segunda-feira, 11 de maio de 2015

121 - NOSSOS NETOS: A JÚLIA

121 - NOSSOS NETOS: A JÚLIA

Quando você nasceu, Júlia, uma colega me disse: "Uma criança em casa é sempre bom; volta a ternura, o afeto." E foi assim mesmo, Júlia. Uma casa só de adultos não tem a mesma alegria, a mesma leveza, o mesmo barulho. Pode até se tornar um silêncio sepulcral.

A criança tem graça, estilo, sorrisos, falas engraçadas, gestos infantis deslumbrantes. Vou citar aqui algumas das suas:

A primeira palavra que você pronunciou  aqui em casa e que conseguimos alcançar o sentido, foi pedindo água para o vovô; ele se lembra com carinho disto. E dizia a todo mundo que você já sabia falar, mas, na verdade, não era bem uma fala,  apenas um jeito de se comunicar quando estava com sede.

Um dia, você ainda nem falava direito, lá fora, na rua,  ele lhe mostrou a lua e disse: "Olha lá, Júlia, a lua!" E você na mesma hora: "Não, vovô, é meia!" Isto porque a fase da lua era exatamente quarto-crescente. Então não era uma lua inteira: era apenas meia-lua!

Certa vez,  você estava sozinha com ele e pediu que lesse para você uma história; e ele, com preguiça, respondeu: "Júlia, eu não sei ler!" E você: "Claro, vovô! Você não vai pra escola!"

Histórias...Você adorava isto! O primeiro livrinho quem lhe deu foi o Tio Júnior, por quem você tinha um carinho imenso. Chamava-se: A princesa e o Sapo. Nossa! Quantas vezes será que ele foi lido pra você e por você... Lembra-se?

Quantas histórias... quantos filminhos infantis... Matilda, Thainá, Sítio do Picapau Amarelo, Historinhas diversas, mil vezes repetidas, milhões de vezes dramatizadas, saboreadas, as lágrimas... os sorrisos... as gargalhadas...  Lembra da Narizinho e a Emília que caía da "buticabeira"?... Quantas vezes fizemos isto!...


Você vivia recriminando o vovô que tinha passarinhos presos. Porque não se pode prender passarinhos, têm que ficar soltos na natureza, não se pode maltratar os animais... Um dia, ao voltarmos para casa, você viu um filhotinho, quietinho no chão. Pediu, parei o carro e você o trouxe. E quando aqui chegou, pediu ao vovô uma gaiola para prendê-lo. O vovô então soltou esta: "Uai, Júlia, não era proibido prender passarinhos?" E você, na mesma hora: "Era!"


Quando você certa vez, pediu dinheiro pra sua avó materna e ela lhe falou pra pedir ao vovô Waldívio, que foi que você lhe disse? "Ah, vovó, ele não tem dinheiro. Ele nem trabalha!" Você via todos nós, saindo pra trabalhar e não podia compreender, certamente, porque ele só ficava em casa. Explicar pra você que ele já estava aposentado?!... 


Assim era você, Juju, presença de espírito, esperteza, inteligência aguçada. Ah, como todos temos saudades de sua infância conosco!


Uma tarde, eu estava em uma reunião na escola, vovô aqui sozinho, alguém liga: "Olha, Sr. Waldívio, a Júlia está aqui até agora, ninguém veio buscá-la hoje, todos  os alunos já foram embora, ela está tristinha aqui, chorando!" Aí, quem chorou foi o Vovô ao pensar na triste cena; já começava a escurecer... Combinaram o que fazer e a pessoa gentilmente a trouxe para ele. Quando o viu, pulou em seus braços, abraçou-o com força, como se mendigasse proteção.


Ah, Júlia, você nos trouxe muitas alegrias, você soube preencher o nosso tempo, com suas gracinhas... Lembrar de tudo isto, nos faz um bem imenso. As escolas por onde passou, desde bebê, nossas viagens, as aulas de piano, nossas idas à igreja, coroinha, leiturista, comentarista... E aquele poema imenso que você decorou em três dias e o declamou com muita desenvoltura e graça por várias vezes na igreja e na minha escola? Até hoje as pessoas falam disto...


Obrigada, Juju, obrigada por você existir e colorir com sua presença os nossos dias. Muito obrigada! 

120 - FAMÍLIA-NAÇÃO

120 - FAMÍLIA-NAÇÃO

Interessante: a cada dia, refletimos um pouco mais sobre nossas experiências, o que vemos, o que ouvimos, as coisas que vão acontecendo em nossas vidas, aquilo que experienciamos no desenrolar dos capítulos de nossa história.

Hoje procuro refletir sobre a expressão "Família-Nação". Ao comentar  as falas da Bíblia - levar o Evangelho a todas as nações - o sacerdote disse que a primeira nação é a família. Que devemos ter um cuidado imenso com esta nossa nação, que o nosso testemunho de vida cristã deve ser forte, alegre, partilhado. Que é precisamente aqui, na nossa família, que vamos testemunhar o amor do Pai pelas criaturas, com a nossa dedicação aos filhos de Deus que nos foram entregues, a nossa doação por cada um daqueles que nos foram confiados.

E é assim mesmo. Poucos são os que vão fazer missão em outras nações, poucos os que deixam a sua terra e saem para países distantes, pregando o Evangelho. Poucos ainda os que ficam por aqui mesmo e atingem um número maior de pessoas. Nós que procuramos vivenciar os ensinamentos de Jesus, normalmente o fazemos num círculo muito pequeno, mostrando o que valorizamos como uma melhor forma de semear coisas boas. E onde ficamos mais tempo, onde mais nos despimos de nossas hipocrisias, é mesmo perante a família. 

Tenhamos então o cuidado e a falta de acanhamento para mostrarmos que somos de Cristo, que queremos ser cristãos autênticos,  pessoas boas que se doam, que se deixam consumir, que querem servir, da melhor forma possível. 

Podemos ser assim! Podemos cuidar melhor da nossa Família-Nação pra que todos os que convivem conosco possam também testemunhar o bem, sejam também construtores da Paz!!! 

119 - FRAGMENTOS...

119 - FRAGMENTOS...
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Listo aqui algumas falas do segundo volume das reflexões do escritor Augusto Cury sobre a milenar Oração do Pai-Nosso:
***
"Algumas vezes Jesus chorou, mas em grande parte da sua vida se alegrou. Algumas vezes vivenciou angústias, mas na maior parte do tempo bebeu da fonte mais excelente da satisfação. Foi tão realizado e alegre que deixou perplexos seus ouvintes ao dizer que quem dele se aproximasse beberia de um rio de águas de prazer."
                                                                    ***
"Hoje é tempo de diminuir nossas atividades. Se não for possível fazer uma grande cirurgia em nossa agenda, devemos nos programar seriamente para começar a fazê-la amanhã, depois, gradativamente, no correr dos anos. Hoje é tempo de rever nossas metas, colocar colírio em nossos olhos para enxergar o que tem importância. Hoje é tempo de amar nossos filhos, elogiá-los por tantas coisas que fazem e que consideramos meras obrigações. Hoje é tempo de descobrir cada um com suas características únicas. Hoje é tempo de pedir-lhes perdão pela nossa falta de tempo, sem usar a desculpa de que tudo o que fazemos é para eles. Hoje é tempo de cobrar menos e abraçar mais. É tempo de dizer que eles não estão no rodapé de nossas vidas, mas nas páginas centrais de nossa história"... 
                                                                 ***
"Se você deseja ser excessivamente racional, desista. Em algum momento entrará em contradição. Se almeja ser extremamente cartesiano, matemático, desista. Em algum momento sua emoção o trairá. E, se conseguir ser racional e estritamente lógico, a vida perderá o sabor, o tempero. Estará apto para ser um alienígena, não um ser humano. Somos deliciosamente ilógicos. Nossos gostos, expectativas, sensibilidades, preferências, disposições, mudam com o tempo. Sofremos menores ou maiores transformações a cada momento existencial."
                                                                    ***
"Certa vez (o Mestre dos Mestres) disse: 'Não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, basta ao presente o seu próprio mal' (Mateus 6:34)." E mais adiante:"Jesus sonhava em gerar pessoas livres e tranquilas diante de um Pai dócil e pacífico, e não pessoas atemorizadas diante de um Deus julgador e castrador."
                                                              ***
Falando das dívidas existenciais contraídas no teatro da vida: "O que estamos devendo? Devemos amor, gratidão, gentileza, paciência, solidariedade, afeto, compreensão e muito mais."
                                                                   ***
"Aprender a agradecer tudo o que temos é uma forma excelente de cuidar carinhosamente da saúde psíquica. Hoje é tempo de agradecer a nossos pais, a nossos filhos, à pessoa amada e aos amigos. Agradecer o carinho, o afeto e a dedicação, dizer que eles fazem toda a diferença em nossas vidas. Quem não sabe agradecer não sabe saldar as dívidas de amor consigo mesmo e com os outros." 
                                                                    ***
"Mais uma vez repito, para que o  leitor fique atento: nos primeiros 30 segundos depois dos focos de tensão cometemos os maiores erros de nossas vidas. O eu tem de ser treinado, desde a mais tenra infância, a fazer a oração dos sábios - o silêncio - nesses momentos e desenvolver a nobre arte de pensar antes de reagir. Caso contrário, perderá o controle e deixará um rastro de dor em sua história."
***
"Muitas gerações se passaram na história da humanidade. Crianças brincaram, correram, jogaram, admiraram as borboletas, sentiram a suavidade da brisa que as tocava. Adolescentes sonharam, viveram aventuras, questionaram regras sociais, e, sob o calor da explosão hormonal, amaram intensamente a vida. Adultos desenvolveram projetos, batalharam, buscaram um lugar de destaque no palco da vida. Idosos beberam os últimos goles da existência como se ela fosse inesgotável. Onde estão as pessoas das gerações passadas? Não se ouve mais o eco daquelas crianças, nem a efervescência emocional dos jovens, nem a ebulição do intelecto dos adultos, nem os sussurros das experiências dos idosos. Eles se foram inexoravelmente. A maioria partiu sem deixar vestígio."
***

E finaliza assim sua obra: "Parafraseando o Sermão da Montanha, bem-aventurados os que não se auto-abandonam, os que têm ricos encontros com o seu próprio ser, pois deles é o reino da serenidade, e do prazer de viver. Felizes os que humildemente olham para o espelho da sua psique, que descobrem que não são deuses, que procuram superar a necessidade doentia de poder, de controlar os outros, de se fixar em preocupações, pois deles é o sabor inefável da liberdade e o paladar inexprimível da sabedoria."
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segunda-feira, 4 de maio de 2015

118 - REFLETINDO...

118 - REFLETINDO...

Terminei de degustar o primeiro volume daquilo que considero grande obra, na qual o renomado psiquiatra Augusto Cury procura dissecar a oração, segundo ele, mais utilizada em todo o mundo: o Pai-Nosso. Enquanto analisa cada termo, vai enxertando suas reflexões com  casos relatados na Bíblia Sagrada e outros tantos,  detectados em seu trabalho de psiquiatria, ao mesmo tempo em que cita outros grandes pensadores como Nietzsche, chegando a publicar um pensamento seu, intitulado "Oração ao Deus Desconhecido". onde o famoso pensador, apesar de suas dúvidas,  declara: "Teu, sou eu". Imagine,  o grande Friederich Nietzsche reconhecendo sua pequenez e clamando em alta voz: "Eu quero Te conhecer, desconhecido!"

Neste primeiro volume, onde analisa a referida Oração, em sua primeira parte, o autor coloca dezessete segredos, listados por ele, num estudo minucioso e empolgante. Assim, quando analisa a expressão Pai-Nosso que estás nos céus, vem com seu nono segredo, definindo esse espaço que chamamos de céu. 

Vamos conhecê-lo: "O céu onde habita Deus-Pai é infinitamente distante e extremamente próximo. É distante o suficiente para não superproteger os seres humanos e próximo o bastante para que seja ouvido o clamor de cada um deles". E continua explicando: "Mesmo que esse clamor seja inaudível, mesmo que seja apenas uma lágrima sutil que sai dos becos da emoção ou um sussurro de dor que emana das áreas mais ocultas do intelecto." 

Ah, é preciso ler, na íntegra, para compreender a análise feita por ele a respeito desse céu de que Jesus   fala no Pai-Nosso! Um espaço, físico ou não, de onde esse Pai consegue visualizar todos os corações humanos, todas as nossas misérias, os nossos rogos, para nos ajudar;  mas a certa distância para não nos controlar, já que quis nos presentear com a liberdade de ação, o livre arbítrio, a capacidade de trilharmos nossos caminhos da forma como acharmos melhor. Um Pai consciente, não controlador, não super protetor; um Pai que quer ajudar de acordo com os rogos dos filhos, nas suas necessidades, mas deixa-os livres para agir, para viverem seu tempo aqui na terra, como quiserem.

Espero que você tenha a oportunidade de conhecer esta obra, feita pelo intelecto privilegiado de um grande pensador, mas também pela emoção de um filho de Deus que vai relatando de forma poética e linda, aquilo que vem surgindo em sua mente e em seu coração de filho amado. Vale a pena, digo com alegria, vale a pena parar um pouquinho e apostar numa boa literatura. 

Vale a pena gastar as madrugadas de insônia, ou momentos de folga, para ler trechos da Bíblia ou pessoas que dissecam a Palavra de Deus. Também li neste tempo pascal, os Atos dos Apóstolos, páginas maravilhosas da Bíblia Sagrada: quantas maravilhas essas testemunhas de Jesus testemunharam após a Sua morte! Leia! Vale a pena!

domingo, 3 de maio de 2015

117 - TODOS PRECISAMOS DE TODOS!

117 - TODOS PRECISAMOS DE TODOS!

Uma vez, ouvi alguém dizer: "Eu não preciso de ninguém!" 

A esta triste afirmativa, silenciei-me! Não era o momento propício pra dizer coisa alguma... Tudo que eu dissesse naquele momento, cairia no vazio - e não produziria frutos. Só pedi a Deus, em silêncio, que brotasse de dentro daquele coração amargurado, uma boa reflexão sobre o absurdo que acabara de dizer.

A gente precisa de todo mundo. Creio que você não duvida disto! Pense apenas no seu café da manhã: quantas pessoas trabalharam arduamente para que você pudesse tê-lo hoje. E todos os dias! 

O arroz que você consome... Nunca plantou um grão!... E você precisa do prato, dos talheres, da panela, do fogão, óleo, temperos, uma mesa, cadeira, um chão, um teto... Meu Deus! Você não fez coisa alguma! Talvez nem seja você a preparar o arroz... Conheço gente que já o recebe no prato: só falta levar à boca e mastigar... E feliz de quem pode levá-lo sozinho à boca - porque, muitas vezes, nem isto! 

"Não preciso de ninguém!" Ô, coitado! Precisamos de todo mundo! Andamos vestidos, calçados, sempre nos alimentamos, temos nossas ferramentas de trabalho e de descanso, temos onde nos abrigar do sol, da chuva, dos perigos da noite escura... Temos onde repousar a cabeça para que os olhos se fechem, num sono reparador... 

Aí, você diz: "Adquiri tudo com meu suor, comprei com meu dinheiro, fruto do meu trabalho!" Sim, o seu trabalho... Trabalho de cujos frutos, outros podem desfrutar. Que bom que você também contribui para o bem da humanidade! E o dinheiro que você diz:"meu" também é fruto do trabalho de muita gente, sabia? E não é de ninguém: vai passando de mão em mão...

É assim mesmo! Somos uns pelos outros. E pode ser ainda que, num momento de grande necessidade, nem é um parente, ou um vizinho, nem mesmo um conhecido quem vai ajudá-lo a sair de uma situação difícil: muitas vezes é um desconhecido, uma pessoa que nunca o viu, mas é um ser humano, um seu irmão na espécie homo sapiens quem vai socorrê-lo. Pense nisto, você que acha que não precisa de ninguém! 

Pensemos nisto todos nós. E amemos mais nossos semelhantes! E lembremos do pão nosso de cada dia: Você já plantou um grão de trigo???

Hoje cantamos esta belíssima música no Santuário da Adoração:
Quando o trigo amadurece
e do sol recebe a cor.
Quando a uva se torna prece
na oferta do nosso amor.

Damos graças pela vida
derramada neste chão.
Pois és Tu, ó Deus da vida
quem dá vida à criação.

Os presentes da natureza,
o amor do coração.
O teu povo canta a certeza,
traz a vida em procissão.

Abençoa nossa vida,
o trabalho redentor.
As colheitas repartidas
para celebrar o amor!

Sim, as colheitas repartidas... Trabalhemos - e continuemos repartindo o fruto do nosso trabalho. É assim, não é? Uns pelos outros...


sábado, 2 de maio de 2015

116 - SIM, DEUS EXISTE!!!!!!

116 - SIM, DEUS EXISTE!!!

...E continua Augusto Cury: "Esforcei-me muitíssimo para eliminar Deus como possibilidade de ser o Autor da existência. Depois de inúmeras viagens intelectuais e momentos reflexivos, tive que engolir em seco e admitir que é impossível não haver Deus."

E relata que,  no seu discurso ateísta, pensou: "No princípio era o nada e o nada gerou todas as coisas."  E então, refletindo, analisando profundamente, o que pensa o famoso psiquiatra, cientista, pesquisador e escritor?... A que conclusão chega o nosso estudioso?!...

Chega à seguinte e fulminante conclusão: "O 'nada' e o 'vácuo existencial' não são criativos. Só a existência pode gerar existência." 

E com muita propriedade, vai explanando sobre a tese filosófica a que chegou. E confirma: "Deus não é uma hipótese da fé, mas uma verdade científica."

Gente, dá vontade de ir lendo e comentando com vocês; mas, se o fizer, minha crônica de hoje, além de excessivamente longa, não será fala minha, mas do grande Augusto Cury. E quem sou eu para chegar onde ele está?! Por isto, fico por aqui, mas, não antes de dizer-lhes,  a todos que acessarem esta postagem, que fico feliz, ao tomar conhecimento desse tipo de literatura. Uma vez, meu filho caçula me deu um livro de Einstein, intitulado: "Como vejo o mundo". Lindíssimo! Vale a pena conhecer.

Claro que o Deus , que eu conheço, o Deus de nossos pais, eu O conheço pela Fé. Não preciso ler nada deste gênero para amá-Lo, louvá-Lo, glorificá-Lo, mas acho muito bom quando cientistas de renome O estudam à luz da Ciência. Fico muito feliz. Quem sabe os céticos vão se conscientizando de que nossa passagem por aqui é tão pequena, tão rápida, e que não somos donos de nada? Apenas, com o nosso trabalho e empenho, colaboramos com Deus na perpetuação das coisas criadas por Ele. O homem não tem a capacidade de criar nada. Tudo que ele faz é a partir daquilo que existe, a matéria prima que nos foi legada! Como já disse o grande filósofo: "Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Acho sinceramente que precisamos filosofar mais. Só pra finalizar com Augusto Cury: "As pessoas não têm tempo para repensar sua história e filosofar sobre a vida. Raros são os que investem em seus projetos e sonhos mais cálidos. Não sabemos fazer uma parada estratégica para corrigir nossas rotas. Às vezes me vejo preso nesta armadilha."

Até ele, viram? Vamos dar uma paradinha e pensar um pouco sobre nós mesmos? Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Que estamos fazendo aqui???

Bem, deixem-me continuar a minha leitura. Até a próxima.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

115 - DEUS EXISTE!

115 - DEUS EXISTE!

Esta foi a conclusão maravilhosa a que chegou o grande escritor Augusto Cury, neste lançamento arrojado a que denominou "Os segredos do Pai-Nosso, A solidão de Deus". Tenho lido várias obras deste autor, mas esta,  eu a considero  especial, porque aqui ele se declara abertamente que era ateu, que fez tudo para provar que Deus não existe  e - Graça Divina! - conseguiu provar o contrário!

Veja, na íntegra, o que ele escreveu no décimo parágrafo   da Introdução, página onze: "Eu fui um dos ateus mais críticos que já existiram. Mas, depois de intensa reflexão, me convenci de que não há discurso ateísta que aplaque a ansiedade inconsciente do ser humano pela compreensão da vida e pela continuidade da existência. O vácuo da inexistência imposto pela morte nos perturba profundamente. Só não se inquieta quem nunca o analisou."

E no capítulo onze: " Tal inquietação, longe de ser negativa, é uma fonte inesgotável que impulsiona o saber e alimenta a produção de teólogos, filósofos, pensadores, cientistas. Sempre haverá um prazer da mente humana pelo desconhecido, pela superação das intempéries. Sempre haverá o  desejo irrefreável de desvendar o Autor da existência."

Parágrafo doze: " Einstein também foi consumido por essa inquietação. Não se contentou em produzir conhecimento sobre a relação espaço-tempo. Queria entender Aquele que inaugurou e fundamentou os elementos da existência. Desejava perscrutar a mente de Deus."

... E assim,  Augusto Cury continua suas reflexões... Vale a pena ler. Voltaremos a falar disto depois. Hoje tenho pressa, mas até onde li, já me satisfez plenamente, porque vai clareando cada vez mais a verdade suprema. Obrigada, Carol, pelos dois volumes desta empolgante  obra.

(Ai! Daqui a pouco vou para a Capela: Missa de sétimo dia por intenção da alma do meu irmão Geraldo que partiu para a eternidade. Precisamos crer: DEUS EXISTE - e está com ele neste momento em algum lugar da amplidão do Universo. E está conosco aqui também. Que Ele nos abençoe e nos conforte nos momentos de dor! Amém!)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

114 - DIAS DIFÍCEIS

114 - DIAS DIFÍCEIS  

A notícia chegou como uma bomba, que explodisse de repente em meus ouvidos, com toda força!   Sentei-me sem saber o que fazer. Como chegar até lá, o mais rápido possível? Perguntei a meu esposo se ele iria bem cedinho comigo e a resposta veio pronta: " De jeito nenhum. Você não tem condição nenhuma de ir dirigindo!"

Telefonemas pra lá e pra cá,  pela madrugada...  Minha sobrinha Cristina, solícita, tentando ajudar... minha irmã Aparecida, aos prantos, na busca de uma solução. "Oi, tia, vou ver na internet, horários de ônibus pra senhora."

De repente, linhas que se cruzam, informações que vão chegando, família que se preocupa... E minha irmã já liga com a solução: "Fica no jeito, que Luzia está em Brumadinho, Marquim vai te buscar aí e você vem com eles pra cá". 

E assim aconteceu. E foi um domingo bem triste, o domingo passado: sepultamos nosso irmão, o Geraldinho! É mais um desfalque na família, é mais um suspiro de saudade. É menos um personagem importante, nos momentos de bate-papo, nas horas de descontração, nos encontros de família.

É... a vida é assim! Amanhã, a missa de sétimo dia. Como entender a morte?!... Como conviver com as perdas nossas de cada dia, nossos vazios, as ausências?...                                                      

Meu Deus! Como somos pequenos, insignificantes, perante a grandiosidade do Universo! Nossa inteligência só vai até o momento da passagem para a eternidade. Depois disto, só Deus pode explicar; nada sabemos do além! Nada... nada!!! Fica sempre uma grande interrogação - ou exclamação! Nada sabemos... 

Suspiros... lágrimas... saudade!

terça-feira, 21 de abril de 2015

113 - É PURA EMOÇÃO!!!

                                                          113 - É PURA EMOÇÃO!!!

Uma amiga - amiga mesmo, muito amiga - emprestou-me duas coletâneas com palestras do Padre Leo. Nossa!!! Uma maravilha!

Ainda não terminei de ouvi-las todas; preciso terminar para entregá-las. Mas esta que acabei de ouvir me deixou em prantos - e me fez parar, para dizer isto a você: "Vale a pena escutá-la".

Se você é católico - e tem, como nós, saudades do Padre Leo, entre outras, adquira esta palestra de 24/02/2001 : "NO ALTO ESTÁ A VOSSA META".  É fantástica! Entre outras coisas, ele conta com muita emoção, o episódio de sua primeira comunhão.

Dá pena, a princípio, mas a gente explode de alegria depois! É por isto que as palmas se fazem ouvir a cada instante, durante todas as suas pregações. São espontâneas, brotam do fundo da alma, seja pelas histórias que ele sempre conta, seja pelas passagens de sua vida ou de sua família... 

Meu Deus, que tesouro nos deixou esse Seu filho amado! Quantas histórias, quantos fatos, quanta riqueza nesse legado!...

Como eu gostaria de que meus familiares tomassem conhecimento desta beleza escondida nestas e outras palestras do Padre Leo. E de outros católicos também. É bom demais! É felicidade total - a verdadeira felicidade!!! Quem sabe, um dia... Obrigada, Meu Deus!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

112 - EME e TÊ!

112 - EME e TÊ!

Peguei o Lucas  e irmãzinha na casa deles, subimos a rua, tranquilos, a Gabi cantarolando e, de repente,  ele grita: "Eme e Tê! Olha, vovó, eme e tê: As Mamães levam os meninos pra escola e as Tias cuidam deles até as mamães buscarem de novo!"

É assim o Lucas. Observa tudo, faz intervenções, conversa direitinho - conjugação de verbos, plurais... tudo perfeito!

E aí eu aproveitei para conversar sobre a escola, relacionamento professor/aluno, colegas entre si, horários, atividades... 

Estamos muito satisfeitos com a escola deles: quanto carinho com as crianças, respeito pelas famílias, colocando-as sempre a par de tudo através de correspondências constantes, responsabilidade na educação dos alunos... Está toda a equipe de parabéns! 

E o Momento de Louvor, normalmente na última quinta-feira do mês?... Lindíssimo! Graças a Deus, as escolas ainda fazem um trabalho que vai além do material, do   temporal. Que bom!

E voltando às duas letras,  M e T,  escritas no muro de uma casa, o nosso palestrante continuou: "... Mas tem criança que é o Papai que busca e tem gente, que é a vovó. Tem outras pessoas também que buscam. Tem vez que vai o papai,  e a mamãe também chega. Quando meu pai e minha mãe terminam mais cedo, os dois vão me buscar!"

Creio que não é à-toa que ele disse isto: creio sinceramente,  que toda criança gosta de ver o papai e a mamãe juntos. Na minha experiência de escola - vasta experiência - sempre gostei de observar o brilho no olhar do aluno quando o papai e a mamãe vinham buscá-lo, ou compareciam juntos a uma reunião. Coisa rara, mas louvável.

Que Deus abençoe os pais de nossas crianças e dê a eles muito juizo para continuarem juntos, haja o que houver! (Só se não tiver mesmo jeito... o que é uma lástima!)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

111- VAMOS TOMAR UM CAFEZINHO?!

111- VAMOS TOMAR UM CAFEZINHO?!


Ontem conversei muito com a minha irmã Marta e chegamos à conclusão de que precisamos mesmo combater o vício da bebida. O "tomar uma cervejinha socialmente" está levando as pessoas a excessos terríveis repetidos cada vez, com mais frequência.

Não; não é normal tantos momentos de encontro em que o uso da bebida e da carne vermelha chega ao extremo, causando sérios danos à saude de todos, principalmente dos relacionamentos familiares.

Consideremos práticas antigas saudáveis, onde as pessoas se visitavam e logo era servido um cafezinho "feito na hora" - com bolos de fubá, biscoitos de polvilho, pães caseiros... E ali o que rolava solto era o papo gostoso, a conversa de familiares e amigos que gostavam de se encontrar. E, claro, não tinha essa de excessos na comida ou bebida.   O que contava mesmo era a oportunidade do encontro, o estar junto, o caminhar em comunidade. 

Então ela me afirma que alguns sobrinhos nossos,  sempre que podem, vão à casa dela para o famoso cafezinho com biscoitos de polvilho, tudo quentinho, ali, na hora. Que bom! Fiquei feliz. Porque, na maioria das vezes, é só a cerveja que rola. E o excesso é quase sempre inevitável. Infelizmente!

Quero entrar na lista, Marta. Qualquer dia desses, apareço por aí, já que ontem recebi o convite: "Vamos tomar um cafezinho?!"

sábado, 21 de fevereiro de 2015

110 - TE AMO!

110 - TE AMO!

Que facilidade têm as crianças para dizer "TE AMO!" - mimo tão carinhoso que se vai perdendo ao longo da vida!... Uma pena!

E com tantos netos em casa, que dizem sorrindo: "Eu te amo!", não tem mesmo como passar de liso, um dia de aniversário. 

Nossa! Meu dia foi longo, muito longo: "Levantei-me cedinho, missa às sete horas, na Capela do Hospital Nossa Senhora das Graças,  onde ajudo um pouco, levando Jesus Eucarístico para os pacientes do quarto andar, e do quinto também. Gosto de estar lá, conversar com eles, saber como vão as coisas; depois fui levar minha filha ao oftalmologista, cuidei dos dois filhos dela; almoço; lavei o restante das roupas de cama que os visitantes utilizaram; fomos ao Clube, meu esposo e eu, e fiz, pela primeira vez, mil metros, nado livre e peito, fiquei feliz; busquei netos na  escola; à noite, o tradicional bolo, com direito a balões coloridos e brigadeiro pras crianças, pequenas e grandes: delícia! 

Ufa! Realmente foi longo o dia. Alguns telefonemas à noite, mensagens no Face e agora vi: trinta e uma mensagens no WhatsApp! Vou ver todas: bom demais! 

Falta ainda o meu presente final: levar uma cesta básica para uma família. Obrigada, meu Deus, por tanta bênção! Ganhei hoje, de uma amiga, lá no Santuário da Adoração, um lindo livro do Padre Fábio de Melo; gosto muito de ler o que ele escreve.

Por que conto tudo isto pra você? Apenas pra dizer que "Eu te amo!"(e aqui não importa a mistura de tratamento!),  que viver é muito bom e que vale a pena trilhar pelos caminhos do bem, seguindo o lema da Campanha da Fraternidade: "Eu vim para servir", concorda? (A Vida é maravilhosa!!!) 


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(P.S.: Ah, esqueci-me de contar um fato que muito me alegrou:  após a missa, cantamos "Parabéns" pra mim e me ofereceram a vela grande do altar para que eu a apagasse. É bom mesmo fazer aniversário! E ganhei ainda, no dia seguinte,  um livro de Augusto Cury que eu curto de montão. Obrigada, meu Deus! Realmente, viver é maravilhoso!!!) 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

109 - SIMPLES ASSIM!

109 - SIMPLES ASSIM!

Já é dia vinte! Esperava apenas o relógio grande da sala me presentear com as doze badaladas. Um brinde à vida!

Todo ano é assim: fico acordada até que o tempo resolva dar início ao dia do meu aniversário; depois, agradeço, e adormeço.

E no final do grande dia, fico novamente acordada - até que ele se vai! E, se ele se vai, é porque o novo ano já começou. É mais uma imensa página em branco para que nela eu possa registrar, com a ajuda de você, mais um capítulo da minha história. Que bom: já se inicia o capítulo sessenta e seis.

Gosto disto! Gosto de saber que é o meu aniversário. Nada de narcisismo, nada de egocentrismo! É que eu gosto da vida, gosto de mim, e das pessoas com quem convivo. Gosto até dessa pessoa que não conheço, mas que lê o que escrevo. E agradeço de coração, porque o que é escrito é para ser lido; pois, se assim não é, por que se escreveria? Fico triste quando vejo livros novinhos nas prateleiras, que há anos estão ali, nunca lidos, nunca folheados, nunca talvez nem sequer vistos, a não ser pelo espanador que, vez por outra, vem tirar a poeira da estante. Coitados!...

Não, o que se escreve é para ser saboreado, como estou agora fazendo com o meu copinho de vinho tinto, suave, que trouxe para o meu quarto, após um brinde lá na cozinha, com o meu companheiro de todas as horas...

Agora, os olhos pesam, vou dormir. Porque amanhã será um longo dia em que vou me lembrar a todo momento que sou uma filha de Deus, privilegiada, porque me amo - e amo as pessoas, após obedecer ao mandamento maior: amá-lo primeiro, sobre todas as coisas, pois, afinal, não é por vontade dele que eu estou aqui?! Para mim, e para todos os que estão hoje aniversariando: FELIZ ANIVERSÁRIO!!! 

Não preciso de bolos, nem de festas, talvez nem de muitos cumprimentos; quero apenas rezar e agradecer - e me amar, e amar você. Porque viver é isso: simples assim!!!

108 - O BEM E O MAL

108 - O BEM E O MAL

Como é tênue, aos nossos olhos, a distância entre o Bem e o Mal! Não o Mal maior, aquele que a gente pensa não praticar de jeito nenhum! Mas o mal que já se encontra arraigado na vida do ser humano. 

Como diz o Grande Apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, capítulo sétimo, versículo dezenove: "... visto que não faço o bem que quero, e faço o mal, que não quero".  Vale a pena conferir, lendo todo o capítulo, para que possamos também fazer uma análise de nossos atos. 

Claro que não temos a pretensão de sermos perfeitos - e de forma alguma o somos; nem o seremos, com certeza - mas é certo que gostaríamos de ser melhores.

Tanto é que o Mal maior que vemos disseminando por aí, faz-nos arrepiar e, muitas vezes, até nos envergonharmos de pertencermos à classe de animais racionais, e não de outra espécie. Há coisas que nos chocam profundamente.

Hoje recebi uma mensagem postada por alguém que sempre me envia ótimas reflexões. A de hoje... antes não a tivesse visto! Meu Deus, como é possível um povo castigar tanto a outro, por motivos tão banais?! Vi uma imensidão de pessoas que se enveredam pelo deserto, sob um sol causticante, um calor de cinquenta graus durante o dia e, segundo a reportagem, um frio dilacerante à noite... Mães que carregam seus filhos ao colo, pais desnorteados, caminhando... caminhando... para onde??? 

Dói profundamente ver tal situação: é desumano demais!  É estarrecedor! Pessoas lindas, bem vestidas, extremamente tristes e assustadas... Forçadas a deixar tudo para trás... E lá se vão... Para onde?... O que será feito delas?... Crianças vão morrendo pelo caminho, de sede, fome e cansaço... E diz o texto: se não há como enterrá-las, apenas colocam algumas pedras sobre seus corpinhos inocentes... Prosseguindo a leitura, descubro mais: pais que cortam as próprias mãos, oferecendo aos filhos sedentos, um pouco do seu sangue - para matar a sede!

Meu Deus! Por que eu li isto?...

Mas - corrijo - é covardia minha: o problema não está em eu ler; e chorar; e oferecer aos céus uma oração por eles. O problema está em existir tal situação.

E penso: alguém precisa fazer alguma coisa! Onde estão as Organizações Internacionais que cuidam do bem-estar do ser humano?... Por que as grandes potências não impedem uma coisa dessas?...

E me vem à mente a situação dos escravos que, apertados nos porões dos navios, eram obrigados a singrar os mares... para onde não queriam ir... E a história registra um sofrimento não menor que esse que vi hoje...

Meu Deus! Tem dó! Tem compaixão dos teus pequeninos, dos marginalizados, os excluídos!...

Elevemos a Deus uma fervorosa prece, em prol desses sofredores.  Reze comigo: Pai Nosso...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

107 - VISITAS

107 - VISITAS

" ...Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três, eu começarei a ser feliz!" - sabedoria de Exupéry!

Tudo começou com o "Boa noite" do dia vinte e oito de janeiro; daí pra frente, uma sequência de mensagens que culminou com a realização dos fatos. E consumou-se, o combinado! Passaram-se as horas... passaram-se os dias... e tudo acabou.

É assim. E ponto final. Também o que Exupéry tinha pra escrever, foi feito: ato consumado. Só que ele talvez não imaginasse que sua obra correria o mundo, que suas brilhantes ideias incentivariam tantas pessoas, sua mente fértil, despertasse em outras o desejo de também tentar registrar lampejos de felicidade, momentos inesquecíveis, coisas que impulsionam e incrementam a vida, fazendo-nos gostar de viver. Sim, porque viver é muito bom! Melhor ainda quando os momentos são criteriosamente pensados - e concretizados! Como a feijoada, que não aconteceu lá, mas aconteceu cá, não é, Tia Graça?... E com os ingredientes vindos de lá... Gente, vocês são demais!

Rogo a Deus, que possamos ter sempre esses encontros - planejados ou não - mas que sejam sempre bons, saudáveis, sem grandes excessos, sem atos que possam gerar lembranças ruins.

Sim. Encontros como este último, que só de lembrar, a gente começa a rir. E,  se comentamos, damos gostosas gargalhadas.

É a vida! É mesmo como canta o poeta: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz." E a minha felicidade é maior ainda quando penso que a gente pode conquistá-la com uma vida simples: sem bebidas, drogas, sem qualquer subterfúgio para fugir da realidade: é ser feliz mesmo com o real, a vida que cada um conquistou, com o estudo, o trabalho sério, com o suor do rosto. Agradeçamos a Deus por isto.

Está lá no WhatsApp: "Tia, onde vai passar o Carnaval 2015? Em casa, com certeza! "Um queria encontrar tio Waldívio". Um... Quem?!!! "Eu, Padinha".

Encontrou, né Padinha! E ficaram juntos o tempo todo. Espero que tenham gostado. Hoje já estão em casa e a vida volta à rotina: trabalhos... estudos... muito bom! Até a próxima! 

domingo, 25 de janeiro de 2015

106 - É MUITA BÊNÇÃO!!!

106 - É MUITA BÊNÇÃO!!!



Amanheceu! Vi os primeiros clarões quando alguém do meu lado abriu um pouco as cortinas. Olhei lá fora, a ver se identificava algo que me situasse na rodovia; e qual não foi minha surpresa ao perceber que já estava chegando aqui! 

Aí então,  repenso em tudo que nos aconteceu. Passa um filme pela minha cabeça, desde que saí de São Paulo, sonolenta e meio fora de órbita, numa languidez gostosa de quem se deixa levar, sem se preocupar. Ouvi quando o motorista disse: "Camanducaia, quinze minutos"; depois, "Perdões";  mais tarde, "Betim"... Portanto, eu não dormia; simplesmente, me extasiava com o poder da ação de Deus em nossa vida. Não descera em  nenhuma das paradas, sonolenta que estava, um sono atrasado, de ir para a cama  depois da meia noite, conversar um pouco mais ainda e se levantar às três: é mole?  

Tudo começou quando o meu sobrinho, um afilhado querido me liga e diz: "Tia, eu não acredito que a senhora, que é tão católica, não conhece Aparecida até hoje! Ah, não, tia, vou buscar a senhora aí e levar lá. Fica no jeito, minha madrinha, que eu vou buscar a minha mãe em Teixeiras e vou até Sete Lagoas, a gente pega a Fernão Dias e num instante, estaremos aqui em São Paulo e vou levar a senhora lá. Sei que vai adorar!"

E aí? A gente vai ou não? Como perder uma oportunidade destas?...

E fomos! Fizemos ótima viagem, ele, minhas três irmãs e eu. E "Maria passa à frente" porque em três dias, foram realizados vários lindos sonhos! Na sexta-feira, madrugamos e rumamos para Aparecida. Eu simplesmente, me deixava levar; mal acreditava no que estava acontecendo... 

Meu Deus! Foi por isto que o nosso querido Papa Francisco ficou tão extasiado, frente à belíssima imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira de nosso País!.. A suntuosa basílica nova, a riquíssima arquitetura da anterior, a caminhada para o Cruzeiro, lá em cima, sob um sol escaldante, o suor escorrendo, os pés cansados, joelhos doloridos -  não é, Alcina? - mas a fé maior, a alegria no coração, a fascinação no olhar! E a visão do todo, das alturas do mirante, felicidade indefinível, coisas de Deus! Impossível descrever, porque emoção se sente, não se escreve...

No sábado, a realização do sonho da Marta: praia da Enseada, no Guarujá: coisa boa de se ver! A estrada linda, com túneis maravilhosos, o sol nascente, a água límpida, a areia brilhante, peixinhos sapecas, a imensidão do mar! Maravilhas de Deus, e maravilhas construídas pelo homem, com a inteligência e poder que Deus lhe deu!

No domingo, Missa com Dom Fernando e Padre Marcelo, sonho de Cida, pagamento de promessas, orações, lágrimas, proximidade boa do Divino, explicações inúteis para o inexplicável, sentimentos de Céu!

Como rendeu o nosso domingo! Passeios pelo centro da cidade, Avenida Paulista, Praça da Liberdade, Missa na Catedral da Sé, riqueza de detalhes, sinos possantes, portas abertas a receber os fiéis para a celebração da tarde! Nunca mais vou me esquecer das seis cadeiras ocupadas pelo Júlio, sua namorada Larissa, e nós, as quatro irmãs, que não cessamos  de buscar a proteção do Alto - lembrando-nos sempre de agradecer. Sim, porque a viagem tinha um objetivo maior: agradecer! Gratidão enorme pelo Deus Altíssimo que nos criou e nos quer bem, socorrendo-nos em nossas necessidades.

É difícil descrever, passo-a-passo, as emoções vividas... Que fazer para agradecer à sobrinha Marina que madruga com o companheiro e as três crianças para ir conosco a Aparecida, e volta a se levantar no domingo às três, simplesmente para nos levar à missa; ao sobrinho Paulo César, que marca presença com a  família, um papo gostoso,  ideias brilhantes; o Jerônimo, que janta conosco; a Alcina, tão nossa, tão boa, tão singela, com sua hospitalidade peculiar?... E que agradece também o  ensejo, porque há quarenta anos mora em São Paulo e não conhecia a Catedral da Sé!

Família, tudo de bom!  Pessoas que se abraçam, que se querem bem, que se sentem felizes com a felicidade de outros...

Obrigada, Júlio! Foi completo, o passeio. Muito mais que imaginávamos. Nem precisávamos ter rodado tanto para o considerar completo. O Brás, o Morumbi, a Vinte e Cinco de Março, ruas e avenidas, prédios públicos, bairros importantes... E comida japonesa, devorada ali, no centro de São Paulo, numa alegria infantil partilhada, como crianças risonhas, comendo juntas no mesmo prato!...

Foi muito bom! Que a Mãezinha de todos os Santuários do mundo inteiro esteja sempre no Santuário do seu coração, para que você tenha todos os seus sonhos realizados e que sua boa vontade continue transbordando para ajudar as pessoas na realização dos seus! Muito obrigada!


sábado, 3 de janeiro de 2015

105 - BRISA LEVE

105 - BRISA LEVE

Ninguém quer furacões em sua vida... Ninguém deseja tempestades, com raios tenebrosos, enxurradas que saem lambendo tudo, juntar depois os destroços, calcular os prejuízos... Todo mundo sabe que é terrível uma situação assim calamitosa...

Claro, todos desejamos uma brisa leve, chuva mansa, daquelas que molham realmente a terra, fertilizando o solo, sem danificá-lo... Todos almejamos o melhor, vida tranquila, paz interior...

Mas, nem sempre é assim! Muitas vezes necessitamos passar pelo fogo, para a nossa purificação; sofrer cortes dolorosos, acertando as arestas do nosso orgulho; marteladas que tentam uma acomodação maior das moléculas; lambadas que  ferem nossa autossuficiência...

Hoje ouvi uma expressão que mexeu comigo: "Devemos estar ligados a Cristo como a hera à árvore!" 

Pensei numa orquídea cujas raízes  descem pelo tronco que a comporta: tente arrancar uma delas e você estará tirando com essa raiz, um pedaço do tronco da árvore!

Deve então ser assim, nossa ligação com Cristo... Ligação de verdade, do tipo aglutinação - não, justaposição... Ligação de verdade, procurando conhecê-lo, amá-lo, vivê-lo!

É como a música: "Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu; sentir o que Jesus sentia, sorrir como Jesus sorria..."

Fácil?!... De jeito nenhum! Mas é preciso tentar!!! Porque nem sempre teremos brisa leve na nossa caminhada aqui na terra... Muitas vezes, furacões são inevitáveis. E é preciso que sejamos fortes, que estejamos preparados. E esta força, só pode vir dEle... Busquemo-la, confiantes!

104 - ALIMENTO

104 - ALIMENTO

Ler é muito bom! Sempre se encontra algo novo, alguma ideia interessante, algo para se pensar. Aconteceu hoje comigo: após participar da celebração eucarística, permaneci no Santuário para fazer um momento de adoração. Nas mãos, HORAS SANTAS LITÚRGICAS, de Anízio Ferreira dos Santos; vou lendo, meditando sobre o valor da Eucaristia como alimento, cantando silenciosamente, quando   encontro   esta   expressão: "... o Menino-Deus, indefeso, que, ao nascer, foi colocado na 'manjedoura', espaço próprio para o alimento. Hoje Ele é para nós,  pão da vida".

Não é que eu nunca havia pensado nisto?!... Manjedoura é o local onde se coloca alimento para os animais; e ali foi colocado o Filho de Deus, recém-nascido! Ou seja, no local do alimento, os pastores contemplaram uma criança; só não podiam imaginar que aquele menino mais tarde, seria um alimento tão importante para seus seguidores. 

E me veio à mente, a história de Lola, Floripes Dornelas de Jesus, que em Rio Pomba, maravilhava o povo com um acontecimento bastante inusitado: após cair de uma jabuticabeira, fica paraplégica e sofre alterações estranhas em seu organismo, pois, nunca mais teve sede, nem fome, nem sono, vivendo ainda mais de sessenta anos em cima de uma cama; seu único alimento era a Eucaristia, oferecida por um sacerdote todos os dias. Tinha uma devoção extrema ao Sagrado Coração de Jesus e rezava vinte e quatro horas por dia. Procurada por muitas pessoas, rezava por todas. Está em processo de beatificação. Faleceu em abril de 1999, sendo seu túmulo muito visitado hoje.

Minha mãe conheceu-a e teve  a oportunidade de comprovar, in loco, a veracidade dos fatos.  E foi a pedido dela que entrou para o Apostolado de Oração.

Quando minha mãe nos contou a sua história, fiquei intrigada: como pode uma pessoa viver somente da Hóstia Consagrada?... Hoje, na internet, a gente pode ter conhecimento de tudo. Já li também um livro de autoria do médico que cuidava dela. É mesmo um fato verídico; estranho, mas verdadeiro. Nem é para se entender - é para se pensar!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

103 - EMBALOS...

103  - EMBALOS...

Música suave... crianças brincando... chuvinha fina... brisa leve: embalos sutis que nos confortam a alma, encantos que nos encantam com suavidade sobrenatural. Dá pra fugir por mágicos instantes da rotina eletrizante do cotidiano, viver um pouco de céu, ainda aqui na terra... 

É a bonança, a paz, a pureza d'alma...  É a tranquilidade de se saber vivo, saboreando cada minuto que nos é oferecido, que nos é permitido desfrutar, conscientemente.


Embala-me a alma, sobretudo, nos momentos mais difíceis, a oração! Como é bom rezar!... Saber-se acolhida, amada... Embora tendo a certeza de não ser merecedora de tamanho amor... Mas vivendo-o intensamente, numa aceitação sincera... Vivendo-o, na tentativa de seguir os passos dEle... No embalo da oração!

102 - LIVROS...

102 - LIVROS...

Há muito, eu não lia um livro com tantas páginas! Uma colega emprestou-me: "Médico de Homens e de Almas" - de Taylor Caldwell. Lindo! Como é gostoso saborear uma boa história, navegar por mares desconhecidos, acompanhar a trajetória, real ou fictícia, de personagens que se movimentam por terras estranhas que se descortinam aos nossos olhos, despertando diferentes emoções... Sofremos com eles, torcemos para que dê tudo certo, sorrimos e choramos com aqueles que, de repente, parece, passam a fazer parte de nossa história.

Porém, é inevitável, sempre fica uma ponta de ansiedade no final, uma vontade de ler mais, de saber mais, de caminhar mais um pouco com os personagens... E aí a gente pensa: Que pena! Acabou!

Por que a autora não caminhou um pouco mais com o Lucas, não registrou seu encontro com Pedro e outros apóstolos, não o retornou para o aconchego do lar - que há muito não era seu - mas, pelo menos, para o abraço de sua mãe, que até dizia entender a situação, mas certamente, gostaria de apertá-lo em seus frágeis e velhos braços, aqueles mesmos que o carregaram tantas vezes...

É... A vida!... A imaginação... As histórias... A história de cada um de nós!... Os que se vão... Os que ficam um pouco mais... Filhos da Luz, caminhando pela terra... Que Deus nos ilumine os  caminhos, com o mesmo amor com que nos embala a alma! 

sábado, 15 de novembro de 2014

101 - CÉU NUBLADO

101 - CÉU NUBLADO

Precisamos do Sol: é muito útil para a vida no Planeta. Necessitamos da Chuva: que falta ela nos faz! Que bom que ela veio e há alguns dias nos presenteia.

Para que serve um dia nublado?... Hoje está nublado; lá fora - e no meu coração. E fico aqui, filosofando: para que serve o tempo nublado - esses parênteses intrusos, entre o tempo ensolarado e o chuvoso?

E me surpreendo a refletir: Por que essas nuvens em meu coração?... Não estou entendendo...

Também já nem estou sabendo definir direito se o meu interior está nublado, ou se chuvoso; se, de repente, cai uma chuvinha fina, fria, como, às vezes, lá fora... 

O certo é que me encontro hoje com o espírito inquieto, num sentimento indefinido, uma condição de escolha, que não sei bem o que é... Parece apenas, que é um momento de reflexão; mas como refletir, se não sei sobre o que refletir?... Não  sei!

Vou orar. Simplesmente orar. Talvez sem palavras - talvez utilizando fórmulas prontas, sem pensar; apenas para ocupar a mente. Orações prontas, mecanicamente, não uma conversa com Deus. Quem sabe, tais palavras, formuladas por alguém, que certamente sabia o que queria, alguém que tinha certeza de suas escolhas, possam me ajudar?... 

... Eu, hoje, não sei; não sei o que quero, não sei o que escolher, entre tantas possibilidades. É possível que minhas orações me proporcionem clareza... Acredito nisto!  Reze comigo, reze por mim, por favor! Hoje estou com o espírito nublado, preciso de ajuda, preciso de um abraço, preciso de carinhos, preciso de luz, de calor... 

Meu Deus, me ajude! Creio que, hoje, só o Senhor  pode me ajudar!

domingo, 2 de novembro de 2014

100 - PAPAI, MAMÃE, JOÃO BOSCO

100 - PAPAI, MAMÃE, JOÃO BOSCO...

A lista dos parentes, amigos e conhecidos é imensa e não dá para deixar aqui registrado, tudo o que presenciamos daquilo que  realizaram durante o tempo, que a eles foi permitido aqui estar: fica apenas no pensamento de cada um e no sentimento que chamamos de saudade. 

Sim, a saudade é grande. E por quê? Porque deixaram marcas profundas na nossa identidade, na formação da nossa personalidade, no nosso modo de ser, de pensar, de viver... Cada pessoa que passa por nós, leva um pouco de cada um e deixa um pouco de si. Eles se foram... Mas as marcas ficaram. E é este ponto de ligação que traz esta sensação de saudade que estamos sentindo agora.

Hoje me lembrei de um detalhe que sempre me vem à mente. Era meu aniversário; eu havia ido à Escola Normal, chegara, comera alguma coisa e tinha ido para a roça, trabalhar com meu pai e irmãos. De repente ele sai, vai lá pra casa; continuamos no trabalho - trabalhávamos duro mesmo! Daí a algum tempo, ele chega com um embrulhinho nas mãos e diz: "É pra você, no seu aniversário!" 

Gente, meu pai, lavrador, criou onze filhos, como dizia sempre, com orgulho, "no cabo da enxada", pegou naquele dia seu parco dinheirinho, foi à venda - uma vendinha que havia ali perto - e procurou alguma coisa que pudesse me agradar,

Meu pai, a emoção daquele dia ressoa ainda em mim, em todo o meu ser, toma conta de todos os meus sentidos, me domina totalmente num sentimento de céu. Posso sentir ainda o suave perfume daquele "pó compacto" que devo ter usado por muito tempo em meu rosto. Obrigada, papai! A magia daquele objeto circular, azul, que guardava uma preciosidade rosa, de suave perfume, me acompanha pela vida afora...

É por isto que digo sempre: o que conta não é o valor do objeto, mas o carinho que reveste o ato de o entregar, a ternura no olhar, a alegria de quem oferece...

Meu pai deixou  muitas lembranças boas  para os onze filhos, netos, irmãos, sobrinhos, amigos... e para a sua companheira de tantos anos - minha mãe - que, literalmente, desistiu de viver, quando ele se foi (ainda mais que perdeu o filho de pouco mais de quarenta anos, apenas três meses depois do papai); e nos últimos três anos que por aqui ainda passou, somente saudade, com certeza, e pôde depois acompanhá-lo também para a eternidade.

Dia de Finados: não é lembrança de morte, mas de vida, de ressurreição. Lembra  dias que foram passados aqui na terra e tempos que serão vividos na eternidade. Passar pela sensação de perda quando os nossos se vão, é muito dolorido, mas penso que para quem vai é a paz, vida nova, sem sofrimentos, sem dor. Quero pensar assim, lembrando-me dos sofrimentos finais do meu pai, minha mãe e nos últimos instantes do meu irmão, como nos contou nossa cunhada, que estava com ele no hospital.

Finados... sempre a lembrança da dor da perda, mas é preciso pensar diferente, senão a gente adoece, o corpo sofre, a alma padece de tristeza. 

E pensar que um dia também iremos - não sabemos quando, nem como... 

Vamos viver na alegria, fazendo o bem, praticando a caridade, marcando presença positiva no nosso convívio - para que também deixemos saudades, como eles, que já se foram. 

Meu pai, minha mãe, meu irmão, padrinhos, tios, primos, amigos, conhecidos... peçam a Deus por nós que aqui ainda estamos, para que possamos também, através das boas ações, deixar muitas saudades, como vocês!

sábado, 1 de novembro de 2014

99 - O PODER DA MÚSICA

99 - O PODER DA MÚSICA

Acabei de ligar para uma de minhas irmãs, porque estava engasgada, abafada, angustiada... A música faz isto com a gente!

E comentei com ela: Como as coisas eram difíceis na nossa adolescência, na juventude... Para se ouvir o que se queria, era preciso comprar o disco. Hoje está tudo na internet. Querendo relembrar velhos tempos, é só digitar lá. Assim, ouvi músicas que não ouvia há muito tempo, deixei me envolver, fiquei relembrando nossa vida em família, nossos pais -  que ainda eram vivos, meu irmão - que também já se foi... 

E é inevitável: bate uma saudade, uma vontade não sei de quê, um aperto no coração... E se a gente se entregar, a melancolia toma conta. É preciso se beliscar forte para voltar ao atual, ao presente, e não se permitir reviver o passado...

É a vida... Não há como fugir! 

E minha irmã falou de coisas boas, demos gostosas gargalhadas... e pronto! Nem foi necessário um divã!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

98 - BOAS EXPECTATIVAS

98 - BOAS EXPECTATIVAS

Hoje, como o faço todos os dias, fui buscar o Lucas. Estava de bem com a vida, muito falante, mas o que me impressiona é a concatenação das idéias, a facilidade com que a narração flui, a forma como direciona um diálogo, o vocabulário correto, a concordância verbal e nominal...

Foi entrando no carro e dizendo: "Vó, hoje eu ainda vou pra escola; papai e mamãe foram trabalhar e só quando terminar é que vão me  buscar na escola; e aí a gente vai pro aeroporto. É hoje que a gente vai lá pra Foz do Iguaçu.  Sabe, vó, vou ver as cataratas e quero tomar um banho lá." (Eu havia dito a ele, que eu me molhei  toda e nesse dia, ele afirmou que não queria se molhar "de jeito nenhum!"). Agora já está ansioso para que tal aconteça. E veio  comigo, falando dos dinossauros de cera que vai ver com o tio Walcely, falando, falando, falando...

A gente se apaixona quando resolve prestar atenção no desenvolvimento da criança, no aprendizado de cada dia. Quem me dera poder registrar cada avanço de cada um dos netos, já que são tão diferentes entre si e têm uma percepção bem diversa de todas as coisas! Sinto ainda, por não tê-lo feito com os filhos. Seria interessante eles lerem hoje, o que diziam quando ainda não tinham a visão de mundo com olhares alheios, uma visão, muitas vezes, deturpada pelas falas de outros...

A criança é autêntica, diz o que pensa, fala por si mesma e não por ter ouvido dizer, ou pior, por ter que dizer o que os outros querem ouvir.

Deus abençoe as nossas crianças e não as deixe se decepcionarem muito, ao crescerem... 


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

97 - DESAFETOS...

97 - DESAFETOS...

Por que será que a gente se permite, às vezes, deixar-se chatear por pequenas coisas, palavras simples, considerações não claramente intencionais, assuntos secundários, que nem merecem crédito... E aí a gente se fecha, fica mal, surpreende-se a todo momento pensando naquilo, divagando entre o que disse... ou o que não disse... o que deveria ser dito...

Muitas vezes o outro nem se lembra mais do que houve, caminha para frente, de bem com a vida; e a gente continua lá atrás, amarrada naquilo, remoendo, se desgastando por nada...

Como é comum acontecer isto! E aí surgem os desafetos, ou uma amizade machucada, onde já não se tem tanta confiança no outro...

Até que surge um fato novo e a pessoa, objeto do desafeto, se mostra novamente amável, cheia de considerações, de boa vontade, como se não tivesse acontecido nada...

E talvez não tenha acontecido mesmo: foi só um mal-entendido, um pensar diferente, um entendimento obscuro de coisas bem claras...

Analisemos nossas atitudes que nos levam aos desafetos. O melhor seria um diálogo aberto, ali, no momento, para esclarecer os pontos. Pensemos nisto! O rancor vai corroendo por dentro e, se a gente não se policiar, pode adoecer por sintomas que só existiram na nossa imaginação, não é mesmo?!...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

96 - O SONO

96 - O SONO

São tantas as coisas que nos tiram o sono... Coisas que nem sempre têm a ver conosco, mas se a gente começa a pensar...

Como dominar o pensamento?... Como fazer com que o cérebro descanse e deixe também o corpo, repousar em paz?...

No dia seguinte, sentimo-nos um bagaço, não rendemos  tão bem no trabalho, ficamos, às vezes, irritados e corremos um sério risco de nos chatearmos com as pessoas do nosso convívio, por quase nada!

Como nos faz falta uma noite bem dormida!  Quando a pessoa tem tempo e consegue conciliar o sono durante o dia, ainda se refaz, mas no meu caso, não tem jeito: se alguém me encontrar dormindo de dia, pode chamar o médico, estou mal! Ou encomendar o caixão!

Então, por favor, me dê uma sugestão: que devo fazer para parar de pensar e dormir profundamente à noite, refazendo as forças de um corpo cansado?... 

Quero um sono bom, com sonhos maravilhosos, quero à noite, me desligar dos problemas nacionais e internacionais, quero dormir em paz! Você me ajuda?!...

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

95 - QUEM NOS SEPARARÁ?


95 - QUEM NOS SEPARARÁ?


Gostamos de cantar esta música, cantamos com convicção: "Quem nos separará? Quem vai nos separar? Do amor de Cristo, quem nos separará? Se Ele é por nós, quem será, quem será contra nós? Quem vai nos separar do Amor de Cristo, quem será?!"

Que grande graça é a Fé! Cremos fielmente na Palavra de Deus, gostamos de ler a Bíblia, de escutar comentários do Evangelho.

E ninguém, mas ninguém mesmo, vai tirar do nosso coração, o amor que dedicamos ao Divino, ao Espiritual, ao Transcendente. 


 A Fé é dom de Deus. Por isto rezamos, pedindo insistentemente ao Pai do Céu que faça florescer e frutificar na alma das pessoas que nos são caras, aquela sementinha que receberam no Sacramento do Batismo. Que a chama cresça e que, inflamados pelo fogo do Amor, fortalecidos pelo Espírito Santo de Deus, todos possam chegar à plenitude das glórias eternas. É o que mais desejamos para toda a humanidade, especialmente para nossos familiares e amigos. 


Queremos a Paz em nossas casas, em nossas famílias, mas não podemos abrir mão da Paz que vem de Deus. O Evangelho às vezes nos assusta ao falar de divisão nas famílias (Lc 12, 49-53); porém, se temos firmeza na Fé que testemunhamos, queremos trabalhar para que todos estejam vivendo sua missão em Cristo Jesus, porque esta é a Sua vontade. 

Se contestados, vamos entregar os pontos? De jeito nenhum! Vamos lutar para que todos os membros de nossa família aceitem esta Paz que vem de Deus, e não, simplesmente, a paz passageira que o mundo oferece. É esta a diferença: queremos lutar - em oração - para que a humanidade possa ter aceitação do Reino de Paz, de Justiça e de Amor, que Cristo nos propõe: O REINO DE DEUS!!!
             
Cantemos, com alegria: "Quem nos separará? Quem vai nos separar? Do amor de Cristo, quem nos separará? Se Ele é por nós, quem será, quem será contra nós? Quem vai nos separar do Amor de Cristo, quem será?!"
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94 - SERÁ O BENEDITO?

94 - SERÁ O BENEDITO?

Meu quarto neto adora histórias! Outro dia, não sei por que, disse a ele: "Será o Benedito" - uma expressão carinhosa que minha  mãe utilizava muito para falar de desobediências infantis. 

Aí, ele se empolgou: queria porque queria que eu contasse a história do Benedito!

Se há uma coisa que eu gosto, é de inventar histórias. E então, surgiu mais uma oportunidade. Fui falando, falando, pensando nas desobediências deles - os netos - e fui caminhando com a vida do Benedito. Um Benedito que eu nunca conheci, a não ser na frase anterior e as lembranças da minha mãe. Um Benedito que foi surgindo assim, devagar, à medida que as colheradas iam entrando pela boca do curioso...

Porém, nenhuma história para o Lucas é contada uma única vez: volta e meia, lá vem ele: "Vó, conta a história do Benedito!" 

Muito bom, porque a gente dá uma trégua ao "João Jiló" ao "Menino do Pé de Feijão" ao "Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau"... e outras que a gente reconta ou inventa, dependendo do momento.

O tempo não é tão grande assim, mas enquanto ele almoça e eu vou dando andamento nas coisas da cozinha, os personagens vão tomando forma e os laços vão se estreitando!

Conte histórias para seu filho, seu neto, qualquer criança! As histórias nos ajudam a resolver nossos conflitos interiores, reais ou fictícios, e nos fazem caminhar melhor, dando-nos uma compreensão maior dos fatos cotidianos.

Conte histórias! Crie, recrie, mas não deixe passar uma oportunidade de estar com aqueles que estão ávidos de conhecer o mundo! E o mundo fantástico das histórias é a melhor forma de se trabalhar os valores que queremos passar para uma nova geração. 

Agora, se você convive com crianças como o Lucas, preste muita atenção nas histórias que inventa porque, você pode até ir aumentando devagar a narração, mas se cai em contradição...

Ai de você se contar diferente de sua fala anterior! A criança contesta logo! Esta nova geração...

("Será o Benedito?" -  Você conhece esta expressão?!)