mãezinha do Céu, o seu poderoso SIM, o Sim que lhe deu tantas alegrias, mas que lhe custou também, copiosas lágrimas... E lhe concedeu tantos títulos, que ninguém é capaz de superar!

Que a Mãezinha do Céu nos abençoe e nos ajude a sermos verdadeiras Mães – ou Pais - sempre presentes na vida de nossos filhos, que são os Filhos de Deus, que a nós foram entregues, de presente, para que cuidássemos deles.

UM SANTO E FELIZ NATAL PARA TODA A HUMANIDADE!!!

(Sete Lagoas, 10/12/16)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

267 - A CRÔNICA DO DIA

Esta também foi publicada no jornal VOZ DE DIAMANTINA:


267 - NATAL

Tempo de Natal. Tempo diferente, eufórico. As lojas se enfeitam de motivos natalinos, para receberem os curiosos. Paira no ar uma atmosfera de festa, um ar de sinos repicando; de famílias que chegam; e sorriem; e se abraçam; e comemoram.

O final de ano; a expectativa do ano vindouro; tempo de férias; estudos diferentes no próximo ano; pessoas pelas ruas, assim à toa, a se embriagarem nesse mar de euforia. É a festa máxima da Cristandade!

Porém, em meio a tantas comemorações, não devemos nos esquecer do personagem central de tudo isto: o Aniversariante! Como não se lembrar dele que é o dono da festa, o motivo primordial de toda essa euforia?... Como não se lembrar do pequenino da manjedoura de Belém, Aquele que caminhou conosco, Aquele que pisou este imenso chão, Aquele que nos encantou a todos com a sua mansidão, com seus sábios ensinamentos, com suas palavras tão simples e profundas; com seus atos, capazes de endeusá-lo realmente e, por outro lado, capazes de levá-lo à morte?...Como esquecer dele que aqui veio em tão importante missão, cumprindo-a à risca até a Cruz?!...

Historiadores e Cientistas, talvez se esqueçam de sua importância, quando, tentando localizar no tempo os grandes fatos, registram em seus livros: a.C. e d.C. Pensarão eles no fato de ter sido essa pessoa muito mais importante que quaisquer de seus personagens, dividindo a História da Humanidade em duas grandes partes, reconhecidas por todos?

Talvez se esqueçam eles disto! Mas nós, não! Nós, cristãos, não podemos nos esquecer de que Cristo é nosso guia, de fato, “o Caminho, a Verdade e a Vida”!

E, neste Natal, com muita fé vamos elevar os nossos corações aos céus e suplicar ao Menino de Belém, ao nosso Deus-Menino que continue conosco em nossa caminhada. Deixemos um pouquinho os festejos desse grande dia, afastemo-nos por alguns momentos daqueles que nos cercam, deixemos por um instante as comemorações materiais e cheguemos até Ele para cumprimentá-lo, dar-lhe um sorriso,  um abraço de Parabéns!

Um NATAL muito feliz, em Cristo Jesus, a todos os leitores da VOZ DE DIAMANTINA.

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(Creio não precisar acrescentar coisa alguma, a não ser que, para o grande Dia que se aproxima, quero desejar a todos os leitores das minhas pobres crônicas, que, pensando muito no verdadeiro sentido do Natal, façam uma fervorosa prece para que o Menino-Deus ilumine nossas ações – e as ações daqueles que têm nas mãos o destino do nosso Brasil. FELIZ NATAL A TODOS e um NOVO ANO de muita PAZ!!!)

Celina Carvalho de Queiroz Almeida
Sete Lagoas, 06/12/16